Notas iniciais
Oie!!! Estou de volta!!!! Espero que gostem do capítulo. Boa Leitura

–Pois é chegamos. Tchau – e fui abrindo a porta sem esperar resposta.

Eu estava suando frio. Saltei rapidamente para fora do carro ajeitando minha mochila sobre meus ombros e atravessei o pátio (que para minha sorte estava quase vazio, sinal de que eu estava atrasada), tomando o rumo da grande entrada principal do colégio. Estava quase alcançando o corredor quando uma mão segurou o meu braço fazendo com que eu me voltasse.

–Quanta pressa – disse Vincent.

Droga! Pensei.Eu acreditei que se eu andasse bem rápido ele me deixaria entrar sozinha e iria me poupar de ter que atravessar os corredores sob os olhares curiosos de todos os alunos. Estava errada.

–Olha me desculpa, mas eu tenho que ir para a sala agora – disse rapidamente. Por alguma razão eu estava meio que sem fôlego.

–Eu te acompanho – ele respondeu sorrindo – afinal teremos a mesma aula, eu suponho.

–Como?! – era só o que me faltava.

–Pois é, sua mãe comentou com a minha que a sua primeira aula de hoje seria de história – ele comentou divertido – uma coincidência um tanto fortuita não?

–Claro – respondi sem humor – muito fortuita.

–Então vamos – disse ele– eu te sigo.

–Você não tem que resolver a sua documentação? – tentei. Eu ainda podia me livrar de aparecer na sala com ele a tiracolo.

–Não se preocupe com isso – respondeu ele com um gesto desdenhoso – já está tudo resolvido.

Suspirei, resignada com a minha falta de sorte e voltei a andar pelos corredores em direção a minha sala. Eu ainda podia sentir Vincent caminhando bem próximo a mim e é claro, sorrindo (caramba que sujeitinho mais alegre, até demais para o meu gosto).

Parei na porta da sala nervosa e reunindo coragem entrei. O professor Miller estava sentado na sua mesa olhando para uns papéis. Ao me ver cruzou os braços erguendo as sobrancelhas.

–Bom Dia senhorita Armstrong. Qual é a desculpa para o seu atraso hoje?

–Bom.,. – gaguejei – eu... é...

–Perdão professor – disse Vincent intervindo, para minha surpresa e de todos na sala, inclusive July que estava sentada com um sorriso travesso nos lábios – mas o atraso da senhorita Armstrong é minha culpa.

–Ah é?- disse o senhor Miller lançando um olhar curioso para Vincent – e quem é você?

–Meu nome é Vincent Darin. Eu sou um aluno novo e por isso a Susan estava me ajudando a encontrar a sala de aula. Se ela se atrasou a culpa é toda minha.

–Aluno novo? – disse o senhor Miller olhando atentamente para Vincent que parecia calmíssimo – pois então, o seu atraso está perdoado. Dessa vez, pelo menos. E sentem-se, os dois, por favor.

Atordoada pela situação, caminhei até o lugar vago ao lado da July já aviando.

–Sem comentários, por favor.

–Calminha tomate – disse ela – pode deixar que nós vamos conversar sobre isso depois. Só eu, você e a Kitty.

–Ainda bem que não temos todas as aulas juntas – resmunguei – uma já é ruim o bastante.

Ela deu uma risadinha que eu resolvi ignorar. Dei uma espiada na sala a procura do Vincent, e o vi sentado na última cadeira no fundo da sala.

Ele piscou para mim e eu voltei meus olhos para frente da sala tentando me concentrar na aula.

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Após passar um bom tempo evitando os olhares de July, do Vincent e de toda a turma o sinal finalmente tocou, anunciando (para a minha felicidade) o término da aula. O professor levantou-se e falou.

–Agora eu irei recolher os trabalhos que eu passei na semana passada. Ai saírem da sala coloquem na minha mesa.

Um a um todos os alunos goram colocando seus respectivos trabalhos. Abri a minha mochila para pegar o trabalho, e quando enfiei a mão dentro da mesma, tudo que eu consegui pegar foi um punhado de papéis picados. Assustada, virei a mochila de cabeça para baixo e mais papéis picados caíram.

–Ai meu deus! – balbuciei.

–O que foi? – disse July – que monte de papel é esse?

–É o meu trabalho – respondi apavorada.

–Tá brincando – disse ela – como é que isso foi acontecer?

Eu nem precisei pensar no assunto. A resposta para aquele desastre era muito clara e o culpado mais ainda.

–Azarado – disse trincando os dentes.

–Quem? –disse July confusa.

–O maldito do meu gato! Só pode ter sido ele!

A essa altura todos os outros alunos já haviam saído, inclusive Vincent. O professor Miller chamou irritado.

–Vocês duas vão me entregar os trabalhos ou vão ficar de conversa aí por muito tempo?

–Já vamos professor – disse July.

–O que eu faço? – indaguei.

–Tenta explicar para ele – sugeriu July – quem sabe ele não entende e te dá uma nova chance.

Xingando Azarado mentalmente, levantei-me e fui até o professor, July ao meu lado.

–Err... senhor Miller eu posso falar com o senhor?

–Pode falar senhorita Armstrong.

Limpei a garganta antes de começar a falar.

–Bom é que eu tive um pequeno problema com o meu trabalho.

–Que tipo de probleminha?

Eu peguei o monte de papel e coloquei sobre a sua mesa.

–Pode me explicar o que é isso? – indagou ele pegando um dos papéis.

–É o meu trabalho – respondi sem jeito.

Ele passou a mão pela cabeça irritado.

–E você espera que eu aceite isso? – gesticulou para os papéis.

–Professor eu não tive culpa! – tentei explicar foi o meu gato ele...

–Basta! — disse ele – você acha mesmo que eu não escuto uma história dessas todos os dias? O cachorro comeu, o ET levou, a enchente destruiu e tantas outras historinhas de cada aluno irresponsável me conta só por que não tem a decência de admitir que não fez!!

–Mas é verdade! – insisti.

–Mocinha, não pense que eu não a conheço bem. Nunca presta atenção em nada que eu digo, chega atrasada todos os dias e eu sempre procuro não levar isso em conta porque eu sei que apesar disso é uma menina inteligente.

–Eu... – ia retrucar, mas ele não permitiu.

–Agora acabou a farra. Pode considerar a nota do seu trabalho como zero.- e completou de forma ameaçadora — e é melhor estudar bastante para as provas finais se quiser ser aprovada.

–Professor – tentou July – ela não teve culpa. Se o senhor aceitar eu divido a nota do meu trabalho com ela.

–O trabalho é individual senhorita Nomura. Agora se me dão licença eu tenho trabalhos para corrigir.

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Passei a maior parte da manhã na maior tristeza. Não conseguia acreditar que por causa do Azarado eu estava com a corda no pescoço com o senhor Miller. Minha mãe iria me esfolar viva, com certeza. Bom, pelo menos eu não tinha visto o Vincent desde a aula de história.

No intervalo fomos para o pátio lanchar. July e Kate tentavam em vão me consolar.

–Não se preocupa Sue – disse Kate – o senhor Miller é um mala, mas eu não acho que ele vá reprovar você.

–Kate tem razão – completou July — você é inteligente, vai tirar uma ótima nota nas provas.

–Se fosse só isso – eu disse – o problema é o que a senhora Donovan vai achar disso tudo.

–Eu acho que ela vai entender – disse July otimista.

–Menos July — disse Kate enfiando um grande pedaço de uma barra de cereal na boca – a dona Grace vai virar uma fera e sabemos bem disso.

Gemi pensando no que eu ouviria mais tarde.

–Ela vai me matar e depois me ressuscitar, só para me matar de novo – disse tristemente.

–Kate você não está ajudando – repreendeu July.

–Que tal mudar de assunto – sugeri – isso não está me deixando muito feliz.

–Então vamos falar de algo que te deixe feliz – disse Kate – como o fato de você ser o nome mais comentado do colégio no dia de hoje.

–E isso é algo bom? – resmunguei.

–Claro que é? – respondeu ela – você e o Vincent são o casal do século!

–Não somos um casal – retruquei.

–Olha ele ali – disse July.

Olhei na direção que July apontou de pé conversando com ninguém menos que a chata da Nikki. Ela tinha um enorme sorriso no rosto que se desfez assim que Vincent olhou na minha direção. Ele disse algo para ela e se afastou rapidamente, deixando-a com os olhos faiscando de fúria.

–É a minha imaginação ou ele está vindo para cá? – perguntou Kate.

–Nós não podemos estar imaginando a mesma coisa – disse July.

Ah não! Pensei. Não senta aqui, não senta aqui...

–Posso me sentar com vocês?

Notas finais
Que tal??? E que tal comentar????