Notas iniciais
eu disse que ia postar num domingo kkkkk quer dizer, segunda, ja que esta de madrugada. Mas em minha defesa, esse cap ficou absurdamente maior do que eu planejava. Eu particularmente gostei, acho que é um dos melhores até agora.

Bom, a pergunta da semana passada foi: qual seu vilao favorito da disney. Eu vou dizer, tive que pensar para essa, pois a maioria é muito boa. Vocês ja devem ter adivinhado, pela fic, que adoro a malévola. Ela é tão... má! Detestável! Adoro! Também gosto bastante da Úrsula. Mas vou fazer jus à minha infância e dizer que meu vilão favorito é o Scar, do Rei Leão.

Aviso importante: tem gente que está deixando de comentar. Praticamente quatro pessoas apenas, são as que comentam (aliás, bj pra vcs. Sintam-se abraçados e beijados por mim). Eu sei que isso é chato, mas se continuar, me sinto obrigada a matar seu personagem ou nem deixar ele aparecer, para começo de conversa. E se deixar, como um personegem beeeem pequeno. Então, se não quiserem que isso aconteça, comentem. É bom para mim saber se estão gostando ou não, e o que querem que eu mude. Me faz crescer como escritora.

Não sei se tem mais o que dizer. Apenas divirtam-se. Me avisem se tiver algo errado, pq não tive tempo de rever. Vou tentar ser mais pontual, próxima vez. Prometo!!!!!!!!!!

Alison não dava um pio enquanto Rider, consideralvelmente bem, tentava encontrar o melhor jeito possível de explicar como eles haviam parado ali. Era muito difícil ler sua expressão naquele momento: estava séria, olhando diretamente para ele com aqueles grandes olhos cor de safira. Não mexia um músculo; nem piscava, aliás. Não dava para saber se estava realmente acreditando, ou se estava pronta para jogar spray de pimenta na cara dele e ligar para o hospício. Se houvesse algum spray de pimenta no armário escuro, as duas possibilidade eram bem viáveis.

Sentada em um canto, Lisa também ouvia o irmão em silêncio. Há uns minutos, haviam desistido de abrir a porta, e voltado para o quarto das perucas. Pelo menos Mike cabia direito lá. Rider não deixava um detalhe escapar: falou sobre a viagem, sobre a Alameda dos Seixos, sobre Charlie e Jane, sobre o dragão, sobre a noite no South Pointe Park, sobre a conversa mais que esquisita com Charlie, sobre ele partindo, sobre eles chegando ao Colony Hotel. Ao final de sua fala, a loira ainda era indecifrável. Finalmente, cruzou os braços e olhou para o lado.

-E então? -Rider perguntou, mas em vão, pois ela continuou calada. Parecia pensar em algo. Rider virou-se para a gêmea. -É, ela nos acha loucos.

-Não culpo ela por isso. -Lisa admitiu, ajeitando as mangas compridas da camisa no corpo. Rider ainda não vestia camisa, o que, às vezes, atraía olhares curiosos por parte de certas pessoas.

-Não, não acho vocês loucos. — Alison se manifestou. — Eu só... sinto muito. Por Jane, Charlie, e todo o resto.

-Obrigado. -os irmãos disseram em coro.

-Bem, quanto a tudo isso, eu... Meio que acredito em vocês.

-Acredita? Sério mesmo?-indagou Rider, surpreso diante da situação inesperada. -Ora, parece que não sou o único por aqui!

Lisa sabia bem que aquela frase se dirigia a ela. Ele ainda tinha ressentimentos da sua opinião sobre os acontecimentos recentes. Achava engraçado, interessantíssimo brincar com o que não entendia. E sim, ele não entendia. Disfarçou colocando uma mecha de cabelo castanho para trás da orelha, o rosto abaixado.

-Hmmm, é. -Alison deu um sorriso de lado. Acariciava ternamente a cabeça gigante de Mike, que ronronava como um gatinho. Lisa ainda queria levá-lo para casa. -Sabe, eu nunca contei isso para ninguém, ninguém mesmo, mas... Ah, esquece. É besteira.

-O quê? -insistiu Rider.

-Eu... eu sempre me senti... Como se diz? Sempre me identifiquei com contos de fadas na minha vida. Especialmente com um, diferente dos outros. Especialmente de uns tempos para cá. Eu sinto... Como se eu, de alguma forma, fizesse parte dessa história. É até muito esquisito, para falar a verdade. -ela despejou as palavras, como se estivessem há muito tempo guardadas, mas nunca tivera coragem de falar. -É por isso que eu acredito. E essa história só confirma tudo o que eu já pensava há algum tempo. Quando vocês chegaram aqui... Eu fui a única que sentiu uma ligação estranha entre nós três?

Reagindo à frase, eles se entreolharam. A janela pequena e circular, ainda aberta, consentia a entrada de ventos periódicos, gelados, com um cheiro salgado que invadia o quarto escuro e lhe dava um aspecto ainda mais sinistro. No fundo, os dois sabiam que era exatamente isso que o outro sentia, ao ficar perto da garota. Totalmente, simplesmente. E não podiam negar.

-Enfim, de qualquer jeito, é tudo o que tenho a dizer. -finalizou ela.

-Com que conto de fadas pensou? Quer dizer, com qual se acha parecida? -Rider perguntou. -Não podemos negligenciar detalhes importantes. Sabe como é.

-Hmmm... -Alison ponderou. -Faz alguns meses que me acho parecida com... Poxa, isso vai soar tão ridículo quando eu falar!!!!! -ela parou para fazer graça. Mais uma vez, foi preciso mais um policiamento para motivá-la a falar mais. -Não, Alison! -repreendeu-se, fechando os punhos ao lado do corpo. -Nunca estive tão certa de uma coisa em meus dias, como estou disso hoje, agora. É isso, só pode ser! Sim, eu me encontrei!

Seu discurso seria inspirador, se não tivesse sido interrompido por mais uma baforada marítima proveniente da janela. Os três se estremesseram no momento em que o vento açoitou suas peles sensíveis, como um bruto chicote de couro. Isso porque o vento que tão mais impactante se inseria não cheirava, como os de antes, a praia. Tampouco era frio. Quente como o próprio sol, o choque térmico não passou despercebido.

Ao entrar em contato com as paredes, espalhou-se uma fumaça branca por onde a vista alcançava. O quarto tomou uma forma nebulosa, como se envolvido em uma imensa nuvem brilhante. Lisa se esforçava para ver por entre a pesada neblina, mas desistiu ao perceber que nem os óculos embaçados a ajudariam, e provavelmente os outros no cômodo passavam pelo mesmo problema. Ela não saberia com certeza, pois não conseguia ver nem mesmo suas silhuetas, tão grosso o impecilho.

Nem tão rápido e repentino como se fez, a nuvem se dissipou. Começou gradualmente a se mover. Se deslocou pelo quarto e formou, aos poucos, uma igualmente poderosa espiral de ventanias, um mini tornado que a puxava com uma força descomunal em direção ao centro. A garota lutou para se manter em pé, vindo a agarrar-se a uma tábua solta, no chão, para não perder o equilíbrio. Segurando forte os óculos com uma das mãos, mas ainda sem enxergar, gritou:

-O QUE ESTÁ ACONTECENDO???

-MANTENHAM A CALMA!!!! POR FAVOR, MANTENHAM A CALMA!!! -ouviu uma voz masculina falar, e logo julgou ser a de Rider. Como ela, falava com um certo esforço.

-E COMO PLANEJA QUE FAÇAMOS ISSO???? -ela revidou.

Mal acabara de falar aquilo, a espiral foi diminuindo e diminuindo, até tomar uma pequena forma afunilada, que foi mudando suavemente a cor, de branco para amarelo claro, para amarelo ovo, para dourado puro. A sala ficou nítida mais uma vez, e todos puderam esfregar os olhos com os dedos, a fim de ver melhor.

Alison, com um toque de vazio e curiosidade em suas feições, desprendeu-se da parede que segurava e andou lentamente até a pequena espiral dourada à frente. Passou um segundo apenas a observá-la, mais uma vez indecifrável. Seria puro encantamento que expressava, ou puro horror? Indecifrável. Por fim, estendeu as mãos, entre tremedeiras, para tocá-la. No exato momento em que a ponta de seus dedos encostaram na superfície gasosa, o ouro dispersou-se pelos cantos.

Tudo brilhava em uma coloração dourada estridente, que quase cegava. Lisa viu, com o canto dos olhos, a loira segurar um objeto com vontade, o que fez todo o resquício de luz dourada sumir de uma só vez.

-Meu Deus! -Alison exclamou, fazendo Lisa levantar-se para ver de perto o que trazia em mãos. Seus olhos se arregalaram.

Ela segurava, com dificuldade, uma espada feita completamente em ouro. Era grande, do tipo que precisa ser supensa por duas mãos. Naturalmente, isso fez com que Alison deixasse cair uma das pontas ao chão, sem conseguir erguê-la novamente. O ouro em sua extensão era forte, vivo e extravagante, chamando uma grande atenção. A lâmina era lisa, enquanto o cabo se encrustava inteiro com desenhos coloridos de vários sóis, feitos com pedras preciosas. A espada em si era uma grande pedra preciosa.

-O que é isso escrito ali? -Rider, que até o momento não fora notado por Lisa, apontava para uma pequena gravação em letras incandecentes, na ponta da lâmina. Alison agachou-se para ler a mensagem.

-"Parabéns, Rapunzel. As coisas nem sempre são o que parecem. Creio que você já saiba sua missão. Agora, vá lá e cumpra-a. Assinado: FM" -ao passo que lia, as palavras grafadas iam sumindo, até apagarem por completo. -Eu estava certa! Eu sou a Rapunzel!

-FM. Fada Madrinha. Faz sentido. -concluiu, até que meio lerdo, Rider. -Quer dizer, Charlie disse que ela nos guiaria aos renascidos. Só não sabia que isso seria através de... Caça ao tesouro.

-Caramba, eu sou a Rapunzel!! Isso é incrível!! -Alison era a felicidade em pessoa. -É maravilhoso! Mas... E agora? O que faremos?

A cabeça de Lisa martelava enquanto ela olhava, pensativa, as paredes cheias de prateleiras. E não é que ia surgindo alguma coisa da sua cabeça?

-Não se preocupem. -disse ela, primeiro baixinho, mas depois aumentando o volume de sua voz até o natural. -Eu tive uma ideia. Só... Confiem em mim. O que acham darmos um passeio lá embaixo?

Ela dirigiu um olhar a Rider quando o disse. Rapidamente, sacou o punhal que estava em seu bolso, pegou uma peruca bem longa e colorida de uma prateleira perto e começou a cortar um grande chumaço.

-Eu estou precisando de objetos cortantes, por favor? O máximo que acharem. -ela pediu aos amigos, mas nenhum respondeu positivamente.

-Droga, deixamos tudo nosso do lado de fora! -Rider relatou, levando a mão à testa. -Vou arrombar a porta do armário com um chute.

-Não, Rider. -Lisa o parou. -Sua perna ainda não está boa!

-Dane-se! -ele respondeu. -Eu mesmo amputo, depois, se quiser. Contanto que a gente saia daqui!

-Esperem! -Alison amparou a briga. Estendeu sua recém-ganha espada para o garoto. -Tente arrombar com isso. É mais pesado do que parece.

Rider pegou a arma. Assim que o fez, ela o puxou ruidosamente para o chão.

-É. -ele admitiu, se levantando. -Acho que deve servir.

Ele se retirou do quarto, indo em direção ao corredor escuro e deixando as duas garotas sozinhas. Alison sentou-se sobre os joelhos e pôs-se a assistir ao trabalho de Lisa, que a esse ponto já tirava uma grande madeixa roxa de uma peruca sintética lisa. O silêncio e constrangimento rapidamente invadiram o quarto, quando aquelas duas criaturas foram deixadas sozinhas, uma esperando a iniciativa da outra. Acabou sendo Ali a puxar conversa:

-Lisa, não é? É nome ou apelido?

-É apelido. -ela respondeu, meio sem jeito. Tentou olhar para os olhos da outra ao falar, para aparentar menos timidez. -Apelido de Elisabeth.

-Hmmm, legal. EI! -ela falou alto, como se tivesse acabado de descobrir alguma coisa. -Seus olhos... Eles são de cores diferentes!

Como instinto, Lisa automaticamente abaixou a cabeça de novo.

-Eu acho que você se enganou...

-Não, eu vi! Um é azul e o outro, castanho! -ela tinha se animado bastante com aquilo. O porquê, Lisa não sabia. Mas, ao perceber que a estava deixando envergonhada, Ali moderou as palavras. -Olha, eu gosto! É original!

-Bom, então você seria a primeira. -ponderou Lisa. Alison reagiu apenas calando-se e enrolando o cabelos entre os dedos, para passar o tempo. Essa foi a última coisa que disseram uma para outra até Rider voltar ao quarto, com a mochila nas costas, a espada de Charlie e o diário de Lisa. Ao vê-lo, ela o puxou com força das mãos do irmão e lhe lançou um olhar ameaçador.

-Que foi? Eu não li! A maior parte. -ele tentou se defender do olhar, em vão. O jeito era tentar mudar de assunto. Pigarreou. -Caham!! O que planeja fazer, mesmo?

-Hehe. -Lisa riu consigo mesma. Depois de tudo, tinha conseguido, afinal, bolar um plano muito bom. Até meio cínico, mas com certeza muito bom. O problema concentrava-se todo em colocá-lo em prática. -É o seguinte: Carl foi bem esperto em manter Ali aqui, onde ninguém pode vê-la ou ajudá-la. Ela também não pode fugir pela porta, muito menos pular da janela. O que ele não contava, porém, era que ela saíria do mesmo jeito que a Rapunzel saiu de sua torre. -estendeu para os outros dois, dois chumaços de peruca: um ruivo e outro roxo. Estavam trançados e amarrados com um nó de marinheiro. -Soltando suas tranças!!!!

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Os três passaram a maior parte da madrugada acordados, calados, apenas aproveitando o vento, agora suave, enquanto amarravam e trançavam cabelos de peruca. Rider quase sempre pegava uma curta demais, de modo que o trabalho sempre caía para as garotas. Ainda bem, pois eram as únicas que sabiam, de fato, trançar, ali. A atividade era árdua, demorada, cansativa. Mas era o desejo de liberdade que os motivava a seguir em frente, principalmente por parte de Alison.

Algumas horas mais tarde, lá estava a grande trança multicolorida. A largura era normal, mas o comprimento era enorme, enorme. Graças a Carl, o quartinho pequeno guardava perucas o suficiente para confeccionar uma supertrança, que, mesmo enrolada e emaranhada no chão, ocupava um espaço impressionante. Ao notar que o trabalho havia, enfim, acabado, todos deram um único suspiro de alívio. Alison passou o braço pela testa, para conter uma gota de suor que ameaçava cair.

-Aleluia! Não sabia quanto tempo mais eu iria aguentar disso!

-Agora, só nos resta uma coisa a fazer. -disse Lisa, enquanto prendia novamente seu cabelo longo em um rabo de cavalo baixo. -Temos que colocar essa tralha na janela, e ver se alcança o chão.

Dito e feito. Na contagem de três, todos ergueram, juntos, a supertrança (não se engane. Ela era muito mais pesada do que está imaginando agora). Com certa dificuldade, a postaram junto à parede cujo meio era ocupado pela janela redonda. Começaria, então, o próximo trabalho cansativo: descê-la.

Se organizaram pela estrutura: Ali na frente, Lisa no meio e Rider, como o mais forte, atrás, impedindo que a trança derrapasse e caísse. Moveram-na devagar para baixo, o que não afastava a sensação de que, a cada pedaço jogado para fora, ficava mais difícil segurar o pesado total. Tá, não era sensação. Ficava mesmo mais difícil a cada segundo. Mas o pensamento de que era apenas uma ilusão confortava os braços cansados de Lisa.

Subitamente, Alison parou. Inclinou-se para baixo, deixando os outros dois curiosos e confusos. Um sinal de cabeça deu o sinal que precisavam.

-Conseguimos! -ela disse com animação. -Conseguimos! Toca o chão!!

Escolheram um pedaço solto de madeira para amarrar o que restara do veículo de fuga. Ao perceber que este estava bem firme, teve início a discussão:

-Damas primeiro. -decretou Rider, com um sorriso amarelo. Lisa, que passava os dedos pelos cachos, demorou a notar que todos os olhares estavam centrados nela.

-Não! Nem pensem nisso!! Eu não vou sozinha!!

-Eu acho justo. -Alison comentou com o idiota. -Afinal, a ideia foi dela.

-Vamos, Lisa! Precisamos de alguém... Magrinho para passar pela janela! Nem que seja só para chamar ajuda!

Lisa olhou para a abertura na parede ao seu lado. Era realmente pequena demais para que pessoas como Rider passassem. E pensar na quantidade de pessoas que ficariam felizes em serem magras.

-Tá! Me dá isso aqui. -vociferou ela, puxando para si o diário e a mochila laranja, presente da fada madrinha.

Engoliu em seco ao se aproximar da pequena abertura circular. Foi logo atingida pela brisa fria da noite lá fora, cheia de prédios, mar, rua e calçadas. Resolveu tirar um minuto para observar a estonteante vista multi-colorida à sua frente: era quase vazia, ou seja, ninguém os veria fugir. A praia era escura e calma, palmeiras balançando levemente de um lado para o outro, em um ritmo natural. Inúmeras estrelas pontudas e brilhantes enfeitavam o céu negro sem nuvens, acompanhadas de uma grande e linda lua, que começava a minguar.

-É para hoje? -seus pensamentos foram interrompidos pela voz masculina.

-Calma! Estou indo! -protestou. Logo de imediato, subiu no batente da janela, mochila nas costas, óculos pendurados na blusa (tinha o pressentimento de que iriam cair se os deixasse no rosto. E não é nada legal ver seus óculos caírem 30 metros). Seu corpo magro conseguiu, sem maiores dificuldades, passar pela janela. Ao fazer isso, fechou os olhos e agarrou um pedaço da grande trança. Lisa pensava o que estaria fazendo, caso nada disso tivesse acontecido. Provavelmente, escrevendo animadamente em seu diário sobre como foi bom o romance que assistira noite passada.

Respirou fundo, abriu os olhos e pulou.

Ela teve que se segurar firme para não escorregar. Alguma coisa forte e brilhante ofuscava sua visão, mas o quê? Lisa precisou de um segundo para descobrir. Eram luzes de neon. Várias luzes de neon azul-claro. Foi ali que percebeu:

-O letreiro! Estamos dentro do letreiro! -gritou para os outros dois. Acontece que a janela redonda era, na verdade, a primeira letra "O" da palavra "Colony". A passagem secreta do armário ia dar dentro do letreiro. Era uma ideia inteligente, pensou. A má notícia era que teria que descer com as luzes fortes atacando seus olhos.

Passou as pernas ao redor da trança, para ter mais apoio. Quando se sentiu estável o suficiente, pôde começar a descer.

-Podem vir! Está tranquilo, aqui embaixo! -Lisa chamou-os. Da janela, observavam atentamente a garota se movimentar pelo... cabelo?

-Me explica uma coisa: como as pessoas não notam três adolescentes fazendo rapel nas paredes? -indagou Rider.

-Relaxe. A essa hora, em um domingo, todos já estão dormindo por aqui. -Alison constatou, deixando-o um tanto atônito. Sua cara a fez rir baixinho. -Você aprende essas coisas quando tem que conviver. Ahh, essa é a minha deixa!

-Ah, claro. Quer que eu segure a espada? -ele educadamente perguntou.

-Não, imagina. -ela prendeu a espada dourada e pesada na cintura, mostrando que não precisava de ajuda. Logo em seguida, virou-se para o tigre branco, agora em pé ao seu lado, com uma cara abatida. -Bom, Mike, eu preciso ir, agora. Acho que isso é um adeus. Espero te ver de novo, algum dia.

Ela abraçou o animal com força, que retribuiu esfregando a sua cabeça na dela. Lágrimas saíam de seus olhos. Tanto de tristeza como de felicidade.

Respirou fundo e aproximou-se lentamente da sua escapatória. Tremia, afinal, sonhara com aquele momento por muito tempo. E agora que estava lá, cara a cara, ela não conseguia se mexer de alegria. Irônico. Enxugou os olhos e tentou se manter calma. Como fizera a primeira, subiu no batente, agarrou a trança e pulou.

Alison foi um pouco mais demorada para se acomodar. E também, não era para menos, levando em consideração o peso que levava na cintura. Quando conseguiu achar um ponto de equilíbrio, olhou para toda a paisagem à sua espera. Então, era isso. Era ali que todo o sofrimento acabava. Todos os dias tenebrosos, todas as noites frias... Não pôde conter a animação que tomava conta dela, no momento. Seu sorriso era tamanho que não cabia no rosto. E ficou lá, parada, apenas observando. Esqueceu de que deveria ir rápido.

Estava tão extasiada que nem notou o barulho de batida que veio de dentro do quarto. Em questão de segundos, sentiu seu pulso sendo agarrado com uma força que a fez gritar. Olhou para cima, em busca de um rosto. Quase desejou não tê-lo feito.

-Aonde pensa que vai, minha flor? -disse a voz nojenta de um homem. E não qualquer homem, mas sim aquele que ela mais temia. Os cabelos castanhos/cinzentos e a banha o denunciavam.

-Me largue, seu... Seu porco! Demônio! -ela se debateu contra Carl, mas ele só fez apertar seu pulso com mais força. Alison gemeu de dor. Tentava parecer corajosa, mas o medo transparecia em seus olhos. -Mike! Rider! Socorro!

-Não se preocupe, minha flor. O Sr. Roberts não mais a incomodará. Ou seria Sr. Price? Sim, eu andei aprendendo algumas coisas! -ele virou a cabeça para trás, mas Alison não conseguia ver para o que olhava. -O que importa, enfim, é que eu dei um jeitinho nele.

-O que você fez?! -ela gritou, antes de cuspir em seu rosto seboso. Isso não o deixou exatamente feliz.

-Olha aqui, peste! -ele a puxou para cima. Era suspensa no ar qpenas pelo pulso. -Eu, se fosse você, tomaria cuidado com o que faço. Seria até fácil demais para mim, largá-la para se esborrachar no chão. Porém, o que ganharia eu com isso? Não, não. Prefiro que recomeçar de onde paramos, não concorda? É melhor sim, senão...

-O QUE ESTÁ ACONTECENDO AÍ EM CIMA????? -Lisa gritou. Já tinha meio caminho andado, e lutava para se manter agarrada à trança, que balançava seriamente durante a briga. O som de sua voz fez Ali tomar uma decisão:

-Vá em frente. Me mate. Já estou morta, de qualquer jeito! -ela disse calma, mas firmemente.

-Já que insiste... -Carl começou, devagarzinho, a abrir as mãos que prendiam Alison. Talvez aquilo seria para dar tempo de ela mudar de ideia. Subitamente, ele a larga, não de propósito, mas acidentalmente, pois cai desmaiado no chão.

Alison tinha certeza de que aquele seria seu fim. Agora, solta no ar, o terror estampado nos olhos, ela ia cair. O vento passou pelo seu corpo à medida que ela ia mais baixo e baixo. Isso durou uma fração de segundo. Por pura sorte, conseguiu se agarrar de novo à trança.

Um pouco mais acima, A cabeça de Rider apareceu espiando pelo "O". Alison sorriu ao vê-lo. Segurava, nas mãos, um objeto, no mínimo, curioso: um abajur.

-Pode me agradecer mais tarde. -ele disse, também com um sorriso. Ao ver o corpo inconsciente de Carl pendendo do letreiro, Alison juntou os fatos: Rider havia batido com o abajur em sua cabeça, salvando-a. -Agora, vamos logo embora daqui, antes que alguém acabe caindo de verdade desse prédio!

Apertando-se para passar pelo "O", não demorou muito para os três estarem unidos outra vez. Desceram pelo letreiro rapidamente, porém atentos. Afinal, além de esquentarem bastante, as luzes neon eram péssimas em locais muito altos, de modo que qualquer pessoa de baixo poderia vê-los, e eles sequer notariam sua presença. Prosseguiam calados (não era bem aquela a hora em que se sentiriam à vontade para tagarelar sobre a noite "superemocionante". E não é muito recomendado conversar quando se está suspenso em um prédio, apenas por uma coisa tão lógica e normal quanto cabelo de peruca). O alívio se espalhou pelo ar assim que puseram os pés no duro, frio, lindo chão.

Menos da parte de Alison. Ela não parecia aliviada. Estava mais para eufórica, mesmo.

-Eu estou livre... EU ESTOU LIVRE!!!!!!! UHUUUUUUULLLLL!!!!! -gritava ela, correndo de um lado para o outro. Tudo isso acompanhado, é claro, de pulinhos, rodopios e dançinhas de alegria. Reuniu Lisa e Rider em um abraço triplo. -AHHH!!!! OBRIGADA, OBRIGADA, VOCÊS DOIS!!!!!!!!!!

Mais uma dançinhas se seguiram, chamando a atenção dos que passavam na rua (e olha que Ali já chamava atenção suficiente, apenas pelo fato de estar usando apenas uma camiseta masculina). Os gêmeos foram deixados sozinhos.

-Eca! Abraço de irmã! -brincou Rider, fazendo a irmã revirar os olhos.

-Rider, ela é nossa responsabilidade agora, não é? -Lisa claramente se referia à loira.

-Pode crer. -ele confirmou com um aceno de cabeça. Deu um fundíssima respiração. -É, acho que não vamos mais precisar disso aqui!

O garoto ergueu um objeto pequeno nas mãos, pronto para jogá-lo no meio da rua. Ainda bem , Lisa conseguiu pará-lo a tempo.

-Espera!! -disse ela. -Me empresta isso aqui!!

Ao segurar o objeto, ela percebeu serem chaves, mas não qualquer chave. A chave que eles usaram antes de todo o acontecido, para abrir o quarto do armário.

-218B??? Isso não está certo!!

-Lisa, do que está falando?

-A chave. -ela fez o favor de mostrar . -Eu me lembro como se fosse ontem. Quando entramos em nosso quarto, li o número "218D". Esse é o "218B". Seria impossível entrarmos no quarto dela. A não ser que...

-Bom, eu não sei. -interrompeu-os uma radiante Alison. -A única coisa de que sei é que faz um ano que eu não piso em uma praia. Sendo assim, QUEM CHEGAR POR ÚLTIMO É UM OVO PODRE!!!

Ela saiu correndo em direção ao mar. Lisa olhou para Rider, buscando ajuda. Este apenas deu de ombros.

-ALI, ME ESPERA!!!!!!! -foi correndo, tambêm, ao seu encontro.

Lisa, solitária, pôs-se a admirar o céu noturno. Dentre as várias estrelas, apenas uma se destacava como a mais brilhante de todas, que parecia quase piscar para ela.

Não. Não podia ser. Ela estava mesmo ficando louca.

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Com seus muito longos e ondulados cabelos negros soltos até a cintura, a morena passava na pele pálida mais um bocado do creme branco, gosmento e grudento que a maioria das pessoas chama de protetor solar. Sempre se entupia com ele antes de sair de casa com qualquer propósito. Besteira. Como se ele a fosse impedir de voltar que nem um tomate daquele passeio de barco.

Reluzia, ao forte sol das dez horas, a grande baía, junto com o charmoso porto de Bayside. Nele, turistas e vendedores enchiam as lojas movimentadas, e aportava uma infinidade de navios cruzeiros, daqueles passeios que passam pela casa dos famosos residentes na cidade. E era exatamente em um desses cruzeiros que se encontrava a garota mencionada anteriormente. Máquina fotográfica em mãos, quilos de protetor solar e um sorriso permanente no rosto; essa era Heather.

O grande navio vermelho cujo convés superior abrigava ela, seus pais, sua irmã e o resto do grupo de viagem ao qual pertenciam tinha um visual bem diferente: era inteiramente decorado para se assemelhar a um navio pirata. Seu nome era El Loro, pelo menos foi o que Heather leu no roteiro da agência (é bom deixar isso enfatizado, visto que seu espanhol não era lá dos melhores). Ele ia saindo devagar do porto, dando espaço à maravilhosa vista dos prédios empresariais da costa. A garota tirava freneticamente fotos e mais fotos do local, às vezes quase se desequilibrando e indo ao chão, desastrada do jeito que era. Sorte que sua irmã mais nova, sentada ao seu lado, teve tempo de segurá-la pela camiseta de tye-dye.

-Ufa! Essa foi por pouco! Valeu, maninha. -agradeceu, sem se importar com a roupa amassada. Apenas ajeitou a câmera pendurada no pescoço.

-Disponha. -a irmã disse rapidamente, para logo depois enfiar o nariz pequeno no mapa de Miami, do qual não havia desgrudado desde que pousaram ali.

Ao redor, Heather pôde notar um grupo de pessoas olhando descaradamente para sua família. Eram da mesma agência de viagens que ela, a Cangutur (sim, é a mistura de canguru com tour. Parabéns pelo nome supercriativo), dava para ver, pois usavam a camiseta marrom com estampa de canguru que ela fez questão de jogar no lixo. Não porque era feia, mas porque era um tremendo insulto a qualquer australiano. Enfim, ela já estava acostumada com gente olhando e apontando para ela, principalmente quando estava com seus pais. Isso se deve ao fato de ela ter tido uma educação, digamos... Diferente do normal. Afinal, tinha sido criada por hippies.

Pois é. Os Medinner Chansen ainda viviam intensamente a década de 1970.

Deixou os intrometidos para lá e continuou a fotografar os prédios espelhados.

-Maninha, por que não larga isso? -chamou a atenção da pequena. -Não se tem uma vista dessas em Brisbane, não!

-Heather, não enche. Eu sei o que estou fazendo.

-Mas o que uma menina de 9 anos sabe? -não pôde deixar de dar uma pequena risada. A criança ao seu lado era até bem madura para a idade, e estava disposta a provar isso para quem se atrevesse a ouvir. Eram essas e outras coisas que a faziam queridinha por todos. O engraçado mesmo era que isso era tudo com com o que Heather menos se importava.

-Haha. Muito engraçado. -a irmã a fitou com raiva e voltou a ler o mapa. -Sabia que, devido ao seu crescimento extremamente grande e rápido, Miami também é chamada de "Cidade Mágica"?

-Hmmmm, não. Mas prometo que me esforço para lembrar. Assim que chegarmos em casa. -disse, e voltou a olhar a costa da cidade, fascinada. Aquilo sim, era coisa que não se via todo dia. Era bom poder sentir a brisa e o cheiro salgado do mar, que a faziam tão bem.

Depois de um tempo a bordo, a garota foi atingida pela irritante sede. O navio passava, no momento, pelas casas de praia de uma série de rappers que ela nunca ouvira falar, mas os pais podiam jurar que faltava pouco para poderem, finalmente, ver a antiga casa de John Lennon. Coitados. Ela tentava falar que tal casa nem sequer existia, mas era ignorada por eles.

Eis que surge, na sua frente, um garoto moreno pedindo para sentar-se na cadeira vazia à sua esquerda. Sem objeções, ela não pôde fazer nada menos que deixar. E assim, ele fez. Tinha a pele cor de jambo, olhos castanhos e era visivelmente latino-americano. Tudo estava normal, até calmo. Foi aí que ele resolveu abrir a boca.

-Eu nunca te vi por aqui... Você é estrangeira, certo? De onde veio?

-Austrália. -ela respondeu educadamente a pergunta, mesmo parecendo-lhe extremamente óbvia. -Brisbane, para ser mais exata. Não que esteja incomodando, mas... Por que está falando comigo? Você não parece do tipo que fala com gente esquisita como eu.

-Eu sei lá. Deu vontade. -ele respondeu, da boca para fora. Com certeza havia segundas intenções por baixo daquela conversa. Logo emendou: -Já pensou em conhecer a Coral Way? É um bairro sensacional. É residencial, na verdade. Mas, bem, eu moro lá. Tem muita gente legal, também. Você ia gostar, e tenho certeza de que iam gostar de você.

-Está tentando me vender uma casa? -ela riu. -Me desculpe, mas eu já moro do outro lado do mundo, e...

-Não, não. Você me entendeu mal. -ele tentou consertar. -Eu não estou tentando vender nada. Meu negócio é outro. Meu pai, aquele ali, lá atrás, no timão, está vendo? É o dono do barco. Eu vou herdá-lo. Se bem que é meio constrangedor, seu pai ter uma profissão tão... Peculiar. Mas acredito que deva saber.

-O que quer dizer com isso?

-Seus pais não são aqueles dois doidos ali na frente? Fazendo sinal de paz e amor e jogando a barriga para frente e para trás? -ele disse de uma vez.

-Olha, eu acho que vou lá atrás, pegar alguma coisa para beber, já volto. -Heather aproveitou a deixa para se mandar dali. Não queria ouvir nem mais uma palavra daquela conversa cabulosa.

-ESPERA, GAROTA HIPPIE!!! -o latino gritou, mas logo havia despistado ele.

Partiu imediatamente para o convés inferior do navio. O sol queimava sua pele, e a sede não dava trégua. Abriu caminho por entre os turistas, às vezes tropeçando em seu all-star preto desamarrado ou sua calça jeans folgada. Aliás, uma coisa que havia notado era que pessoas altas e magras como ela tinham apenas duas opções: ou usavam calças curtas demais, ou folgadas demais. Isso era péssimo para quem vivia, literalmente, aos tropeços.

Ao chegar ao pequeno freezer do El Loro, fez a escolha mais sensata: dentre as muitas latinhas de refrigerante, se esticou para pegar uma de chá gelado, largada ao fundo. A abriu e tomou um longo e demorado gole. Como não tinha a menor pressa de voltar a se sentar, decidiu dar um passeio pelo convés.

Foi nessas andanças que ela, infelizmente, encontrou seu alvo. Despreocupada, passava pelo meio do navio, observando atentamente a paisagem e as pessoas, alheia a todos, pensativa. Nessa história, inventou de tropeçar, mais uma vez, em seu cadarço. Só que, dessa vez, o conteúdo em sua mão foi parar bem na camisa de um garoto baixinho e gordinho que, como ela, também passeava.

-Ah, meu Deus!!! Desculpa!!! Você está bem? -ela o ajudava a limpar o chá de sua roupa, mas ele, grosso, apenas reclamou:

-Grrr, vê se olha por onde anda!

-Eu sei, desculpa! Foi tudo culpa minha! Sou um desastre, mesmo.

-Concordo. -ele respondeu, simplesmente. Tinha mais ou menos sua idade, 15 anos, o cabelo cor de chocolate em corte militar, e olhos zangados da mesma cor. Além de sobrancelhas arqueadas que lhe davam uma careta permanente.

-Uau! Te deram um nome junto com esse mau humor? -perguntou. Ela era uma pessoa calma, mas tinha seus limites.

-Daí depende. Te deram um nome junto com essa camiseta horrorosa? -ele revidou, cínico, apontando para sua camiseta de tye-dye. Heather, ao ouvir isso, fez uma coisa inusitada: riu. Tinha percebido que a criatura gordinha e com bochechas rosadas de bebê no frio era um tanto engraçada de se ver. E acredite se quiser, era mesmo. A situação inteira dos dois era, para falar a verdade. Mas só ela parecia saber disso.

-Meu nome é Heather. Heather Medinner Chansen. -estendeu as mãos amigavelmente para o novo conhecido. Este, desconfiado, a encarou, mas acabou cedendo e apertando sua mão.

-Bruce Landon. -disse, com aquela voz esganiçada que arrancou mais uma risada dela. Ele estranhou. -Você está bem? Quer dizer, fora o fato de que é metade arranha-céu, metade hiena?

-hahahahaha sim, estou. Haha você é muito engraçado, cara. Gostei de você. -ela disse, entre risadas.

-Mas por quê? -Bruce indagou.

-Não sei. Você só... É. -ela respondeu, parando de rir e dando de ombros. -Turista?

-Por que quer saber?! Eu nem te conheço, garota! -respondeu, ainda mais mal-humorado. -Eu mereço.

-Estou tentando ser educada, diferente de você. Sabe, Bruce? Acho que esse é o começo de...

-Não.Pelo amor de Deus, não diga que esse é o começo de uma grande amizade, porque não é.

-Bom, eu imaginei...

-Imaginou errado. Com licença. Vou tirar o grude de chá da minha roupa. Não me siga.

Ele correu pelo meio das pessoas, fugindo dela, o que não provocou mais do que um risinho reprimido. De alguma forma, Heather sabia que aquele garoto não era tão detestável quanto parecia. E não importa o que dissesse, ela sabia que ele não era o que queria dizer, realmente. Enquanto reclamava e reclamava, não conseguiu deixar de notar que um pequeno sorriso em seus lábios se formava, ao falar com ela. Talvez seja porque também a achava legal. Não sabia. Mas tinha certeza que tinham uma ligação bem estranha, diferente do que já tivera antes com alguém. E tinha certeza que, sim, seria mesmo o começo de uma grande e bela amizade.

Notas finais
Uhuul, mas uma nota final!!!!!!! E mais personagens novos!!! Antes que eu me esqueça:

Créditos dos personagens lindos e fofos:

Alison Starlling- Luly DiLaurentis
Heather Medinner Chansen- Dark Dreams
Bruce Landon- minha autoria mesmo. Me digam se gostaram deles!

Lembrando que todos os pontos turísticos que posto aqui existem mesmo!!! Ou seja: o South Pointe Park, Colony Hotel, Bayside, Coral Way, El Loro... todos são reais.

Vocês não têm ideia de quantas dicas eu coloquei do que vai acontecer mais pra frente. Sério!!! E no próximo, também. Entre todos, esse provavelmente é o que tem mais cenas inspiradas em filmes da disney. Deixem nos comentários quantas vocês conseguem encontrar! Quem achar todos vai ganhar... alguma coisa! Depois penso em um prêmio.

A pergunta de hoje é: Quem você resgataria de uma torre? Só não vale mãe, pai e afins. Pessoas que eu conheça tbm. Famosos, personagens, soltem a imaginação.
Nos vemos na próxima vez que eu decidir postar!!!! Brincadeira, serei pontual!!!!!!! Não me deixem!!!!