Um Conto Nazista
6 Donna
"O Circo chegou! Com novidades! Mulher Barbada e Show de Argolas! Venha! É grátis!" O Fuhrer olhou,o olhar fumegante.
"Atrás deles!" A multidão gritava. Eles haviam vindo à cidade para chamar a atenção de Hitler.
"Não vá." Disse Franz. "Ele quer algo. Ele já apresentou aqui. Tem algo mais nessa história."
"Verdade. Não irei. Finja que não está escutando." Disse Alex
Hitler concordou.
Então saíram.
A caminho do hotel,eles conversaram.
"O que eles queriam? A nossa morte? Ele sabe que estamos procurando ele. Mas como ele sabia que estamos aqui?" Disse Alex.
"Talvez ele quer que a gente vai para o show." Disse Franz.
"Não! A gente vai em um,escondido. Eles não podem saber." Disse Hitler. "Temos que dar um jeito no circo e na guerra. Mas eu não vou dar conta disso."
"Irá sim. Iremos ajudar você."
"Está bem."
Eles entraram no hotel,os corpos cansados. Na noite, três batidas na porta acordaram Alex. Era a mulher que mora ao lado.
"Olá. Você pode me ajudar? Eu não consigo dormir."
"Posso sim."
"Me deixe entrar. Vou te dar uma diversão."
Ela era apaixonante. Linda.
Eles entraram e pularam na cama. Então a noite alucinante começou.
O sexo entre os dois era louco. Era tudo,apaixonante e louco. Durou uma hora,os dois caíram na cama novamente e dormiram.
"Escutei um barulho ontem de noite,foi você,Alex?" Disse Franz.
Alex o olhou,as bochechas rosadas.
"Sim. Foi a mulher ao lado."
"MMMMMH,sei. Aquela grandona lá?" Disse Franz,rindo.
"É sério." Disse Alex,passando manteiga no seu pão.
Três batidas. Alex foi atender. Era a mulher.
"Olá,Donna." Disse Alex,depois os dois beijaram.
"Olá.." Disse Franz. Não teve resposta.
Hitler abriu a porta e se deparou com Alex e Donna beijando.
"Mas o que é isso? Estamos em uma guerra de tiros,de morte! Não de sexo!" Hitler na verdade estava com inveja,a mãe nunca lhe deixou namorar,mas ele teve o seu primeiro amor (na verdade,era uma judia).
"É o amor. Ele te prende e não te solta até acontecer algo... mais." Disse Alex.
"Te vejo mais tarde. Passa na minha casa à noite." Disse Donna,a voz como um perfume que lhe prende e nunca te solta.
"Está bem." Disse Alex. "Vou sim."
Donna atravessou a sala e saiu do hotel. Eles olharam lá de cima.
"Que bundão!" Franz disse. Hitler caiu na gargalhada.
Alex deu um tapa na cabeça de Franz.
"Ei,você cresceu." Disse Alex.
"Sim,tô com 12." Disse Franz,orgulhoso de seus doze anos. "Ei,eu tive uma ideia."
"Qual?" Disse Alex.
"Que tal a gente reunir os judeus e dizerem para matar os caras do circo?"
"Bobagem" Disse Hitler. "Eles vão matar nós,isso sim. Aqueles vagabundos desgraçados filhos da puta."
"Acalme-se!" Disse Alex,porque Hitler já ficava vermelho. "Nós que vamos matar o pessoal do circo,mas não sabemos onde eles estão. Então temos que ter pessoas que vigiem o Circo."
Dito e feito. Formaram uma equipe de 30 pessoas cada. Lançaram em todas as cidades do Estado.
Eles tinham quase certeza que não achariam. Mas esperanças não morrem de uma hora para outra,elas vivem para sempre,esperando para ser revividas. Só basta acreditar.
–
Um caminhão seguia uma estrada de terra,quando o Palhaço disse:
"Onde vamos mesmo?"
"Berlim." Disse o líder. "Burro."
"Mas vai ter algo mais?"
"Claro que sim. Você ficará atrás do prefeito e pegará ele."
"Pra quê?"
"Vamos capturar Hitler. À força."
–
"Você vai pra onde?" Disse Franz à Alex.
"Pra casa da Donna. Haverá um sexo selvagem" Eles riram.
Quando Alex chegou lá,tirou a camisa e colocou no sofá.
Eles se amaram loucamente. Um tirou a roupa do outro,e Franz,ao lado,ouviu todos os gemidos de Donna.
"Quem dera se eu tivesse alguém. Eu apenas sou um ajudante."
"Não é não." Hitler saiu do quarto.
"Por que?"
"Isso." Hitler pegou um livrinho,de mais ou menos,100 páginas. "Irá mudar sua vida. É as últimas palavras de minha mãe."
"Ela morreu?"
"Sim." Disse Hitler,sério. "Eu matei ela."
Franz teve um calafrio.
"Ela não gostava de mim. Tentou me abortar."
"Ela era sua mãe!"
"MINHA MÃE! NÃO SUA! LER ESSA PORCARIA DE LIVRO NÃO MUDARÁ NADA! NADA!" Ele ficou eufórico.
"Está bem. Eu vou lê-lo."
"Está bem." Ele disse, e saiu com os dois soldados que estavam à porta.
"Porcaria de livro."
Franz jogou o livro no sofá e dormiu. Sonhou que uma pessoa gritava e sangue jorrava,mas não conseguia ver o que estava acontecendo,ele estava escutando escondido. Acordou com um grito. Estava no meio da noite. Mas foi essas acordadas rápidas,ele não ligou que estava dormindo no sofá,nem ligou que Hitler o chamava loucamente,apenas dormiu.
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