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Eu faço totalmente as minhas coisas e essa sempre foi a minha mensagem. Eu faço o que eu faço.

Pov. Bella

Me levantei entediada e fui para meu closet escolher uma roupa para amanhã, mas não sabia o que usar pois não sabia pra onde iria, então optei por uma roupa simples e uma bota sem salto.Quando terminei desci as escadas indo para a sala de jantar e vi todos reunidos.

– Que surpresa. — eu digo indo me sentar ao lado direito do meu pai.

– Por? — Clara perguntou confusa olhando pra mim.

– Todo mundo reunido. — eu digo sorrindo

– Isso não é surpresa Bella. — Daniel diz dando uma risada

– Pra mim com certeza é. — eu digo começando a comer.

– Aqui é natural filha. — Jonathas diz sorrindo.

Depois desse pequeno papo ficou tudo em silêncio, terminei de jantar e fui pro meu quarto assim que entrei meu celular tocou peguei sem ver quem era.

– Oi. — eu digo atendendo.

– Filha. — escutei a voz de Laura

– O que você quer? — eu perguntei com a voz ríspida.

– Saber como você está. — ela diz

– Ótima. — eu digo querendo desligar.

– E Jonathas? — ela pergunta

– Pra que você quer saber? — eu pergunto

– Não sei. — ela diz com a voz sofrida como se isso me fosse fazer parar de odia-lá.

– Tenho que desligar. Tchau. — eu digo desligando o celular.

Será que ela não entende que não quero falar com ela nem que... Uma batida na porta.

– Entra. — eu digo vendo Clara entrar.

– Que tal saímos? — Clara pergunta sorrindo

– Vamos. — eu digo sorrindo e descendo as escadas sendo acompanhada por Clara, quando chegamos na garagem entrei no meu carro.

– Então pra onde? — eu pergunto tirando meu carro da garagem.

– Pra a saída de Forks. — ela diz ligando o som, aumentei a velocidade as árvores passavam rápido quando vi tínhamos chegado a um lugar vazio.

– Nada de boate. — eu digo sentindo um biquinho se formar no meus lábios.

– Deixa de ser criança. — ela diz me empurrando de leve.

– Me desculpe se só tenho 16 anos e sou uma adolescente problemática. — eu digo piscando meus olhos num típico de chantagem.

– Você usa com muita frequencia? — Clara pergunta

– Depende da situação. — eu digo normalmente. — Porque vinhemos aqui?

– Gosto daqui. — ela diz andando ao meio da estrada.

Fiquei confusa Clara sinceramente era meu oposto.

– Nada de boate? — eu pergunto

– Não. — ela diz

– Bebidas? — eu pergunto de novo

– Não. — ela diz com um olhar confuso

Enttão ela podia ser virgem? Não é claro que não ou era?

– Você está bem? — ela perguntou me tirando dos meus pensamentos quando eu olhei pra ela comecei a rir. — Bella você pirou?

Parei de rir e fiquei séria.

– Clara posso te fazer uma pergunta? — eu pergunto andando em direção a árvore.

– Fala. — ela diz sorrindo

– Você é... Virgem? — eu pergunto meio constrangida. Olhei pra Clara e o rosto dela tava tão vermelho que eu pensei que fosse explodir.

– É. C.la.ro que nã.o. — ela diz gaguejando.

Uma coisa que aprendi foi uma pessoa só gagueja quando está constrangida ou mentido.

– Você está mentido. — eu digo vendo ela se sentar em cima do capor.

– Sou. Porque? — ela diz quase rosnando pra mim.

– Late. — eu digo rindo

– Não tem graça. — ela diz com a cabeça baixa

– AH! Tem sim e como tem. — eu digo rindo

– Posso te perguntar uma coisa? — ela pergunta repetindo a minha mesma pergunta

– Faça sou um livro aberto. — eu digo abrindo os braços com uma expressão risonha.

– Qual é o problema com a mamãe? — ela perguntou cautelosa, senti meus ombros ficarem tensos e meus olhos estreitarem.

– Porque a pergunta? — pergunto com a voz dura e meus olhos a avaliando.

– Escutei o modo como falou com ela. — ela diz

– Não é da sua conta. — eu digo me apoiando em algo. — Ai droga. — eu digo quando senti algo queimar minha pele.

– O que foi? — Clara perguntou já do meu lado preocupada.

– Não sei algo queimou minha mão. — eu digo vendo ela vermelha não cortada só vermelha.

– Só tem verbena aqui Bella. — Clara diz olhando minha mão.

– Ótimo alérgica a uma planta. — eu digo indo pro meu carro.

– Você não disse. — ela falou me fazendo parar.

– Tente passar muito tempo com ela e você vai ver. — eu digo com um sorriso amargo.

– Você sempre foi à favorita dela Bella. — Clara diz me olhando de um jeito estranho

– Talvez esse é o motivo. — eu digo passando a mão pelo o cabelo. — Mas alguma pergunta?

– Porque você mudou tanto? — ela diz me olhando com pena

– Não mudei tanto assim. — eu digo sorrindo

– Você não é, mas espontânea Bella, tem um olhar arrogante se veste com essas roupas não usar mas rosa, você faz uma tatuagem Bella, será que você não percebe que não é mas a mesma, tá certo que as pessoas cresçam mas você é como se... — ela diz mexendo as mãos.

– Todos mudam. — eu digo abrindo a porta do carro. — Vamos?

– Não. — ela diz se afastando.

– Vai ficar aqui no meio do nada. — eu digo com um sorriso irônico

– Prefiro ficar no meio do nada do quer uma pessoa totalmente irreconhecível, que parece te uma pedra no lugar do coração. — ela diz entrando na floresta, pensei em ir atrás dela só que a frase que ela disse tava na cabeça pedra no lugar do coração, pedra no lugar do coração.

Entrei no carro e voltei a dirigir, assim que cheguei em casa entrei rapidamente no meu quarto fechando a porta, pala a primeira vez depois que mudei eu queria colo de preferência de Laura, o choro tava entalado na minha garganta, queria fugir desaparecer mas isso não é possível, me deitei na cama me encolhendo e fechei os olhos.

Pedra no lugar do coração era isso que eu tinha?