O despertador tocava enquanto eu rolava pela cama tentando o encontrar para poder desligar-lo.

Acooooorda! Está na hora de irmos para a faculdade e não esquece que hoje é o último dia, além da nossa banda favorita está na cidade então deve estar tudo um caos. Te amo dorminhoca. – Enviei a mensagem para Bubble assim que peguei meu celular na cabeceira.

Eu e Márcia morámos na mesma casa há 1 ano e meio. Somos conheciamos desde a adolescência, eramos praticamente melhores amigas. Ela é um ano mais velha do que eu, mas parece que a mais velha da casa sou eu, pois sempre tomo a responsabilidade das maiorias das coisas. Márcia tem os olhos castanhos meio que esverdeados e um cabelo preto longo, encaracolado, que lhe chega na metade das costas. Ela é magra e um pouco mais baixa que eu, mas é linda. Já eu, sou morena, tenho os olhos castanhos escuros e o cabelo que chega aos ombros, castanho com algumas luzes.

Me levantei totalmente sonolenta e fui cambaleando até ao banheiro, onde depois fiz minha higiene matinal e me dirigi para a cozinha. Olhei em volta e não vi Márcia, o que já era normal de se acontecer. Comecei a preparar o café da manhã logo quando entrei na cozinha, porque com certeza a preguiçosa da Márcia iria acordar esfomeada e se não tivesse nada para ela comer ela iria para a faculdade mal humorada. Terminei de arrumar a mesa quando senti um peso em cima de mim.

– Ei, sai de cima de mim! Você só tem osso cara, que coisa. — Falei fazendo ela sair de cima de mim.

– Nossa, nem parece que você é a mesma que me mandou aquela mensagem amorosa de bom dia a alguns minutos atrás. — Ela falou se sentando e pegando a panqueca que estava ali em cima.

– Você sabe que eu não gosto que se joguem em cima de mim não sabe? Então pronto. — Falei e coloquei um pouco do meu suco no copo. — Ah, e vai se aprontar logo porque o transito deve estar horrível como se é de imaginar. Não sei pra que arrumamos uma casa perto de hotéis chiques. Isso me deixa maluca. — Dei um gole no copo.

– Definitivamente você está atacada hoje! O que foi? O James não deixou você beijar ele no sonho foi?

– Cala a boca e vamos logo nos arrumar porque eu quero chegar cedo na faculdade, até porque é o último dia de aula. Ainda tenho trabalho, caso você não saiba. — Falei e me levantei indo em direção ao meu quarto.

Abri a porta do meu quarto e pude realmente perceber o porque de nós precisarmos de uma empregada urgente. Aquilo estava pior que Nova Iorque em final de ano. Sai pegando algumas roupas do chão e jogando na cama, para finalmente conseguir chegar ao meu guarda-roupa. O abri e o fiquei olhando e como sempre.. EU NÃO TENHO NADA PARA USAR! Respirei fundo e olhei novamente para algumas peças que estavam penduradas. Peguei uma camiseta com print de onça e uma calça jeans escura. Essa seria a minha peça de roupa para hoje. Peguei meu celular, minhas chaves de casa e me redirecionei para a sala. Sentei e fiquei a espera da Márcia, que por sinal estava demorando séculos a se arrumar. Entrei no Twitter e vi que os meninos iriam ter o dia de folga, isso significa que iriam todos andar por aí em Nova Iorque enquanto eu estivesse trabalhando, beleza isso. Márcia apareceu fazendo um sinal para irmos e eu me levantei, saindo e trancando a porta com a chave. Chegámos na rua e estava um pouco quente, o que não é habitual. Sorri a ver que o sol estava pronto para ficar até as 19h. Esperei um táxi parar e entrei, junto com a Márcia.

– Último dia de faculdade! Mirella, você tem a noção que o ano que vem nós não precisamos mais estudar? Uau. — Ela não conseguia esconder o sorriso que ela estava no rosto.

– É, último dia! Mas ainda vamos ter que continuar trabalhando, porque nada vem de graça, não é meu amor?

– Como você é estraga prazeres. Pelo menos vamos ficar 3 meses sem precisar trabalhar. Meus pais vêm para cá e nós vamos ficar a custa deles.

– O que eu já disse sobre isso? Ah não queria que ninguém me sustentasse não Márcia.

– Pará. Eles querem fazer isso então deixa eles. Nós vamos pelo menos poder nos divertir.

– Está bem, pronto. Eu concordo e não tocamos mas no assunto, contente? — Falei e dei um meio sorriso.

Chegamos à faculdade depois de 40 minutos de transito, mas chegamos. Entramos correndo e fomos para as suas respectivas salas. Eu estava no último ano do meu curso de fotográfa e a Márcia estava em seu último ano de dança. Durante toda o dia em que nos mantivemos na faculdade só ouviamos falar da banda do momento, que estava na cidade. Não sei porque, mas só de ouvir falar da minha banda favorita meu estomago dava voltas. Sai da faculdade e fui para o trabalho. Márcia iria fazer uma audição para algum programa que eu não me lembro o nome, mas depois das 20h ela iria me buscar para irmos jantar fora. As horas passaram rápidas e quando eu me dei conta já eram 20h e 30m e a Márcia já estava me esperando do lado de fora da loja para irmos. Peguei minha bolsa e disse 'Adeus' a Sra. Cliver, saindo da loja e dando um abraço em Márcia.

– Como foi a audição? — Disse me aconchegando em seu braço.

– Bom! Eles disseram que se eu for selecionada eles me chamam em 1 semana. E no trabalho, como foi?

– Normal. Ninguém de interessante foi lá e como sempre vendemos bem. — Falei dando de ombros.

– Hm, então, já sabe qual restaurante vamos? Se for longe precisamos de um táxi.

– Podemos ir ao Boqueria Soho, por favor? Acho que eu não vou lá desde o começo de Maio e olha que vamos na metade de Junho. Por favor. — Falei parando na frente dela e fazendo bico.

– Você parece uma criança querendo comer algodão doce, sinceramente. Anda, vamos.

Eu me aconcheguei em seu braço e fomos conversando e rindo até ao restaurante. Não parecia ter muita gente, por isso entramos e nos sentamos. Pedimos as nossas refeições e ficamos ali rindo e brincando até a comida chegar. Enquanto comiamos entraram 2 guardas, pareciam ser guardas de algum famoso, mas eu não conseguia ver qual era. Passado alguns minutos entraram 5 garotos rindo e apressados. Márcia estava sentada de costas para a porta de entrada, o que significa: Ela não viu eles entrarem. Eu fiquei sem reação enquanto Márcia olhava pra mim sem saber o que estava acontencendo.

– Bubble, olha ali aqueles cinco? Não são parecidos com alguém que conhecemos? — Falei tentando não apontar.

– Onde? — A Márcia falou se virando para ver. — Oh meu deus, são eles! — Ela disse quase tendo um ataque.

Notas finais
Se ficar mal ou algo assim me avisem! :)