Um Conto Sobre Amor, Mas um Pouco Diferente.
2 II - Amparo
Depois de muito conversarmos, a garota se despediu e virou às costas, e eu estava ali parado olhando para ela, naquela noite fria e escura, no meio da rua e sem saber o que fazer, e eu sentia um vazio muito grande dentro de mim a cada vez mais que ela ia se distanciando, era como se eu fosse desaparecer. Então, me bateu uma doideira e eu resolvi segui-la até a sua casa, afinal, uma moça bonita andando sozinha durante à noite não é muito seguro.
O céu estava carregado e não se via estrelas, e somente a lua cheia iluminava aquelas monótonas ruas inacabáveis, o clima parecia frio e úmido, pelas vestes dela, mas eu não sentia nada, só queria saber de protegê-la. Até que enfim, chegamos à casa dela, era bastante bonita, um sobrado espaçoso com um jardim enorme e cheio de flores e plantas de diversas cores, um ambiente muito agradável ao meu ver. Entramos dentro da casa e as luzes estavam todas apagadas e não se podia ver nada, subimos as escadas em silêncio e fomos para o seu quarto¹, era tudo muito bem organizado e belo, tinha alguns quadros na parede que tinham a assinatura dela, tinha também alguns livros, CD's, jogos, DVD's, um computador e um radinho. Típico quarto de uma adolescente.
Então a garota se arrumou e simplesmente deitou na cama e dormiu, como se eu não estivesse ali, e ela parecia bastante cansada. Eu não tinha sono, então eu fiquei a noite inteira a observando dormir, conseguia enxergar perfeitamente mesmo naquele escuro, e ela parecia estar tendo um sonho bom, sua expressão era calma, e ela era tão linda. Mas, em algum momento da noite, sua expressão mudou, passou de um sentimento calmo ao parecer uma tortura, doloroso. Aparentemente o pesadelo durou pouco tempo, pois em poucos minutos a sua expressão voltara a ser calma e doce.
E naquela noite, enquanto eu a observava, eu senti uma coisa tão forte dentro de mim, que eu não consegui colocar em palavras, era como que uma necessidade de cuidar dela para sempre, de sempre estar ali, do lado dela. E esse sentimento durou até o último momento.
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