Um Conto De Fadas Em Miami - Fic Interativa

4 Capítulo 3 - A Verdade sobre os Price: parte II


Notas iniciais
Boas notícias!!!! Fichas lá embaixo!!!

-É, pai. E o que exatamente está "finalmente acontecendo" ? Vocês estão escondendo algo de nós, não é? Já faz um tempo. Algo grande. O que é?

-Certo, eu falo. -disse, sentando-se de frente para os gêmeos. -Queiram se sentar, os dois. Isso vai demorar um pouco. Mas precisam me prometer que vão ouvir e acreditar em cada palavra que eu disser, mesmo que pareça a maior loucura que já verbalizaram na sua frente.

-Tá. Que seja. -Lisa não entendia como aquela frase podia ter coerência. Acabavam de passar pela mais louca noite de suas vidas. Não estava bem numa posição onde se daria ao luxo de não acreditar em alguma coisa.

Charlie pigarreou. Aparentava nervosismo. Como se tivesse ensaiado essa conversa por horas e horas no espelho, e apenas uma palavra em falso pudesse fazer a diferença entre o sucesso e o total fracasso.

Apesar paisagem ao seu redor continuar a mesma, ele olhou para todos os lados, buscando mudanças. Lisa diria que estava procurando por alguém. Agora, se era o monstro ou sua mãe, não tinha ideia. Provavelmente, ambas opções.

Concentrou seu olhar em sua espada de lâmina comprida e prateada. Pelo menos ao ver da garota, que não era lá uma referência, o aço e o punho do objeto irradiavam uma energia incomum, próxima ao fantástico.

Ela e Rider ainda meio que se abraçavam no momento em que o pai resolveu abrir a boca:

-Então, lá vai! Primeiro de tudo: sabem o porquê de viajarmos todo ano nesta época, não sabem?

-Porque é quando podemos? -Lisa tentou um chute.

-Isso, e porque, senão, teríamos que passar o natal e ano novo com a família. -nesse meio tempo, ele passava uma das mãos compulsivamente pelo cabo da espada. Mantinha o olhar abaixado, sem direcioná-lo uma única vez para seus interlocutores. Fez uma pequena pausa, respirou fundo e prosseguiu -A questão é que não existe família para passarmos essas datas.

-Peraí, como assim? E todos os nossos avós, tios, tios-avós? -Rider o interrompeu. Tirou o braço do ombro da irmã e postou-o sobre as pernas cruzadas. Curvou a cabeça levemente para frente, com curiosidade.

-Todos inventados por mim e pela sua mãe. Os reais estão... -ele parou por um segundo. Tentava encontrar as palavras certas. Suspirou. -Sabe, Rider, há muitos anos, antes de vocês nascerem, nós não morávamos por aqui, e sim em outra terra, muito mais distante. Nessa terra, eu atendia pelo nome de Príncipe Charles. Sua mãe tinha a mania de me chamar de encantado. E falando nela, ela tinha o nome de... Cinderella.

-Príncipe Encantado, Cinderella. OK. -Lisa disse e desviou o olhar para o irmão. Estava oficialmente ficando assustada.

-Ela era dividida em vários sub-reinos, e cada um tinha seu príncipe e sua princesa. Eu e sua mãe coordenávamos todos esses reinos, fazendo de nós dois, os principais governantes. Nosso castelo era o maior, mais alto e o mais majestoso entre todos. Nessa terra, também existiam seres como fadas, bruxas, duendes, anões, ogros, gigantes, sereias, animais falantes. Enfim, era tudo bem... Mágico. Por isso, chamávamos a terra de "Mundo Mágico". -Parou novamente, desta vez para examinar a expressão dos filhos. -Querem que eu continue?

Os dois pequenos se entreolharam. Olharam para Charlie. Se entreolharam novamente. Não sabiam bem o que fazer. O que acabaram de ouvir era, com certeza, pura loucura. No entanto, fizeram uma promessa. Rider se manifestou, por fim, com um aceno de cabeça indicando que sim, queriam que continuasse.

-Pois bem. As criaturas más, nessa terra, viviam solitárias, normalmente banidas dos reinos ou vivendo em lugares bem afastados. Um dia, aconteceu uma coisa que ninguém imaginava ser possível: todas elas decidiram unir forças para nos atacar e tomar o Mundo Mágico.

-É, mas elas falharam. Ou não? Porque o vilão sempre perde nos filmes...

-Rider! -Lisa deu um soco discreto em seu ombro, pedindo que parasse. Sussurrou: -Se liga, o que ele está falando não é verdade. Não pode ser. Realmente acredita nisso?

-Estou tentando, né? -ele respondeu, também aos sussurros. -Esse cara é o nosso pai, Lisa. Devia começar a acreditar nele de vez em quando. E você viu o que aconteceu agora a pouco. Toda essa história de mulher, perder a casa, quase morrer...

-Eu sei o que vi. -Lisa alegou. -Estou tentando achar uma explicação lógica para tudo isso. E mais: o fato de ele ser nosso pai não o torna menos louco.

-Sabem que eu consigo ouvir cada palavra do que dizem, não é? -depois disso, ficaram quietos. Lisa virou o rosto para baixo, constrangida. -O que eu estava falando mesmo? Ah, sim. Boa pergunta, Rider. Normalmente, quando um vilão ameaçava nosso mundo, era fácil derrotá-lo. Mas todos juntos... Não tivemos a menor chance. Nos massacraram.

Uma forte ventania invadiu o esconderijo, arrastando grãos e mais grãos de terra do chão e teto, e balançando os cabelos de Lisa para trás. Ela notou que os fios que prendera e domara com tanto carinho, estavam, agora, soltos e selvagens. Sua camisa xadrez estava rasgada nas pontas e o short, encardido.

Os outros dois também não pareciam muito bem: a cara de Charlie estava marrom de tão empoeirada e apresentava marcas de cortes e queimaduras em suas roupas, lembrancinhas de sua última luta com o dragão. Rider estava suado, com um dos joelhos ralado e alguns hematomas espalhados pelas pernas e expostos pela grande abertura em sua calça. Além disso, tossia fuligem.

-A carnificina foi geral. A maioria dos seres foi assassinada, torturada, ou feita de escrava. No caso, eu e sua mãe nos encaixamos na terceira opção. O nosso mundo foi dominado inteiramente por vilões, e nosso castelo -e consequentemente, nosso posto-, tomado por quatro destes vilões, que lideraram o ataque: a Rainha Má; Úrsula, a bruxa do mar; Lady Tremaine; e Malévola. -Lisa sentiu um arrepio repentino ao ouvir esse nome. -O tempo passava, e, francamente, já estávamos perdendo as esperanças de ter um futuro, sabem? Um pelo qual valesse a pena viver...

-Mas como vieram parar aqui? E como isso tem a ver com a gente? -o garoto perguntou, cada vez mais interessado e curioso. A outra ouvia tudo calada; franzia a testa levemente, denunciando a pontada de aflição e medo que crescia dentro dela.

-Calma, eu vou chegar lá! Em uma noite, bem tarde, quase de madrugada, estávamos indo dormir quando recebemos a visita da Fada Madrinha da sua mãe. Estava se escondendo, para que não a capturassem e usassem seu poder contra ela, como fizeram com a maioria das outras fadas. Oferecemos, então, a proteção da nossa cabana recém-construída para sua segurança. Enquanto conversávamos, ela disse que, na verdade, nossos amigos não estavam, de certa forma, mortos. Graças a um feitiço que tinha feito com a ajuda de outras criaturas mágicas, suas almas, ao invés de se perderem para sempre, tinham sido apenas transportadas de um mundo para outro, e, com o tempo, renasceriam, na forma de novas crianças, que receberiam o nome de renascidos. Ela disse que também podia nos transportar, para que pudéssemos recontruir nossa vida nesse outro mundo, mas, em troca, era nosso dever encontrar cada um desses renascidos e treiná-los. Isso formaria um exército tão poderoso que poderia até derrotar os vilões, e aí, o Mundo Mágico estaria livre para nossa volta, e poderíamos, enfim, viver felizes para sempre. -disse, encerrando, assim, a história.

Charlie deixou-os em paz por um tempo. Esperava que o bolo de informações entrasse na cabeça dos filhos. O céu de fumaça acima começava a se desfazer e a dar lugar a uma brilhante lua cheia.

O clima no ar era de desconforto: o insuportável som do silêncio pairava sobre as duas figuras que procuravam inconscientemente se manter ocupados. Mexiam na terra abaixo deles, ajeitavam suas roupas no corpo. Tudo para não ter que olhar nos olhos do homem e formular alguma. Frase para falar. Rider foi o primeiro a quebrar a monotonia.

-Deixa ver se eu entendi -começou. -:eu e ela nascemos do Príncipe Encantado, que é você, e da Cinderella, que é a mamãe. Ainda por cima, fazemos parte desses "renascidos", e somos, basicamente, reencarnações de personagens de contos de fadas.

-Não, filho! Não são contos de fadas! -Charlie enterrou a cabeça nas mãos, como um sinal de que não tinham entendido. -Droga, isso é sério!! Eles são reais, e são minha família! Nossa família! Olhem, em todos os quinze anos em que estive aqui, nunca encontrei um renascido sequer. Viajávamos para mais longe todo ano, para os mais remotos ambientes do mundo, e nada. Já estava até desistindo de procurar. E por mim, tudo bem. Gosto da vida por aqui. Você pode comprar a carne já congelada, e é engraçado ver como sua própria história é usada para entreter as crianças. Mas ISSO, o que aconteceu agora, é um sinal.

-Sinal de quê? -Lisa perguntou.

-De que não podemos parar agora!! Estamos perto demais de finalmente... -Charlie deixou sua atenção fixa na lua. tinha um brilho diferente em seu olhar -Ah, imaginem só como seria. Finalmente voltar para casa.

-Tá, então somos as reencarnações dessas "pessoas reais". -corrigiu Rider.

-Bom, a tal mulher falou da sua irmã, não foi? Mas não vamos nos precipitar. Não temos tanta certeza sobre ela, muito menos sobre você. -Charlie alertou. Levantou-se devagar de onde se sentava. Engoliu em seco. -Escutem. Jane pode estar em grande perigo agora. Eu tenho que ir à sua procura e salvá-la. Vocês entendem, não é? Sem ela, eu não sei o que faria.

Lágrimas se formaram em sua face. Lisa reparou que nunca vira seu pai chorar até aquele momento.

-Eu vou com você. -declarou Rider. Levantou-se, fazendo pose de corajoso.

-Não, você não vai. Precisa ficar aqui com sua irmã, onde estão em segurança. -mandou o pai. Rider voltou a se sentar embaixo do abrigo. -Prometo que estarei de volta pela manhã. Bom, se por acaso eu não estiver... Quero que continuem a missão, achem o resto dos renascidos e formem o exército. Não sei quantos ainda existem no mundo, alguns podem até já ter morrido. Mas acredito que a Fada Madrinha saiba. Ela irá guiá-los em sua jornada. Ah, e mais uma coisa. Vão precisar disso.

Ele tirou do bolso o que Lisa pôde identificar como uma bolinha de gude transparente. Não, não uma bolinha de gude. Era grande demais para sê-lo. Mas, ainda sim, era pequena o suficiente para ser transportada com facilidade.

Charlie apoiou em um dos joelhos para ficar na altura deles. Delicadamente, colocou o objeto nas mãos estendidas de Lisa. Ele, ao entrar em contato com a garota, produziu um irradiante brilho prateado.

-Mas que m...?

-Shh. Olhe a boca suja, mocinha. -o pai advertiu. -Isso é uma bola de cristal. Presente da Fada Madrinha. Nas mãos de alguém como você, um renascido, ele brilhará exatamente como agora. Tem uma certa margem de erro, então sugiro que siga seus instintos em primeiro lugar. Só depois a utilize. E cuidado! Guarde-a depressa, ela é muito frágil!

-Tá. -Lisa obedeceu, guardando a bola no bolso de sua camisa.

-Ótimo. -disse Charlie. Ele se aproximou da garota e lhe deu um longo e cheio de pesar beijo na testa. Abraçou com força os dois ao mesmo tempo. -Tenho que partir agora. Eu amo vocês. Nunca duvidem disso.

O abraço custou a se desfazer. Assim que o fez, Charlie se levantou. Tinha lágrimas nos olhos mais uma vez.

-E tomem isso, também. Podem precisar. -ele ajeitou a espada logo antes de entregá-la para a filha. Tirou do cinto uma pequena faca de lâmina curta e partiu.

Lisa ficou observando-o enquanto sumia em meio às palmeiras.

-Ei. Vai ficar tudo bem. -Rider chamou, convidando-a a aninhar-se em seus braços. Assim ela fez.

Encostaram-se na base da colina e lá ficaram, refletindo sobre todo aquele dia. Assim, adormeceram.

Notas finais
finalmente, depois de tanto capítulo, as fichas!!!! Como eu já sei que vão me perguntar por que não tem par, eis aqui a resposta: eu vou escolher quem faz par com quem e se faz par (a não ser que o par seja essencial para o desenvolvimento do personagem), até porque uma história com 9038303749374937493 casais felizes ia ficar confusa e chata. Mas não se preocupem, cada personagem será bem trabalhado e terá histórias boas, mesmo na ausência de um namorado(a).

Também não se preocupem com o tamanho da ficha. Eu, pessoalmente, prefiro uma ficha pequena, porém bem escrita, clara e que me dê um pouco de espaço para criar, do que uma gigante, com as maiores especificidades e detalhes sem importância, confusa e incoerente.

Escolherei as melhores, então sejam criativos e caprichem, até porque não se faz uma história apenas com personagens frios, calculistas, irônicos, rebeldes, roqueiros e com passados difíceis. A aparência e personalidade dos personagens não precisam ser iguais às das suas reencarnações no mundo mágico, contanto que tenha ao menos um ponto que os ligue.

Tá, já tá ficando chatinho ler isso, né? Últimas observações: mandem as fichas por MP E NÃO PELOS COMENTÁRIOS, pois quero deixar o mistério de que personagem é quem, sabe? Pra ninguém ver...

Enfim, qualquer mudança necessária para adequar o personagem à história será comunicada por MP. Aí, vocês dizem se aceitam ou não mudar e nós chegamos a um acordo.

Nome:

Personagem que representa(de preferencia, que faça parte de algum filme da disney!!!):

Idade(de 15 para baixo):

Nacionalidade/cidade onde mora(aceito estrangeiros de qualquer tipo):

Aparência(prefiro descrição detalhada a foto. E, por favor, eu sei que vocês querem seus personagens perfeitos, mas coloquem um defeitinho aqui ou ali que eu quero HUMANOS):

Personalidade:

Estilo:

História:

Do que gosta?

Do que não gosta?

Arma(tem que ter a ver com o personagem.):

Outras coisas:

Se estiver faltando alguma coisa na ficha, me avisem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!