Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
67 Capítulo 67 - Charlie Turner
Notas iniciais

Os bombeiros chegaram para conter o fogo que se alastrou rapidamente, além dos bombeiros várias equipes de TV se achegaram para filmar e noticiar sobre o incêndio no hospital.
Agatha estava desesperada querendo voltar para o interior do hospital e ajudar o corpo de bombeiros, todavia foi óbvio que Hotchner não permitiu tal atitude, os bombeiros já estavam lá dando o seu máximo.
Hotchner quis levar sua noiva de volta ao esconderijo, entretanto ela se negou a voltar e exigiu ficar com os demais da equipe.
― Eu não vou me esconder mais! – protestou ela.
― Agatha, entenda que só estamos querendo te proteger... – insistia Hotchner – Eu prometi protege-la.
― E ficar ocultada de tudo está ajudando em alguma coisa? Veja só este incêndio, veja Aaron! – berrava ela – Ele não vai parar, ele vai ferir qualquer um, vidas inocentes podem se acabar!
― Ficar aqui de frente ao hospital discutindo não irá adiantar nada! – intrometeu-se Luke Alvez.
― Luke tem razão! – apoiou Ashley Seaver.
― Vamos todos ao esconderijo de Agatha. – propôs Rossi.
― Reid está em um carro de ambulância – disse Maeve Donovan – Para onde o mandaremos?
― Enviar ele para outro hospital é arriscado – respondeu Morgan – Não vai demorar muito para que John Curtis descubra onde ele estará internado.
― Vamos todos nos reunir no esconderijo, Morgan convença algum médico que conseguiu se salvar de imediato do incêndio para levarmos Reid para lá. – propôs Rossi.
E assim foi feito, os bombeiros finalmente deram fim aquele incêndio, a equipe se reuniu no esconderijo de Agatha e convocaram Erin Strauss para ir se reunir a eles.
― Eu não vou ficar mais escondida. – afirmou Agatha.
― Olha eu vou concordar – manifestou-se JJ e todos a encararam – não está adiantando muita coisa, precisamos impedir John Curtis e até agora não fizemos nada.
― Pensando por este lado eu sou obrigado a assentir com isto. – disse Morgan.
― Infelizmente JJ está certa – respondeu Prentiss pensativa – independente se Beth Cruz tem informações ou não ele consegue agir.
― Será que estamos certos sobre Beth Cruz? – começou Rossi – E se estivermos errados?
― David Rossi, por favor, não começa. – Seaver não aprovou o pensamento de Rossi.
― Ashley Seaver, eu peço desculpas, mas estamos explorando uma teoria baseada apenas em achismo.
― Achismo? – protestou Seaver – Ninguém nunca estranhou nada sobre esta Beth Cruz?
― Minha amiga tem razão – apoiou Agatha – Desde a palestra eu desconfio dela ainda mais agora depois de saber que ela já foi apaixonada por Hotch.
― Como assim? – Garcia arregalou os olhos.
― Isto foi no passado, éramos adolescentes. – explicou Hotchner.
― Aaron, será que não notou que ela está te perseguindo? – insistiu Agatha.
― Agente Hotchner conte a nós o que sabe sobre Beth Cruz. – pediu Alvez.
― Eu não tenho nada a dizer.
― Tem certeza que quer me proteger? – intimou Agatha encarando o noivo.
― Como? Você tem dúvidas sobre isto?
― Então por que é difícil enxergar o óbvio? Lembra quando Beth entrou para a equipe a primeira vez? Você me disse ter estranhado a entrada dela e que iria descobrir a razão, mas nada fez... Por que Mateo Cruz insistiu que ela fizesse parte da equipe? Só por causa do parentesco?
― Aaron Hotchner, sem rodeios, precisamos saber tudo sobre Beth Cruz, é como Rossi disse: não podemos explorar uma teoria sem ter algo concreto, alguma pista que for, porém deixarmos de investigar esta especulação não é uma boa ideia. – urgiu Alvez.
― Hotch, chega de tampar os olhos, a Beth está envolvida sim! – insistiu Agatha.
Hotchner foi cercado pelos olhares de todos então ele se deu por vencido e revelou a todos como foi que conheceu Beth Cruz e toda a situação que viveu com ela junto a Haley.
― Ela surgia do nada nos seus encontros com a Haley? – indagou Blake após o relato de Hotchner.
― Sim, provavelmente Haley antes deveria dizer a ela dos nossos encontros, aliás, elas eram amigas.
― Agente Hotchner é de seu conhecimento que Beth Cruz tentou se formar na mesma universidade que você? – questionou Alvez.
― Não. – Hotchner arregalou os olhos, aquela informação era novidade para ele.
― Eu já havia revelado isto aos demais, todos sabem que eu investiguei sobre cada um quando estava prestes a vencer minha experiência na CIA, no meio de minha investigação soube que Beth estudou direito, ela tentou várias vezes transferência para a faculdade onde você estudava, mas sem sucesso.
― Era uma universidade onde só entrava alunos com notas altas no colegial, ainda assim tinha que se prestar uma prova complicada para estudar lá, não era qualquer um que queria que conseguia. – esclareceu Hotchner a Alvez.
― Ela tentou a prova várias vezes, Mateo Cruz tentou ajuda-la pedindo auxilio de alguns contatos importantes, mas não conseguiu.
― Strauss, foi a senhora que escolheu Mateo Cruz para substitui-la? – perguntou Prentiss.
― Bom, como eu estava abalada com tudo o que houve – começou Strauss a explicar – eu fiquei muito traumatizada com o sequestro, eu pedi a diretoria do departamento que escolhesse um substituto, pois eu não tinha condições de selecionar ninguém.
― Precisamos conversar com o pessoal da diretoria. – propôs Reid que estava sentado a uma poltrona – Ai meu pescoço.
― Spencer, tome cuidado, não se mexa muito. – pediu Donovan que foi auxilia-lo a ficar mais confortável na poltrona.
― Eu vou falar – Garcia não se conteve – eu nunca gostei deste Mateo Cruz, ele mal chegou e tentou a todo custo tirar Agatha da equipe com aquela desculpa esfarrapada de que ela não poderia trabalhar por ser uma cadete.
― Isto é verdade – apoiou JJ – chegou anunciando que sua sobrinha seria da equipe e que aquilo não estava aberto a discussões.
― A entrada de Mateo Cruz como supervisor da UAC é suspeita – disse Morgan – devemos investigar isso.
― Foi ele que agendou a visita de Agatha a John Curtis na prisão. – recordou Blake.
― Mateo Cruz é apegado a sobrinha – disse Rossi – Provavelmente ele é capaz de fazer tudo por ela.
― Pode ser plausível que Mateo Cruz seja uma marionete nisto tudo. – comentou Alvez.
― Como assim? – indagou Seaver.
― Mateo Cruz pode estar envolvido, porém eu suspeito que ele esteja sem querer, vou investigar mais sobre ele e sua sobrinha.
― Eu vou especular com a diretoria como foi a escolha dele para me substituir. – afirmou Strauss.
― Se esta infeliz estiver mesmo envolvida, ela vai se arrepender disto! – esbravejou Agatha.
A equipe continuou a dialogar sobre a situação geral, Hotchner recebeu uma chamada em seu celular e precisou afastar-se para atendê-la.
― O que aconteceu desta vez? – interrogou Agatha assim que seu noivo se voltou a eles.
― Um garoto apareceu no departamento exigindo falar com você. – respondeu Hotchner a fitando.
― Um garoto? Que garoto é este?
― Charlie Turner.
― O que? – Agatha levantou-se bruscamente da cadeira em que estava sentada.
― Este Charlie não é o... – começou Seaver que deixou a pergunta no ar.
― Sim, aquele garoto que estava desaparecido há oito anos, o filho de Sarah Turner. – Hotchner redarguiu rapidamente.

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