Um Crime Perfeito
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Notas iniciais
Bella POV
Eu sai diretamente para onde Zafrina disse que eles estariam o vinhedo, Garrett amava aquilo parecia um filho, ou como Zafrina dizia é a amante que eu não posso deter. Teria que pegar a caminhonete, pois o caminho era um pouco longe olhei os campos muito bem cuidados da propriedade devia tudo a Garrett quanto a isso, não fazia idéia de como administrar resolver as coisas eu fui apenas uma secretaria durante um tempo. Uma jeca absoluta saída de Forks.
Cheguei ao vinhedo vendo a caminhonete de Garrett estacionada em frente a porta principal e então dei a volta estacionando do outro lado, entrei procurando os dois entrando só Garrett.
- Bom dia! – Sorri sentando em um dos barris que estavam ali.
- Bom dia flor do dia, quase boa tarde. Já viu que horas são? – Fiz uma careta.
- A cama do meu quarto é extremamente confortável, aconchegante e acredito que o amor me fez ficar nela mais que o necessário. – Sorri.
- Claro, claro. Isso é uma fazenda acordar cedo é essencial e ajudar. Saia daí de cima sim. – Comecei a rir parecia que ele falava com uma criança de 5 anos. – Vá procurar o Edward porque logo Zafrina estará atrás de nós, sim.
- E onde ele está?
- Ele desceu para ver as uvas.
- Tudo bem, to indo.
Fiz o caminho para fora descendo ate onde começava a plantação, andei bastante entre as videiras até ver Edward parado no meio parecia longe sua expressão era vazia, talvez estivesse passando mal.
- Edward. — Chamei me aproximando – Edward. – Tentei novamente agora perto o suficiente para ele me ver. – Você esta bem?
- Edward. – chamei após um tempo. Ele pareceu acordar e veio em minha direção.
Segurou meu rosto cobrindo meus lábios com os seus, ele estava com os olhos fechados movendo sua boca na minha. Meu corpo parecia estar querendo responder o dele então coloquei minhas mãos em sua cintura e abri finalmente meus lábios, deslizou suas mãos até meu pescoço apertando sua base. Ele explorava minha boca com um beijo calmo, meio descontrolado às vezes. Há quanto tempo eu não era beijada.
Ainda mais por um homem como Edward, ele puxou de encontro com seu corpo circulando minha cintura com seu braço e colocando sua mão livre em meus cabelos. minha mão em seus cabelos
Subi minhas mãos pelas costas dele sentindo o quanto ela era definida, se as costas eram assim imagine o resto. Seu beijo se tornou mais selvagem e suas mãos me apertaram me fazendo sentir o crescimento de sua excitação. Meu peito pedia por ar e ele também precisava porque ele quebrou o beijo descendo até meu pescoço leves beijos e sua língua quente eu sentia pela minha pele, eu estava sonhando era isso.
Apertando meu corpo contra o dele eu senti seu membro roçando contra o meu ventre. Gemi foi impossível conter. Eu não era desejada a tanto tempo eu sentia calor eu sentia novamente coisas que só senti com James!
Espalmei minhas mãos em seu peito e o empurrei.
Ficamos parados olhando-nos nos olhos, o seu peito subia e descia ainda sem fôlego os lábios inchados pelo beijo.
- Bella. – Disse ainda com as mãos em minha cintura.
- Não. – Sai correndo Garrett não podia me ver, onde eu estava com a cabeça me deixei levar pelo beijo a emoção. Olhei para o meu braço que estava arrepiado ainda. Não olhei para trás apenas sai me sentando do lado de fora.
Fiquei pensando eu não conseguia parar de pensar em como havia sido realmente bom e eu era livre, mas tudo isso era rápido demais eu o tinha conhecido a uma semana. Sorri com esse pensamento e a lembrança de James com ele foi um mês mas apenas um dia ele já tinha me roubado um beijo como Edward fez, fiquei rindo sozinha sentada ali sem nenhum dos empregados a vista não sei por quanto tempo eu notei que minha pele começava a ficar vermelha sem nenhuma proteção então resolvi sair do sol voltar para casa já havia passado do horário de almoço e como havia tomado café da manha tarde eu não estava realmente com fome, mas era a hora de voltar e encará-lo.
Calma por enquanto era a chave de tudo.
Voltei para casa e fui saudada apenas por Zafrina fui até meu quarto e agradeci por não encontrar Edward pelo caminho. Eu o enfrentaria agora e diria que foi um impulso muito, muito...
Muito que Isabella? Deixa de ser idiota ele te beijou porque sentiu vontade, te achou gostosa. Se era isso, bem agora eu tiraria a dúvida, não? Desci correndo até o escritório a certeza que ele estaria lá naquele momento, assim que abri a porta percebi que ele estava não envolto aos papéis de James apenas no notebook provavelmente a política já não estava tão interessante. Esperei ele notar minha presença e quando o fez eu disse de uma só vez.
- Preciso falar com você. – E era obvio que eu precisava, porque estava agindo feito uma idiota?
- Não fale que foi um erro, somos adultos vamos encarar como tal. – Ele me interrompeu me deixando completamente chocada, enquanto eu estava sendo uma idiota por fim optei por sorrir. – Não é mesmo?
— Sim. – Disse. – Vamos encarar como adultos, então. – Decidi entrar em um novo assunto. – Continua nessa caçada pela historia política ou se cansou ?
- Não, eu não me cansei. Mas como eu havia te perguntando o quanto você sabia sobre a vida política de James. E bem, pelo que me respondeu você não sabe de nada. Mas eu desconfio que alguém estava desviando dinheiro do governo, ao menos seu marido desconfiava. – Arregalei os olhos com essa revelação, por mais que James nunca me falasse esse tipo de coisa, me senti um pouco de fora do pouco tempo que estive com ele.
- Ele nunca me falou nada.
- Imaginei. – Ele esperou um momento me analisando enquanto eu pensava em quem faria tal coisa para manchar a imagem.
- Talvez isso tenha algo a ver com quem o assassinou. — Disse mais para eu mesma, mas o bastante alto para Edward.
- Provavelmente, você não acompanha o caso. – Ele entraria mesmo nesse assunto?
- Não... Edward sinceramente. – Hesitei um pouco e por fim resolvi me abrir com ele. Desde que cheguei fui tratada de forma normal, mas no fundo eu sei que eles têm pena. Garrett, Zafrina e Alice, ou seja, qual for o sentimento. Ele existe e está lá. – Edward, quando James morreu, eu fui à única testemunha os assassinos fizeram tudo em minha presença dos tiros ao ataque. – Ele se sentou melhor na mesa e me encarou. – Eram dois homens, mas somente um executou tudo. Cada mínimo detalhe daquela noite.
Flashback on
Trilha: http://www.youtube.com/watch?v=IO475xsNOrQ
Passava pouco mais das nove noite na Grécia e apreciávamos um bom vinho na casa de verão que foi dos pais de James, uma mansão com vários metros quadrados. Estávamos na sala conversando, curtindo um com o outro estávamos tão felizes. Eu estava mais ainda porque naquela época eu suspeitava que pudesse estar grávida,
Eu não havia contado nada a ele eu, eu só queria a confirmação e ai sim iríamos comemorar, bebi pouco vinho apesar da suspeita, mas para acompanhar meu marido aceitei.
Lembro de ter subido para o quarto para buscar um suéter, estava esfriando rapidamente. Os dias na Grécia são fabulosos quentes e com uma brisa morna, mas a noite lhe prega peças. Quando estava descendo notei que havia muito barulho James passou correndo. Do alto da escada vi que ele corria em direção a sala novamente. Um vulto passou correndo atrás dele e então, assustada desci correndo atrás dele
normalmente o medo me faria ficar paralisada, mas não naquela noite. Minha mente somente pensou em correr para James. Quando cheguei ao final da escada pronta para ir atrás deles o que estava o ajudando segurou meu braço me puxando contra ele e apontando uma arma para minha cabeça. Gritei atraindo a atenção do assassino e meu marido.
Eles estavam em uma luta corporal, socos e pontapés eram dados o rosto de James já estava ensangüentado pelos golpes recebidos. Me olhava assustado e com a distração foi rendido com um outro golpe, me senti mal e ver James naquele estado, tentei gritar mas acabei levando uma coronhada do outro assaltante, assim era como eu o chamei. Assaltante.
Era apenas um assalto, eles levariam dinheiro, jóias, carro, mas nos deixariam vivos.
- Por favor! Não nos mate, eu te dou tudo o que você quiser. Dinheiro, carro, jóias só não faça me faça mal e nem a minha esposa. – James passou a pedir, eu estava no chão me recuperando a dor era intensa na parte da nuca, doía tanto.
- Cale a boca. – Eu pude ouvir o assaltante falando olhei ao redor eles já não estavam mais na sala. Me arrastei ate as janelas, finalmente os medo me paralisou eu não conseguia andar.
Tiros foram disparados e então eu vi os pés de James e o pé de um deles. Arrastaram o corpo dele. Olhei para cima a tempo de ver uma câmera, e então um pedido.
Forcei minhas pernas e consegui chegar até uma das janelas, no gramado. James, de joelhos como se ainda houvesse vida em seu corpo, mas logo percebi que era o assassino o segurando pelos cabelos.
- Quero o canivete, agora. Me traga! — O canivete foi entregue a ele.
Ele depositou a ponta da lamina na bochecha de James e demarcou cada pedacinho até que ele começou a retirar toda a pele do rosto dele, ele fez isso no que para mim foram horas. Em minutos enquanto o outro gravava com apenas uma mão...
Uma única mão assisti a tudo da janela quando ele terminou começou a sorrir por debaixo da mascara, uma espécie de touca de frio, lã os dentes brancos reluzia eu sentia o meu ouvido zunir, meu ar faltava. Eu tentei puxar o ar e não conseguia. O assassino retirou a touca e olhou diretamente para a janela onde eu me apoiava, o sorriso brilhante e satisfeito e então a escuridão me tomou.
Flashback off
- Quando acordei estava rodeada pela policia grega. Perguntavam coisas em grego, espanhol e até mesmo em inglês, mas, eu não conseguia responder eu comecei a gritar a me debater tentar ir até James. Por fim, me deram um calmante. – Dei de ombros e enxuguei algumas lagrimas que teimavam em descer pelo meu rosto. Edward se levantou e se sentou na cadeira ao meu lado, passou seus braços pelo meu corpo e passou a acariciar minhas costas por cima do tecido da minha roupa. – Quando eu disse que estava em Londres, eu realmente estava. Quando disse que foi para tratamento médico, foi também. Me mantive afastada de todos e internada em uma clinica fiquei por um ano lá entre sessões e tentando manter minha sanidade, recuperá-la foi um choque muito grande, e ver James ser assassinado...
- E você contou isso a policia?
- Aí esta a chave, eu realmente vi o rosto. Mas é como se algo estivesse faltando lembro-me do sorriso vitorioso, mas o seu rosto é branco. Pensei que com o tempo essa memória voltaria. Segundo os médicos eu preciso trabalhar para isso me forçar a lembrar sempre, mas é tão difícil. – Comecei a chorar e ele me apertou contra seu corpo.
- Shiii, você vai se lembrar, na hora certa. – Sussurrava. – Tenha calma. – Assenti.
- É tudo branco, é um passado branco que eu preciso me lembrar. – E então meu corpo dava sinal de vida, um ronco tão alto veio de minha barriga alertando que eu não havia almoçado. – Soltei um risinho sendo acompanhada por Edward.
- É bom agirmos como adultos de vez em quando. – Riu mais ainda. – Acho que não nos alimentamos e pelo cheiro que estou sentindo, chocolate... É chocolate.
- Bolo! – Disse e comecei a rir novamente.
- Está na hora de chamarmos as crianças que ainda existem em nós.
- Vamos! – Levantei rapidamente saindo com Edward logo atrás, quando estávamos perto da escada ele puxou meu braço o olhei esperando que ele dissesse algo e ele colocou ambas as mãos em meu rosto, passando os dedos debaixo dos meus olhos. Olhando-me da mesma forma que me olhava quando me beijou. Fechei meus olhos sentindo seu toque.
- Acho melhor lavar o rosto. – Assenti e subi as escadas.
E eu realmente precisava lavar o rosto meus olhos estavam vermelhos e inchados, típicos olhos de alguém que chorou. Edward não me olhava com olhos de alguém que sentia pena. Quando percebi que meus olhos estavam finalmente aceitáveis, um pouco inchados ainda, já sem a vermelhidão desci e encontrei Edward no mesmo local que eu havia deixado, só que sentado na escada com um olhar vago.
- Edward? – Chamei descendo até o nível onde seu rosto estava me sentando na escada ao seu lado.
-Oi, desculpa – Olhou para meu rosto. – Estava pensando.
- Em que, ou em quem exatamente? – Quando essas palavras saíram eu desejei, juro por tudo que é mais sagrado que o chão se abrisse. Foi extremamente possessivo o tom que usei e a pergunta ainda mais. Ouvi um risinho de sua parte desviei meus olhos que estavam fixo ao chão pela vergonha para ele.
- No que me contou, em tudo, os detalhes. – Disse.
- Ah, e chegou em alguma conclusão? Alguma desconfiança?
- Não, nenhuma. Eu na verdade estava pensando no quanto você sofreu e... – Ele parou de falar e simplesmente me puxou. – Vamos comer, não é bom ficar pensando em coisas ruins, não é mesmo?
- Sim – Sorri seguindo em direção a cozinha, Zafrina não estava a vista alias ninguém estava. – Aonde todos foram?
- Bem Zafrina deve estar com Garrett e Alice, eu não a vejo desde o jantar de ontem. E ao menos deixaram o bolo. – Disse sorrindo.
- Vejo que eles os encantaram, não?
- Sim. – Um sorriso despontou, era meio torto e bem sexy. – São ótimas pessoas. – Olhou ao redor parando exatamente onde eu estava sentada na bancada. – Bem, somos só nós dois. E agora você terá a única chance de provar do meu super omelete. E depois podemos comer o bolo. – Comecei a rir e ele se debruçou sobre a bancada me olhando nos olhos. – Muitas mulheres não tiveram essa sorte, aproveite, agarre-a. – E eu levei como uma mensagem subliminar e acabei agarrando-o e o beijando.
Assim como ele fez comigo, sem permissão sem me preocupar com que o que ele pensaria. Afinal como ele mesmo disse. “Somos adultos, vamos encarar isso como tais”
Agarrei os cabelos em sua nuca puxando-o para mais perto, e explorando sua boca eu não era beijada há tanto tempo, mas queria realmente voltar a velha forma, digamos assim. Passei minha língua pelos seus lábios soltando devagar seus cabelos. E sorri ainda bem deles me afastando rapidamente o deixando na mesma posição.
- Wow! Quando mandam você agarrar, você agarra mesmo! — Ficou me encarando com um incrível sorriso. – Bom vamos à omelete.
Fiquei sentada observando seus movimentos ele era bom. Não exatamente um Chef profissional, mas sabia fazer suas gracinhas. Ia me perguntando sobre quais ingredientes eu gostava e se tinha alergia a alguma coisa, íamos conversando rindo. Em nenhum momento ele me deixou ajudá-lo até que a incrível omelete ficou pronta, o tempo ia passando e nada de Garrett e Zafrina por fim acredito que foram para sua casa.
- Garrett e Zafrina não vivem aqui? – Perguntou retirando os pratos e levando-os até a pia.
- Não, eles têm sua própria casa dentro da propriedade. Você não havia reparado? – Ele negou e então emendei. – Não vai mesmo me deixar lavar mesmo a louça?
- Não fique sentadinha aí, sim?
- Tudo bem. – Disse e voltei a me sentar na bancada enquanto ele limpava tudo, já eram quase nove horas e nada de Alice, confesso que fiquei um pouco preocupada mas sabia que ela provavelmente estaria saindo com algum cara. Alem do que ela já é maior e bem grandinha sabe o que fazer da vida.
- Alice ainda não voltou você não fica preocupada dela vir tão tarde pela estrada?
- Ela não virá se não chegou até agora. – Dei de ombros, ele já havia terminado de arrumar a bagunça que fez e eu me sentia exausta pelo dia cheio de emoções. Mesmo querendo ficar um pouco mais resolvi ir dormir, assim durante o dia eu teria mais pique. – Bom acho que vou dormir, não vi o tempo passar.
- Eu também vou, tenho tantas coisas pra terminar. Mesmo longe o meu trabalho continua. – Deixamos a cozinha indo direto para a sala, verifiquei as portas e as janelas e passei a subir a escada, Edward em silencio vinha atrás. Me virei para me despedir.
- Então boa noite. – Disse.
- Boa noite, Bella. – Ele chegou bem próximo me dando um selinho, suspirei. E ele apertou ainda mais seus lábios sobre os meus quando pensei em aprofundar o beijo ele se afastou cedo demais. – Boa noite. – Disse novamente entrando em seu quarto.
Fiz o mesmo me apoiando na minha porta eu estava querendo me queimar, e estava gostando cada vez mais de brincar com fogo.
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