Um Crime Perfeito
1 PRÓLOGO
Notas iniciais
Grécia Setembro de 2009
A casa de verão dos Swans foi invadida, uma enorme casa para apenas um casal sem filhos. Esse era o lado bom, pois o que o destino reservou para aquela linda mansão não era nada bom que crianças presenciassem.
Mas sua esposa presenciou.
- Por favor! Não nos mate, eu te dou tudo o que você quiser. Dinheiro, carro, jóias só não faça me faça mal e nem a minha esposa. – Pedia desesperado.
- Cale a boca. – Um rugido saiu dos lábios dele.
Tiros foram disparados, e então o corpo arrastado para fora, tudo devidamente documentado em um vídeo. Pude escutar o pedido dele.
- Quero o canivete, agora. Me traga! — O canivete fora entregue a ele, a lamina reluzia era afiada e perigosa.
Ele depositou a ponta da lamina na bochecha, apertava a contra a carne rosada que ia perdendo sua cor aos poucos, analisando o corpo já sem vida. Talvez esperando uma reação da vitima.
Doentio, maligno ele era o demônio, ele matará seu marido. E iria matá-la também.
Pela estrada segue
a morte, coroada
de murchas flores de laranjeira.
Canta e canta
uma canção
em sua branca guitarra
e canta e canta e canta.
Federico Garcia Lorca
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