Um Conto de Fadas Diferente

6 Capitulo 5 - Bem Vinda Ao Inferno


P.O.V EMMETT

“Em uma manhã linda de verão, lá estava eu, esperando ansioso pela chegada de nossos visitantes, afinal, não é todo dia que tem carne nova no pedaço.

Mas a minha manhã perfeita estava indo por água a baixo, por conta da demora dos tais visitantes. Povinho mal educado esse viu, vou te contar! Ainda por cima estou morrendo de fome, porque dona Esme não quer deixar ninguém comer enquanto eles não chegarem, ela diz que é falta de educação não esperá-los. Vou te falar o que realmente é uma falta de educação: é deixar a gente aqui, esperando e MORRENDO DE FOME!

Estamos todos sentados à mesa, esperando que o milagre aconteça e essa gente chegue logo para que dona Esme libere o rango.

– Será que aconteceu alguma coisa? – Esme perguntou pela décima vez.

É, acho que aconteceu uma coisa sim! Vou te dizer o que aconteceu: de alguma forma eles sabem que Esme não irá liberar o rango até eles chegarem, então eles resolveram fazer hora pra brincar com o meu estômago, isso SIM que aconteceu! É, eu realmente estou mal-humorado, resultado da falta de comida no meu estômago.

– Lógico que não mãe, noticia ruim chega logo – e pela décima vez Jasper a tranqüilizou.

– Mãe eu levantei 05:30 da manhã e já são 13:35!!! Eu estou MORRENDO de fome, não é justo que eu sofra de desnutrição porque os seus convidados não chegaram! Com certeza eles acabaram de acordar, a senhora não conhece essa gente da cidade. Eles são uns preguiçosos, dormem mais do que urso quando estão hibernando! – Edward reclamou, praticamente lendo meus pensamentos.

– Eu concordo com o Edward, Esme. Vamos comer, até porque se tiver acontecido algum acidente na pista, vamos precisar de energia! Não só para carregar o caixão, como também para cavar o buraco, você sabe quanto custa o serviço de coveiro hoje em dia? Para morrer é preciso dinheiro também – todos me olharam com cara de idiotas e Esme começou chorar. Ué, o quê que eu fiz?

– Ai meu Deus do céu, vou ir rezar para Nossa Senhora do Livramento! – Esme disse, abaixando a cabeça e começando a rezar.

– Não liga para o que Emmett diz, ele não pensa – Edward disse, usando o tom de ‘a-voz-da-razão’. Olhei para Edward ofendido. É claro que eu penso, mas as palavras de Edwad me fizeram ter uma idéia (para comprovar que eu penso).

– Isso Esme, não liga para o que eu digo não, é que a fome já afetou os meus neurônios – fiz cara de mendigo esfomeado – Então é melhor me alimentar, para que eu tenha pensamentos mais positivos você não acha? Pensa, podemos encontrá-los em uma UTI, eles podem vegetar para o resto da vida – não sei o que significa, mas vegetar vem do verbo vegetais, e vegetais fazem muito bem a saúde então deve ser uma coisa boa – E mesmo que aconteça o que eu disse, ainda tem o lado bom, eu conheço um coveiro e ele faz um desconto para gente – sorri com todos os meus pensamentos positivos.

Esme não é nada oti... otim... – como é que se diz mesmo? – Ah, deixa pra lá! Esme não é nada feliz, começou chorar novamente.

– Emmett, cala a boca ô animal! – Edward se irritou com o que? Eu só tentei ajudar!

– Eu vou ligar para ele – Esme tirou o celular do bolso e começou a discar. Porque nenhum animal desta mesa (menos eu claro) não pensou nisso antes?

– Alô, Carlisle! – Esme falou aliviada – O que aconteceu?

Todos prestávamos atenção, principalmente eu. Queria saber se meu rango ainda iria demorar muito.

– Mas porque ela fez isso? – Quem fez o quê? Eu quero saber, adoro uma fofoca!

– Entendo – Esme me pareceu chateada.

– Até breve então – Esme desligou o telefone e nos encarou ainda chateada.

– O que houve mãe? – Jasper que perguntou e eu e Edward apenas esperamos pela resposta, enquanto nossos estômagos aguardavam por essa resposta ainda mais ansiosamente.

– Esta tudo bem, eles apenas tiveram um pequeno imprevisto que os fez se atrasarem, não vão chegar para o almoço – Então quer dizer que vamos comer?

– E que imprevisto foi esse mãe? – Edward perguntou. O imprevisto não me interessa! Nós vamos comer?

– A filha mais nova dele não recebeu muito bem a notícia e se acorrentou a janela – ninguém falou mais nada, com certeza imaginando a cena. Menos eu, é claro. Não iria perder meu tempo imaginando uma garota dramática acorrentada na janela, não mesmo! A única coisa que povoava minha mente era um delicioso almoço descendo goela abaixo... Nham!

Quer saber, irritei! Só tem uma coisa que eu quero saber e NINGUÉM me diz!

– E nós vamos comer? – Perguntei, já alterado. Todos me olharam estranho, até mesmo Edward, que estava no mesmo estado de fome que eu. Ué, o que eu posso fazer, se a falta de comida no meu estômago altera meu humor? Aliás, altera o meu humor e o da maioria dos homens, então fiquem espertas para alimentar seus homens frequentemente meninas!

– À vontade – respondeu Esme, ainda me estranhando.

E então ataquei.”

P.O.V EDWARD

“Mais tarde, eu estava no pasto imaginando como seria minha vida daqui pra frente. Minha mãe se casando, gente desconhecida andando dentro da minha casa... Pelo bem de minha mãe, espero sinceramente que isso de certo, pois eu não suportaria vê-la sofrer.

– EDWARD!!! – Emmett veio correndo em minha direção. Segurou-se na cerca com a respiração ofegante.

– Pelo amor de Deus Emmett, quem foi que morreu?

– Por enquanto, ninguém, mais acho que eu estou no caminho – ele disse, ainda respirando com dificuldade.

– Como assim por enquanto?

– O povinho da cidade chegou – Ele disse isso como se fosse um médico declarando a morte de alguém para os seus familiares. O que isso tem de tão sério?

– E? – O que isso tem a vê com a morte de alguém?

– Cara, tem uma loira gostosa pra caraio, que mano, vou te contar, viu! Aquela ali eu tenho que pegar, é questão de honra.

– Emmett, o que uma loira tem a vê com a morte de alguém? Não faz o seu gênero matar por mulher – eu disse brincando e ele me olhou confuso.

– Nem vem Edward, eu vi primeiro, e você detesta gente da cidade, principalmente garotas! Mas também não precisa me desafiar para um duelo, eu divido! Metadinha? – falou com um sorriso e eu me irritei.

– Caralho Emmett, você não disse que por enquanto ninguém tinha morrido? O que você quis dizer com isso? Porra! -

– Ãhhhh, táaaa – falou entendendo

– ‘Ãhhhh, táaaa’ Entendeu agora, tapado?– falei imitando a voz dele

– É melhor começar a juntar dinheiro para o funeral da sua mãe – falou se debruçando na cerca e olhando o gado com a maior naturalidade, como se estivesse dizendo “o gado está gordo”

– Porque você esta dizendo isso Emmett?

–Cara você tinha que ver o demônio que trouxeram junto com eles — ele falou, parecendo realmente assustado.

– Demônio? Como assim Emmett? — Será que dava pra falar a minha língua?

– Você é burro, hein Edward! Eu estou falando tailandês por acaso? Um demônio em forma de gente, mais especificamente de garota, e é tão perigoso que trouxeram acorrentado – afinal de contas o que Emmett estava tentando me dizer?

– Emmett eu ainda não entendi!

– Depois eu que sou o lerdo! Uma das filhas do noivo da Esme, mano! A garota é pior que o cão chupando manga, até eu que não me abalo com pouca coisa fiquei com medo.

– E onde minha mãe entra nessa história?

– Você tinha que vê o ódio nos olhos da criatura quando foi apresentada para sua mãe. Eu tô falando, Esme tem no máximo do máximo mais uma semana de vida – deve ser a tal que se acorrentou na janela. Eu falei para minha mãe que esse tipo de gente se acha sempre superior aos outros, mas ela não me escuta. É por isso que eu tenho a obrigação de protegê-la, já que ela é muito ingênua.

– Aliás, Esme mandou eu te chamar, ela quer te apresentar.

– Então vamos!

–Claro – Ele respondeu, enquanto eu subia no cavalo e a mula vinha atrás.

– O que você pensa que esta fazendo? – ele comeu alguma coisa estragada? Só pode, pra pensar que vai comigo!

– Eu vou ir com você – ele falou como se fosse a coisa mais normal do mundo. Há!

– Não vai não! Eu não levo homem na garupa, aliás, porque você não veio de cavalo ao invés de vir correndo? – é, o Emmett é a burrice em pessoa ¬¬’

– É que fiquei tão horrorizado com a criatura que me esqueci que tínhamos cavalos – balancei a cabeça negativamente e sai galopando até a casa.

Será que essa garota é tão terrível assim? Para Emmett ter ficado assustado, o negócio deve tá feio. Cheguei, deixei o Trovão na coxia e entrei, já me preparando para o pior.

Encontrei minha mãe na sala com suas visitas. Um homem loiro e alto, uma garota loira muito bonita (que na hora identifiquei como sendo a loira gostosa do Emmett) e uma baixinha com carinha de anjo e cabelos escuros todo esfiapado. Pelo amor de Deus, foi disso aí que Emmett ficou com tanto medo? “

–Oooi?!?! Eu tô aqui, viu? – Reclamou Alice, fechando a cara.

–Desculpe Alice! Voltando a história...

“- Querido quero que conheça Carlisle — Esme me apresentou

– Prazer – falei, estendendo a mão cordialmente para o sujeito

– O prazer é todo meu – ele me respondeu sorrindo, retribuindo o aperto

– Essas são as filhas dele, Alice e Rosalie – ela disse, gesticulando a baixinha depois a loira.

– Prazer – com muita relutância, cumprimentei a baixinha, que como eu esperava ignorou minha mão e me surpreendeu me dando três beijinhos. Fazia tempo que ninguém fazia isso comigo, e fiquei meio constrangido. A loira fez o mesmo.

Nenhuma das duas me parecia assustadoras. Foi quando eu ouvi um toc — toc irritante, que me lembrou que haviam três filhas e eu só conhecera duas. Na hora, meu instinto protetor foi acionado, e me virei para, segundo Emmett, encarar o demônio de frente.

Caramba! Nunca imaginei que o demônio se disfarçasse tão bem! Nunca que eu diria que aquela garota de pele clara e cabelos marrons era um demônio. Talvez Emmett tenha exagerado.

– Bella querida, este é Edward meu filho caçula – a garota passou reto como se minha mãe não tivesse falado nada, nem mesmo olhou em minha direção. Com certeza Emmett não exagerou. No momento em que ela passou pude ver em seus olhos o ódio que Emmett havia falado, e claro, identificar que o barulho irritante de toc-toc vinha do salto que ela usava.

Isso foi a gota d’água para mim. Nos odeia e ainda é patricinha? É, chegou meu inferno particular.

– Podemos ir agora? – ela se dirigiu ao pai com uma voz gélida. Cruz credo! Até com o pai?!

– Pare já com isso mocinha! Você sabe muito bem que vamos passar uma temporada aqui – ele a respondeu seriamente, mas no mesmo tom frio. O sujeito me parecia gente boa, mas também, com uma filha dessas até o Buda perdia a paciência.

– Vamos? Ninguém perguntou minha opinião! – ela começou a birra.

– Tudo bem, então eu pergunto agora. Bella querida, o que acha de passar uns dias aqui? – ele perguntou, meio irônico, mas ainda sério.

– Uma péssima idéia! Nunca que eu vou estragar as minhas férias nesse fim de mundo, cercada de um monte de animais e caipiras sem cultura! – ela chiou. Ah, que garota irritante!

– Sinto muito querida, mas é exatamente neste fim de mundo que você vai passar suas férias.

– Mas... – ela pareceu achar que realmente iria convencer seu pai a ir embora. Além de patricinha e mimada, ela também é muuuito tapada.

– Nada de ‘mas’. Você disse que eu não havia pedido sua opinião, agora eu já pedi, não tem mais do que reclamar – ele disse, sorrindo irônico.

A garota bateu o pé, intensificando o barulho do salto, e foi ate o sofá. Antes de se sentar, pegou um paninho na bolsa e um vidrinho, espirrou o conteúdo no sofá e depois passou o pano, para só então finalmente sentar. Além de tudo também é fresca! Ai senhor, o que eu fiz de errado?

– Me desculpem por isso — Carlisle nos olhou envergonhado – Ela costuma agir assim quando não fazem as vontades dela, daqui alguns dias melhora.

– Não se preocupe, já fui adolescente e sei como é se sentir contrariada – minha mãe sempre tão compreensiva. Jasper entrou pela porta e já foi todo íntimo para o lado das garotas.

– Já esta ficando tarde, mas amanhã vocês não gostariam de dar um passeio pela fazenda? – ele perguntou.

– Claro – responderam as duas juntas, parecendo bem empolgadas. Eu quis sacaneá-lo só um pouquinho e puxei ele de canto.

– Jazz, meu irmão, aquela garota a Bella ela parece tão chateada, tadinha. Por que não a convida também? — eu perguntei, fingindo se importar com a garota.

– Nem vem que não tem Edward! Eu já experimentei o gênio dela o suficiente por uma vida! Eu estava lá dentro com ela tirando as correntes, você tem idéia do que é isso? Ficar sozinho com aquela garota? Eu pensei que ela fosse me matar só com os olhos. Mas porque não tenta você? Ela me parece ser o seu número. Chata, explosiva, mal-humorada... Creio ate que vocês dois sejam almas gêmeas... – ele me deu um sorrisinho irônico pra lá de irritante.

– Bom, já esta na hora do jantar. Eu vou ir preparar a mesa – minha mãe avisou

– Eu ajudo Esme, Alice você vem? – perguntou Rosalie. A baixinha afirmou com a cabeça e as três saíram em direção à cozinha.

– É uma fazenda realmente muito grande – Carlisle falou com Jasper, mas eu não me preocupei em prestar atenção no que eles diziam. Prestava atenção unicamente na garota sentada no sofá. Fui lá e me sentei ao lado dela, sem desviar o olhar. A garota é ate bonita, nunca vi uma pele tão sedosa e clarinha, parece até uma seda.

– Fala sério, viu! Ninguém merece – ela falou incomodada – Eu sei que sou a primeira garota que você vê em toda a sua vida que não tem a pele queimada e envelhecida pelo sol e a mão calejada por enxada, mas será que da pra parar de me olhar com essa cara de caipira besta? Está parecendo pobre vendo avião pela primeira vez – como pode? Tão bonita e tão metida!

– Você está pensando que é quem para falar assim comigo? Lembre-se que você esta na minha casa!- reclamei indignado.

– Aí é que esta o seu engano querido! Porque eu não penso, eu sou Isabella Marie Swan, e se eu estou na sua casa não é por minha vontade e não pretendo ficar muito tempo neste chiqueiro!

– Chiqueiro é a zona de onde você saiu! – retruquei. Acham que vou deixar barato pra essa patricinha só porque ela é bonita? Nem fudendo.

– Meu querido, até a zona é bem melhor do que isso! E se eu estivesse em uma zona, você seria um dos muitos que pagariam fortunas para ficar minutos que fossem comigo! – ela é muito cheia de si, mas ela vai levar um belo balde d’água fria por aqui, pode apostar!

– Você meu bem, nem de graça eu quero!

– É claro que não quer! Eu sou muita areia para o seu caminhãozinho, você não dá conta! – ela sorriu, convencida.

– Não viaja ô garota! Eu só não mostro pra você do que eu sou capaz aqui e agora porque não estou afim de tirar sua virgindade – sorri malicioso para ela.

– Você não conseguiria tirar a virgindade de alguém nem que ela estivesse aberta na sua frente, o seu pintinho não alcança!

– Olha aqui... – comecei.

– Olha aqui você, porque não vai comer capim e me deixa em paz?

Eu já ia dar uma resposta nela quando minha mãe anunciou que o jantar estava na mesa e o pai dela praticamente a rebocou do meu lado.

Caralho! Em que ponto eu cheguei? Sentado na sala discutindo minha sexualidade com uma criança? A garota não deve saber nem o que é sexo, onde será que ela aprendeu esse vocabulário? Mesmo sendo apenas uma criança a garota já sabe ser irritante e tirar alguém do sério, e esse alguém no caso sou eu!

Fui para cozinha e sentei de frente para ela, que me encarou com aquele mesmo olhar de superioridade.

Mas ela se esqueceu de uma coisa, ela está no meu território e vai ter que jogar segundo as regras, e as regras sou eu quem faço!

É Isabella, bem-vinda ao inferno! Querida”

De volta a realidade...

– Caramba, mais vocês dois me detonaram nesse capitulo, hein? — reclamei

– Você achou? – Emmett se fez de inocente

– Não gostei de terem ficado me chamando de baixinha o tempo todo! – Alice emburrou

– E você não é? – Edward fez piada

– Alice, ser baixinha até que é verdade – ela me olhou com cara de ofendida – Mas eu?! Eu não sou nenhum demônio!

– A cigana que te disse isso comeu o seu dinheiro! Você quer que agente vá lá espancar ela e trazer o seu rico dinheirinho de volta?- ignorei o idiota do Emmett

– Vamos voltar para a história? – Alice perguntou, percebendo que ninguém iria retirar o baixinha. Eu concordei com ela, porque ao que parecia, ninguém iria retirar o demônio também.

– Vamos sim, mas agora é minha vez de narrar! – sorri malignamente. É agora que eu solto a língua!

Notas finais
N/A: genteee mais uma vez quero agrecer os reviews e todos q estão lendo esta fic a fc so começa mesmo apartir do 7 capqueria recomendar uma fic mara so a sinpse ja é uma locurakkkkkkkkkkkkkhttp://fanfiction.nyah.com.br/historia/103970/Nada_Alem_De_Um_Grande_Amorbeijos