Um Conto Nada Encantado
2 Capítulo 1.
Notas iniciais
Começamos nossa jornada
Acordei com uma barulheira em meu quarto. Pude ouvir claramente a voz do meu irmão caçula dizendo.
— Olhem, ela se mexeu! Alguém – que eu acredito ter sido mamãe, não reconheci a voz por estar bêbada de sono, o repreendeu.— Silêncio, Anthony! O que estava acontecendo? Apesar da preguiça em abrir os olhos, fiz um esforço. Quando focalizei a visão, vi toda a minha família em meu quarto. Minha segurava um grande bolo de chocolate com um “25” como vela, e um pouco mais atrás, estavam Malva e Anthony segurando copos e sucos. Meu pai estava do lado da minha mãe, com um chapéu ridículo de festa.— Surpresa! – Gritaram em uníssono. Ah, é. Hoje é 28 de Junho. Meu aniversário. Sentei na cama um tanto assustada, enquanto todos começaram em um coro – muito animado – Um Parabéns para você. Anthony saltitava de maneira engraçada, enquanto eu não conseguia dizer uma palavra. Quando acabaram o parabéns, me mandaram assoprar o 25, e fazer um pedido, mas eu estava tão confusa, que apenas apaguei as pequenas chamas e tentei sorrir.— Parabéns, meu amor. – Falou papai, beijando o topo da minha cabeça. Agradeci baixinho, ainda um chocada. Demorei a perceber que Anthony estava com uma câmera na mão, filmando tudo. Tentei me esconder mas era tarde demais. Malva sentou na minha cama e nós conversamos.— A ideia foi de mamãe. – Ela contou, animada. – Nós íamos fazer uma comemoração mais tarde, mas mamãe achou melhor fazer de manhã. Ela disse que talvez você quisesse sair com Dayse e Julie mais tarde... Ergui a mão. Já estava mais acordada e atenta.— Deus me livre. Toda vez que saio com essas duas eu volto ou bêbada ou de ressaca, e com um novo mico para contar! Não, não. Vou ficar em casa hoje, bem tranquila, bem sossegada, com vocês.— Mico para contar? – Perguntou Malva, confusa – Você está falando sobre aquela vez em que você dançou em cima da mesa só de biquíni? Corei violentamente, e ouvi minha mãe gargalhar na parte de trás da cortina da minha janela.— Santo Deus. – Falou meu pai, surgindo com dois pratos na mão, entregando um para mim; e entro para Malva. – Minha filha vira outra pessoa quando bebe. Peguei um pedaço do bolo suculento, e comi. Malva riu.— Mas isso foi só uma vez. Não sei porque ela está sendo tão dramática.— Não é drama, Malva. É precaução. – Respondi – É melhor prevenir, do que remediar. Malva torceu a boca e fez uma cara engraçada.— Você falou que nem a avó Melissa agora. Ri alto, enquanto Malva ainda reclamava. Anthony surgiu de não sei da onde, e começou a saltar na minha cama. — Pare com isso, Tony – Repreendeu mamãe – Rosa, suas amigas ligaram. Gemi, e pus as mãos sobre a face.— Eu sei bem o que elas querem. Não estou com a mínima vontade de farrear hoje. Mamãe parou ao meu lado, e puxou o prato de bolo da minha mão. Protestei.— Ei! – Puxei o prato de volta da mão dela. – Ainda não terminei. Mamãe suspirou, enquanto Tony corria pelo meu quarto. Ela sentou, e colocou a mão sobre a minha perna.— Eu acho que você devia sair. Se divertir com suas amigas. Você passa tanto tempo dentro de casa, na fábrica... Você precisa se distrair.Espetei o bolo.— Sabe o que eu acho? Que esse bolo de chocolate, doce de leite, e farofa doce tá uma delícia.— Só pense no que eu te falei. Ela levantou da cama, e saiu para reclamar com Anthony, que agora estava mexendo nas minhas maquiagens. Minha mãe era uma mulher com cabelos muito negros, e pele branca. Seus olhos eram de um castanho muito escuro – Malva era extremamente parecida com ela. Eu parecia mais com meu pai, e Anthony era uma mistura perfeita de todos nós. Mas, acima de tudo, ela era uma mulher assiduamente sábia. E, quando ela falava, eu devia ouvi-la. Mas, será que daria certo sair no dia de hoje? Pensei nisso enquanto tomava banho, enquanto saia para passear com Pepper, minha poodle de dois anos, pensei também enquanto brigava com Tony por causa da bolada que ele deu nas roseiras de mamãe. No fim, decidi sair. Minha mãe comemorou, enquanto papai mandou eu ser cautelosa. Saí 19:30, jurando que voltaria às 02 da manhã. Julie e Dayse foram me buscar. E chegaram de maneira grandiosa.— Uma limusine? Sério? – Perguntei, enquanto entrava no veículo luxuoso – e caro!— Relaxa, bebê! Hoje vamos curtir a noite em grande estilo. – Falou Dayse, enquanto piscava para mim. Seu lindo black estava preso no topo da cabeça, com uma faixa rosa choque, e um vestido preto e rosa. Sua pela negra estava brilhante – provavelmente pelo hidratante que ela usou – e ela estava bem maquiada.— Ai, ai! Vê lá o que vocês vão aprontar. – Disse, enquanto sentava, abaixando meu vestido preto tubinho.— Nada do que nós já não tenhamos feito. – Afirmou Julie, enquanto puxava uma champanhe de uma balde de gelo. A loira usava um vestido vermelho vivo, com um batom da mesma cor, que acentuava seus olhos azuis. Seu perfume estava inundando a limusine. – Champanhe?— Sim! – Gritou Dayse.— Não! – Eu respondi.Ambas reclamaram, e disseram que eu estava com um péssimo humor. Elas beberam taças cheias, enquanto eu observei. Fiquei com vontade? Com certeza. Mas puxei a vasilha com morangos e chocolates, e comi para me distrair.
— Moço! – Gritou Julie, já alterada, para o chofer. – Deixa a gente no Summer’s Vibes. Dayse gritou de alegria. O Summer’s Vibes é um bar caríssimo do centro da cidade, que só era frequentado por gente rica.— Vocês tão malucas?! Aquele lugar é o olho da cara, e eu já disse que eu não quero beber hoje. – Tentei Argumentar. Sem sucesso.— Relaxa, Rosa. A gente vai se divertir muito hoje. – Dayse falou, entre risos. Quando chegamos ao lugar, logo as duas malucas anunciaram que era meu aniversário. Me colocaram na melhor mesa, e me serviram uma novidade da casa.— Drink de abacaxi. – Falou o garçom, colocando o copo na mesa. – Novidade da casa.— Mas, eu não quero beber... – Tentei falar, mas ele já estava longe. Ótimo. Dayse e Julie, a esta altura já estavam bêbadas. Dançavam loucamente no meio da pista, com dois caras altos e bonitos. E, então eu percebi, o quão chata eu estava sendo. Quer saber? Um copo só não faz mal. Virei o Drink com vontade, e nossa, era delicioso. Logo, estava chamando o garçom para pedir outro. E outro. E outro.— Senhorita? – Ele falou, em uma dessas viagens para a minha mesa.— Hum? – Eu respondi, enquanto viajava na batatinha.— Aqueles rapaz ali – Ele apontou para uma mesa, em que um cara estava sentado com um monte de gente – Mandou isto para a senhorita. O garçom deixou um copo com Sangria na minha mesa. Olhei para o remetente da bebida. Olhos verdes, cabelos cor de mel, pele bronzeada. Um deus grego. Ergui o copo na direção dele, e ele prontamente me respondeu, erguendo o dele também. Problemas, aí vou eu!
Notas finais
Até mais
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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