Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
91 Capítulo 91 - O Amor Nunca Falha
Notas iniciais
Não há presente melhor
Do que o amor que você respira
Sempre me segura
Muitos rios para atravessar
Mas nosso amor nos guiará
É tudo o que nós precisamos
É tudo o que nós precisamos
(Love Never Fails — Sandy e Júnior)
— Hotch! – era Morgan que vinha seguido de JJ e Prentiss – Hotch, o que houve?
— Encerrou-se o tormento. – Hotchner continuava a observar o cadáver de John Curtis na cova.
— Até que enfim! – Prentiss respirou aliviada ao guardar sua arma no coldre.
— Você o pegou – triunfou Morgan – e dessa vez ele não vai voltar.
— Esse cemitério é enorme – disse JJ ofegante – ele estava atirando para todo o lado, ainda bem que terminou tudo.
— Onde estão os outros? – perguntou Hotchner.
— Foram pedir socorro, pois parece que Seaver foi atingida na perna com um tiro e caiu dentro de uma cova e o Alvez pulou para acudi-la.
— Mas ela está bem?
— O tiro não pegou nenhuma veia importante, eles só precisam sair da cova. – respondeu Prentiss.
— Alguém precisa tirar o corpo dele também. – Hotchner referiu-se a John Curtis e assim com os outros foram para um lugar com proteção mesmo já estando encharcados pela chuva.
[...]
Gideon cochilava jogado em uma poltrona, Donovan estava sentada em outra dedicando sua atenção a um livro, se bem que ela lia se esforçando manter concentração na leitura, ela ficava pensando em Reid e todos da equipe, ela ainda não sabia do ocorrido, Agatha ainda estava como a Bela Adormecida pelo sofá que a deixaram.
Alguém bateu a porta e Gideon logo despertou sacando a arma que Hotchner deixou consigo, Donovan fechou o livro e indagou em voz alta:
— Quem é?
— Eu o Hotch! – realmente era ele.
Donovan abriu a porta e espantou-se ao ver Hotchner todo encharcado.
— O que houve? – Gideon guardou a arma.
— Chuva, muita chuva.
— E fora isso? – perguntou Donovan.
— O plano deu certo, nós o pegamos.
— O prenderam? – Gideon já ficou ansioso.
— John Curtis está morto. – assim que Hotchner confirmou Agatha foi-se despertando.
— Quem está morto? – murmurou ela sonolenta.
— Ela está acordando. – disse Donovan.
— Eu preciso falar com ela. – pediu Hotchner.
— Fique a vontade – Gideon se levantou – eu estou farto de ficar nessa sala e creio que a mocinha aqui também.
— Claro, que tal um café senhor Gideon? – Donovan pegou seu livro.
— Claro. – Gideon e Donovan se retiraram.
— Hotch... – Agatha foi ficando esperta – Hotch? O que houve?
— Não lembra? – Hotchner fechou a porta atrás de si e puxou um assento para próximo dela.
— Você está molhado? O que ocorreu? Onde eu estou?
— Não se lembra de que...
— A substância! – exclamou ela colocando-se sentada – Eu tomei... Já fez efeito? Porque eu não estou no hospital? Já voltei de lá? Quer dizer que eu não morri... E John Curtis? Meu plano deu certo?
— Muita calma, respira devagar porque eu preciso falar contigo e eu peço que ouça tudo atentamente e depois fale e questione, está bem?
— Está bem. – Agatha ajeitou a posição e deu ouvidos ao que seu noivo precisava dizer.
[...]
Seaver foi levada ao hospital junto a Alvez que acabou se ferindo sem perceber ao pular na cova para ajudar a parceira.
Hotchner havia esclarecido a sua noiva tudo o que ocorreu, revelou que a enganaram que ela ingeriu um sonífero, mas enfatizou que tudo aquilo foi para o bem dela e que por fim ele tinha pegado John Curtis e dado todo o fim aquele pavor. Ele achou que Agatha fosse surtar ao saber que foi enganada por causa do sonífero, mas assim que ela ouviu o relato dele com detalhes ela se jogou nos braços dele chorando aliviada, seu pesadelo havia acabado.
Depois disso Hotchner igual os demais tomaram um banho e vestiram algo seco, pois regressaram encharcados da chuva, Donovan havia tomado um café com Gideon na copa depois disso resolver ir para o seu local de trabalho ansiando encontrar Garcia e saber como tudo ocorreu nos mínimos detalhes, porém se surpreendeu ao ver que Reid a aguardava.
— Doutor Reid? – ela ficou surpresa ao avista-lo.
— Porque agora me denomina assim? Antes você me clamava por Spencer.
— Chamar pelo primeiro nome é algo para quem é muito íntimo. – Donovan estava envergonhada, logo a face do seu rosto ruborizou.
— Algum problema Maeve? Eu a chamo pelo primeiro nome, não deveria?
— Eu sei o que veio fazer aqui... Veio questionar a minha audácia ao dar aquele beijo e eu já peço desculpas e digo que não vai acontecer de novo e...
— Maeve! – Reid precisou chamar atenção – Eu não vim questionar nada.
— Então?
— Eu vim... – dessa vez foi Reid a ficar ansioso, logo seu nervosismo o atacou e ele que ficou com o rosto avermelhado de vergonha.
— Você veio para...
— Te convidar para tomar um café.
— Acabei de vir da copa e...
— Tomar café fora daqui. – Reid falou apressadamente.
— Está me convidando para...
— Sair? Sim eu estou te convidando para... Para um...
— Encontro?
— É... Tomar um café é um encontro?
— Diga você. – dessa vez Donovan não segurou o riso.
— O que acha?
— Em vez do café posso escolher outra coisa?
— Como assim?
— Que tal um... Um jantar?
— Um jantar?
— Sim.
— Está bem.
— Quando?
— Eu acho que não vamos trabalhar essa noite... Ás vinte horas?
— Perfeito.
— A propósito – Reid estava com as mãos para trás – Isto é para você.
— Uma rosa! – Donovan ficou eufórica ao pegar a flor entregue pelo gênio – É linda, obrigada Spencer!
— Só não é mais bonita que você. – Reid aproximou-se e deu um beijo no rosto de Donovan antes de sair.
Garcia tropeçou com ele na entrada e logo notou o clima que havia ali.
— Spencer Reid pela minha caverna!
— Oi Garcia, tudo bom? Com licença não vou atrapalhar seu trabalho. – Reid logo se retirou antes dela falar qualquer coisa.
— O que houve aqui? – Garcia virou-se para Donovan que cheirava a rosa – Ele te deu uma rosa vermelha?
— Ele... Spencer me convidou para um encontro!
— Deus do céu, até que enfim! – Garcia abraçou Donovan feliz pela amiga e logo exigiu que ela contasse tudo com detalhes.
Reid havia saído tão apressado da sala de Garcia que nem viu Gideon por alguns segundos pelo corredor.
— Spencer!
— Jason? – Reid voltou a ele e o abraçou – É tão bom ver que está vivo!
— Sim o pesadelo já passou, fique calmo agora.
— Eu estou calmo e muito feliz, finalmente Hotch pegou John Curtis e deu fim a esse horror e você está aqui diante de mim com vida!
— Ei gênio, devagar – pediu Gideon – o que está havendo?
— Como assim?
— Podemos ter ficado afastados por bastante tempo, mas conheço quando algo o incomoda.
— Eu finalmente convidei alguém para sair e não sei o que fazer.
— Spencer você não muda. – Gideon gargalhou e prometeu que o ajudaria naquela situação.
[...]
Hotchner estava em seu escritório com Agatha que bebia um chá de camomila e finalmente comia alguma coisa, fazia dias que ela não ingeria nada direito por conta do nervosismo em que ficava quando Strauss bateu a porta pedindo licença para sua entrada.
— Estão ocupados?
— Queira entrar – pediu Hotchner – só não repare a desorganização ainda não ajeitei as coisas nessa sala.
— Eu também não, mas enfim vim conversar com o senhor e é ótimo que sua noiva esteja aqui.
— Eu peço desculpas por eu estar comendo aqui no escritório. – pediu Agatha limpando seus lábios com um guardanapo.
— Não se preocupe, isso não é problemas – Strauss já tomou assento – eu vim aqui falar do futuro.
— Futuro? – Hotchner logo sentou em sua cadeira.
— Eu ainda não tive uma longa conversa com a diretoria, mas já entrei em contato para saber qual seria a decisão deles depois desde caso, finalmente John Curtis não será mais uma pedra no sapato de ninguém.
— Quanto a isso podemos ficar tranquilos.
— Pois bem como ele perseguia um membro da equipe a diretoria já deixou decidido que a agente Silva fique de licença por uns seis meses.
— Tudo isso? – Agatha deu o último gole em seu chá.
— E não é ótimo? – retrucou Strauss – Pense bem querida, você passou por muita coisa, não venha me dizer que o seu psicológico está bem e que está pronta para lhe dar com algum caso.
— Não banque a forte – Hotchner logo reparou que Agatha ia protestar – a senhora Strauss está certa, foi um terror para você não pense que vai voltar a trabalhar no dia seguinte, precisa de um tempo para si.
— Terá tempo para planejar o casamento, quanto ao agente Hotchner à diretoria parece ter outra proposta.
— Como assim? – ele franziu o cenho.
— Eu ainda não sei apenas me informaram que terão outra opção, mas que por enquanto se quiser pegue a licença junto a sua noiva.
— Mantenha-me informado.
— Claro – Strauss se levantou – sobre os demais da equipe eu pedi que lhe dessem licença de um mês, todos foram abalados com o caso, mas como o alvo maior era vocês dois por isso a regalia, porém pelo menos a equipe tem alguns dias para descansar.
— Obrigado senhora Strauss eu irei comunicar a todos. – Hotchner gentilmente a acompanhou até a porta.
— Seis meses? – indagou Agatha pensativa.
— Acha muito?
— Se você também vai tirar essa licença eu aceito.
— O que planeja? Eu conheço esse olhar.
— Brasil.
— O que?
— Aaron Hotchner se quer casar comigo precisa conhecer sua sogra não é mesmo? Que tal irmos para o Brasil?
— Agora sou eu que passa um tormento, vou ter que conhecer a sogra. – brincou ele.
— É assim é? – Agatha cruzou os braços fingindo-se sentida, pois entrou na brincadeira – Se não conhecer a sogra sem casamento.
— Tem outro jeito? – ele sorri – Então vamos para o Brasil.
— Hotch eu te amo! – Agatha apressou em abraça-lo.
— Finalmente podemos pensar em nosso casamento.
— Tem tanta coisa! – Agatha já ficou eufórica – tem o vestido, a igreja, a festa, os padrinhos, os convites, os doces...
— Calma – pediu ele – muita calma.
— Agora sim você vai conhecer o meu lado neurótico, temos muito que organizar... Já sei! Vou pedir ajuda da JJ que já casou, ela vai me ajudar.
— Toda essa euforia por causa do casamento?
— Você terá que me suportar muito.
— Você sabe que eu faço qualquer coisa por você. – Hotchner a abraçou.
— Seu bobo.
— Inclusive vou fazer uma coisa que você jamais imaginou.
— O que? – Agatha arregalou os olhos.
— Beijar você no escritório.
— Você vai me beijar em um local de trabalho? O agente Aaron Hotchner vai cometer um delito! – brincou ela.
— Eu te amo. – ele acariciou o rosto dela.
— Eu também te amo. – ficaram calados se olhando até que Hotchner realmente teve a coragem de beijar sua noiva em seu escritório.
[...]
A chuva continuava a despencar, aquele fato da natureza dava um toque para aquele dia, a chuva era como se fosse um sinal de comemoração ao fim de um pesadelo que durou meses, era como se fosse um pranto, mas um choro de alívio, claro que infelizmente ainda haveriam muitos criminosos a serem capturados, entretanto não ter mais a perturbação de John Curtis era mais que uma vitória, pois Agatha quanto Hotchner poderiam se dedicar a relação deles e ao trabalho, pois a vida continua e muitos perversos precisam ser impedidos.
Os agentes Alvez e Seaver passaram o dia todo no hospital, Ashley Seaver teve a sorte de que quando foi baleada na perna foi apenas de raspão o que foi um pouco mais grave foi à queda dela na cova que resultou em uma luxação em seu braço, Luke Alvez também se feriu quando pulou para acudi-la, ele torceu o pé, por sorte não o quebrou e teve um mau jeito na coluna, todavia os médicos garantiram que ambos estavam bem e logo se recuperariam.
Morgan junto a Prentiss ficou de busca-los da alta, os dois aguardavam na recepção do hospital.
— Que chuva. – Seaver ficava analisando as gotas que caiam sobre o vidro da enorme janela da recepção.
— Quer apostar corrida entre as gotinhas? – perguntou Alvez.
— Está bem – aceitou ela – eu acho que essa aqui escorre primeiro.
— E eu aposto nessa. – Alvez apontou para uma gotinha do vidro.
Era uma brincadeira velha, mas não deixou de arrancar risos de ambos e Seaver triunfou quando sua gota escolhida venceu.
— Mais uma vez? – desafiou ela.
— Que tal valendo algo?
— Tipo o que?
— Se eu ganhar eu quero um beijo.
— Luke!
— O que foi? Está com vergonha de me beijar na recepção de um hospital? Nos beijamos em uma cova de um cemitério.
— Nos beijamos? – Seaver o beliscou no braço – Você pulou lá dentro e me roubou um beijo e outra coisa senhor Alvez: quem disse que vamos nos beijar aqui?
— Eu digo por que dessa vez eu vou ganhar e você está com medo.
— Eu com medo? Está bem, desafio aceito. – eles fizeram escolhas de suas gotinhas que escorriam pelo vidro, mas dessa vez foi Alvez que ganhou.
Ele comemorou em voz baixa para não perturbar os demais, pois estava em um hospital, mas logo que finalizou seu festejo ele virou-se para Seaver.
— Aposta é aposta.
— Está bem. – Seaver não conteve o riso envergonhado.
Alvez com cautela aproximou-se dela e a beijou, ele ansiava por um beijo mais acalorado, porém como estava em um hospital ele preferiu deixar aquele desejo para outra oportunidade.
Prentiss e Morgan chegaram para busca-los e testemunharam o beijo deles, quando Alvez e Seaver notaram a presença dos amigos eles se distanciaram.
— Fizemos uma aposta – explicou Seaver acanhada – apostamos qual gotinha ganharia uma corrida e ele ganhou.
— Eu não perguntei nada – retrucou Prentiss segurando a risada – estão prontos?
— Sim, estamos. – respondeu Alvez.
— Temos uma novidade – disse Morgan enquanto saiam da recepção – Strauss nos conseguiu um mês de folga.
— Que ótimo! – exultou Alvez.
— Vocês terão tempo para mais apostas. – Morgan não se aguentou ele tinha que soltar uma de suas gracinhas, Prentiss que já segurava o riso caiu na gargalhada.
— Palhaço. – Seaver queria rir, mas a vergonha não permitia e ela deu um tapinha de leve nas costas de Morgan.
— Se ela estiver disposta a mais apostas. – comentou Alvez fazendo os dois que riam pararem admirados.
— Luke! – Seaver sentiu seu rosto queimar.
— O que foi?
— Oras Alvez faça as coisas direito – intrometeu-se Prentiss – a convide para sair com cortesia.
— Mulheres... – murmurou Morgan a si.
— Certo – concordou Alvez – Ashley Seaver aceita sair comigo?
— Aceito. – apesar de inibida ela aceitou.
— Viu só? – retorquiu Prentiss – É mais bonito desse jeito.
Alvez estendeu a mão para Seaver e assim eles saíram do hospital de mãos dadas.
[...]
Assim que a noite caiu Reid já estava em seu apartamento na companhia de Gideon que o ajudou a se preparar para o encontro.
— Quando eu convidava uma mulher para sair eu sempre no primeiro encontro levava um buquê de flores. – dizia Gideon enquanto Reid vestia seu pulôver marrom sobre sua camisa social branca.
— Eu não comprei flores. – lamentou Reid.
— Eu já fiz isso, está na instante da sala.
— Certo e o que mais?
— Passe perfume, mas não em excesso se não vai ficar evidente que quer se mostrar a ela que é cheiroso, ajeite os cabelos como costuma faze-lo não invente nenhum penteado novo se não ela também vai pensar que fez isso para extrema atenção, tente não demonstrar muito nervosismo, porém um pouco de sinceridade cai bem.
— Como assim um pouco de sinceridade? – Reid já penteava seus cabelos.
— Em algum momento que você ver que ela notou seu acanhamento pode dizer algo como “desculpas se eu pareço um bobo é que eu não saio muito”.
— Entendi.
— Não se atrase, inclusive no primeiro encontro, mas não chegue adiantado demais para ela não o acha-lo desesperado, chegue no horário, assim que for busca-la seja gentil deseje boa noite e a cumprimente com um beijo no rosto, entregue o buquê, se ela o convida-lo para entrar porque ainda não está pronta ou algo do tipo aceite, entre, mas não se sinta a vontade, só sente se ela pedir ou oferecer assento depois disso assim que saírem em direção ao carro abra a porta para ela primeiro depois você entra e dirige, quem escolheu o restaurante?
— Ela disse apenas que preferia um jantar. – Reid estava nervoso.
— Você escolheu algum?
— Não.
— Tem sorte que está chovendo não deve ter tido muitas reservas, então quando estiver no carro pergunte se ela tem algum lugar em mente se ela insistir em deixar que você escolha questione o que ela gosta de comer educadamente e assim saberá.
— Eu estou bem?
— Não esqueça o casaco e o guarda-chuva – Gideon o fitou dos pés a cabeça – está ótimo.
— O que devo fazer durante o jantar?
— Comam e conversem, mas não fale demais não divague e evite falar coisas do trabalho, vocês acabaram de vivenciar um pânico por causa de um maníaco então nada de falar do FBI, falem de música, filmes, assuntos diversos, fale as coisas de gênio de vocês, mas não fale do trabalho.
— E depois?
— Como está chovendo ficará impossível para um passeio após o jantar então a leve para casa e deixe as coisas fluírem.
— Como assim?
— Spencer está na hora. – Gideon exibiu seu relógio de pulso.
Reid respirou fundo e vestindo seu casaco pegou o guarda-chuva e o buquê e foi buscar Donovan para o encontro.
[...]
Enquanto Reid estava ansioso Donovan se encontrava igual a ele, ela pediu ajuda de Garcia que foi até sua casa lhe auxiliar para aquele momento, ajudou na escolha das vestes até em como ela deveria se portar, fez igual Gideon a aconselhando.
— Faça algum penteado novo – dizia Garcia – para ele reparar.
— Como o que? – Donovan estava quase pronta diante do espelho de seu quarto.
— Com esse cabelo lindo e esse corte você pode fazer um coque jogando a franja um pouco para o lado e deixando alguns fios soltos desalinhados perto do olho isso o fará em algum momento querer arruma-los e assim ele tocará o seu rosto.
— Eu nunca prendi o cabelo assim.
— Eu ajudo.
— Eu estou nervosa dele me achar exibida eu já lhe tomei um selinho.
— Maeve se ele te convidou para sair é porque está interessado e o Spencer não vai te julgar por conta disso eu só estou imaginando se ele vai ter atitude de algo.
— Algo como o que? – espantou-se Donovan enquanto Garcia penteava seu cabelo.
— De beija-la e não falo de selinho falo de beijo de cinema.
— Penélope!
— Oras Maeve qual o problema? Beijar é tão bom, acredito que beijar é melhor que sexo.
— Vamos mudar de assunto e ser ágeis logo ele chega.
— Está bem. – Garcia ajudou Donovan a se preparar, ela ficaria aquela noite ali a pedido de Donovan que a convidou para dormir em sua casa, pois após o encontro ela queria uma companhia feminina para contar como foi.
Ás vinte horas em ponto Reid tocava a campainha da casa de Donovan, Garcia preferiu ficar isolada no quarto da amiga para que ele não a visse por lá e ficasse nervoso.
— Boa noite – cumprimentou ele com cortesia assim que Donovan abriu a porta – estas flores são para você.
— São lindas – Donovan pegou o buquê – entre eu só preciso coloca-las em um vaso e pegar o meu casaco.
— Com licença – Reid ao entrar lembrou-se de Gideon dizendo para cumprimenta-la com um beijo no rosto e do seu modo atrapalhado ele a beijou no rosto a deixando ruborizada.
Donovan arrumou as flores em um vaso e buscando seu casaco com sua bolsa disse que estava pronta, como ainda chovia Reid fez a gentileza de abrir seu guarda-chuva para que ela caminhasse até o seu carro, Reid não era daqueles fissurados em veículos, para ele mal importava ter um e só tinha por questão de necessidade, seu carro era de um modelo antigo, porém aquilo pouco importava para Donovan.
Reid ia se lembrando de cada conselho de Gideon e Donovan os de Garcia, ficou para o gênio escolher o restaurante e especulando educadamente sobre o que ela gostava ele a levou para um lugar que foi do agrado de ambos.
Os dois estavam nervosos, em meio ao jantar deixaram escapar assuntos do trabalho e em seguida se desculpavam, pois falar do trabalho ainda logo após ter perseguido John Curtis não era nada simpático, porém o jantar foi agradável.
A chuva aquela noite resolveu não dar trégua, todavia ela não impedia deles curtirem aquela noite, depois de muito se conhecerem naquele jantar eles decidiram ir embora.
Reid levou Donovan para casa e cometeu o mesmo ato de cavalheirismo na volta: abriu o guarda-chuva e a acompanhou até a porta de casa.
Agora os conselhos acabaram. Pensou ele.
— Foi ótimo. – disse Donovan sobre o encontro.
— Eu também gostei muito. – Reid reparou nos fios soltos em volta ao olhar dela e mesmo estando encabulado ele pegou um dos fios e o colocou atrás da orelha e assim as pontas de seus dedos tocaram-lhe o rosto.
— Boa noite. – Donovan sorriu e beijou Reid na bochecha.
— Boa noite. – Reid sorriu de volta.
Enquanto ele se distanciou para abrir seu guarda-chuva ela ficou a procurar a chave de sua casa pela bolsa. Eles voltaram em breve a se olhar, mil questões se passavam pela mente dele e com ela não era diferente.
Reid quase optou em abrir o guarda-chuva e ir para o seu carro, mas o largando em um canto ele regressou até ela bem próximo, Donovan sentiu seu coração acelerar suas pernas e braços tremiam e não demorou a vivenciar um frio pela barriga. Primeiro Reid pensou se deveria falar alguma coisa ou pedir permissão para o que ele queria fazer, entretanto tinha medo da resposta enquanto ela tencionava que aquilo ocorresse, mas preferia que ele tomasse a atitude.
— Spencer... – murmurou ela que deixou a bolsa cair ao pousar suas mãos sobre os ombros dele.
— Maeve... – no impulso Reid colocou suas mãos sobre a cintura dela que se inclinou um pouco sobre ele, seus olhares ficaram próximos e era possível ouvir a respiração um do outro, o coração de Reid pulsava igual quando ela o visitou no hospital quando foi baleado, igual quando estava na companhia dela na copa do departamento lamentando e discutindo o plano de Agatha, igual quando ela havia tido a atitude de lhe dar um selinho minutos antes dele sair para resgatar Jason Gideon.
Sem analisar mais nada ele a puxou para mais próximo e finalmente a beijou, primeiro foi um encosto de lábios, mas logo permitiram que suas línguas se tocassem, não era o primeiro o beijo de Reid, ele não era de sair com mulheres, era tímido quando se interessava por alguma tinha receio de convida-la para sair, se bem que Reid era tão seletivo que não era a todo o momento que estava interessado em alguém, ele sempre foi assim desde sua adolescência, passou o colegial e a faculdade sendo zombado pelos colegas de classe por nunca estar ou sair com uma garota e por isso ele foi dar seu primeiro beijo quando já estava adulto e já pertencia ao FBI, anos atrás a equipe lhe deu com um caso em Los Angeles com uma atriz que era perseguida por uma admiradora obsessiva em meio a isso a mesma interessou-se pelo gênio e em um momento em que estavam a sós ela lhe roubou um beijo e este foi o primeiro beijo de Reid. Enquanto a Donovan ela já tinha se relacionado antes, também não teve muitos relacionamentos, infelizmente ela era pouco compreendida por causa do seu jeito de ser.
Donovan enlaçou seus braços em volta do pescoço de Reid que já estava com suas mãos nas costas, entregaram-se com muito sentimento a aquele beijo que almejaram a noite toda.
[...]
Hotchner entrou em contato com Jéssica informando que ela poderia regressar para casa com Jack e ele junto a sua noiva também voltou para casa.
Jack ficou maravilhado ao avistar seu pai na companhia de Agatha adentrar ao apartamento, finalmente estavam juntos. Hotchner abraçou o filho e o encheu de carinho e beijos, Jéssica ficou emocionada ao saber que o pesadelo teve fim e que Agatha já não vivenciava mais aquele pânico, Jack vibrou de alegria ao saber que seu pai e Agatha pegaram uma licença do trabalho, ele teria tempo para passar com ambos.
Agora Agatha tinha que se preocupar apenas com sua felicidade, em levar seu noivo para conhecer sua família e organizar o casamento, ela já imaginava os detalhes e já começou discutir o assunto com Jéssica que também estava ansiosa com tudo.
Jéssica preparou um delicioso jantar enquanto o casal foi tomar banho, após a refeição Hotchner brincou com o filho, assistiu a um filme infantil e o colocou para dormir em seguida ele foi para o seu quarto satisfeito por estar em sua casa por poder dormir em sua cama ao lado de sua amada, desde a fuga de John Curtis eles não tiveram um momento de sossego.
— Enfim na minha cama. – disse ele assim que se deitou ao lado de Agatha.
— Finalmente vamos dormir em paz.
— Que alívio.
— Hotch, para onde foi o David?
— Está com uma assistente social, ele ficará lá por enquanto, para darmos entrada na adoção como um casal temos que nos casar primeiro.
— Ele poderá ir ao nosso casamento?
— Eu vou entrar em contato com a assistente social, como temos interesse em adota-lo pode ser que seja fácil.
— Eu nem acredito – Agatha começou a acariciar o cabelo do noivo – finalmente tudo teve fim.
— Agora é se preocupar com nosso futuro – ele também passou a acaricia-la – eu estou pensando em comprar um apartamento maior.
— Sério?
— Vamos adotar o David, se ele vier para cá terá que ficar no quarto de Jack, David já é um pouco grandinho para dividir um quarto com uma criança de cinco anos.
— Tem razão.
— Jéssica continuará conosco, ela tem nos ajudado muito.
— Eu concordo plenamente, outra no lugar dela jamais se doaria desse jeito, Jéssica é um amor.
— Falando nela acho que meu problema de escolha de padrinho está resolvido.
— Como assim? – Agatha franziu o cenho.
— Vou convida-la para ser minha madrinha junto a Rossi como padrinho.
— Que lindo meu amor! – Agatha lhe dá um beijo – Agora só falta eu decidir.
— Quem tem em mente?
— A Ashley, mas não sem quem poderia ser o padrinho... O agente Alvez talvez.
— Justo ele?
— O Senhor Ciumento pode parar, pois ele gosta da Ashley.
— Quem disse isso?
— Eu sei que estávamos corridos e tal que eu estava em pânico por causa... Enfim, vou evitar falar o nome, mas eu notei que desde que ela teve aquele incidente na cafeteria eles não se desgrudaram mais.
— E o que tem?
— Lembra quando nós tínhamos que esconder nossa relação ou quando ainda não admitíamos um para outro que nos gostávamos, mas vivíamos sempre um do lado do outro?
— Era diferente. – Hotchner sentou e cruzou os braços.
— Você só está comentando isso por ciúmes bobo. – Agatha deu com o travesseiro em seu noivo.
— É guerra de travesseiro é? – Hotchner revidou e eis que começaram um duelo entre eles.
Em meio à brincadeira Hotchner agarrou Agatha e a deitando sobre a cama lhe deu um beijo.
— Isso não vale. – protestou ela em meio a risos.
— Sabe do que eu estava sentindo falta nesse tempo ruim em que vivemos?
— O que?
— Fazer amor com você.
— Eu estou disponível se quiser. – Agatha não conteve o riso e ganhou outro beijo do amado.
Entre beijos e caricias eles se entregaram ao prazer, Hotchner começou a despindo e beijando seu corpo enquanto ela já se contorcia, ele beijou seu pescoço, mordiscou e chupou seus seios, beijou sua barriga e suas coxas até chegar em sua intimidade, passou a excita-la com os dedos e a língua a fazendo ter início de um orgasmo, mas conteve-se um pouco voltando a beija-la na boca, depois foi a vez dela que o despiu e beijou com mordidas leves o pescoço e os ombros dele, passou a língua em seu peitoral e depois o saciou com uma oral, Hotchner teve que se conter para não gozar, em seguida ele a penetrou devagar com estocadas leves quando viu que ela estava bastante relaxada ele aumentou a velocidade dos movimentos, mudaram de posições e juntos chegaram ao ápice, as pernas de Agatha tremiam por ter vivenciado um orgasmo.
Enrolando-se entre os lençóis Hotchner enlaçou a noiva em seus braços.
— Eu te amo. – afirmou ele lhe beijando os lábios.
— Eu também te amo. – confirmou ela repousando a cabeça em seu peitoral e os dois logo adormeceram pelo cansaço que os consumia.
Aaron Hotchner e Agatha Silva vivenciaram um pesadelo, seria evidente que toda aquela tribulação deixaria algum trauma futuro algum pavor, mas eles fariam de tudo para não deixar aquilo perturbar, jamais iriam permitir perder noites de sono, eles poderiam ficar em paz, John Curtis não ia mais importuna-los, foi muito difícil, entretanto não foi impossível porque eles acreditaram porque eles enfrentaram mesmo estando com medos os dois tiveram uma grande audácia e algo muito importante colaborou para tudo isso que foi o amor do casal, mesmo que houve momentos de desconfiança, desavenças e desespero o amor foi muito mais forte e essa foi à arma, John Curtis garantia que tudo o que fazia era por amor, mas pelo contrário aquilo que ele julgava ser amor era uma paranoia uma obsessão que pode ter até seus fundamentos, porém o amor deles foi mais forte e mostrou que nunca falha.
Vão ter aquelas vezes que lutaremos contra as lágrimas
E vão ter aquelas vezes que ficaremos assustados
Se ficarmos juntos vamos conseguir
Porque o amor nunca falha... Amor nunca falha
Amor nunca falha
Oh! Sim!
Amor nunca falha
(Love Never Fails — Sandy e Júnior)
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