Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
64 Capítulo 64 - O Erro de Aaron Hotchner
Notas iniciais
‒ Eu vou entregar a pasta rosa a eles e já falar sobre o nome de Andrew Kane como contato. – disse Rossi ao levantar-se da mesa.
‒ Eu acredito que a Agatha nunca soube que Andrew Kane era cliente desta Francine. – Alvez estava convicto.
‒ Eu apoio – concordou Seaver – Eu me tornei amiga da Agatha na academia e ela me contou com detalhes seu passado me falou de Francine e lembro muito bem que ela afirmou que não sabia dos clientes dela.
‒ Será que ela olhou esta pasta rosa? – indagou Rossi.
‒ Faça o favor! – exclamou Strauss – Devemos nos preocupar com John Curtis se a teoria do agente Morgan estiver certa provavelmente Andrew Kane auxiliou ele na fuga.
‒ Devemos não só se apegar ao nome de Kane na lista – expos Prentiss – Tem muitos nomes nesta pasta.
‒ Concordo – disse Blake – Não é só porque Andrew Kane faz parte de um caso nosso em aberto que devemos focar somente nele.
‒ Acalmem-se todos – pediu Rossi – Eu sei de tudo isso, eu só estou preocupado com o Aaron.
‒ Rossi a Agatha não escondeu segredos de ninguém. – insistiu Seaver.
‒ Agente Rossi permita que eu leve a pasta rosa a eles. – pediu Alvez e todos o encararam.
‒ Por quê? – Rossi franziu o cenho.
‒ Porque sim.
‒ Eu vou conversar com o Hotchner.
‒ É melhor eu ir eu falar sobre o nome de Andrew Kane e depois eles que se entendam.
‒ Está bem. – Rossi notou que Alvez não desistiria e entregou a pasta rosa a ele.
‒ Se vocês me dão licença vou voltar ao hospital – disse Blake – Preciso saber sobre o Spencer.
‒ Que bom que a cirurgia dele foi ótima! – disse Garcia.
‒ Ele está fora de perigo, mas não consegui o vê-lo ele precisa se recuperar bem.
‒ Donovan ficou no hospital? – indagou JJ.
‒ Ela disse que não sai do hospital por nada.
‒ A Maeve gosta muito dele. – Garcia ao afirmar aquilo fez todos a olharem.
‒ Alex, você está com um semblante péssimo – disse Strauss – Eu acho melhor você ir a sua casa tomar um banho, comer alguma coisa e depois voltar ao hospital.
‒ Concordo – disse JJ – Você passou muito tempo lá.
‒ A Maeve está lá, fique tranquila. – disse Garcia.
‒ Está bem... – concordou Blake – Eu só vou ligar para Donovan para avisar. – Blake pegou o seu casaco pendurado à cadeira e retirou-se.
‒ Eu vou entregar a pasta rosa a Agatha. – Alvez se despediu de todos e saiu.
‒ Se vocês permitem eu vou preparar algo para nós. – Strauss pediu licença e saiu da sala de jantar.
‒ É impressão minha ou o agente Alvez gosta da Agatha? – indagou JJ.
‒ Gosta como? – retrucou Morgan.
‒ Quando voltei a trabalhar ele já fazia parte da equipe não pude conhecer muito dele, mas o pouco que observei ele parece ter um interesse por ela.
‒ Porque ele tem um interesse por ela. – confirmou Rossi coçando a barba.
‒ Como assim? – Garcia puxou a cadeira que estava sentada endireitando sua postura.
‒ Não é segredo para ninguém. – disse Rossi.
‒ Pior que não. – Seaver pensou alto e todos a miraram – O que foi?
‒ Você passou bastante tempo com ele, notou alguma coisa? Ele te disse algo? – Garcia começou seu interrogatório.
‒ Ele não me disse nada.
‒ Então? – indagou Prentiss.
‒ Eu apenas notei como todos vocês observaram.
‒ Será que o Hotch notou algo? – perguntou-se Morgan.
‒ Aaron é inteligente – respondeu Rossi – Quando estamos indo ele já está voltando. – ninguém conteve o riso com aquele comentário.
Strauss não demorou a voltar com uma bandeja servindo café e biscoitos para a equipe.
***
Já se passava do horário do almoço quando Alvez estava a dirigir rumo ao esconderijo em que Agatha estava. No banco do passageiro estava à pasta rosa de Francine, quando ele precisava aguardar o sinal abrir ele ficava a encara-la e ensaiava mentalmente uma maneira de comunicar a Hotchner que o nome de Andrew Kane estava na lista, chegou por alguns segundos a duvidar se Agatha realmente não sabia que o senhor Kane foi cliente de sua parceira, mas logo se repreendeu e voltou a crer que Agatha não deveria saber de nada.
Já não estava sendo segredo para mais ninguém o interesse de Alvez pela jovem agente Agatha Silva, Luke na verdade lutava contra esses sentimentos que insistiam em crescer cada vez mais.
Porque não olhei para a agente Ashley Seaver? Ela é bonita e inteligente. Eu tinha que olhar para Agatha? Lamentava ele em seus pensamentos.
Poderia se dizer que Alvez apaixonou-se a primeira vista? Seria uma paixão ou apenas uma atração qualquer? Alvez queria esquece-la não queria ter que pensar sobre ela com segundas intenções, mas a cada dia ficava inevitável, ele estava temendo pela segurança dela igual à Hotchner, desejava ficar próximo a ela, ansiava em encontrar John Curtis e mata-lo de uma vez para que a jovem voltasse a ter paz.
Alvez recordou-se de quando Agatha recebeu uma ligação de Curtis era ele que estava ao lado dela quando ela surtou com aquela chamada.
‒ John Curtis, eu vou te pegar, eu vou acabar com você. – disse a si mesmo em voz baixa.
Finalmente Alvez chegou ao bairro onde ficava a casa que Agatha estava com Hotchner, era um bairro calmo não havia muitos moradores. Alvez preferiu estacionar o carro há três quadras antes de onde Agatha estava e certificando-se de que não havia ninguém a vigia-lo ele caminhou lentamente ao esconderijo.
Bateu três vezes a porta e Hotchner que o atendeu, mas antes de atender ele verificou quem era pelo olho mágico.
‒ Boa tarde agente Hotchner. – cumprimentou Alvez ao entrar.
‒ Boa tarde agente Alvez, novidades?
‒ A pasta rosa foi encontrada pela pericia, nós nos reunimos na residência de Erin Strauss para analisa-la e agora eu a trouxe.
‒ Vou avisar a Agatha.
‒ E como ela está?
‒ Nervosa. – Hotchner deu as costas a Alvez e foi chamar por sua noiva.
Não demorou que ele voltasse na companhia de Agatha que ainda mancava um pouco por causa do tiro que levou apesar de não ter sido grave ela ás vezes sentia dores.
‒ Como está a perna? – perguntou Alvez ao sentar-se em um sofá marrom que havia ali.
‒ Está bem. – respondeu ela deixando obvio sua irritação, pois toda aquela situação em que ela estava a deixava desconfortável ela ainda não se conformava de ter que ficar escondida sem poder fazer muita coisa.
‒ Ele trouxe a pasta rosa. – disse Hotchner ajeitando com almofadas um lugar em outro sofá que tinha ali para que Agatha se acomodasse.
‒ Finalmente alguma novidade! – ela sentou-se no lugar ajeitado por Hotchner e ele sentou-se ao lado dela e assim ficaram de frente a Alvez.
‒ Nós da equipe já lemos os nomes aqui, tem muita gente de elite nessa lista, tem até artistas e políticos.
‒ Só trabalhávamos com este tipo de cliente. – afirmou Agatha enojada não era satisfatório recordar aquele passado.
‒ Todos os nomes desta lista eram clientes de Francine? – Alvez segurava a pasta rosa na mão e encarava Agatha nos olhos.
‒ Sim.
‒ Você nunca... Por acaso... – Alvez não soube como formular sua questão.
‒ Nunca. – Agatha já sabia o que ele ia perguntar – Todos desta lista eram clientes de Francine eu praticamente não tive clientes eu era a exclusiva de Curtis.
‒ Qual é o problema agente Alvez? – questionou Hotchner percebendo a leve tensão que dominava Alvez.
‒ Aqui está. – Alvez levantou-se e entregou a pasta nas mãos de Agatha.
‒ O que você viu aqui que o deixou estranho desta maneira? – Agatha arqueou a sobrancelha quando mirou Alvez.
‒ Como? – Alvez tentou disfarçar.
‒ Somos analisadores de perfis – respondeu ela enquanto abria a pasta – É obvio que está preocupado e é por causa desta pasta de Francine.
‒ Andrew Kane está nessa lista. – Alvez falou aquilo de uma só vez forçou-se a dizer aquilo ele queria evitar qualquer desentendimento, mas foi como Rossi previa: Hotchner já encarou Agatha aguardando resposta enquanto ela com os olhos arregalados e as mãos tremulas passou a procurar pelo nome de Kane na lista.
‒ Ele está aqui mesmo! – exclamou ela boquiaberta e fechou a pasta.
‒ Agatha você sabia que Andrew Kane era cliente de Francine? – Hotchner começou o interrogatório.
‒ O que? – Agatha levantou-se bruscamente jogando a pasta rosa no sofá – Claro que não!
‒ Tem certeza? – Hotchner colocou-se de pé para encara-la – Agatha se você sabia disso e não nos informou enquanto estávamos em Dallas trabalhando no caso da filha dele sabe que isso é um problema não é?
‒ Hotch eu disse que não!
‒ Você não tinha conhecimentos dos clientes da Francine?
‒ Aaron, você está duvidando de mim? – Agatha ficou mais irritada do que já se encontrava.
‒ Eu sei que você não gosta de mencionar sobre o seu passado como garota de luxo e talvez por isso enterrou muita coisa.
‒ Se eu soubesse que Andrew Kane foi cliente de Francine se eu o tivesse conhecido seria obvio que mencionaria isso no caso lá em Dallas!
‒ Não precisa se alterar eu apenas perguntei...
‒ Eu não preciso me alterar? Você duvidou de mim!
‒ Eu não duvidei... Digo duvidei, mas não por mal...
‒ Que desculpa mais ridícula senhor Aaron Hotchner!
‒ Agatha...
‒ Escuta aqui senhor Hotchner eu vou lhe contar com detalhes agora... – Agatha recuperou o folego – Eu não tinha conhecimento dos clientes de Francine, um dia ela me mostrou a pasta rosa dizendo que tinha uma lista dos clientes dela onde alguns eram os seus favoritos, mas eu nunca toquei nessa pasta porque umas das regras de John Curtis era que nenhuma garota se metesse com o cliente da outra a não ser por pedido do próprio, mas isso raramente acontecia e eu não tinha tempo de ficar procurando saber com quem Francine fazia programa porque eu era a exclusiva do desgraçado do John Curtis, ou seja, muitas das vezes eu estava em algum quarto de hotel transando com ele ou sendo a companheira dele em eventos sociais! – Agatha caiu no choro foi difícil para ela ter que falar aquelas coisas, mas quando Agatha fica fora do sério é difícil controla-la.
Hotchner culpou-se por aquilo se arrependo de ter duvidado de sua noiva mesmo que não foi por má intenção, ele achou que Agatha guardou segredo porque não gostava de falar sobre aquilo, realmente ela não gostava, mas se fosse preciso mencionar algo para auxiliar em algum caso ela falava assim como ela explicou a equipe com detalhes o que era uma boneca de luxo para ajudar na captura de Megan Kane.
Hotchner tentou abraça-la, mas Agatha o empurrou:
‒ Não chega perto de mim!
‒ Agatha me perdoa eu não queria te magoar assim... – insistiu ele tentando aproximar-se dela.
‒ Sai de perto de mim! – berrou ela que mancando subiu uma escada que dava acesso aos cômodos de cima.
Alvez presenciou toda aquela discussão e ficou sem palavras, aliás, não tinha o que se pronunciar naquele momento, Hotchner ficou devastado e pegou a pasta rosa que Agatha jogou no sofá.
‒ Leve para Garcia. – pediu ele entregando a pasta para Alvez – Peça para ela e Donovan verificarem com detalhes sobre todos os nomes da lista, John Curtis pode ter pedido ajuda a qualquer um deles.
‒ Sim senhor. – Alvez pegou a pasta de volta – Algo a mais?
‒ Não. – Hotchner como sempre tentando manter a seriedade mesmo depois de uma discussão, ele não gostava de demonstrar aos outros quando ficava abalado, mas por mais que se forçasse diante de Alvez ficava nítido a tensão os olhos deles estavam marejados e ele segurava aquelas lágrimas ao máximo para que não escorressem.
Alvez despediu-se de Hotchner e retirou-se dali, caminhou apressadamente em direção ao seu carro e jogou a pasta rosa no banco do passageiro e dando partida ele foi embora.
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