Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
74 Capítulo 74 - Aquela Proposta Misteriosa
Notas iniciais

― Vincent Rowlings, 43 anos de idade, 1,75 de altura, branco, cabelos lisos e negros. Aparenta ser uma pessoa inofensiva, porém é altamente perigoso por ser um sociopata que assassinou 10 mulheres no ano de 2009, ele é um dos detentos que escapou após a explosão de uma bomba na Penitenciária Central de Virgínia, segundo testemunhas anônimas o mesmo foi visto em um supermercado da cidade em companhia de uma criança de aproximadamente 11 anos de idade, suspeita-se que a criança seja o garoto David Smith residente e natural da cidade de Milwaukee do estado do Wisconsin aqui dos Estados Unidos, o garoto é órfão e faz parte de um orfanato de sua cidade natal. Informações adicionais sobre o foragido Vincent Rowlings: ele tem problemas para socializar, o mesmo se civiliza bem com crianças. Abaixo uma foto do foragido e da criança junto a um número de contato do FBI, caso tenham os vistos, por favor, comunicar o FBI imediatamente. Sem mais declarações até o momento.— está foi a declaração que Jordan Todd fez pela mídia para se conseguir informações sobre o paradeiro de Vincent Rowlings e David Smith.
O apelo de Todd foi uma boa alternativa, não demorou muito para que a central de atendimento do FBI recebesse uma ligação de uma testemunha alegando que viu ambos em um estabelecimento, a noite já se iniciava quando Morgan na companhia de Prentiss e Rossi foram até o local confirmar as informações:
― FBI – apresentou-se Morgan ao adentrar o comércio – o senhor é o dono?
― Vieram pelo meu telefonema? – indagou um senhor dos cabelos grisalhos que lia um livro atrás do seu balcão.
― O senhor mesmo que ligou? – perguntou Prentiss enquanto Rossi já estava com seu bloco de anotação aposto.
― Sim senhorita, eu vi a foto do foragido na TV, eu tenho certeza de que era o mesmo homem aqui com uma criança loira, um garoto.
― Teve contato com ele? – questionou Morgan.
― Não, eu o vi pelas câmeras de segurança... Eu estou com problemas de furtos entre meus próprios funcionários e para descobrir quem pega os produtos aqui eu preciso olhar as câmeras e foi então que eu vi.
― Precisaremos das filmagens. – pediu Prentiss.
― Sim senhora. – o dono do estabelecimento então foi buscar as fitas que continham a gravação.
***
Uma chuva fina começou quando Hotchner junto com os demais chegaram ao apartamento que Beth Cruz residia, não demorou muito para que a chuva fina se tornasse em uma tempestade.
Eles se espalharam pelo apartamento que não era muito espaçoso para procurar por pistas.
― Não é nada como eu imaginei. – comentou JJ.
― Como? – indagou Hotchner.
― A residência de Beth.
― Eu também estou decepcionada – comentou Agatha – eu imaginei que fosse uma casa ou um apartamento luxuoso.
― Vocês tem razão – concordou Alvez – se analisarmos o perfil dela a vemos como uma adulta adolescente mimada.
― Que tem tudo nessa vida sem muito esforço. – completou Seaver.
― Mateo Cruz tem o perfil de ser um tio muito protetor. – disse Hotchner.
― O que sabemos mais sobre ela? – perguntou JJ.
― Podemos começar com as informações que temos. – Agatha ligou para Garcia colocando a chamada no viva-voz.
― Peça receberá!— atendeu Garcia.
― Garcia, pode acessar as informações que o departamento tem sobre Beth Cruz?
― Informações sobre a Judas é para já!
― Judas? – indagou Alvez.
― Ela é uma traíra para o departamento todo ao se compactuar com um psicopata— explicou Garcia enquanto já acessava as informações em seu sistema – vejamos... Aqui está! Beth Cruz, 47 anos... Uau, ela aparenta ser mais nova.
― Talvez por causa da falta de maturidade dela. – primeira vez que Agatha fez um comentário negativo sobre Beth e não foi chamada a atenção por Hotchner.
― Continuando... Ela entrou para o FBI há dez anos, porém só atuou em escritórios do departamento, nunca trabalhou em campo até se integrar a nós, as suas tarefas eram registrar todos os casos que o FBI atuou.
― Isso nos responde de que ela então teve acesso a todos os casos. – comentou JJ.
― Garcia, antes de Beth integrar o FBI o que ela fazia da vida? – perguntou Agatha.
― Ela estudou direito, isso já sabemos, mas é estranho... Ela nunca atuou na profissão, ela trabalhou por bastante tempo após a faculdade no Departamento do Tribunal de Justiça de Virgínia como registradora de julgamentos.
― Desgraçada! – esbravejou Agatha e os demais não entenderam – Prossiga Garcia, por favor.
― Está bem...— Garcia espantou-se com a fúria de Agatha – Após este emprego ela entrou para a Academia do FBI por indicação de seu tio Mateo Cruz, agente há anos.
― Fale sobre o parentesco dela, o que aconteceu com os pais dela?
― Ó meu Deus!— exclamou Garcia horrorizada – Os pais dela são falecidos, os mesmos cometeram suicídio tomando um sonífero e jogando-se a piscina da casa deles e ela era adolescente, que trágico.
― Desde então ela ficou com o tio. – concluiu JJ.
― Algo a mais?
― Garcia, procure saber sobre outros endereços no nome dela, é estranho esse apartamento ele parece ser novo e não tem o perfil dela, procure saber também quando foi que ela adquiriu esse. – finalizou Agatha.
― Assim que eu tiver informações você será a primeira a ser notificada, Garcia encerra o contato.— assim que Garcia finalizou a chamada, Agatha sentou-se a uma cadeira que tinha ali e levou as mãos a cabeça.
Todos notaram que algo a incomodava e Hotchner já questionou de vez:
― Pode nos dizer o que te aflige?
― Antes de eu entrar para a academia, pouco depois que John Curtis foi preso e teve o funeral de Elle... Eu recebi uma proposta de trabalho do Tribunal de Justiça de Virgínia.
― Como? – Hotchner agachou-se para mira-la melhor.
― Isso mesmo... Eu pedi que me enviassem a proposta por email, segundo a mulher no telefonema ela tinha indicações minha como registradora do FBI.
― Segundo o que eu sei para se ter qualquer cargo no Tribunal de Justiça tem que ser formado ou no mínimo cursar direito. – explicou Alvez.
― Só que se alguém de nome conhecido indicar qualquer pessoa até sem escolaridade eles vão querer contratar por causa da pessoa que indicou o sujeito. – disse Seaver pensativa.
― Isso só mostra o quanto Beth já estava por trás de tudo – manifestou JJ – é óbvio que foi ela que indicou Agatha na intenção dela sair do FBI e assim ficar longe de Hotch.
― Ela tem feito tudo desde a prisão de John Curtis, ou se bobear até antes disso – Hotchner levantou-se – Beth é mais perigosa do que podemos imaginar.
"... Fechou o jornal, colocou o prato de seu lanche na pia e foi para seu quarto, pegou seu notebook e sentou-se em sua cama e acessou seu e-mail, ficou admirada ao ver que havia recebido mesmo um e-mail do Departamento do Tribunal de Justiça, ela o acessou e leu atentamente a proposta enviada. A proposta era tentadora os benefícios e o salário eram mais atrativos do que recebia por ser registradora do FBI, mas o e-mail não respondia sua maior dúvida: quem a havia indicado? Ela pensou em Hotch, mas logo pensou que não tivesse sido ele, se fosse o caso ele teria falado, então ficou perdida em seus pensamentos querendo saber quem a havia indicado para aquela proposta..."
(Capítulo 68: Sonho Realizado — Um Caso Não Registrado — 1ª Temporada)
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