Um Crime Perfeito
4 Volterra
Notas iniciais
Edward POV
- Como assim a perdeu de vista? Emmett você é burro ou o que? Não eu não quero saber, Jasper perdeu o vôo agora eu estou aqui sozinho e você onde está? – Ele parou por um momento. – Perdido? Ótimo, pois trata de se achar Emmett e quer saber, não precisa vir, eu vou atrás dela nos endereços das propriedades... Não sei Emmett, não sei. Olha você e Jasper estão de parabéns um caso desses e vocês simplesmente somem. Eu vou matar os dois.
Desliguei o telefone irritado, muito irritado não conseguia encontrar nenhum dos dois até duas horas atrás quando descobri que Emmett simplesmente achou que Isabella iria direto para Volterra e pior de trem e pegou um trem simplesmente. E Jasper não atendia o celular sei que deveria ser preocupante, mas no caso de Jasper nunca é e eu espumava de raiva. Bem já que os dois resolveram me deixar na mão nesse momento e o melhor gastando o dinheiro do governo, eu faço o serviço, quanto mais cedo terminar melhor.
Fui para o meu hotel, tentei descansar ultimamente eu fazia meu trabalho bem, mas era cansativo e passar mais de quatro horas em um avião e se estressar porque seus colegas de profissão são irresponsáveis não é absolutamente uma coisa que te deixa feliz. Outro lado da profissão são as acomodações, me deram o melhor hotel caso eu precisasse, na verdade o que eles bem querem é que eu me sinta bem para terminar esse caso. Com a pressão do governo em cima deles, eles teriam que me pressionar em algum momento. Até agora eu estava livre disso, mas sabia que logo o inferno começaria, fiz a entrada no hotel era um palácio clássico no estilo renascentista ficava no centro de Roma, perto dos mais variados pontos turísticos entre eles a Fontana de Trevi e Palazzo del Quirinale. Aguardei o empregado para pegar minha mala, além das roupas necessárias eu levei o notebook e o relatório que me entregaram sobre James e Isabella Swan.
Outra vantagem desses hotéis de luxo eram os cofres, eu precisaria para guardar provas e materiais até a volta para Londres me sentei na cama e observei ao redor, liguei a TV e cruzei o quarto até o banheiro. Tomei um banho e voltei para o quarto na TV passava alguma comedia pastelão Italiana que eu não estava prestando realmente atenção, na mesinha de cabeceira estava minha pasta abri pegando a foto.
Seja onde for que você esteja querendo se esconder, não será por muito tempo. Eu preciso do seu depoimento.
Pensei enquanto observava a mulher de cabelos castanhos da foto, guardei a foto me deitando para descansar amanha seria outro dia e eu deveria estar preparado para seguir o rastro dela. Sabia que James tinha propriedades na Itália um apartamento e uma fazenda era o que estava no inventario e tudo foi para o nome de sua esposa incluindo a casa na Grécia onde ocorreu o assassinato. Sabia que seria fácil, eu precisava apenas obter direções para achar os endereços corretamente. Após traçar todo o caminho em minha mente me entreguei à inconsciência dormindo como a muito não dormia, o cansaço me venceu mesmo sabendo que eu teria que acordar cedo.
O termostato do quarto fez com que eu me levantasse mais cedo do que eu imaginava, estava quente demais e mesmo tendo dormido nu ontem não imaginei que estava tão quente. Levantei abrindo as cortinas sendo recebido por uma bela imagem do sol que já brilhava em Roma, hora local dez da manhã.
Pensando melhor talvez eu tenha acordado muito tarde, abri todas as janelas fazendo minha higiene à espera do meu café, não ligaria para Emmett ou Jasper esses sabiam muito bem aonde me encontrar. Peguei o relatório e o abri exatamente onde era relacionados propriedade e dinheiro dos Swan’s.
Com o primeiro endereço em mãos seria por ali que começaria, tomei meu café tranqüilamente e então fui ate a recepção pedi informações e que se alguém me procurasse ou meus dois amigos chegassem que me ligassem nos números que eles tinham.
O taxi já me esperava do lado de fora, entrei rapidamente indicando o endereço em inglês mesmo. Estava ansioso para o primeiro encontro, como ela reagiria estaria mesmo curada de sua desculpa. O choque inicial pela morte do marido ou me atiraria um jarro em minha cabeça como qualquer mulher maluca faria. Cheguei ao apartamento que aparentemente não era lá muito seguro, quando cheguei não havia absolutamente ninguém na portaria subi ate o ultimo andar encontrando seu apartamento. Era o único o ultimo andar foi todo comprado por James de presente para sua esposa, e toquei a campainha, esperei e nada não é possível que uma viúva alegre esteja dormindo. Estamos em Roma e é a hora do almoço.
Edward você é maluco ela com certeza foi arranjar algo para comer, se ela esteve aqui é claro. Desci com a promessa de que voltaria, encontrando finalmente alguém na portaria. Ele estranhou, mas ao mostrar meu distintivo e pedindo sigilo fiz algumas perguntas.
- Boa tarde, eu estou procurando uma pessoa daqui. Isabella Swan, dona do apartamento da cobertura. Sabe a que horas ela saiu?
- Ah sim, a senhorita Isabella saiu, viajou na verdade.
- Viajou?
- Isso, se quiser posso avisá-la quando voltar.
— Ela foi como, de carro?
- Sim.
- Não precisa avisar e fique de olho no seu trabalho. – Falei e sai.
Para a Grécia ela não voltaria, então só tinha uma opção a fazenda em Volterra. Voltei ao hotel perguntei na recepção se haviam recados, nenhum dos dois paspalhos entrou em contato. Voltei minha atenção para atendente.
- Sabe onde eu posso achar um local para alugar um carro
- Posso providenciar isso senhor.
- Agora mesmo, por favor.
Voltei ao meu quarto fazendo uma pequena mala, olhei para o cofre e resolvi não levar o dossiê. Peguei o notebook, celular, carregador e parti eu tentaria uma abordagem menos agressiva do que uma abordagem feita normalmente segui ate a recepção.
- Não feche minha conta, eu voltarei e ainda estou usando o quarto. Se alguém me procurar se for importante estou nesse numero. – Passei para o atendente o número do meu celular, só esperava que ele pegasse naquele fim de mundo. – Somente se for importante. – Ressaltei não teria tempo para as cantadas baratas, eu não sei ler mentes. Mas a cabeça de uma mulher ainda mais a atendente que não parava de me olhar, trabalhava de varias formas e uma delas era como entrar em contato comigo de uma forma não hóspede / empregada de hotel. – Onde está o carro?
- Já vão trazer senhor.
- Obrigada. – Cerda de cinco minutos depois um rapaz da locadora veio ao meu encontro junto com o Concierge.
-Senhor, poderia assinar o contrato, para quantos dias irá precisar do carro e qual seria o modelo?
- Você tem algum modelo potente? Tempo indeterminado. – Saquei o cartão que era usado pelo FBI em casos como esse. Me deram carta livre onde eu poderia gastar o que fosse caso precisasse para obter informações. O rapaz simplesmente arregalou os olhos e voltou a falar.
- Temos Lamborghinis, Ferraris, Volvos.
- Quero o Lamborghini
- Tudo bem senhor, já vamos providenciar.
Ele saiu com o cartão e voltou logo depois com as chaves do carro que me esperava na porta do hotel entrei no carro analisei e dei a partida, segui até um posto policial pelas ruas de Roma eu não conhecia muito da Itália sabia que teria que comprar um mapa e tentar chegar a Volterra rápido, claro que com esse carro eu chegaria. Pedi informações e comprei um mapa, sem revelar a minha verdadeira intenção de estar ali me passei por um turista normal. Olhando o mapa eu tinha uma incrível estrada para tomar isso me daria tempo para pensar em como abordar Isabella.
Uma abordagem agressiva só a faria recuar novamente, estava na estrada a mais ou menos uma hora, eu estava numa velocidade razoável, até que de uma hora para outra o carro começou a dar umas engasgadas. O que não era normal, comecei a diminuir a velocidade parando totalmente o carro quando percebi a fumaça. Não isso não podia estar acontecendo comigo, podia?
Fiquei ali parado olhando a fumaça sai do capô enquanto eu olhava ao redor, ótimo no meio do nada a espera de ajuda e o melhor meu celular estava sem serviço o satélite simplesmente parecia ter parado de funcionar. O que é isso pegadinha com a minha cara? Esperei cerca de dez minutos até notar uma caminhonete vermelha vindo pela estrada, acenei precisava de ajuda, largaria o carro se fosse necessário mais precisava chegar a Volterra. O carro passou para minha frente parando no acostamento, eu não tinha me dado conta do motorista estava com tanta raiva que simplesmente acenei para parar. O lado do motorista se abriu me revelando que era uma mulher, ela desceu e foi então que eu fiquei parado feito um dois de paus ali no meio da estrada, talvez fosse o calor, mas era ela. Isabella Swan dirigia aquela caminhonete ela sorriu e se aproximava preocupada olhando meu carro.
- Oi, está tudo bem? – Perguntou quando estava perto para se fazer ouvir. Continuava a olhando não acreditando que isso era possível achei que encontrá-la seria difícil já pelo seu histórico e ela simplesmente surgi em minha frente.
- Oi. – Disse saindo do transe.- Eu não sei, esse carro simplesmente me deixou na mão.
- Esse carro? – Ela olhou analisando. – É um Lamborghini como pode simplesmente te deixar na mão. – Olhei para ela que ainda estava olhando para o carro quando levantou seu olhar e viu que eu estava encarando-a corou. Colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e se endireitou.
- Entende de carros?
- Meu marido possuía um, eu não entendo nada. Para onde está indo? Se quiser posso te dar uma carona até a minha fazenda, fica em Volterra lá tem telefone, você pode ligar para a seguradora. Ofereceu totalmente vermelha.
- Claro, se não for incomodar eu gostaria muito. – Deus não podia ajudar um filho da puta mais sortudo do que eu.
- Então vamos, até Volterra agora são somente umas duas horas. – Tranquei o carro e peguei minha mochila e meu notebook e rumei até o lado do passageiro. Ela já estava do seu lado do motorista colocando o cinto, destravou a porta e eu entrei fazendo o mesmo que ela com o carro já em movimento eu passei a observá-la, ela era pequena, parecia doce e tão... Jovem não me admirava que tenha ficado em estado de choque. Mas ela precisava falar só assim ela conseguiria se livrar daquilo que a machucara, em seus olhos tinha um brilho diferente ela virou pra mim e sorriu voltando a atenção rapidamente para a estrada.
- Então o que te leva a estar na estrada mais vazia do país em direção a cidade mais monótona da Itália?
- Estou entrando em uma direção diferente da minha vida, então peguei o carro e quis viajar até Volterra e conseqüentemente outras cidades Italianas. – Inventei uma desculpa rapidamente. – A região da Toscana é realmente fascinante.
- É linda mesmo, seu sotaque... Você não é daqui não é mesmo.
- Não eu sou inglês, vivi alguns anos nos EUA agora estou de volta para a Inglaterra e como estou de férias. Resolvi aproveitar um pouco e escolhi a Itália para começar e você? – Continuei.
- Bem eu estou de volta de um momento muito triste. – Ela disse e me olhou brevemente, dando sinais que não falaria tanto sobre o assunto. – Sabe, você não me disse seu nome eu também não perguntei.
- Oh, é mesmo. Edward Masen.
- Isabella Swan. – Estendeu a mão e eu apertei, notei que ela ainda usava aliança. – Que cabeça a minha você poderia ser um assassino. – Que ironia ela dizer isso. – Um psicopata talvez. – Ela riu. – Mas definitivamente dar carona a uma pessoa que nem ao menos me disse seu nome, foi a coisa mais espontânea que eu já fiz em toda minha vida.
- E seu marido o que vai achar disso?
- Eu não tenho marido, ele morreu.
- Oh, sinto muito.
- Já foi há muito tempo, sei que ele está feliz com a decisão que tomei. E dar carona a um estranho é a primeira delas. – Voltou a rir.
A partir daí ficamos em silencio, era confortável e eu não podia me sobressaltar tinha que ser uma coisa natural. A estrada tinha campos verdes típicos da região era uma imagem bonita, um lugar lindo para se viver. Um calor agradável já que o vento entrava pelas janelas da picape.
- Já estamos chegando, cerca de 20 minutos de Volterra.
- Hum... Ok.
- Você não é de falar muito não é?
- Eu acho que estou cansado. – Menti, minha impulsividade poderia estragar tudo, então resolvi ficar quieto por enquanto.
- Bem aquele campo ali é a minha fazenda. Chegamos!
Ela começou a manobrar a caminhonete eu me ofereci para descer e abrir o portão da fazenda. James não economizou em hectares, aposto que metade de Volterra estava aqui somente em sua fazenda.
- Obrigada, lá você vai poder usar o telefone e comunicar o que aconteceu.
-Muito obrigada, você foi um anjo que mandaram no meu caminho. – Sorri, vendo-a corar intensamente.
- Anjo, talvez eu não seja tão anjo assim. – Sorriu demonstrando uma confiança.
Entramos numa estradinha de terra e logo avistamos uma casa, a casa principal.
- Bom vamos.
Ela foi na frente, procurando talvez um empregado logo uma senhora morena apareceu gritando veio correndo em nossa direção eu fiquei de longe observando a conversa das duas. Talvez ali eu captasse algo.
- Menina como você está linda, eu mal posso acreditar que você está aqui. Ai meu deus espera só o Garrett descobrir que você está aqui, aquele velho vai pirar.
- Zafrina esse é o Edward, eu o encontrei na estrada com problemas no carro. Ele vai usar o telefone tudo bem.
- Olá! Muito prazer sou Zafrina, fique a vontade.
Elas foram entrando ela me indicou onde ficava o telefone, mas era claro que eu não precisava dele. Fiquei na varanda e quando tive certeza que estava sozinho peguei meu celular, apesar do fim de mundo isolado ele estava com sinal. Disquei o numero rezando para que o idiota atendesse e rápido.
- Alô. – uma voz disse do outro lado da linha.
- Encontrei Isabella Swan e da forma mais inesperada de todas.
- Edward você ficou maluco, como assim? Eu preciso falar com você aconteceu outro assassinato encontraram o corpo. Foi por isso que Jasper não foi ao seu encontro no aeroporto. – Antes que ele continuasse, eu o interrompi.
-Emmet, não posso falar, vamos trocando emails, ok?
- Edward você tem que...
-Emmett eu estou com ela, por favor, é a nossa chance.
- Ok eu vou cobrir e ajudar o Jasper.
- Obrigada.
- E então conseguiu... – Eu estava terminando minha ligação com Emmett, quando Bella desceu as escadas. – Desculpe.
- Tudo bem, eu já havia terminando. – Desliguei o celular. – então?
- Oh! Eu queria saber se você conseguiu falar com o seu seguro?
- Ah não, mas eu vou continuar tentando estava falando com um amigo.
Ela mordeu os lábios e ficou pensativa por um momento.
-Sabe se você quiser, pode ficar aqui por enquanto tem bastante espaço e.. Você deve estar cansado da viagem e tudo mais... – Interrompi.
-Se não for muito incomodo e eu não for mesmo atrapalhar eu aceito.
Essa era a minha chance de descobrir o assassino através da única testemunha.
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