Um Crepúsculo Diferente
8 Convites
Quando estou chateada procuro algo para me faze relaxar, ou vou cômpor ou cozinhar, adoro cozinhar! É, realmente cozinhar me faz relaxar!
Pov. Bella
Em meu sonho estava muito escuro e a luz fraca que havia parecia irradiar da pele de Edward. Não conseguia ver seu rosto, só às costas enquanto ele se afastava de mim, deixando-me na escuridão. Por mais rápido que eu corresse, não conseguia alcançá-lo; por mais alto que gritasse, ele não se virava. Perturbada, acordei no meio da noite e não voltei a dormir pelo que pareceu um longo tempo. Depois disso, ele entrou em meus sonhos quase toda noite, mas sempre fora de cena, nunca ao meu alcance.
O mês seguinte ao acidente foi inquietante, tenso.
Tyler Crowley estava impossível, seguindo-me por toda parte, obcecado por se redimir de alguma forma. Tentei convencê-lo de que o que eu mais queria dele é que esquecesse tudo aquilo – em especial porque não acontecera nada comigo, mas ele insistia sem parar. Seguia-me entre as aulas e se sentava à nossa mesa, agora abarrotada. Mike e Eric foram ainda menos amistosos com ele do que entre si.
Perguntei a mim mesma por que ninguém mais o vira parado tão longe, antes que ele salvasse a minha vida de repente e daquele jeito impossível. Com pesar, percebi a provável causa – ninguém mais tinha ciência da presença de Edward como eu. Ninguém o observava da forma como eu fazia.
Eu nunca fui de observar, ninguém o que tava me deixando confusa.
Edward nunca ficou cercado de uma multidão de curiosos ansiosos por seu relato em primeira mão. As pessoas o evitavam, como sempre. Os Cullen e os Hale sentavam-se à mesma mesa se sempre, sem comer, conversando entre si.
Quando ele se sentou ao meu lado na aula, o mais distante possível de mim que a carteira permitia, parecia totalmente inconsciente da minha presença. Só ocasionalmente, quando seus punhos de repente se curvavam – a pele esticada ainda mais branca sobre os ossos – é que eu me perguntava se ele estava tão distraído como parecia.
Eu e Edward não conversamos, ele me ignorava e eu também.
Mike, enfim, ficou satisfeito com a frieza evidente entre mim e meu parceiro de laboratório. Eu podia ver que ele estava preocupado que o resgate ousado de Edward pudesse ter me impressionado, e foi um alívio para ele parecer ter tido o efeito contrário. Ele ficou mais confiante, sentando-se na beirada da minha mesa para conversar antes que começasse a aula de biologia, ignorando Edward completamente, como ele nos ignorava.
A neve desapareceu para sempre depois de um dia perigosamente gelado. Mike ficou decepcionado por não poder ter armado sua guerra de bolas de neve, mas satisfeito porque logo seria possível fazer a viagem à praia. Porém, a chuva continuava pesada, e as semanas se passaram.
— Tem certeza de que não se importa… não estava pretendendo convidá-lo? – insistiu ela quando eu disse que não dava a mínima.
— Não, Jess, eu não vou – garanti a ela. Eu nunca mais dancei depois que Joe morreu.
— Vai ser bem divertido. – Sua tentativa de me convencer foi meio desanimada.
— Divirta-se com o Mike – encorajei-a.
No dia seguinte, fiquei surpresa por Jessica não estar no humor esfuziante de sempre nas aulas de trigonometria e espanhol. Ela ficou em silêncio ao andar ao meu lado entre as aulas. Se Mike a rejeitara, eu era a última pessoa a quem ela gostaria de contar.
Minhas duvidas foram confirmados na hora do almoço, quando Jessica se sentou o mais distante possível de Mike, batendo um papo animado com Eric. Mike estava muito quieto.
Ele ainda estava em silêncio ao me acompanhar à aula, sua expressão de desconforto era mau sinal.
— Mais aí – disse Mike, olhando para o chão – a Jessica me convidou para o baile de primavera.
— Isso é ótimo. – Eu conferi mais brilho e entusiasmo à minha voz. – Você vai se divertir muito com a Jessica.
— Bom… – ele hesitou ao sondar meu sorriso, claramente nada feliz com a resposta que eu dera. – Eu disse a ela que ia pensar no assunto.
— Por que fez isso? – Deixei que a reprovação tingisse minha voz, mas fiquei aliviada por ele não ter dado uma negativa absoluta a ela.
O rosto dele ficou vermelho vivo enquanto ele baixava a cabeça novamente. A compaixão abalou minha resolução.
— Eu estava me perguntando se… Bom, se você tinha a intenção de me convidar.
Parei por um momento, odiando a onda de culpa que varreu meu corpo. Mas vi, pelo canto do olho, a cabeça de Edward se inclinar por reflexo na minha direção.
— Mike, acho que devia dizer sim a ela – eu digo.
— Já convidou alguém? – Será que Edward percebeu como os olhos de Mike disparavam para ele?
— Não – garanti a ele. – Não vou a baile nenhum.
— E por que não? – Mike quis saber.
— Vou à Flórida nesse dia. — eu digo
— Não pode ir em outro fim de semana?
— Não, eu achei o carro que eu quero comprar, então eu não posso esperar. — eu digo. – Então você não devia fazer a Jess esperar mais tempo… É grosseria.
— É, tem razão – murmurou Mike. E se virou, abatido, para voltar ao lugar dele. Fechei os olhos e apertei os dedos nas têmporas, tentando expulsar a culpa e a solidariedade de minha cabeça.
E Edward estava me encarando com curiosidade, com aquele frustração que eu já conhecia agora ainda mais evidente em seus olhos escuros.
Eu sustentei o olhar,esperando que ele desviasse a cabeça rapidamente. Mas, em vez disso, ele continuou a olhar com intensidade nos meus olhos, como se me sondasse.
— Sr. Cullen? – chamou o professor, esperando pela resposta.
— O ciclo de Krebs – respondeu Edward, parecendo relutante ao se virar.
Quando o sinal finalmente tocou, dei as costas para Edward a fim de pegar minhas coisas, esperando que ele saísse de imediato, como sempre.
— Bella? – A voz dele não devia ter sido tão familiar para mim.
Eu me virei devagar, sem vontade nenhuma.
— Que foi?Ta falando comigo agora. — eu digo irritada
Os lábios dele se retorceram, reprimindo um sorriso.
— Na verdade não – admitiu ele.
— Então o que quer Cullen? — eu digo mais irritada.
— Desculpe. – Ele parecia sincero. – Tenho sido muito rude, eu sei. Mas é melhor assim, pode acreditar.
— Ok. Tchau. — eu digo saindo, mas bati em alguém e minhas coisas caíram.
Suspirei e me abaixei para pegá-los. Ele estava ali; já empilhara meus livros. Entregou-os para mim de cara amarrada.
— Obrigada – eu disse friamente. Os olhos dele se estreitaram.
— Não há de quê – retrucou ele.
Eu me endireitei rapidamente, virei à cara de novo e fui para o ginásio sem olhar para trás.
A aula de educação física foi ótima. Agora jogávamos basquete, o que era super bom podia descontar minha frustração. Ganhamos o jogo 10 x 5 um placa bastante comum pra mim. Sai e fui pro meu carro e Clara vinha pro meu lado com uma expressão curiosa.
— Porque você não aceitou ir ao baile com Mike. — ela pergunta
— 1 Jessica gosta dele. 2 Eu odeio dançar. 3 Vou comprar meu carro. 4 Considero ele como meu amigo, não quero magoar ele. — eu digo passando as mãos nos meus cabelos.
— Humm. — ela diz entrando no meu carro. Antes que eu entrasse Eric me chamou, respiro bem fundo e viro.
— Oi, Eric.
— Oi, Bella.
— E aí? – eu disse
Não prestei atenção ao tom desagradável na voz dele, então as próximas palavras de Eric me pegaram de surpresa.
— É… eu só estava pensando… se você gostaria de ir ao baile de primavera comigo. – A voz dele falhou ao dizer a última palavra.
— Pensei que as meninas é que deviam convidar – eu disse, sorrindo.
— Bom, e é – admitiu-o, envergonhado.
— Obrigada por me convidar, mas vou à Flórida. — eu digo sorrindo.
— Ah – disse ele. – Bom, quem sabe na próxima?
— Claro – concordei e depois mordi o lábio. Eu não queria que ele entendesse isso tão literalmente.
Ele se curvou, voltando à escola. Ouvi um risinho baixo.
Edward passava pela frente do meu carro, os lábios apertados. Abri o carro num rompante e pulei para dentro, batendo a porta ruidosamente. Acelerei o motor de um jeito ensurdecedor e dei a ré para a rua. Edward já estava no carro dele, a duas vagas de distância, passando suavemente por mim, me dando uma fechada. Ele parou ali – para esperar a família; pude ver os quatro andando para lá, mas ainda perto do refeitório. Pensei em bater na traseira de seu Volvo, mas havia testemunhas demais. Olhei pelo retrovisor e vi que começava a se formar uma fila. Bem atrás de mim, Tyler Crowley estava no Sentra usado recém-adquirido, acenando. Eu estava irritada demais para responder.
— Seu amiguinho em. — eu digo a Clara debochadamente.
— A Bella ele só está esperando a família dele. — ela diz inocentemente. Quando eu ia responder ouvi uma batida na janela do motorista. Olhei; era Tyler. Olhei novamente pelo retrovisor, confusa. O carro dele ainda estava ligado, a porta aberta. Abrir a janela.
— Desculpe Tyler, estou presa atrás do Cullen. – Eu estava irritada obviamente ele não estava preso ali por culpa minha.
— Ah, eu sei… Só queria perguntar uma coisa enquanto estamos atolados aqui. – Ele sorriu.
Isso não podia estar acontecendo.
— Vai me convidar para o baile de primavera? – continuou ele.
— Eu não estarei na cidade, Tyler. – Minha voz parecia meio áspera. Tive que me lembrar de que não era culpa dele que Mike e Eric já tivesse, gastado minha paciência do dia.
— É o Mike me contou – admitiu-o.
— Então por quê…
Ele deu de ombros.
— Eu esperava que você só estivesse se livrando dele do jeito mais fácil.
Tudo bem, a culpa era totalmente dele.
— Desculpe, Tyler – eu disse, tentando esconder minha irritação. – Eu estarei mesmo fora da cidade.
— Tudo bem. Ainda temos o baile dos estudantes.
E antes que eu pudesse responder, ele estava voltando ao próprio carro. Pude sentir o choque na minha cara. Olhei para frente e vi Alice, Rosalie, Emmett e Jasper entrando no Volvo. Pelo retrovisor, os olhos de Edward me acompanhavam. Ele sem dúvida tremia de tanto rir, como se tivesse ouvido cada palavra de Tyler. Meu pé apertou mais o acelerador… uma batidinha não os arranharia. Acelerei o motor.
Mas todos estavam dentro do carro e Edward partia.
Dirigir rápido, pra chegar em casa.Quando entrei no meu quarto o meu celular tocou.
Era Jessica, e estava em júbilo; Mike falara com ela depois da aula e aceitara o convite. Ela precisava desligar, queria telefonar para Angela e Lauren para contar. Sugeri com uma inocência despreocupada que talvez Angela, a menina tímida que tinha aula de biologia comigo, pudesse convidar Eric. E Lauren, uma garota retraída que sempre me ignorava na mesa de almoço, podia convidar Tyler; eu soube que ele ainda estava disponível. Jess achou uma ótima idéia. Agora que Mike estava garantido, ela pareceu sincera quando disse que queria que eu fosse ao baile. Dei-lhe minha desculpa que ia para a Florida.
Depois que desliguei, fui tomar um banho pra relaxar. Desci com uma roupa de dormir.
E fui à cozinha, Nana disse que ia fazer o jantar agora, perguntei se podia fazer, ela olhou pra mim curiosa e disse sim.
Eu disse que ia fazer enchiladas de frango. Botei pra refogar a cebola e a pimenta. Cortei o frango em cubos com um cuidado. Quando eu percebi já tinha terminado. Nana experimentou com cuidado e disse que estava delicioso. Papai chegou e sentiu o cheiro de pimenta-verde. Não podia culpá-lo a comida mexicana que chegava mais perto de ser comestível devia estar no sul da Califórnia. Mas ele era o chefe da FBI tinha coragem suficiente para comer e pareceu gostar. Foi divertido observar enquanto ele perguntava a nana quem tinha feito porque estava uma delicia, ela disse que fui eu, ele me olhou curioso.
— Pai? – perguntei quando ele quase havia acabado.
— Sim, Bella?
— Hmmm, eu só queria que soubesse que vou a Florida no sábado quem vem… Se não houver problema. – Eu não queria pedir permissão, isso estabeleceria um precedente ruim, mas pareci grosseira, então dei uma valorizada no final.
— Por quê? – ele pareceu surpreso, como se fosse incapaz de imaginar uma coisa que Forks não pudesse oferecer.
— Bom, pesquisei e achei uma loja de carros, que vende o que eu quero e é o ultimo então. — eu digo sorrindo.
— Ok filha. Precisa de dinheiro? — ele diz
— Não. — eu digo
— Vai voltar a tempo para o baile?
Grrrr. Só em uma cidade desse tamanho um pai saberia quando acontecem os bailes da escola.
— Não, eu odeio dançar. — eu digo, e me levanto indo pro meu quarto, e me deitei na minha cama e fui dormir.
Na manhã seguinte, peguei uma roupa mais confortável. Clara já tinha indo pra escola.
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Quando cheguei ao estacionamento, encostei deliberadamente o mais distante possível do Volvo prata. Ao sair do carro me atrapalhei com minha chave e ela caiu no chão. Enquanto me abaixava para pegar, uma mão branca apareceu de repente e pegou a chave antes de mim. Endireitei o corpo rapidamente. Edward Cullen estava bem ao meu lado, encostando-se casualmente no meu carro Audi.
— Como é que você fez isso? – perguntei irritada.
— Fiz o quê? – Ele estendia minha chave ao falar. Quando fiz menção de pegá-la, ele a largou na palma da minha mão.
— Aparecer do nada desse jeito.
— Bella, não é culpa minha se você é excepcionalmente distraída. – A voz dele era baixa, como sempre. Aveludada, abafada.
Fechei a cara. Ele me chama de burra, distraida... O que mais agora?
— Tchau. — eu digo andando.
— Espere – chamou ele.
Continuei andando, chapinhando com raiva pela chuva. Mas ele estava do meu lado, me acompanhando facilmente.
— Desculpe, foi grosseria minha – disse ele enquanto andávamos. Eu o ignorei. – Não estou dizendo que não é verdade – continuou ele – mas, de qualquer forma, foi uma grosseria dizer aquilo.
— Por que não me deixa em paz? – rosnei.
— Quero perguntar uma coisa, mas você está me evitando – ele riu. Parecia ter recuperado o bom humor.
— Você tem distúrbio de personalidade múltipla? – perguntei séria.
— Lá vem você de novo. — ele diz
Eu suspirei.
— Tudo bem, então. O que quer perguntar? — eu digo
— Eu estava me perguntando se, no sábado que vem… Sabe como é, no dia do baile de primavera…
— Está tentando ser engraçadinho? – eu o interrompi, girando para ele. Meu rosto ficou suado ao ver sua expressão.
Pelo olhar, ele parecia se divertir perversamente.
— Quer, por favor, me deixar terminar?
Mordi o lábio e cruzei as mãos, entrelaçando os dedos, para não fazer nada precipitado.
— Eu a ouvi dizer que vai a Florida nesse dia e estava pensando se você queria uma carona.
— Eu jamais iria a lugar nenhum com você, por que você tem algum transtorno bipolar o problema não é meu. – eu digo deixando ele sozinho ali.
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