Um Crime Perfeito
14 Desmoronando
Notas iniciais
Edward POV
From: Emmett McCarty emmett.mccarty@fbi.gov>
For: Edward Masen e.a.masen@fbi.gov>
Assunto: AONDE VOCE SE METEU?
EDWARD ANTHONY MASEN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ONDE É QUE VOCÊ SE METEU? JÁ FAZ DUAS SEMANAS, DUAS EDWARD, VOCÊ PODE ATÉ NÃO DAR A MINIMA PARA O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MUNDO. MAS EU FAÇO!
EU TENHO VIDA E OLHA QUANDO A BOMBA EXPLODIR EU NÃO VOU SEGURAR.
Emmett McCarty.
Eu vi duas semanas e meses de trabalho caindo sobre meu colo, vi todo o trabalho de investigação e cada suspeita que tive de Bella, Emmett com certeza iria me matar. Passei a reler cada email que recebi arquivos e mais arquivos analisando cada informação recebida de Jacob Black em uma foto recente lá estava ele. Moreno, alto, um porte de charlatão.
Típico político, uma foto bacana que não engana ninguém, pelo menos não a minha pessoa. Continuei analisando até ouvir uma batida na porta.
- Edward, sou eu, Alice.
- Oi Alice, pode entrar.
- Vim me despedir. – Franzi o cenho.
- Eu vou para o Canadá, não se lembra?
- Oh! É mesmo, então boa viagem. – Me levantei e a abracei.
- Cuide bem da Bella, e espero que quando voltar você esteja aqui ainda. – Sorri.
- Cuidarei dela, pode deixar comigo.
- Sabe Edward, eu gosto de você. Você me parece muito confiável. – Ela parou por um momento e me examinou. – Me lembra tanto alguém, eu não sei dizer exatamente quem, mas sim, me lembra alguém.
- Quando se lembrar me avise. Tudo bem?
- Com certeza. – Nos abraçamos mais uma vez e ela partiu.
Voltei minha atenção para o notebook e digitando uma resposta a Emmett com a minha decisão de ir até Roma na manhã seguinte.
From: Edward Masen e.a.masen@fbi.gov
For: Emmett McCarty emmett.mccarty@fbi.gov>
Assunto: RES – AONDE VOCÊ SE METEU?
Estarei indo para Roma me encontrar com vocês amanhã.
Precisamos conversar.
Edward Masen
Fechei o notebook colocando-o de volta na mochila, amanha durante a reunião eu teria que usá-lo passei a me sentir culpado porque eu sabia que Emmett estava sendo pressionado a falar onde eu estava, ou onde eu havia me metido. Se havíamos descoberto algo. Tínhamos outras obrigações outros casos que não podiam esperar. Apesar de tantos outros agentes que podem cuidar do caso nós três éramos o topo da pirâmide, logo alguns casos passavam por nós.
Ainda estava com a roupa que sai para andar com Bella eu mesmo havia mandado ela tomar um banho quente e não fui fazer o mesmo. Tomei meu banho já era quase a hora do jantar e logo Zafrina viria nos chamar, estava secando meus cabelos quando houve uma leve batida na porta.
- Entre.
- Oi. – Sorri ao ouvir sua voz, me sentia um idiota agora sorrindo com a toalha na cabeça por mais que ela não pudesse ver meu rosto. – Vejo que também tomou banho.
- Sim. – Levantei meus olhos olhando-a, sorria era um sorriso diferente doce. Eu gostava desse sorriso. Em retribuição sorri também.
- Vem, deixa eu cuidar disso.
Ela pegou a toalha das minhas mãos e passou a secar meus cabelos sentia a toalha passar suavemente sentindo seu corpo tão perto do meu. Minhas mãos foram para sua cintura tentando encurtar a distancia apesar de pouca, fiquei ali segurando enquanto ela subia e descia com a toalha, por fim largou a toalha passando seus dedos entrei os fios. Talvez querendo dar um jeito nos fios ou apenas fazer um carinho.
Me desliguei um pouco sentindo seu toque, minhas mãos ainda em sua cintura puxei e encostei minha cabeça em sua barriga. Passei a pensar em como ela reagiria quando eu contasse a verdade, em quem eu sou e para quem eu trabalho. Sua confiança em mim acabaria? Ficaria brava a ponto de me expulsar? Ou juntos descobriríamos uma forma de abrir sua mente?
A verdade é que eu não sabia como ela iria reagir, tinha medo do pior, ela iria me afastar. Eu abriria novamente um buraco em seu coração como James abriu quando foi assassinado. Da pior forma ela confiou se entregou e eu a apunhalei pelas costas.
Levantei minha cabeça olhando seu sorriso enquanto suas mãos seguravam meus cabelos pela nuca, parecia que o tempo tinha parado e só estávamos nós dois ali, nenhum som, há não ser de nossas respirações. E o seu sorriso que contagiava fazendo-me sorrir também.
- Sobre hoje à tarde. – Eu comecei a falar ainda sorrindo, quando ela me interrompeu.
- Somos adultos. – Sorriu.
- Sim somos. Mas talvez não tenha sido altamente romântico tomar-lhe entre o feno.
- Tomar-me? – Ela deu uma risada alta. – Parece até um galã de livros antigos. O que irá fazer agora, pedir minha mão ao meu pai? Sinto informar que isso não será possível.
- Se assim você desejar, eu até me casaria. – Disse sorrindo.
- Viúvas endinheiradas lhe atraem senhor Masen? – Disse com um tom divertido.
- Sim, muito. Ainda mais quando são extremamente jovens e saudáveis como a senhorita. – Outra gargalhada.
- E quanto ao romantismo?
- Posso providenciar.
- Para quando?
- Agora.
Puxei seu corpo para que ela se deitasse na cama beijando-a com toda vontade, carinho e talvez até amor que eu pudesse expressar naquele momento minha mão em seu pescoço fazendo carinho com a ponta dos meus dedos, sua pele estava quente e seus cabelos ainda úmidos pelo banho, seu cheiro me inebriando. Como e porque eu nunca havia reparado antes em seu cheiro? Quando a ar faltou desci meus beijos até seu pescoço sentindo seu cheiro. Zafrina então bateu na porta e entrou.
- O jantar está... – Ela parou quando percebeu o que estava acontecendo. – Oh! – Suspirou. – Desculpe.. Eu... O jantar está pronto. – Partiu extremamente vermelha.
- Isso foi altamente romântico para você? – Perguntou acariciando meu rosto, fechei os olhos para aproveitar o carinho.
- Claro que sim, houve até a famosa interrupção. – Rimos juntos.
- É melhor descermos.
Vesti minha camisa e descemos de mãos dadas até a sala de jantar, Zafrina estava lá ainda corada pela vergonha de ter nos atrapalhado.
- Eu... Desculpem-me, de novo. – Disse.
- Não tem problema Zá, você não fez nada demais.
- Garrett e eu vamos à cidade para a festa, não querem ir? – Convidou Bella olhou para mim em busca de respostas. Por mim o que ela decidisse estaria decidido.
- Não, vamos ficar por aqui.
- Tudo bem, então eu já vou indo. Iremos jantar na cidade, boa noite. – Pegou seu casaco e se saiu sem nos dar chance de dizer o mesmo.
- Ela está muito envergonhada.
- Foi você que me agarrou. – Disse e começou a rir, puxei sua cadeira para que ela se acomodasse.
- E você não gostou? – Me sentei a sua frente.
- O que eu posso responder em uma situação como essa? – Disse pensativa.
- Que adorou?
- Você é muito convencido.
- Sou bom no que faço. – Sorri finalizando o tema.
Passamos o jantar fazendo o mesmo que fazíamos conversando sobre nós mesmos, cada vez mais encantado e curioso sobre ela eu ia me afundando em minha própria mentira. Após o jantar eu a ajudei a colocar os pratos na lava louça e assistimos um pouco de TV até que o sono, eu entendia seus bocejos como isso. Chamaram a atenção.
- Você me parece cansada, é melhor subirmos.
- Tudo bem. – Disse
Subi as escadas apoiando-a até a porta do seu quarto, e antes que eu pudesse dizer boa noite. Um convite partiu de seus lábios.
- Você não conhece meu quarto. Quer conhecer?
- É um convite? – Perguntei
- É um convite para muito mais do que isso. Ou você realmente acreditou em meus bocejos e os pratos que eu poderia muito bem lavar, deixados na lava louças.
- Além de uma bela viúva também uma grande sedutora.
- Posso ser muito mais do que isso. Muito mais Edward, basta ter paciência para descobrir. – Sorriu.
Abriu a porta do quarto eu a seguia até parar no meio do quarto. Era enorme, bem maior que o meu e muito bonito, claro os tons pastéis estavam presentes duas portas, o closet e o banheiro. E bem ali uma cama com dossel bem estilo antigo. Não contrastava com o resto da decoração, mesmo assim era bonita.
E em seu centro sentada na ponta ela estava ali desabotoando sua blusa me olhando em um convite mudo que eu jamais recusaria, fui até ela puxando-a e levantando da cama beijando-a da forma que a beijei mais cedo enquanto estávamos no celeiro. Seus gemidos admitiam de que ela gostava.
Suas mãos puxavam minha camisa enquanto minha mão foi até o fecho do seu sutiã soltando-o, ela terminou de retirar enquanto eu descia meus lábios até seu seio, beijando e mordendo em seguida. Seu gritinho de surpresa me fez rir. Com a mão livre eu massageava seu outro seio. Desci a mão até a sua calça de moletom puxando-a tentando retirar. Esfreguei meu rosto pela sua pele.
Descendo até sua calcinha a empurrei para que ela se sentasse na cama novamente, abri suas pernas lentamente, deslizei minhas mãos até seus pés. Eu não comandaria nada agora. Não havia necessidade, queria conhecer seu corpo, cada pedaço dele. Ontem nós fomos apressados e pelo calor do momento.
Fechei suas pernas, beijando cada um de seus pés massageando-os recebendo seus gemidos de aprovação. Subi minha mão até sua panturrilha nunca parando com a massagem. Cheguei aos seus joelhos, passei minhas mãos por trás de ambos. Cheguei a suas coxas e apertei sentindo a pele macia. E finalmente eu estava de pé puxando minha camisa pela cabeça jogando-a em algum lugar do quarto o mesmo fiz com minha calça e minha boxer. Minhas mãos foram até seu quadril puxando sua calcinha, sempre a olhando nos olhos.
Minha mão foi até seu sexo, ela estava tão molhada, perfeita. Apertei seu clitóris, acariciei, usei meus dedos entre seus lábios até chegar a sua entrada, ela estava apressada impulsionando seus quadris para maior contato.
- Com pressa?
- Não me torture. – Saiu como um gemido, quando o meu dedo do meio em seu sexo e o polegar apertava seu clitóris. – eu quero você querido, no lugar do seu dedo.
- Seu desejo é uma ordem, mas quero que suba para o meio da cama e fique de costas para mim.
- Quer tomar-me de quatro, senhor. – Brincou.
- Quase isso... – Disse olhando seu corpo enquanto segurava meu membro em minhas mãos. – Quero poder tocar você, mesmo por trás, sem problemas. – Disse em seu ouvido quando ela já estava de costas no meio da cama como pedi. Virou o rosto de lado, me encaixei nela beijando seus lábios empurrando contra seu corpo. Seus gemidos abafados contra minha boca. Cada vez mais fortes minhas investidas contra seu corpo ficavam, minhas mãos massageando seus seios.
Apertavam seus mamilos, as mãos dela me puxavam mais ainda subiam até minha cabeça, puxava meus cabelos.
- Quero mais Edward. – Rebolava em meu colo, já que estava sentado em cima dos meus pés impulsionando meu corpo. Eu estava quase lá, queria que ela viesse junto comigo. Desci uma das mãos passando por sua barriga, até chegar em seu clitóris apertando e beliscando.
- Vem comigo, amor. – Disse me seu ouvido mordiscando seu lóbulo.
Não passou muito tempo até que alcançássemos juntos, estávamos deitados, Bella em meus braços e minha cabeça a preocupação voltará com força. O que eu faria agora, e se ela quisesse me acompanhar para Roma amanha? Eu não tinha como fugir teria que ir até lá querendo ou não.
- Eu tenho que ir até Roma amanhã bem cedo. – Disse de uma vez olhando para o teto, enquanto ela brincava com os meus dedos.
- Vai voltar? – Senti certa insegurança em sua voz.
- Claro. – Sorri enquanto ela se apoiava em meu peito, olhando meu rosto a espera da resposta. – Eu voltei da última vez, não foi?
E dormimos abraçados naquela noite, eu tive que sair cedo ela dormia tão profundamente que fiquei com muita pena de acordá-la por fim deixei apenas um bilhete.
Senti muita pena em te acordar, estava dormindo tão bem. Tão linda.
Eu volto logo para que você não sinta minha falta. Assim como já sinto a sua.
Edward
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