Um Dia De Sol Muda Tudo...
4 Caramba, Agora Eu Fiquei Doida De Vez....
Notas iniciais
Continuei a praticar minhas músicas, a maioria eu já sabia de cor, eram uma para a entrada outras duas para quando a noiva e o noivo estivessem no altar e a outra era para o termino da cerimônia, e essas eram as principais, as outras aram para ser tocadas antes e depois da cerimônia, a maioria delas tinha um ritmo calmo (típico de casamento), e todas já estavam perfeitas para serem tocadas.
Pensando nisso resolvi sair do palco e andar um pouco, afinal ainda havia trinta minutos para o começo da cerimônia e eu precisava relaxar.
Eram tantas as questões a serem resolvidas, e tantas as dúvidas a serem sanadas. Eu realmente não estava aguentando tudo isso.
Então procurando pelo campo um local para descansar acabei achando um banco de madeira a baixa de uma árvore, tudo muito bem iluminado, e sem dúvida era ali que iria ficar.
Sentei-me no banco esticando as pernas e tirando minhas sapatilhas, sentindo a brisa quente tocar minha pele e me fazer acalmar, mas infelizmente assim como a brisa passa essa paz também passa, e eu tinha que responder essas malditas perguntas que rondavam minha mente.
Que merda de tatuagem de fogo é essa no meu pulso?! Porque eu venho sonhando mais freqüentemente com tragédias ou coisas ruins acontecendo?! E além dessas perguntas havia mais uma, por que meu pai havia abandonado a mim e minha mãe?!
Com todo esse clima de casamento, eu me vi pensando sobre esse fato, minha mãe é uma ótima mulher, eles poderiam ter sido muito felizes um ao lado do outro, até hoje eu via em minha mãe uma tristeza ao lembrar-se dele e percebia a falta que ele fazia nela.
Ela nunca me falava diretamente dele, sempre sendo vaga demais, nunca explicando direito o porquê de meu pai ter nos abandonado.
Se você quer saber, eu mal sei qual é seu nome, sua idade hoje, seu emprego e até mesmo se está vivo ou não, tudo que eu sei é que ele era um homem bom e que deu muita alegria a minha mãe, só isso nada mais.
Percebendo a entrada de algumas pessoas na festa decidi que era hora de ir tocar, a música me acalmava e organizava meus pensamentos, e nesse momento tudo que eu queria era isso.
Então me dirigindo até lá, arrumei meu cabelo e peguei um espelho de dentro de minha bolsa, retoquei rapidamente minha maquiagem e chagando ao palco vi minha mãe e o resto da banda, pedi desculpas silenciosamente a minha mãe quando ela me olhou com um olhar sério e me sentei na cadeira colocando minha bolsa de ledo e começando a tocar.
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Depois de uns trinta minutos tocando, todas as cadeiras que eram para os convidados estavam ocupadas, e mais outras pessoas se aproximavam para ver a cerimônia, obviamente a noiva estava atrasada e eu só enrolando tentando ao máximo entreter as pessoas com músicas variadas e a maioria das pessoas devia estar achando um saco, sinceramente.
Uns estavam com o semblante calmo, outros entediados, outros com raiva, ou seja todos ali deveram ser empresários, advogados e entre outras profissões chatas que só servem para te aborrecer e conhecer outras pessoas chatas.
Eu estava pensando sobre isso e olhei mais uma vez as pessoas até que um homem me chamou atenção, ele era alto, forte e bem pálido e por mais estranho que pareça ele estava olhando para mim com uma expressão de raiva e vi que a mulher ao seu lado também me olhava assim.
Achei que seria coisa da minha cabeça e continuei tocando normalmente, até que o noivo chega e nos permite parar um pouco e descansar.
Minha mãe vai ao banheiro e eu vou para a área do bife, ninguém estava lá provavelmente porque ninguém tinha tempo a perder, mesmo sendo para comer.
Comi algumas mine-pizzas e tomei um pouco de coca-cola, quando me preparei para voltar ao palco aquele mesmo homem entra na sala de bife e tranca a porta, não entendendo nada eu o pergunto:
-O senhor poderia abrir a porta? É que eu tenho que me apresentar e não posso me atrasar.- ele olha para mim com os olhos cheios de raiva e diz se aproximando lentamente de mim.
-Me entregue agora, me entregue agora, você é apenas um germe inútil não merece isso, me entregue agora. — Sua voz era de arrepiar e não parecia uma só voz, mas parecia haver duas em uma mesma e ele começa a vim mais rápido para perto de mim, e automaticamente eu ia me afastando e dizendo:
-Te entregar o que?!?! Ta ficando maluco?! Eu não tenho nada para te entregar-digo isso e sinto a parede atrás de mim.
-Me ent regue, sei que é você que tem a posse disso, ser inútil, me entregue agora — e com isso ele para e começa a se transformar em um bicho de duas cabeças, com uma calda de serpente, e caramba o que eu faço, meu coração está a mil.
Ele vem em minha direção com um pulo no ar, eu saio da parede e tento correr para o mais longe possível do bicho.
Chego a porta e não consigo abri-la, é claro que não ela está trancada, e com o canto dos olhos vejo pela janela (que também está trancada) um vulto, e penso '' ferro mais um '', mas quando o vulto para percebo que é minha mãe, e com uma cara aterrorizada ela olha para algo atrás de mim, logo percebo que é o ''bicho'' e me viro.
No ultimo momento ele salta com a boca aberta para cima de mim eu me esquivo, mas ainda sim ele arranha meu braço e eu caio sentada no chão, e de maneira lenta ele se aproxima Poe a pata no meu braço machucando, e seu rabo-serpente se aproxima do meu rosto ameaçadoramente, e logo uma das cabeças do ''bicho'' fala:
-Me entregue agora, ou alem de você sua querida mãe irá sofrer as conseqüências.
Caramba!! Entregar o que?! Eu não tenho nada, minha mãe está la fora tentando abrir a porta e se ela conseguir, além de mim, ela vai morrer, e nem mesmo para defender minha própria mãe eu sirvo, e o que eu faço? Eu não posso entregar minha vida de bandeja, eu tenho que pelo menos lutar.
Foi ai que eu ouvi uma voz em minha cabeça que dizia mesma que fraca ''toque o sol e música, toque'‘, mas o que isso significava?! Como eu poderia tocar o sol e a música, mas espera, minha pulseira, é isso só pode.
Com muita dificuldade tentei tocar minha pequena plaquinha, e consigo mesmo que com muita dor, e com isso uma espada que parecia ter sido feita de ouro puro apareceu em minha mão, e quando o bicho percebeu o que tinha acontecido tentou me atacar, mas falhou pois minha arma já se encontrava penetrada na pele dele atingindo-o onde era seu coração, e por incrível que pareça ele não caiu sobre mim, mas sim evaporou, sim EVAPOROU!! E não eu não estou maluca, sério como isso aconteceu ele evaporou de uma hora para outra, eu só devo estar sonhando, mas não, não estava, o machucado em meu braço sangrava e doía muito me fazendo ver que realmente não estava sonhando.
Mas minha mãe estava na porta e eu não poderia abandoná-la daquele estado, então me levantei e com minha espada (N/C: cara como essa espada tinha aparecido, alguém me explica, to muito perdida), dei uma investida na porta com toda a força que eu tinha fazendo a espada ultrapassar a maçaneta e abri-la.
-Filha, você está bem? — perguntou minha mãe com semblante apavorado- me desculpa por fazer você se arriscar tanto eu já devia tela mandado para o acampamento a muito tempo, mas eu fui egoísta — ela disse isso me abrasando forte e chorando- desculpa....
Eu já não estava entendendo nada, mas agora imagina minha situação, é tanta coisa na minha cabeça.
-Mãe que papo é esse?? Eu to ficando maluca ou é impressão minha??- disse incrédula, mas nesse momento vejo um garoto correndo em minha direção, mas espera ai eu conheço esse garoto....
-Carmen, senhora Acisum, graças aos deuses eu achei vocês, não temos tempo para explicações agora, temos que correr- ele olha para traz e diz- vamos.
E com isso James sai puxando eu e minha mãe pela mão, eu me solto cruzo os braços e digo:
-Caramba! O que está acontecendo aqui merda?! Eu fui atacada por um bicho, que me feriu e ta doendo muito, eu não estou entendendo nada, e ninguém me explica nada, que porcaria! E mais uma coisa o que você, James, está fazendo aqui! -Eu estava quase explodindo de tanta raiva estava me sentindo mais quente que o normal, porque nada está normal em minha vida caramba, e ninguém se importa em ao menos me explicar.
-Olha eu sei que eu e sua mãe e eu te devemos explicações, mas por favor me siga e não pare- ele chega mais perto de mim e me faz fixar meu olhar em seus olhos azuis escuros- eu prometo que te explico- ele pega em meu braço machucado, me fazendo ficar ainda mais quente, porem mais calma e disse- enquanto isso você se cura sozinha, mas como foi um Ortros que causou esse machucado coma isso, vai acelerar a cicatrização, agora vamos e poderemos ficar bem.
-mas...
-Filha, vamos agora, sua vida corre risco e você não pode ficar aqui, agora vamos- minha mãe estava decidida.
-Okay, vamos...
-Tarde demais, temos companhia — diz James, eu me viro e vejo a mesma mulher que estava com o ''bicho'' que me atacou, eu paraliso- saia daqui Carmen, e vá com sua mãe ela sabe onde deixá-la.
Com isso minha mãe me puxa e eu saio ainda paralisada me lembrando do ataque do ''bicho'' ou Ortros, como o James disse, o problema é que foi eu quem causou isso, eu quem interrompi todos e os fiz parar e me explicar, sou eu quem esses Ortros querem e não ao James ou a minha mãe, eu não vou arriscar a vida de duas pessoas por mim, eu tenho que lutar por mim mesma.
Com isso, parei de andar virei para minha mãe, agora com um olhar mais decidido no rosto e disse:
-Mãe, eu tenho que impedir que algo aconteça com o James, ele não pode se arriscar por mim, nem você, eu te amo.- dito isso eu corri em direção a James, decidida a acabar com a vida desse Ortros.
Quando cheguei, James estava caído no chão com a perna sangrando e sem a espada na mão e o Ortros estava prestas a pular em cima dele, mas nesse momento eu pressionei meu pingente e minha espada apareceu em minhas mãos, pulei contra Ortros e desferi diversos golpes, o problema era que esse Ortos era diferente do anterior, ele era mais rápido e mais resistente, e eu estava mais cansada e ferida.
Até que fui surpreendida por um golpe no flanco, que me fez cair no chão e deixar minha espada escapar, com isso o Ortros se preparou para uma emboscada com seu rabo-cobra para cima de mim, mas nesse momento minha mãe pulou em cima de mim fazendo com que a cobra mordesse as costas de minha mãe, eu estava extasiada, minha mãe estava com os seus lindos olhos sobre os meus e me disse em meio a lágrimas:
-Me perdoe, eu sempre vou te amar.
E o tempo por um momento pareceu parar, seu sorriso límpido se fez presente e eu por um momento pensei que ainda haveria sorte, mas estava errada, o tempo começou a correr normalmente e o corpo de minha mãe desapareceu no que pareciam ser cinzas.
Meu corpo foi tomado por uma raiva eminente, cada parte do meu ser queimava em função da raiva, eu estava quente e qualquer dor física pareceu cesar eu me levantei ficando cara a cara com o Ortros, meus olhos estavam em chamas e de uma ora para a outra tudo ao meu redor brilhou em uma intensidade tremenda.
Abri os olhos e o Ortros havia desaparecido, tentei andar, mas estava fraca e acabei caindo, e só me lembro de ter chamado por um nome James.
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