Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

72 Capítulo 72 - O Caso de Beth Cruz (Parte 02)


Notas iniciais
Olha que lindo: dois capítulos em um dia! Estou orgulhosa... Eu quero postar mais um ainda hoje, mas vou dar uma pausa para comer alguma coisa, relaxar e voltar a escrever por isso não vou prometer nada, eu pretendo espero que eu consiga se não fica 'pra amanhã. Beijos amores, boa leitura! =)

― Viu só? – indagou Cruz – Era de se imaginar que ela não sabia de nada!

― Agatha, ele está inventando. – explicou Hotchner.

― Está tudo bem – respondeu Agatha – eu só quero saber quais provas são essas?

― Ele não tem provas nenhuma.

― Cuidado agente Hotchner, eu tenho como provar em como se aproveitou de minha sobrinha. – Cruz encarou Hotchner.

― Está bem, enquanto o senhor fica em uma sala de interrogatório vamos procurar por estas provas! – propôs Agatha.

― O que? – Cruz arregalou os olhos.

― É como eu havia dito – continuou Hotchner – o senhor está afastado de suas ocupações do FBI e está sobre investigação do mesmo junto a sua sobrinha.

― Vocês enlouqueceram? – berrava Cruz – Vocês simplesmente não podem investigar alguém ou algo sem alguma pista!

― Temos algumas teorias e suspeitas. – respondeu Morgan achegando-se a sala na companhia de Prentiss.

Foi um escândalo para todos do andar da UAC testemunharem toda a revolta de Mateo Cruz, ele contra a vontade foi levado por Morgan para uma sala de interrogatório exigindo um advogado e Strauss pediu que Beth Cruz aparecesse, mas ela não estava no departamento naquele momento.

― Depois ele não quer que suspeitemos – comentou Seaver – cadê ela agora?

― Quer a ver aparecer logo? – Alvez teve uma ideia – Hotchner poderia ligar para ela exigindo sua presença.

― Ela vai vir logo. – concordou Rossi.

Hotchner acatou a sugestão de Alvez e ligou para Beth pedindo sua presença no departamento e dentro de uns quarenta minutos ela estava de volta.

Assim que Beth retornou Garcia exigiu seus aparelhos eletrônicos e ela não quis entrega-los:

― O que quer fazer? Não tem nada nas minhas coisas que precise investigar.

― Eu não disse que iria investigar nada. – respondeu Garcia.

― O que está acontecendo? – Beth mirou todos a cercando.

― Eu que pergunto agente Cruz – disse Agatha – O que acontece?

― Onde está o meu tio?

― Está aguardando para ser interrogado. – respondeu Alvez.

― Interrogado? Do que estão falando?

― Não está com medo de que algo lhe aconteça? – perguntou JJ.

― Como assim? – Beth franziu o cenho.

― Temos um maníaco perseguindo a equipe e você está bem tranquila quanto a isso. – respondeu Prentiss.

― Ele não está atrás de mim!

― John Curtis está atrás de todos da equipe, você não faz parte de nós? Pelo que eu lembre seu tio a colocou como uma agente do nosso grupo. – continuou Morgan.

― Hotch, o que está havendo? – Beth parou seu olhar sobre Hotchner que a fitava de modo investigativo.

― Você de todos é a mais tranquila, sai do departamento e fica bastante tempo ausente e quando retorna é como se nada estivesse acontecendo, a equipe está atrás dos fugitivos da penitenciária de Virgínia e até agora você não colaborou com a investigação nem com uma opinião sequer.

― Eu só sou uma agente registradora, meu tio disse que eu só faria os registros.

― Mas pra se fazer os registros tem que nos acompanhar, permanecer conosco durante bastante tempo. – explicou Rossi.

― Cadê o meu tio? – berrou Beth.

― Para que todo este escândalo? – perguntou Agatha arqueando a sobrancelha.

― Será que eu sou a escandalosa? – retrucou Beth já impaciente – Quem faz escândalos aqui é você! Que chora e grita por causa de casos envolvendo crianças, mulheres... Quer se mostrar a boa agente que tem empatia pelas vítimas, até mesmo com prostitutas! Mas todos sabem a razão não é mesmo? Você já foi uma vagabunda! Você não deveria ser uma agente, seu passado é sujo, sua ordinária!

― Cala a boca! – Agatha não se conteve e rendeu-se a raiva que sentia naquele momento e avançou para cima de Beth, os demais precisaram conte-la.

― Ela me agrediu! – protestava Beth – Cadê o meu tio?

Beth teve que ser controlada por Morgan e no meio da confusão a bolsa que ela carregava caiu ao chão e a mesma não estava totalmente fechada e alguns itens dela se espalharam pelo piso da sala de reunião.

Garcia olhou para o chão e observou algo nos objetos pessoais de Beth e logo demonstrou espanto.

― Penélope, o que foi? – perguntou JJ reparando o semblante horrorizado que Garcia estampava em seu rosto.

Garcia apontou para o chão para que todos olhassem as coisas da bolsa que estavam espalhadas, Agatha que estava sendo retida por Hotchner para não agredir Beth soltou um grito ao avistar o que Garcia também tinha visto.

― É um pacote de balas de goma. – afirmou Rossi desentendido.

― São as balas de goma preferidas de John Curtis! – assegurou Agatha.

― O que? – JJ e Prentiss ecoaram a pergunta ao mesmo tempo.

― O vídeo que ele enviou – lembrou Garcia – ele estava comendo essas balas!

― Agora temos alguma prova! – Morgan assim algemou Beth.

― Estão loucos? Que provas? Estão se baseando em uma bala de goma? Vocês são ridículos! – queixava-se Beth se contorcendo incomodada com as algemas.

― Morgan, a conduza para uma das salas de interrogatório. – ordenou Hotchner.

― Você está permitindo tudo isso por causa dela? – Beth mirou Hotchner – É um absurdo da sua parte!

― Quer ligar para John Curtis e informar sobre isso? – retrucou Agatha.

― Quer saber? – Beth virou seu olhar a Agatha – Tomara que ele te pegue!

― E você quer saber de uma coisa? – Agatha aproximou-se dela para ficar olho a olho – John Curtis detesta traição.

Beth demonstrou pavor após Agatha afirmar aquilo e para que não houvessem mais discussões Morgan a levou para onde Hotchner mandou.

― Todas estas coisas precisarão ser analisadas. – Prentiss pegou um par de luvas látex que sempre carregava consigo e as vestiu para pegar os itens da bolsa que haviam caído.

― Leve os aparelhos eletrônicos a minha sala – pediu Garcia – vou começar aquilo que sei fazer de melhor: bisbilhotar.

― Com esta pista da bala de goma podemos pedir um mandado para a casa de Beth. – propôs Rossi.

― Todd, solicite o mandado. – ordenou Hotchner e Todd se retirou para conseguir o mesmo.

― Ela está tendo contato com John Curtis e de perto, não é apenas coincidência estas balas de goma na bolsa dela. – manifestou-se Agatha.

― Quando começou esta relação entre eles? Como John Curtis soube que ela era obcecada por Hotch e quis usar isso a seu favor? – questionou JJ.

― Eu acabo de imaginar como isso é possível. – redarguiu Alvez fazendo os demais o mirarem.

‒ Agatha meu amor... Você pode poupar todos de sofrerem, inclusive o agente Hotchner. Pare de fugir de mim e vamos ficar juntos para sempre, eu não vou te machucar. Eu te amo e jamais seria capaz de ferir minha boneca, porém eu sou capaz de fazer qualquer coisa por você, portanto, eu vou eliminar todos que estão no nosso caminho. Inclusive o agente Aaron Hotchner. – o vídeo termina com ele mastigando uma bala de goma vermelha e rindo sarcasticamente.

(Capítulo 59 — Um Recado Para Agatha)

Notas finais
Caramba! Finalmente uma pista para eles investigarem? O que Beth faz com essas balas na bolsa? Apenas coincidência? Difícil acreditar ser isso... Observação: * Imagem encontrada na Mamãe Google, não me pertence. Beijos e até o próximo. =)