Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

93 Capítulo 93 - Planos Para Depois de Las Vegas (Bônus)


Notas iniciais
Promessa é promessa, e eis o meu presente a vocês leitores, um capítulo bônus cheio de fofura nos mostrando como vai o casal Hotchner. Obrigada por tudo meus amores e agora sim eu coloco esta fic como finalizada no site. Abraços! ♥

Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida.

(Sófocles)

A nevasca dificultava o trajeto dos carros pela cidade, Agatha por pouco chegou atrasada a sua consulta médica. Assim que chegou ao prédio da clínica tomou logo o elevador para o quinto andar, quando chegou a recepcionista já clamava o seu nome.

— Aqui! – anunciou ela que chegará e ofegante adentrou o consultório.

— Senhora Hotchner, quase perde mais uma consulta, não é? – disse a doutora ao recebê-la.

— Está nevando bastante, ouvi no jornal pela manhã que esse Inverno será um dos mais gelados que o país já registrou. – respondeu Agatha já tomando assento.

— Pelo menos dessa vez a desculpa não foi por causa de algum psicopata que precisa caçar. – brincou a doutora.

— Foi a nevasca que atrapalhou dessa vez.

— Eu imagino, mas agora vamos ao que importa, seus exames ficaram prontos – a doutora tinha consigo sobre sua mesa um envelope onde tinha alguns exames médicos de sua paciente – vamos ver... Vejamos... Uma coisa eu já suspeitava: gastrite.

— Mas eu tenho seguido as suas recomendações com a alimentação. – lamentou Agatha.

— Tem mesmo? Aposto que não abriu do café.

— Eu sou uma agente do FBI, me dou com casos que tomam dias e noites para me manter esperta não posso abrir mão do café.

— Eu sei que é uma agente do FBI e sei que come muito mal por causa do trabalho – retrucou a doutora com seu sermão – é um caso atrás do outro, você ainda tem que dar atenção e assistência aos seus dois filhos, eu sei que come qualquer porcaria e não vem seguindo as recomendações corretamente.

— Está bem eu confesso, tem sido difícil alimentar-me direito.

— Você já tem um problema no estômago por causa daquela situação de seu passado, as facadas deixaram problemas, precisa se cuidar, mas a sua gastrite também é de nervoso eu tenho certeza, tem passado no psicólogo?

— Todos os meses.

— Vamos ver os outros exames – continuou a doutora – sem diabetes, colesterol está tudo certo, vejamos sobre o seu útero... O seu útero está bem também.

— Ufa! – Agatha respirou aliviada.

— Ainda pretende continuar com as injeções?

— Eu estou decidida doutora: eu quero engravidar.

— Você precisa cuidar dessa gastrite – a doutora começou a escrever em seu receituário – não pode ficar gestante tendo problemas de gastrite e precisa se alimentar bem, pois quando estiver grávida precisará de energia, você sabe o que é ser mãe, mas ficará surpresa quando engravidar.

— Eu irei me cuidar mais.

— Um conselho médico – a doutora a fitou nos olhos – quando engravidar evite trabalhar, seu ambiente de trabalho não é bom para o bebê.

— Eu já venho conversado isso com meu marido, ele mesmo quer que quando eu engravidar eu me distancie do FBI.

— Marido sensato – a doutora terminou de prescrever a receita e a entregou a sua paciente – receitei uma vitamina e um remédio para gastrite, a partir de hoje sua injeção anticoncepcional estará suspensa.

— Quer dizer que se eu já quiser...

— Sim, está pronta para ser mamãe, digo, mãe você já é, mas está disponível para uma gestação.

— Obrigada doutora! – Agatha saiu triunfante do consultório.

Parou na recepção para guardar a receita em sua bolsa quando reparou que a TV do local pendurada a parede passava um noticiário.

A polícia de Las Vegas está desesperada, os policiais forenses não conseguem achar nenhuma pista deste caso hediondo, o responsável pela investigação se nega a nos dar entrevistas— dizia a repórter do jornal – até quando as mulheres de Las Vegas ficaram apavoradas? A polícia precisa fazer alguma coisa... — Agatha não quis dar mais atenção aquilo e saiu da clínica com destino a sua residência.

[...]

Por conta do tempo as aulas foram suspensas, David e Jack faziam folia pelo apartamento enquanto Jéssica recolhia os brinquedos espalhados pelo chão.

— Jéssica, quem deve recolher os brinquedos são eles – disse Agatha assim que chegou – Jack e David são grandinhos e eu já falei sobre isso com eles.

— Hoje eles estão impossíveis – respondeu Jéssica – as aulas foram suspensas essa semana.

— David e Jack venham aqui, agora! – ordenou Agatha colocando sua bolsa no sofá.

— Mãe! – clamou David seguido do caçula.

— O que a mamãe falou antes de sair? – Agatha cruzou os braços.

— Obedecermos a tia Jéssica e guardar os brinquedos que espalharmos. – respondeu o mais velho enquanto Jack concordou com um aceno de cabeça.

— Então porque a tia Jéssica está recolhendo os brinquedos?

— Se guardamos os brinquedos podemos fazer um boneco de neve lá no parquinho? – indagou Jack.

— Além de neve há uma forte ventania, melhor para outro dia, está bem? Mamãe promete.

— Está bem. – eles começaram a recolher os brinquedos pelo chão.

Logo Hotchner regressa ao apartamento, ele havia ido ao mercado.

— Comprei tudo o que é preciso e além – alegou ele levando várias sacolas até a cozinha – não é bom termos que ficar saindo com essa nevasca.

— Eu vi na TV que até em Las Vegas que não costuma ser muito frio a nevasca é intensa – disse Jéssica.

— Meu amor cheguei a pouco da consulta. – informou Agatha.

— Como foi? – Hotchner cumprimenta a esposa com um selinho quando seu celular vibra – Temos um caso.

— Vão viajar com essa nevasca? – espantou-se Jéssica.

— Na onde? – questionou Agatha.

— Las Vegas.

— Já até sei... Vi na TV da clínica hoje, mulheres estão sendo assassinadas e a polícia forense não tem nenhuma evidência física.

— Teremos nós que ir e procurar pelos nossos tipos de evidência, já comece fazer as malas.

— Eu irei chamar os garotos, temos que explicar que vamos sair para trabalhar. – afirmou Agatha saindo da cozinha.

[...]

Despediram-se dos filhos e de Jéssica que como sempre ficava com as crianças quando o casal ia trabalhar. Hotchner teve dificuldade pela estrada por causa do excesso de neve, haviam guardas de trânsito em todo o lugar controlando a situação para que não houvesse acidentes.

— Você não me disse como foi a consulta. – disse ele parado no trânsito.

— Foi bem, preciso cuidar do...

— Estômago – Hotchner já sabia – imagino que seja gastrite, não é?

— Eu vou me alimentar bem.

— Vou pegar no seu pé. – frisou ele.

— Eu juro meu amor eu irei me cuidar até por que...

— Porque o que?

— Não vou tomar mais as injeções.

— Está tudo bem com o seu útero? – Hotchner já ficou impressionado.

— Pronto para fazer um bebê quando regressarmos de Las Vegas? – Agatha sorri.

— Com certeza. – disse ele beijando a esposa, logo o trânsito voltou um pouco da normalidade ele dirigiu a caminho do departamento, pois de lá viajaria com a equipe para trabalhar em um caso na cidade de Las Vegas.

O amor de mãe vai além da gestação, vem da prática diária de um afeto que não cabe dentro daquela que ama.

(Ivenio Hermes)

Notas finais
Agatha quer ser mamãe, na verdade ela é, mas quer um terceiro filho e esse vai sair de seu ventre... Que lindo o casal Hotchner combinando de fazer um bebê quando voltarem. ♥ Eu espero que tenham gostado do presente, muito obrigada =) Fanfic oficialmente finalizada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!