Um Dado Não Adquirido
1 Confissões e Sonhos Perdidos
Notas iniciais
Acordei hoje de manhã ás 11 horas, mais meio dia desperdiçado, continuo sem fazer nada a não ser desperdiçar a minha vida. Desde que falhei como escritor não sei o que fazer, sai da escola de prepósito para me tornar escrito, levei os meus amigos a jantar e família, gastei quase o dinheiro todo a pensar que iria ganhar muito como escritor, mudei-me para Nova Iorque e agora não tenho nada. A minha mãe bem me avisou, se gastas tudo sem ter nada como garantido só vais arranjar problemas para ti próprio, mas eu já tinha tomado como garantido a publicação do livro, era um policial, tinha tudo para correr bem mas sinceramente não sei o que correu mal...
Tirei a roupa fui para a casa de banho enchi a banheira de agua e simplesmente fiquei lá por uma hora, e começei a pensar que não podia continuar assim só tenho 24 anos, ainda posso voltar a estudar, e enquanto estudar escrevo outro livro. Mas não tenho ideias nenhumas e nem tenho dinheiro para os estudos, sinceramente não posso fazer nada, podia sempre pedir ajuda aos meus pais ... Não, não posso seria uma vergonha para mim, tenho que trabalhar para ter as minhas coisas eu sei que o meu destino não e este, viver nesta espelunca suja, com vizinhos nojentos e mal criados, ter que trabalhar todo dia e receber uma miséria. Sentei-me na mesa e tomei o pequeno almoço, felizmente ainda tenho dinheiro para pão e manteiga, e também ja faltava pouco para o natal, e este ano vou voltar a jantar a casa dos meus pais, só nas alturas de comemorações e que tenho um jantar de jeito. Eu sei que não me devo queixar, ainda bem que tenho o computador que a minha mãe me ofereceu para eu escrever o livro.
Sentei-me à frente do computador e comecei a pensar, já que o mistério falhou, que tal eu escrever sobre... Por amor de Deus como isto pode ser tão dificil eu tinha tantas ideias antigamente, foi nesse momento que tive uma ideia brilhante, como tenho o dia de folga podia ir a casa dos meus pais buscar os meus cadernos do meu tempo do 10º ano, eu lembro-me de quando tinha tempo livre escrevia as minhas ideias.
Eu sou mesmo brilhante, como não me lembrei disto antes. Fui à garagem buscar a bicicleta, ganhei coragem e então comecei a pedalar até casa dos meus pais, mas durante o caminho eu comecei a pensar, tenho que lhes dizer a verdade, eles sempre me apoiaram e sempre me apoiarão mesmo que eu esteja em um momento de crise, tem que ser.
Finalmente cheguei a casa dos meus pais, ia a tocar a campainha quando comecei a perder a coragem toda e comecei a pensar que eles me iriam achar um falhado mas tinha que ser.
A minha mãe abriu a porta abraçou-me e disse-me:
- Para a próxima não desapareças assim durante tanto tempo, entra o teu pai vai ficar contente por te ver.
Ao subir as escadas até ao primeiro andar eu comecei a sentir um certo sentimento de nostalgia, as vezes que eu subi e desci aquilo, as vezes que fiquei doente e a minha mãe cuidou de mim, era simplesmente fantástico estar de volta, quando chegámos à sala o meu pai estava sentado no sofá a ver um programa daqueles da tarde que não têm interesse, pelo menos para mim.
- Olá pai.
- Filho tu... és mesmo tu ?-disse o meu pai antes de desatar a correr até mim para me abraçar.
- Sim sou eu, estou de volta.
- Afinal o que aconteceu ?
- Vocês tinham razão, não devia ter gasto tudo como um tolo.
- Isso já é passado, onde estás a viver agora, precisas de casa ?
- Sim, na verdade queria perguntar se... nada esqueçam.
- Filho tu sabes que podes contar comigo e com a tua mãe quando precisares.
- Então, posso mudar-me para aqui e voltar a viver convosco enquanto escrevo outro livro ?
- Claro que sim isso nem se pergunta, então quando começas a trazer as coisas para cá.
- Na verdade já trouxe.
- Mas só tens ai o teu computador e um saco com alguma roupa... Oh meu pobre filho.
Depois disso eu e os meus pais pusemos a conversa em dia, falei dos meus empregos e eles disseram-me que podia desistir deles e voltar para cá que eles tratariam do resto, eu só tinha que escrever que não se importavam.
Eu fiquei muito contente, pois agora tenho uma grande jornada á minha frente para poder me tornar no melhor escritor, e é o que vou fazer, vou começar por escrever um livro sobre... Bem amanhã começo.
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