Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

11 Capítulo 11 - O Primeiro Interrogátorio


Notas iniciais
Don Curtis havia sido detido agora a equipe precisava encontrar Belinda... Oi gente, desculpa a demora ontem não deu mesmo para postar, capítulo 11 para vocês. Boa leitura! =)

Foi feito uma varredura pela casa de Don Curtis, o dia amanheceu e nenhum sinal de Belinda Copland, a equipe havia achado um material contendo pornografia infantil como fotos e vídeos.

Agatha ficou devastada, Don Curtis tinha tudo para ser o culpado, mas não haviam encontrado a garota e isso a deixou péssima se sentindo um nada e ao mesmo tempo a preocupação com Belinda aumentava cada vez mais.

‒ Agatha! – exclamou Hotchner ao avista-la no quintal dos fundos.

‒ O que foi Hotchner? – retrucou ela impaciente.

‒ Quando você me chama de Hotchner significa que não está bem... – respondeu ele.

‒ Eu estou com raiva! – esbravejou ela.

‒ Ele pode ter outro esconderijo... – Hotchner tentou tranquiliza-la – Vamos precisar ir até a delegacia e interroga-lo.

‒ Aquele desgraçado não vai dizer onde ela está!

‒ Agatha você precisa manter a calma! – exclamou ele seriamente.

‒ Eu peço desculpas Aaron Hotchner, mas eu não consigo manter a calma!

‒ Se você não mantiver a postura terei que afasta-la do caso.

‒ Como é? Você não disse isso! – Agatha revirou os olhos completamente irritada com a situação.

‒ Eu disse isso sim... – Hotchner a fitou nos olhos – Eu estou dizendo isso como seu chefe!

‒ Está bem senhor! – Agatha se afastou de Hotchner, entrou de volta na casa passando pelos demais e assim saiu indo em direção ao carro de Hotchner, ela entrou no veiculo e ficou tentando manter a calma.

Beth não quis perder a oportunidade e quando viu que Hotchner voltou para dentro da casa e se distraiu ao conversar com Rossi e Prentiss ela saiu da casa e foi em direção ao carro dele, Agatha ao observar que ela se aproximava abriu a porta e a questionou:

‒ O que você quer?

‒ Pelo visto a cadete não estava certa de Don Curtis ser o suspeito não é? – retrucou Beth sarcástica.

‒ Qual é o seu problema? – Agatha encarou Beth nos olhos – A sua única preocupação é me ver falhar?

‒ Eu quero entender como permitem que uma cadete sem experiência nenhuma trabalhe em campo! – respondeu Beth com desdém.

‒ Permita-me explicar uma coisa... – começou Agatha – Primeiro: isso é um estágio, todo cadete faz um estágio por você ser uma “agente” coisa que não parece deveria saber disso... Segundo: Eu não fui a única a suspeitar de Don Curtis, Garcia e Donovan encontraram pistas que nos ajudaram e também houve o telefonema do vizinho nos indicando isso ou você não prestou atenção? Terceiro: Você não se lembra de que Don Curtis fugiu quando invadimos sua casa? Assim que Hotchner anunciou que éramos do FBI o safado correu! Se ele é inocente porque correria? E por último: tem uma quantidade grande de material pornográfico infantil e ele pode muito ter levado Billie para outro lugar! – Agatha precisou recuperar o folego, pois falou muito rápido.

‒ Talvez ela já esteja morta! – respondeu Beth não demonstrando um mínimo de compaixão pelo caso.

‒ Escuta aqui! – Agatha perdeu o controle de si ao sair do carro e pegou Beth pelo braço e a encostou no veiculo com um pouco de agressividade.

‒ Eu vou contar para o Hotch e para meu tio! – exclamou Beth assustada com a hostilidade de Agatha.

‒ Conta para o Papa se quiser... – respondeu Agatha – Mas se comporte como uma agente e trate de se preocupar com o caso, Billie só tem onze anos e ela como qualquer criança não merece passar por isso! Você está aqui porque é uma agente do FBI ou porque quer se aparecer? Para de ser ridícula!

‒ O que está acontecendo aqui? – vociferou Hotchner ao se aproximar das duas.

‒ Ela está me agredindo! – respondeu Beth desesperada ao ver Hotchner.

‒ Mentira! – Agatha soltou o braço de Beth – Hotch ela que veio até aqui tirar sarro porque não encontramos Billie!

‒ Eu só vim perguntar algo e nada demais! – Beth fez um olhar tristonho como se fosse um “cachorro que caiu da mudança”.

‒ Mentirosa! – esbravejou Agatha.

‒ Parem as duas! – ordenou Hotchner.

‒ Eu irei denunciar essa agressão para meu tio! – exclamou Beth.

‒ Você não irá denunciar nada! – esbravejou Hotchner.

‒ Hotch ela me agrediu! – respondeu Beth incrédula.

‒ Você acha que não a observei agente Cruz? – indagou Hotchner a encarando.

‒ Do que está falando? – Beth arregalou os olhos.

‒ Assim que Agatha saiu você veio atrás dela... Achou que eu estava distraído? Eu notei que você veio até aqui e estou observando o diálogo acalorado de vocês, eu não posso perder meu tempo aparando briguinhas infantis das duas!

‒ Briguinhas infantis? – questionou Agatha estupefata.

‒ Isso mesmo que você ouviu! – esbravejou Hotchner e Agatha abaixou a cabeça – Agente Cruz se quiser denunciar isso a seu tio vá em frente só não se esqueça de mencionar o fato de que você não colaborou nada pelo caso e ficou com provocações infantis!

‒ Mas Hotch... – Beth tentou se explicar – Eu não agredi ninguém...

‒ Você acha que eu temo o supervisor Mateo Cruz? – continuou Hotchner – Você acha que só porque ele é seu tio você acha que tem vantagens? Se quiser denunciar vá em frente, mas não se esqueça: farei de tudo para que esse seja seu primeiro e último caso em que trabalhou!

‒ Hotch... – murmurou Beth.

‒ Estamos entendidos? – perguntou ele sem paciência.

‒ Sim. – respondeu Beth, pois o fato de imaginar-se saindo da equipe lhe incomodava.

‒ E você? – perguntou Hotchner a Agatha – Prefere se acalmar ou ficar com brigas sem fundamentos?

‒ Eu irei me acalmar. – respondeu Agatha que fez de tudo para segurar o choro, pois ela nunca havia levado uma bronca daquela de Hotchner.

‒ Agora se as agentes aqui não se importam precisamos voltar para a delegacia.

‒ Para que? – indagou Beth que como sempre estava inépcia as coisas relacionadas ao trabalho.

‒ Para interrogarmos Don Curtis, precisamos achar Belinda. – respondeu ele dando as costas para as duas.

***

‒ Elas discutiram de vez? – indagava Morgan completamente curioso.

‒ Parece que sim... – respondeu Prentiss aos cochichos – Parece que a Agatha empurrou a novata contra o carro de Hotch.

‒ Eu não acredito que não vi isso... – Morgan não conteve a breve risada – Eu estava esperando o momento em que Agatha agiria assim.

‒ Mas Hotch foi até elas e deu uma bronca daquelas, porque desde que voltamos à delegacia as duas estão caladas.

‒ A tal sobrinha do supervisor não é de se estranhar... – Morgan coçou sua barba – Ela fica calada o tempo todo só abre a boca para tentar provocar Agatha, agora a Agatha sempre está atenta aos fatos do caso não perde nenhum detalhe.

‒ Ela está nervosa porque não encontramos a garota. – respondeu Prentiss – Ela teme que Don Curtis tenha dado fim a sua vítima.

‒ O que cochicham? – perguntou Blake que se aproximou deles com uma xicara de café na mão.

‒ Falávamos sobre Agatha e Beth. – respondeu Morgan.

‒ Eu estou vendo que logo vai rolar um ringue... – disse Blake olhando para os lados se certificando de que ninguém além de Morgan e Prentiss a estivesse ouvindo.

‒ Porque será que a nova agente se incomoda tanto com a Agatha? – perguntou Morgan.

‒ Derek que pergunta tola! – respondeu Prentiss – É claro que é por causa do Hotch!

‒ Como assim? – indagou ele.

‒ Você não percebeu a maneira como Beth olha para ele? – perguntou Blake – E desde que ela chegou ela exige em chama-lo de Hotch assim como a gente chama, provavelmente eles se conhecem e Beth quer demonstrar que tem certo grau elevado de intimidade com ele.

‒ Mas ela já sabe que Hotch e Agatha namoram? Quem contou?

‒ Ora Derek... – disse Prentiss – Hotch não sabe disfarçar quando o assunto é Agatha, quem não percebe que eles são namorados?

‒ Por mais que ele tente manter o profissionalismo com ela ele não consegue 100%. – disse Blake – Ele a chama pelo primeiro nome para começar.

‒ Nós também. – respondeu Morgan.

‒ Porque pegamos esse costume dele... – explicou Prentiss – Ele nos conhece há anos e só chama nós pelo primeiro nome quando está muito, mas muito irritado mesmo.

‒ As poucas pessoas que ele chama pelo primeiro nome da equipe são: Rossi e Agatha. – continuou Blake – Rossi ele chama até pelo apelido “Dave” porque são amigos de longa data e Agatha ele não sabe disfarçar por mais que tente.

‒ E o olhar dele para ela denuncia... – continuou Prentiss – Ele a olha com carinho e com amor.

‒ Eu acho que se eu trabalhasse com a Savannah talvez seria a mesma coisa. – comentou Morgan.

‒ Beth já percebeu que eles têm algo a mais que um relacionamento de trabalho. – finalizou Prentiss – Lá vem o chefe.

‒ Quero todos na sala de reunião, a detetive nos aguarda. – exigiu Hotchner ao se aproximar e todos o obedeceram.

***

‒ Don Curtis já exigiu um advogado! – exclamou a detetive inquieta – O que faremos? Nós não achamos a garota! E se ele não for nosso cara?

‒ Don Curtis é o cara que procurávamos. – respondeu Rossi – Ele deve ter um local secundário.

‒ E como vamos descobrir? – perguntou a mesma.

‒ Ele precisa nos dizer. – disse Hotchner.

‒ Como faremos que ele revele isso? – questionou JJ.

‒ Don Curtis vai aceitar ser preso por posse de material pornográfico infantil, mas jamais vai se deixar se detido pelo que fez a Belinda. – afirmou Morgan.

‒ Talvez infelizmente ele já tenha se desfeito da garota. – respondeu Reid – Talvez Belinda se encaixe no 75% das crianças que morrem nas três primeiras horas.

‒ Se ela estivesse morta ele já teria se apossado de outra garota. – comentou Prentiss.

‒ Mas desde que Belinda desapareceu a mídia vem fazendo alarde sobre o fato... – explicou JJ – Talvez ele possa estar esperando o caso ser abafado?

‒ E se ele se desfez de Belinda onde está o corpo? – indagou Blake.

‒ Ela está viva! – exclamou Agatha que até o momento estava calada e todos a miraram.

‒ Você parece estar certa. – respondeu a detetive.

‒ Eu estou certa. – afirmou Agatha convencida do fato – Precisamos interroga-lo.

‒ Prentiss e eu iremos interroga-lo. – disse Rossi – Talvez uma figura feminina ajude já que a preferência dele é por garotinhas.

Rossi e Prentiss foram interrogar Don Curtis enquanto os demais da equipe junto a detetive ficaram observando do vidro que dava acesso a sala de interrogação.

Don Curtis estava sentado à mesa com suas mãos algemadas, assim que Rossi e Prentiss entraram na sala o mesmo começou a esbravejar:

‒ Já era hora de aparecer alguém! Eu exijo meu telefonema!

‒ Ei Don acalme os seus ânimos! – exigiu Rossi – Eu sou o agente David Rossi e essa é a gente Emily Prentiss. – Rossi e Prentiss se sentaram diante de Don Curtis.

‒ Pouco me interessa quem são vocês! Eu exijo um advogado!

‒ Você não parece nada com o “homem tímido” que o seu vizinho descreveu. – comentou Prentiss.

‒ Eu quero que Lomax se exploda! – respondeu Don Curtis com rispidez – Posso ligar para meu advogado?

‒ Como ele sabe que Prentiss falava sobre seu vizinho o senhor Lomax? – indagou Agatha que junto aos demais observava o interrogatório.

‒ Alguém deve ter contado que o Senhor Lomax ligou para a polícia. – comentou Morgan.

‒ Tem algo muito estranho... – murmurou Agatha desconfiada.

‒ Agatha pode ter razão. – concordou Blake.

‒ Vamos prestar atenção no interrogatório para analisarmos essa questão melhor. – disse Hotchner.

‒ Don você sabe o porquê está aqui? – começou Rossi a interrogar.

‒ Eu estou aqui porque vocês são uns abusados! – retrucava Don – Onde está aquela garota metida a agente do FBI?

‒ De quem ele está falando? – perguntou a detetive.

‒ Sobre mim. – respondeu Agatha – Fui eu que o detive quando ele fugia.

‒ Porque ele te mencionaria? – perguntou JJ.

‒ Porque Agatha é mais nova que todos nós! – exclamou Reid.

‒ Como assim? – questionou Hotchner.

‒ Pessoal prestem atenção... – começou Reid – Agatha é mais nova que todos nós e ela ainda aparenta ser mais nova do que já é.

‒ Ela tem um rosto de criança para o infeliz. – concluiu Blake.

‒ O que isso significa? – perguntou JJ – Que ele quer ser interrogado por ela?

‒ Ele está querendo gastar a paciência do Rossi e Prentiss. – respondeu Hotchner – Ele não quer nada.

‒ De quem você está falando? – interrogou Prentiss.

‒ Daquela menininha que correu atrás de mim no meio da rua! – respondeu Don – Se for para ser interrogado que seja por ela, o rosto dela me agrada mais.

‒ Nem pensar. – respondeu Rossi.

‒ Então de agora em diante eu não falo mais um “A” com vocês. – Don Curtis virou o olhar para o lado.

Rossi e Prentiss se levantaram e saíram da sala se ajuntando aos demais:

‒ E agora? – perguntou Prentiss – O que faremos?

‒ Voltem lá e o interroguem. – exigiu Hotchner.

‒ Aaron ele se nega a falar com conosco. – disse Rossi.

‒ Eu devia ir lá. – sugeriu Agatha.

‒ Não. – respondeu Hotchner – Você não pode fazer interrogatórios sozinha.

‒ Então vem comigo! – exigiu Agatha.

‒ Está bem... – Hotchner aceitou e junto a Agatha entrou na sala.

‒ Olha só quem está aqui... – disse Don admirado com a presença de Agatha – A garotinha do FBI, mas prefiro falar com você a sós.

‒ Sem chance. – respondeu Hotchner o encarando.

‒ Está bem, pelo menos eu me contendo em olhar para ela – Don piscou para a Agatha que revirou os olhos incomodada.

‒ Onde está Belinda Copland? – perguntou Hotchner.

‒ Eu aceito a sua presença, mas aceito ouvir somente ela. – respondeu Don.

‒ Onde está Billie? – perguntou Agatha impaciente.

‒ Quem é Billie?

‒ Não banque o idiota! – exclamou Agatha – Onde você escondeu a garota?

‒ Por acaso essa não é a garota que está desaparecida há duas semanas? – indagou Don fitando Agatha da cabeça aos pés.

‒ Belinda está viva! – exclamou Rossi atrás do vidro.

‒ O que o faz ter certeza? – perguntou a detetive.

‒ Ele perguntou: “Por acaso essa não é a garota que está desaparecida há duas semanas?”— explicava Reid – Se Belinda estivesse morta ele perguntaria da seguinte maneira: “Por acaso essa não é a garota que desapareceu há duas semanas?”.

‒ Ele usou o presente “está desaparecida” e não o passado “que desapareceu”. – concluiu Blake.

‒ Encontramos um material com pornografia infantil em sua residência... – dizia Agatha a Don – Fotos, vídeos... Sabemos que você é um pervertido, mas sabe o que me intriga? É o fato de você ser um cara tão introvertido que de repente criou coragem e saiu para raptar uma garotinha!

‒ O que a faz achar que sou introvertido? – retrucou Don desentendido.

‒ Você quase não sai de casa, sai somente para o necessário à única coisa que você gostava de fazer era passear com sua cadelinha chamada Candy. – respondeu Agatha – Daí ela morreu envenenada e então você resolveu raptar crianças?

‒ Quem te disse sobre a minha cadelinha? – Don estava realmente surpreso e Hotchner e Agatha estranharam seu comportamento.

‒ A gente tem que ter cuidado com as coisas que contamos aos nossos vizinhos... – continuou Agatha se aproximando da mesa para fitar Don nos olhos – Para quem é muito introvertido contar os detalhes da vida para um vizinho é demais não acha?

‒ Lomax seu desgraçado! – esbravejou Don para si.

‒ Eu não disse o nome do vizinho como sabe que se trata de Lomax? – indagou Agatha.

‒ Por que... – Don ficou confuso – Porque ele é meu vizinho!

‒ E você só tem ele como vizinho?

‒ Sim.

‒ Sim? Don existem outros moradores naquela rua! Porque Lomax é seu único vizinho?

‒ Porque é alguém que ele confia. – respondeu Hotchner.

‒ Confiava! – exclamou Don incomodado.

‒ Confiava? – Agatha aproximou o seu olhar o máximo que podia intimidando Don Curtis – Ele traiu sua confiança? Ele te entregou?

‒ Cala essa boca! – vociferou Don que começou a chorar de nervoso, Hotchner ordenou que Agatha encerrasse o interrogatório e junto a ela saiu da sala.

‒ O que significa tudo isso? – perguntou a detetive.

‒ Detetive ligue para o juiz e peça um mandato. – ordenou Hotchner.

‒ Mandato para que? – perguntou a detetive completamente confusa.

‒ Para a casa do Senhor Lomax. – respondeu Hotchner.

‒ Eu não entendo. – disse a detetive.

‒ Porque ele está com Billie. – afirmou Agatha – Vamos pegar esse pervertido!

Notas finais
Estava estranho mesmo o telefonema do senhor Lomax falando sobre seu vizinho... E Agatha perdeu a paciência que restava com Beth... Espero que tenham gostado... Beijos! =)