Notas iniciais
Outro para vocês Amores!!

Meliandra estava radiante com a possibilidade de sair para fora do acampamento. Ela realmente nunca havia saído para fora dos muros que o protegiam. Seu irmão fazia questão de protege-la, e ela não ousava o desafiar.

Mas hoje ela iria finalmente sair. E para tornar tudo ainda mais perfeito, ela iria com Henry! Com toda certeza ela tinha muitos motivos para o sorriso estampado em seu rosto.

– Você está me matando de curiosidade. – ela diz para Henry.

– Vou tentar te manter viva até chegarmos no nosso destino. – ele brinca.

O trânsito de Berveley Hills estava movimentado, mas um carro preto estava à espera dos dois logo que saíram do acampamento. Surpreendentemente, Henry iria dirigi-lo. E Meliandra passou a viagem toda observando a paisagem passar pelo vidro, e conforme passavam por algum ponto turístico, Henry lhe dava um pequeno resumo sobre o lugar. Para ela era como se tivessem passado por toda cidade, mas Henry lhe explicou que estavam apenas na metade da cidade.

Logo a visão da cidade urbana foi diminuindo e a área rural foi cada vez mais aumentando, até que ela conseguia visualizar apenas árvores.

– Sério, para onde estamos indo? – ela arqueou a sobrancelha.

– Você vai logo descobrir. – seu sorriso lhe contagiou. Meliandra resolveu relaxar no banco, já que as árvores pareciam ser a única coisa visível. Uma música tocava baixinho no rádio e ela começou a cantarolar.

– Você tem uma voz bonita. – Henry disse em certo momento.

– Obrigada, acho que faz parte dos meus dons de Vênus. – ela responde.

– Acho que é um talento natural seu. – Henry rebate.

E eles seguiram conversando sobre coisas aleatórias. Meliandra nunca havia se sentido tão bem, e isso ao mesmo tempo que era relaxante, era assustador.

– Chegamos. – Henry diz enquanto o carro estacionava. Meliandra olhou para a entrada do que parecia ser uma fazenda. O portão de ferro estava um pouco enferrujado, mas dentro uma grande e bonita casa era visível.

Henry abriu a porta do carro para Meliandra que agradeceu com um sorriso, e os dois seguiram para dentro. O rangido do portão deu espaço para a visão de todo o território. Era uma campina grande e bem verdinha, que fez Meliandra querer se deitar e rolar. Parecia tão confortável. Uma trilha de pedras levava para a entrada da casa que era de dois três andares, toda de madeira escura e janelas de vidro.

– É sua? – ela perguntou olhando para cada canto.

– Não, infelizmente não. É de um senhor chamado Carlos. Minha família vem para cá no tempo livre. – ele responde.

– É muito lindo. – ela sorri.

– Você ainda não viu nada. – ele segura sua mão e ele caminham para o fundo da casa.

Lá se encontrava um estábulo, com cavalos grandes e todos negros.

– Nossa! Eu nunca havia visto um cavalo, apenas os Pégasos do acampamento. – ela diz se aproximando do animal.

– Você quer que eu te ensine a montar?

– Iria adorar!

– Bem, vamos no Stalker. Ele é meu preferido. – Henry sorriu e Meli concordou.

Meliandra era péssima com cavalos. Ela tentou subir umas dez vezes, e em todas ela caia no chão. Então Henry subiu primeiro e a puxou para cima.

– Consegui! – ela comemora, fazendo Henry cair na gargalhada. Meliandra achou que aquele som era melhor que qualquer música.

Eles andaram por todo o campo. E só pararam ao pôr do sol perto de uma colina, onde Henry preparou um piquenique. Eles se sentaram aproveitando a brisa do vento e o sol indo embora.

– Dia ou noite? – Meliandra pergunta, dando uma mordida em sua maçã.

– Dia. – Henry responde olhando o horizonte.

– Eu prefiro a noite. Acho as estrelas incríveis. – ela fala. – Morrer tentando, ou viver sem tentar?

– Morrer tentando. – ele diz. – Você não vive realmente sem nunca arriscar. Pelo menos para mim isso não é viver.

– Concordo. – Meliandra confirma.

– Amar incondicionalmente, ou ser amado incondicionalmente? – dessa vez ele pergunta. Meliandra pondera sua resposta.

– Amar incondicionalmente. – ela responde por fim.

– Por que? – Henry parece surpreso.

– Porque o sentimento vivenciado é muito melhor do que o imaginado. – ela murmura.

Os dois guardam todas as coisas dentro da cesta e montam novamente no cavalo, voltando para o estábulo. Lá Henry ajudou-a a descer e guardar o cavalo.

– Hoje foi um dia fantástico Henry. – Meliandra diz quando colocaram o cavalo no lugar. Henry se encostou na parede e olhou para ela.

– Para mim também. Ultimamente esses dias com você tem sido todos maravilhosos. – ele diz em voz baixa. Meliandra balança a cabeça, com um sorriso de canto.

– Você deve dizer isso para todas. – ela brinca.

– Apenas para garotas que eu encontro por acaso de pijama infantil.

– Meu pijama é muito maduro. Ganhei de aniversário de dezessete anos da minha amiga! – ela finge estar ofendida, o que o faz rir.

– Certo, vai ter que rever seus conceitos para uma amiga hein. – ele brinca.

– Certo. – Meliandra murmura. Um silêncio parece encobrir eles, e Meliandra acaba por encarar os olhos castanhos de Henry. O que foi meio que um erro, pois aqueles olhos eram hipnotizantes, e eles estavam muito próximos.

– Você vai me afastar de novo se eu lhe beijar? – Henry sussurra.

– Eu não quero mais que você se afaste. – ela sussurra também, desorientada.

Então gentilmente Henry segura sua nuca e seus lábios roçam suavemente. Meliandra se sente nas nuvens quando ele finalmente a beija. É suave, leve e totalmente devastador. Uma completa contradição que lhe invade. Como ele podia lhe causar tantas emoções ao mesmo tempo? Ela enlaça seus braços ao redor do seu pescoço e intensifica o beijo. Ela só queria uma maneira de trazê-lo para mais perto.

Mas um barulho os faz interromper o beijo.

– Oh, me desculpem. Eu não queria atrapalhar. – um senhor idoso fala sem jeito.

– Tudo bem Carlos, não precisa se preocupar. – Henry diz para o senhor. – Eu e Meliandra precisávamos ir mesmo.

– Então esta é a garota. Muito bonita. – ele sorri gentil, e Meliandra também sorri de forma automática.

– Obrigada. – ela diz.

= Ω =

– Ele gostou de você. – Henry fala, se referindo ao senhor Carlos, enquanto estão parados em frente ao dormitório de Meliandra.

– Ele é bem gentil. – ela responde.

– Eu não quero me despedir agora. – Henry deixa escapar.

– Nem eu. – Meliandra sussurra.

– Podemos fazer algo amanhã?

– Irei adorar.

– Dá para pararem de melação e se despedirem logo! – Christina aparece com uma cara amassada de sono. – Vocês estão acordando todo mundo aqui dentro.

– Desculpe. – Henry fala e Meliandra tenta prender a risada.

– Boa noite. – ela diz, dando um beijo na bochecha dele, e encerrando aquele dia.

Notas finais
Encontro fofo não é??? Digam o que acharam nos comentários ;-) No próximo terá fortes emoções, então preparem seus corações! Kisses - Lu