Notas iniciais
1° Capítulo da 2ª temporada, espero que possam gostar e é com alegria e orgulho que início essa segunda temporada, desde já obrigada a todo apoio dos leitores da primeira. =)

Boa leitura!

O dia havia amanhecido um pouco cinza, o sol passou a maior parte sendo ocultado pelas nuvens, os meteorologistas anunciavam a todo instante que uma forte chuva podia cair a qualquer momento.

Apesar do dia nublado com alguma ventania em alguns momentos que pareciam avisar que iria chover o treinamento dos cadetes na Academia do FBI de Virgínia ocorreu tranquilamente, o agente e treinador Derek Morgan não podia estar mais contente e orgulhoso por sua turma que se mostrava ter empolgação e força de vontade, mas ele tinha que confessar a si mesmo que as cadetes Ashley Seaver e Agatha Silva lhe faziam se sentir imodesto por uns instantes, eram elas que de toda a turma mostravam o maior desempenho, isso causava um pouco de inveja em alguns cadetes que também eram esforçados, mas não aceitavam a popularidade que elas tinham por conta disso. A amizade e o companheirismo entre as duas também eram motivos de popularidade de comentários bondosos e maldosos entre os corredores da academia, entre os vestiários femininos e em alguns momentos nos vestiários masculinos, mas o que incomodava um pouco a todos era a fama que Agatha Silva tinha pelo fato de já ter trabalhado junto a Derek Morgan e com outros agentes na Unidade de Análise Comportamental do FBI antes mesmo ser cadete, ela havia sido uma agente que fazia todos os registros que a equipe trabalhava quando se envolvia em algum caso.

Ashley Seaver foi a única a se tornar uma grande amiga e companheira de treino de Agatha Silva por não ter uma fama muito boa sobre suas raízes familiares, seu pai havia sido um assassino em série muito conhecido que levou tempo para ser capturado, por este motivo ela não foi bem vista e a única, a saber, separar os fatos foi Agatha se mostrando compreensiva, pois Ashley não tinha nada semelhante ao seu pai, ela era uma boa pessoa e sonhava como os outros cadetes: queria ser uma agente do FBI.

Quando o treinamento daquele dia teve fim, o agente Derek Morgan reuniu todos como sempre fazia para dizer algumas coisas:

‒ Não poderia me sentir mais orgulhoso... – começou ele – Vocês estão se saindo muito bem, gosto desta garra que todos tem, essa força de vontade, essa determinação, continuem assim que o FBI terá os melhores agentes! – todos sorriram contentes e Morgan os dispensou.

Na verdade as aulas e treinamentos daquele dia não havia acabado, a turma teria uma palestra com o agente Aaron Hotchner que já havia sido chefe da equipe da UAC, a equipe a qual Derek Morgan e Agatha haviam trabalhado juntos.

‒ Qual o tema da palestra de hoje? – perguntou Ashley a Agatha no vestiário.

‒ Eu tenho um folheto que fala qual é o tema... – Agatha caçou pelo folheto em sua mochila – Aqui está... O tema de hoje será sobre “Psicopatas e Sociopatas”.

‒ E quem é o palestrante?

‒ O agente Aaron Hotchner. – respondeu Agatha não contendo o sorriso.

‒ Se existe gente aqui que tem inveja de você por ter tido oportunidade de ter trabalhado com a UAC, imagina se soubessem que você namora o agente que foi o chefe? – perguntou Ashley em surdina.

‒ Não fala nada... – Agatha fez sinal de silêncio a Ashley – Se alguém escuta isso...

‒ Então vamos nos preparar, porque a palestra é daqui a pouco. – respondeu Ashley que foi tomar banho e Agatha fez o mesmo.

***

O agente Aaron Hotchner chegou um pouco adiantado do horário combinado da palestra, ele aproveitou e separou o material que usaria antes que a sala começasse a se encher de cadetes e agentes que participariam daquela palestra.

Quando faltavam poucos minutos para o horário alguns agentes e cadetes foram chegando e ocupando as mesas do ambiente, Agatha e Ashley chegaram juntas para a palestra, ao entrar na sala Agatha manteve sua seriedade ao ver o agente Hotchner e falou um “boa tarde” a ele com todo formalismo e Ashley teve que segurar o riso, era engraçado para ela ver a amiga tratar o namorado daquela forma.

Quando a sala estava completa e se deu o horário de começar, Hotchner que não gostava de nenhum tipo de atraso deu início a palestra:

‒ Boa tarde a todos. – cumprimentou ele.

‒ Boa tarde! – respondeu todos em coro.

‒ Eu sou o agente Aaron Hotchner e hoje eu vim palestrar a vocês sobre... – ele pegou um giz e escreveu na louça: Sociopatia e Psicopatia— Alguém pode me dizer algo sobre isso? – a cadete Ashley Seaver levantou a mão – Pode falar...

‒ Cadete Seaver, senhor! – respondeu Ashley se pondo de pé diante de todos.

‒ Isso mesmo... Cadete Seaver pode falar. – pediu Hotchner.

‒ Sociopatia e Psicopatia são duas doenças que pela psiquiatria são consideradas como desordens de personalidade antissociais.

‒ Correto cadete Seaver, pode se sentar. – disse Hotchner.

‒ Obrigada. – respondeu ela ao se sentar.

‒ Hoje falaremos a respeito da diferença existente entre sociopatas e psicopatas e também claro sobre as suas semelhanças.

‒ E existem semelhanças? – perguntou um agente fazendo anotações em seu caderno.

‒ Sim... – respondeu Hotchner – A primeira semelhança que podemos notar é o sufixo “patia” quem vem do latim “pathos”...

‒ Como você consegue se concentrar em uma palestra com ele? – sussurrou Ashley no ouvido de Agatha.

‒ Lembre-se: eu trabalhei com ele antes enquanto tínhamos um caso. – respondeu Agatha em cochicho.

‒... Embora ainda não seja um fato estabelecido... – continuava Hotchner – Pesquisadores tendem a considerar que a psicopatia é genética, enquanto a sociopatia possui causa não só como a genética, a predisposição hereditária, como a influência do ambiente é fundamental para sua eclosão.

‒ Agente Hotchner. – chamou Agatha ao levantar a mão – Então no caso do sociopata o ambiente e as pessoas com quem conviveu são motivos para ele ser o que é?

‒ São fatos que contribuem bastante cadete Silva. – respondeu Hotchner atencioso – Mas também há casos que esses fatores não são contribuintes de uma pessoa ter se tornado um sociopata.

‒ Se parar para reparar o olhar dele para você é bem diferente de quando ele olha para outra pessoa. – comentou Ashley em surdina.

‒ Ashley quer parar, por favor? – pediu Agatha sem graça.

‒ Desculpa minha amiga, é que eu não resisto. – respondeu Ashley rindo enquanto abria seu caderno para fazer anotações.

‒ O que difere um psicopata de um sociopata? – continuava Hotchner – Um psicopata já nasce com um comportamento bem delineado: é impulsivo, possui ausência de medo que levam a comportamentos que buscam o risco, possuem grande inabilidade de internalizar as normas sociais.

‒ Por ele ser impulsivo ele não planeja a maioria de seus crimes? – questionou Agatha mais uma vez levantando a mão – Eles podem matar alguém sem ter planejado.

‒ Sim... – respondeu Hotchner – E essa impulsividade nos ajuda muitas vezes a capturar um psicopata.

‒ Porque ele acaba deixando pistas em seus crimes não é? – perguntou Ashley – Como são impulsos não se dão conta das falhas que fazem a ansiedade deles não permite.

‒ Exatamente cadete Seaver. – afirmou Hotchner.

‒ Parece que só existe as duas cadetes na sala! – reclamou uma mulher branca dos cabelos negros.

‒ Quem é você? – perguntou Hotchner incomodado com a intromissão dela.

‒ Não está me reconhecendo agente Hotchner? – retrucou ela – Ou devo chama-lo de Hotch?

‒ Só os mais próximos o chamam de “Hotch”. – protestou Agatha em murmúrio a Ashley.

‒ Talvez ela o conheça. – respondeu Ashley.

‒ Eu devia reconhecê-la? – perguntou Hotchner.

‒ Hotch eu não acredito que não me reconheceu! – resmungou a mulher se levantando – Sou Beth Cruz, nós estudamos juntos no colegial e na faculdade de direito!

‒ Você é uma agente senhora Cruz? – indagou Hotchner a encarando.

‒ Sim! – respondeu ela esboçando um sorriso.

‒ Agente Cruz eu sinto muito eu não estou a reconhecendo e peço que me trate como “Hotchner”. – exigiu ele seriamente.

‒ Bem feito. – disse Agatha para si mesma em voz baixa, mas Ashley pode ouvir e teve que segurar o riso.

‒ Continuando... – disse Hotchner – Vamos falar um pouco sobre o sociopata...

‒ Eu estudei com você e com a Haley! – exclamou a mulher querendo a todo custo receber atenção de Hotchner – Eu era a melhor amiga de Haley Brooks no colegial!

‒ Como? – indagou Hotchner um pouco constrangido ao ouvir o nome de sua ex-esposa falecida.

‒ Você já me disse sobre essa Haley não já? – indagou Ashley em surdina a Agatha.

‒ Sim... – respondeu Agatha que já estava saturada com a intromissão da outra que queria chamar atenção – Ela já foi a esposa dele, foi ela que morreu nos meus braços. – Agatha abaixou a cabeça tristonha.

‒ Eu era a melhor amiga de Haley no colégio não se lembra? – insistia a mulher – Hotch sou eu a Beth! – antes que Hotchner pudesse falar algo o seu celular começa a tocar, sentindo-se constrangido ele pedi licença a todos e se retira da sala.

Ao chegar do lado de fora ele atende o celular:

‒ Hotchner.

Aaron Hotchner aqui é Mateo Cruz o novo supervisor do departamento da UAC.

‒ O que substituiu o lugar de Erin Strauss? – perguntou Hotch.

Sou eu mesmo... Eu preciso que venha ao departamento agora.

‒ O que houve? Eu estou afastado da UAC, estou realizando palestras.

Agente Hotchner a UAC precisa do senhor novamente, por favor, peço que compareça ao departamento e também lhe peço que avise aos seus companheiros, a UAC precisa do senhor e da sua equipe.

‒ Está bem. – aceitou Hotchner encerrando a ligação.

Notas finais
O que acharam do início da segunda temporada? Espero que tenham gostado!

Obs: Os personagens Ashley Seaver, Mateo Cruz e Beth Cruz pertencem a série.
Ashley Seaver é uma agente em treinamento que teve sua primeira aparição no episódio 10 da 6ª temporada e ficou até o final da mesma.
Mateo Cruz surge em alguns episódios da 9° temporada substituindo Erin Strauss.
Beth "Cruz" na verdade é a Beth a namorada de Hotch que surge a partir da 7º temporada, aqui ela surge com o sobrenome "Cruz" e é uma agente do FBI.

Espero que tenham gostado! =)