Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
60 Capítulo 60 - O Primeiro Confronto
Notas iniciais
‒ Garcia, como ele enviou este vídeo? – perguntou Hotchner enquanto tentava segurar Agatha pelos braços evitando um descontrole maior.
‒ Senhor, estávamos trabalhando fazendo nossas pesquisas no sistema e de repente esse vídeo surgiu na tela. – explicou Garcia aflita.
‒ Sim, foi do nada. – confirmou Donovan.
‒ Meu amor... – começou Morgan questionando Garcia – É possível que ele tenha hackeado o sistema?
‒ Pode ter sido.
‒ Da outra vez ele hackeou as câmeras de segurança – alertou JJ – Recordam-se que foi ele que espalhou para a mídia o tiro que Elle deu em Gideon e isso aconteceu aqui entre nós.
‒ O maldito pode estar nos assistindo! – resmungou Rossi.
‒ Agatha, vamos para o meu escritório. – Hotchner precisou conter sua noiva e tira-la da sala quase a força, Agatha queria sair derrubando tudo.
‒ Que ódio! – esbravejou ela ao adentrar o escritório.
‒ Agatha, por favor, mantenha a calma. – intercedeu Hotchner fechando a porta.
‒ Chega de pedir para eu me acalmar! – ela não conteve o choro – Como vocês querem que eu fique calma?
‒ Não esquece o que a JJ disse das câmeras. – Hotchner tomou Agatha pelos braços e a abraçou.
‒ Porque este pesadelo está se repetindo de novo? – Agatha apertou Hotchner com toda a força durante o abraço.
‒ Meu amor, por favor, fica calma.
‒ Hotch eu não aguento mais.
‒ Meu amor, seja forte. – Hotchner acariciou o rosto dela enxugando as lágrimas.
‒ O que vamos fazer?
‒ Vamos atrás da lista de contatos de Francine.
‒ Como? – Agatha afastou-se e sentou-se a mesa de Hotchner.
‒ A lista que você mencionou.
‒ Talvez esteja na casa em que eu morei com ela. – Agatha recobrou a compostura.
‒ Eu vou pedir para a Garcia verificar se a casa foi vendida, fica aqui está bem?
‒ Esta bem. – concordou ela enquanto Hotchner saiu do escritório.
Hotchner voltou à sala de reunião e pediu que Garcia verificasse a informação da casa e a informação era que a casa não havia sido vendida. Agatha ao saber da informação vibrou de esperança e desejou encontrar tudo como deixou da última vez.
Hotchner, Morgan, Blake, Reid, Seaver e Alvez se foram acompanhar Agatha na busca da lista na casa de Francine, quando estava de saída encontraram Mateo Cruz e sua sobrinha Beth no elevador:
‒ Onde vocês estão indo? – perguntou Cruz.
‒ Vamos verificar uma teoria. – respondeu Hotchner.
‒ Hotch não é perigoso sua noiva sair do departamento? – indagou Beth e aquilo causou espanto em todos.
‒ Preocupada comigo? – retrucou Agatha com deboche.
‒ Só acho estranho você sair assim com um maníaco à solta atrás de você.
‒ A agente Silva está em segurança estando conosco. – respondeu Alvez causando um incomodo a Hotchner, porém aquilo finalizou aquele dialogo.
Ao chegarem ao estacionamento dividiram-se em dois carros: Hotchner, Morgan, Ashley e Agatha em um e Blake, Reid e Alvez em outro.
‒ Estranho aquela tal de Beth perguntar aquilo. – comentou Ashley sentada ao banco de trás ao lado de Agatha.
‒ Curiosidade talvez. – respondeu Morgan sentado ao lado de Hotchner que dirigia.
‒ Preocupação não é porque aquela ali não me suporta. – retrucou Agatha.
‒ Foi muito estranho. – insistia Ashley.
‒ Parece desconfiada. – Hotchner analisou o olhar da agente Seaver pelo retrovisor do carro.
‒ Um pouco. – afirmou ela.
Por ser final de tarde quase anoitecendo enfrentaram um pouco de trânsito, mas conseguiram chegar ao destino desejado.
Agatha sentiu um frio na barriga ao colocar os pés na calçada da residência que parecia ser mal assombrada por causa do silêncio que pairava sobre ela por causa do jardim abandonado do quintal que quase fez Agatha voltar para trás.
Morgan havia levado consigo um acessório chamado de “Chave Mestra” muito utilizado no FBI para abrir uma porta quando não se tinha a chave. Ele abriu o portão e eles cruzaram o jardim sem vida e logo em seguida ele abriu a porta.
Agatha foi à primeira adentrar a casa escura e como a noite havia chegado estava mais difícil de enxergar, Reid tentou ligar a luz pelo interruptor, mas sem sucesso não havia energia.
‒ Usem suas lanternas. – aconselhou Hotchner pegando a sua e todos fizeram o mesmo.
‒ Nossos quartos ficavam lá em cima. – afirmou Agatha.
‒ Eu vou com você. – afirmou Hotchner e Seaver também se ofereceu.
Os demais disseram que aguardariam no andar de baixo, Agatha subiu as escadas sendo seguida por Hotchner e sua amiga Ashley, a casa estava da mesma maneira que ela havia deixado ninguém se interessou pela casa até porque Agatha não se preocupou em colocar anúncio tudo o que ela fez após Francine ser presa foi mudar-se dali querendo apagar as memórias daquela que um dia fora sua amiga. Embora tivesse se magoado muito com Francine pela traição a amizade, pois Francine optou ajudar John Curtis na perseguição do que auxilia-la ou defende-la e isso fez com que Agatha primeiramente ficasse com raiva e se sentisse traída, mas ao andar pela casa recordou da carta escrita pela mesma da prisão pedindo perdão e de sua morte suspeita e Agatha precisou conter a emoção, ao infiltrar-se no quarto que foi de Francine sentiu-se como ela ainda estivesse viva e teve a sensação de que ela fosse adentrar ao cômodo a convidando para assistir a algum seriado na TV como costumava fazer.
‒ Eu acho que pode estar no guarda-roupa. – comentou ela direcionando a lanterna ao roupeiro.
‒ Como ela organizava essa lista? – perguntou Ashley.
‒ Ela fazia questão de organiza-la em uma pasta cor de rosa. – Agatha não conteve o riso ao recordar-se de Francine com suas coisas – Uma pasta bem chamativa.
‒ Eu vou avisar os demais lá embaixo, quem sabe não esteja lá?
‒ Boa ideia amiga. – concordou Agatha.
‒ Eu vou ajudar Agatha aqui em cima. – disse Hotchner.
Ashley voltou ao andar de baixo enquanto Agatha passou a vasculhar o guarda-roupa e Hotchner começou a mexer nas gavetas de um criado-mudo. Algumas peças de roupas caíram sobre os pés de Agatha e ela riu mais uma vez as observando, eram vestes coloridas, brilhantes e chamativa era o estilo que Francine adorava usar sempre querendo chamar atenção.
Agatha decidiu manter o foco em procurar pela pasta cor de rosa do que ficar a vagar nas lembranças aquilo tudo pertencia ao passado e por mais que naquele momento ela lamentasse a morte de Francine a mesma não iria voltar mais.
Um estrondo foi-se ouvido vindo do andar de baixo Hotchner e Agatha sacaram suas armas no instinto e ouviram Blake berrar:
‒ Spencer! – Hotchner e Agatha desceram as escadas o mais rápido possível e se depararam com um tiroteio, tiros vinham pelo lado de fora das janelas da sala, Reid estava ferido caído ao chão e Blake estava próxima a ele estacando o sangue com as mãos, Morgan, Alvez e Seaver atiravam contra a janela e Hotchner junto a Agatha fizeram o mesmo.
‒ O que está acontecendo? – berrou Agatha quando revidava os tiros.
‒ Eu não sei! – berrou Ashley que também revidava.
Hotchner tentou caminhar até a porta na esperança de sair e capturar quem atirava, porém os tiros vindo de fora não cessavam e ele quase foi atingido.
‒ Hotch, cuidado! – vociferou Agatha que se distraiu para olhar Hotchner e foi baleada na perna.
‒ Agatha! – berrou Hotchner que já estava quase próximo à porta.
‒ Amiga! – vociferou Ashley que revidava os tiros.
‒ Agatha, aguenta firme! – Alvez conseguiu desviar-se dos tiros e aproximou-se dela que gemia de dor.
‒ Alvez, tira a Agatha daqui, por favor! – implorou Hotchner que estava impedido de se aproximar dela se tentasse cruzar a sala de volta poderia ser baleado nas costas.
‒ Como? – Alvez não compreendeu.
‒ Ela é o alvo principal use a saída dos fundos! – implorou Hotchner.
‒ Anda Alvez! – implorou Ashley.
Alvez guardou a arma tomou Agatha em seus braços e procurou a saída dos fundos foi preciso chutar a porta da mesma, pois estava trancada e saiu da casa pedindo socorro.
Hotchner conseguiu aproximar-se da porta e abriu então um carro preto que estava de frente a casa saiu em disparada e ele tentou atirar no veiculo, mas não conseguiu atingir o mesmo.

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