Um Conto de Hope: Imprevisões
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Meliandra estava um pouco melhor. Seu irmão estava lhe apoiando e lhe ajudando. Mas ela ainda sentia um aperto no coração toda vez que se lembrava de Henry. Era como se tivessem tirado o seu ar. Ela sabia desde do dia que o conheceu que as coisas não dariam certo. Ela sabia que tinha que ter se afastado, pois acabaria machucada. Mas parecia que toda vez que tentava se afastar, algo a puxava para mais perto dele. Era algo mais forte do que qualquer medo de se machucar.
Então ela se deixou levar, e agora estava lá, sofrendo e machucada. Ela merecia isso. Ela deveria ter contado a verdade desde o início. Talvez se tivesse sido sincera, ela não estaria naquele estado.
Ela não deveria mais pensar nisso, isso sim. Respirou fundo e pegou sua toalha, indo em direção à casa de banho.
O acampamento estava um tanto vazio, já que era temporada em que os campistas visitavam suas famílias. Meliandra continuaria lá como sempre. Talvez algum dia seu irmão e ela fossem para fora do acampamento. Como Henry a havia levado. Henry... toda vez seus pensamentos se dirigiam a ele. Ela suspirou e continuou seu caminho, até esbarrar em alguém.
– Desculpe-me. – ela disse instantaneamente.
– Na verdade, eu quem vim pedir perdão. – ela sentiu um arrepio passar por todo seu corpo com a simples voz dele. Era ele. Era Henry.
– Mas como? – ela se ouviu dizer.
– Eu peguei um baita trânsito... mas consegui vim para cá. – ele disse com um meio sorriso.
– Por que?
– Porque eu não consigo viver sem você. A cada minuto... tudo o que eu penso é você. No seu sorriso, no brilho do seu olhar... e no quanto eu amo tudo em você. Eu fui um idiota. Eu lhe culpei por tudo... mas o problema era eu. Porque eu devia ter ficado ao seu lado. Eu lhe amo, mas quando um problema nos atingiu... eu lhe deixei. E esse foi meu erro. Por favor Meli, me perdoa. Eu juro que nunca mais lhe abandonarei.
Era isso. Ele lhe amava e estava pedindo perdão. Era muito para ela acreditar.
– Eu que tenho que pedir perdão. Eu devia ter contado a verdade. Você me perdoa?
– Eu já disse que está tudo bem.
– Mas não aceitou minhas desculpas. – ela sorri de lado, se lembrando da primeira vez que se encontraram.
– Nem você as minhas. – ele também sorriu.
– Então acho que estamos quites. – ela disse e ele inesperadamente a puxou para mais perto, lhe beijando do jeito que ela mais amava. Ele se afastou para puxar ar, e sorriu.
– Quer casar comigo? – ele falou.
Meliandra não precisou pensar muito. Ela o amava como nunca. E sabia que queria viver para sempre com ele.
– Sim. – ela disse, o puxando novamente para o beijo.
Fale com o autor