Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

81 Capítulo 81 - Um Ato Inesperado


Notas iniciais
Oi gente linda, tudo bom? Como havia dito que eu faria o possível para compensar o meu atraso eis o capítulo 81 que também está repleto de emoção e com direito a uma cena emocionante no final para surpreender e muito. Boa leitura e até mais. =)

Alvez entrou em contato com Hotchner garantindo que Agatha estava bem e informou sobre Andrew Kane.

Hotchner continuava com o seu plano e assim que teve as informações do agente Alvez ele foi até Beth Cruz que se encontrava em uma sala do departamento.

― Quanto tempo vou ficar presa aqui? – protestou ela assim que Hotchner adentrou a sala.

― Eu não tenho boas notícias. – replicou ele a encarando seriamente.

― O que houve? – Beth arregalou os olhos.

― O que sabe sobre Andrew Kane?

― Andrew quem? – Beth levantou os braços manifestando desentendimento.

― Andrew Kane, um homem que a equipe investigava.

― Eu não sei de nada.

― Andrew Kane foi visto próximo a residência de seu tio e... – Hotchner parou de falar propositalmente.

― O que aconteceu?

― Seu tio, o agente Mateo Cruz foi encontrado morto a tiros na sua casa.

― O que? – Beth quase tropeçou entre seus pés e precisou-se sentar a uma cadeira, ela expressou espanto, porém nenhuma lágrima escorreu de seus olhos – Ele está morto mesmo?

― Sim... Poderíamos suspeitar que fosse John Curtis, mas como ele está no Brasil e Andrew Kane foi visto por perto da residência...

― Hotch! – Beth fez que Hotchner se calasse para ouvi-la – Você disse que ele está morto? Meu tio está morto?

― Sim e eu sinto muito.

― Meu tio Mateo Cruz está morto? Quem o matou?

― Provavelmente Andrew Kane já suspeitávamos que ele estivesse de aliança com John Curtis, sabe de algo? John Curtis mencionou o nome dele?

― Não... – Beth desviou o olhar – A única coisa que John Curtis sabe falar é o nome de Agatha, ele só quer saber dela.

― Você corre o risco de ser uma próxima vítima.

― Eu? – Beth voltou a mirar Hotchner.

― Mateo Cruz estava envolvido com você e John Curtis? Você convenceu o seu tio?

― Hotch...

― Seja sincera, se não eu não posso de dar um voto de confiança.

― Está bem... – Beth respirou fundo – Sim, eu envolvi meu tio nisso na verdade ele descobriu que eu fui atrás de John Curtis e para me proteger ele aceitou a participar de tudo.

― Andrew Kane matou Mateo Cruz provavelmente a mando de John Curtis, não duvido nada que Curtis também ordenou que matasse você.

― Não! – Beth colocou-se de pé – Eu me aliei a ele, Curtis não poderia...

― Beth ouça bem! – exclamou Hotchner – John Curtis só quer saber de Agatha não entende? Agora ele está no Brasil e possivelmente com algum familiar dela para pressiona-la, você não acha que ele não mandou se livrar de seus aliados? Ele não precisa mais de você e de seu tio.

― Meu tio está mesmo morto?

― Não teria o porquê de eu inventar.

― O que vai fazer agora?

― Vou ao Brasil... – Hotchner pegou seu celular do bolso e fez uma ligação – Rossi? Aqui é o Hotchner, está tudo preparado? Vamos fazer o seguinte: a Beth terá que ficar aqui no departamento para segurança dela e isso será o mesmo com a Agatha. – Hotchner finaliza a chamada.

― Vocês vão mesmo ao Brasil?

― Garante que ele foi para lá?

― Sim, eu juro.

― Eu tenho que ir confronta-lo antes que mais gente morra e eu estou incluído nisso.

― Agatha não irá?

― Eu não vou arriscar a vida dela, Agatha e John Curtis não podem se cruzar jamais.

― Entendi...

― Eu receio que queira ligar para algum parente sobre a morte de seu tio, não é mesmo?

― Verdade... – Beth procura por seu celular em seus pertences – Por favor, eu imploro que termine esse noivado.

― Até a volta. – Hotchner retirou-se da sala e trancou a porta exigindo aos seguranças ali presentes que fizessem vigilância total.

Hotchner ao retornar a sala de reunião deparou-se com sua noiva que havia retornado na companhia de Alvez e Seaver.

― Hotch! – Agatha o abraçou.

― Como está? – ele beijou a testa dela.

― Viva.

― Já enviei Mateo Cruz para longe. – afirmou Alvez tomando a atenção para si.

― Sobre vigilância total. – explicou Seaver.

― Vamos agora? – indagou Rossi.

― O jatinho está preparado, só aguarda vocês. – confirmou Garcia.

― Hotch, tem certeza disso? – Agatha segurou firmemente nas mãos do noivo.

― Sim.

― Eu estou com medo.

― Este pesadelo terá fim. – ele a abraçou.

― Já estão indo? – Strauss adentrou a sala.

― Já estamos de saída. – confirmou Prentiss.

― Muito cuidado.

― Teremos. – afirmou Morgan.

― Garcia, já está pronta? – indagou JJ.

― Eu nasci pronta. – Garcia arrumou os óculos.

― Então vamos ao Brasil. – disse Rossi.

A equipe foi para o heliporto do prédio, Agatha, Garcia e Strauss os acompanharam, um jatinho já os aguardava, todos se despediram com abraços, Hotchner foi o último a entrar ele primeiro abraçou e beijou Agatha garantindo de que tudo ficaria bem.

Quando o jatinho levantou voo Agatha sentiu as pernas tremerem ela confiava muito em seu amado, mas o medo ainda a assombrava e tinha alguns instantes que ela imaginava que aquele pesadelo não fosse ter fim.

Agatha retornou ao interior do prédio na companhia de Garcia e Strauss que tentavam conforta-la de toda a preocupação. Erin Strauss regressou a seu escritório enquanto Agatha voltou à sala de reunião na companhia de Garcia.

Penélope Garcia com seu jeito de ser tentava animar Agatha, apesar dela também temer que qualquer coisa acontecesse ela se esforçava ao máximo para ter esperanças de que aquele pesadelo fosse ter fim.

Garcia recebeu uma notificação em seu notebook e quando verificou o que seria mostrou a Agatha sobre o que era e Agatha ficou amedrontada e antes de poder falar qualquer coisa o alarme de incêndio do departamento foi acionado.

― Não, não, não e não! – exclamou Garcia que largando todas as suas coisas saiu da sala puxando Agatha pela mão.

― Penélope, o que está fazendo? – indagou Agatha.

― Precisamos sair daqui, o prédio está pegando fogo, você precisa fugir! – o departamento estava sendo evacuado, todos eram treinados para uma situação como aquela, todavia quando se depara por um acontecimento como aquele é óbvio que o nervosismo interfere um pouco.

O fogo ainda não havia sido localizado, mas o prédio do FBI era enorme além daquele departamento havia outros setores em vários andares e por isso todos tinham que deixar o local o mais rápido possível, o aconselhável era não fazer uso do elevador e sim das escadas e todos se apressavam ao máximo para sair daquele ambiente.

Garcia se desfez dos seus saltos altos para conseguir descer as escadas o mais rápido possível, mas não largou da mão de Agatha por nada.

Logo foi possível sentir o cheiro de fumaça, havia fogo em algum andar, mas elas não sabiam exatamente na onde, todavia a fumaça já estava começando a dominar os andares e corredores.

Em meio à correria Garcia e Agatha esbarraram-se com Beth Cruz, não dava para definir ao certo se ela surgiu próximo a elas propositalmente ou não, mas não foi boa coisa Agatha e Beth deparar-se.

― Você nunca vai conseguir fugir dele, nunca! – exclamou Beth que atravessou entre elas apressadamente.

― Ela está fugindo! – Agatha soltou-se da mão de Garcia e começou a correr atrás de Beth.

― Agatha, não faça isso precisamos sair daqui o prédio está pegando fogo! – Garcia foi obrigada a ir atrás de Agatha para que ambas saíssem logo do prédio.

Agatha foi parar no estacionamento perseguindo Beth em meio aquela confusão, os demais funcionários mal prestaram atenção nelas porque os que eles mais almejavam era sair com vida daquele lugar a fumaça se tornava mais densa.

No estacionamento a fumaça ainda não havia chegado e Agatha tentou render Beth para que a mesma não fugisse e ambas entraram em uma luta corporal. Garcia chegou ao local e deparou-se com as duas brigando e começou a clamar exigindo em vão que ambas parassem.

Agatha estava quase vencendo a luta quando Beth conseguiu recuperar forças e empurra-la e assim Agatha caiu batendo a cabeça contra um para-choque de um carro, o empurrão fez com que sua arma presa à cintura dela saltasse para longe.

Beth então sacou sua arma e apontou para Agatha caída ao chão, mas surpreendeu-se com o tiro que lhe alvejou: Garcia no impulso pegou a arma de Agatha e atirou contra ela, o tiro atingiu a perna.

Agatha estava um pouco zonza pela pancada na cabeça, porém teve forças para levantar-se, Garcia ficou paralisada com a arma na mão não acreditando no que havia acabado de acontecer: ela havia atirado em alguém.

A fumaça do incêndio logo começou a dominar o estacionamento e em um ímpeto de sobrevivência Agatha puxou Garcia para saírem dali o mais rápido possível.

Notas finais
Quanta emoção! Hotchner não é nada bobo ele tem tudo em mente pelo visto, mas esse incêndio parece que atrapalhou um pouco as coisas, ninguém contava com isso... Penélope Garcia foi muito corajosa! (Aplausos), porém é possível que a mesma fique muito perturbada com isso porque ela é totalmente paz e amor, mas ela fez o que precisava ser feito... Ultimamente Agatha está tendo sempre ajuda de alguém quando corre um perigo. Elas saíram do estacionamento e deixaram Beth lá ferida... Beth conseguira fugir ou o tiro atingiu alguma veia importante? Talvez teremos logo essas explicações no próximo. Observações: • Imagem encontrada no Google, a mesma não me pertence e tem seus direitos, uso exclusivamente para representar o capítulo sem fins lucrativos.