Notas iniciais
Capítulo 57 prontinho para vocês meus amores =) Eu espero que apreciem e preparem-se: as emoções começam! Beijos!

Cada um fez questão de cumprimentar o casal começando por Rossi e o último a parabeniza-los foi Alvez que disfarçava o seu incomodo com a situação, não estava há muito tempo com a equipe mal conhecera Agatha, mas ela já mexia com os sentimentos dele que se encantou por ela a primeira vista.

‒ Parabéns. – disse Alvez a ela e Hotchner – Felicidades.

‒ Obrigado. – agradeceu Hotchner que reparou o sorriso forçado de Alvez.

JJ e Will mandaram um enorme parabéns ao casal através da vídeo conferência que Garcia organizou mesmo de longe eles não perderam o noivado e logo depois foi servido o jantar a todos. Agatha ainda estava surpresa com tudo e obvio que feliz também, agradeceu a todos pela surpresa e durante a refeição conversaram alegremente, Garcia a interrogava querendo saber o que Agatha tinha em mente para o matrimônio, Alvez era o mais calado durante o jantar Rossi ficou a observar o silêncio dele e o incomodo sentiu que Alvez queria sair dali que se forçava a sorrir em algum momento quando alguém da equipe o mirava.

Depois do jantar Jack ficou sonolento e Rossi ofereceu um quarto de hospede ao garoto e Hotchner o ajeitou para dormir. Rossi abriu uma garrafa de vinho e todos se acomodaram nos bancos de madeira do jardim da residência do amigo, exceto Alvez que alegou dizendo que precisava voltar cedo para casa e Rossi fez questão de acompanha-lo até o portão.

‒ Parece incomodado com alguma coisa. – comentou Rossi a ele no portão.

‒ Eu incomodado? – Alvez arregalou os olhos – Com o que?

‒ Eu adoraria saber.

‒ Só estou um pouco cansado.

‒ Ficou surpreso com o noivado? – Rossi cruzou os braços.

‒ Eu surpreso? Um pouco... Digo eu sabia que eles tinham um relacionamento, mas...

‒ Mas não imaginava que era tão sério, não é?

‒ Muito bem David Rossi, porque me interroga? – desta vez Alvez cruzou os braços.

‒ Eu acho que você sabe o motivo.

‒ Não, eu não sei.

‒ Agatha.

‒ O que tem ela?

‒ Gostou dela?

‒ É uma excelente agente.

‒ Luke Alvez você entendeu minha pergunta.

‒ O que está insinuando? Que eu estou enciumado?

‒ O que mais poderia ser?

‒ Escuta aqui agente Rossi... Pare de insinuar coisas que não sabe. – Alvez apontou o dedo para Rossi.

‒ Agente Alvez não adianta disfarçar... Desde a sua chegada você se interessou por ela.

‒ Está bem... Eu me atrai por ela sim, mas nada sério.

‒ Falar a verdade é bem melhor. – Rossi descruzou os braços.

‒ Pode ficar sossegado eu não vou interferir na vida do casal.

‒ Luke Alvez eu não o culpo e muito menos o julgo por se interessar por ela é normal isso acontecer, porém você sabe que não tem chance nenhuma.

‒ Eu sei... Não é nada sério, eu apenas me atrai, mas logo eu esqueço isso e que este assunto morra aqui.

‒ Assunto encerrado. – Rossi lhe estende a mão – Boa noite.

‒ Boa noite. – Alvez se despede e vai embora e Rossi retorna ao jardim com os demais.

Depois de um tempo conversando todos decidiram voltar para suas casas, Hotchner foi ao quarto de hospedes e pegou Jack que não acordou e cada um foi embora.

***

Ao voltar para casa Hotchner ajeitou Jack em sua cama, o menino estava exausto que mal se mexeu quando seu pai lhe trocou a roupa pelo pijama. Hotchner deu um beijo de boa noite e Jack e se recolheu junto a Agatha para descansar.

O descanso deles poderia ter sido tranquilo, aliás, tiveram os últimos dias ótimos sem estresse, o casamento de JJ, a formação de Agatha, o noivado oficializado, eventos que só causaram alegria, tudo estava perfeito, mas durante a madrugada Hotchner recebe uma chamada em seu celular de Mateo Cruz:

‒ Hotchner. – atendeu ele enquanto Agatha acendeu a luz do abajur.

Agente Hotchner aqui é Mateo Cruz, eu preciso que todos da equipe venham imediatamente para o departamento!— o supervisor Cruz estava desesperado.

‒ O que houve? – Hotchner deu um pulo da cama que quase tropeçou.

Por favor, avise os seus agentes e venham logo!

‒ Está bem... – Hotchner encerrou a chamada.

‒ O que foi? – Agatha levantou assustada.

‒ Mateo Cruz exigiu que todos nós fossemos ao departamento agora, ele está desesperado.

‒ O que aconteceu?

‒ Ele apenas exigiu... Apresse-se que eu vou comunicar a equipe.

‒ Está bem. – Agatha apressou em se arrumar enquanto Hotchner comunicava a equipe o chamado do supervisor.

Hotchner logo se arrumou e avisaram Jéssica que estava indo ao departamento e antes de saírem ambos deram um beijo em Jack que adormecia tranquilamente.

O casal chegou junto aos demais no departamento e já estavam reunidos no elevador, Blake bocejava ao questionar o que havia acontecido, mas Hotchner ainda não sabia só recebeu a ordem de comparecer ao departamento.

Ao saírem do elevador deram de cara com Erin Strauss que não fazia muito tempo que havia chegado:

‒ Ele te ligou também? – perguntou Hotchner a ela.

‒ Sim, mas não me explicou nada. – respondeu Strauss acompanhando a equipe até a sala de reunião.

‒ Que belo retorno ao departamento. – comentou Prentiss a Strauss.

‒ Chamadas no meio da madrugada nunca são boas.

‒ O que será que aconteceu? – indagou Seaver.

‒ Vamos descobrir. – disse Reid.

A equipe adentrou a sala e Mateo Cruz já se encontrava por lá andando de um lado para o outro completamente aflito, sua sobrinha Beth estava sentada a mesa com seu caderno de anotação aposto.

‒ O que aconteceu? – questionou Hotchner.

‒ Cadê a agente Silva? – indagou Cruz.

‒ Pois não? – Agatha levantou a mão.

‒ Eu aconselho se sentar.

‒ Por quê? – Agatha fitou o supervisor nos olhos.

‒ Sente-se. – insistiu ele.

‒ O que aconteceu? – Agatha se recusou a sentar-se.

‒ Agente Cruz, seja direto. – exigiu Morgan que igual os demais estava ansioso de curiosidade.

‒ Se ela desmaiar eu não me responsabilizo.

‒ Agente Cruz, fale logo! – Strauss perdeu a paciência e mostrou que retornou com tudo.

‒ Está bem... Estamos com um problema sério.

‒ Seja direto. – frisou Morgan.

‒ Ocorreu uma fuga na penitenciaria masculina de Virginia... Houve uma rebelião de detentos e policiais, uma bomba explodiu e alguns escaparam.

‒ O que? – todos indagaram em coro.

‒ Como isto ocorreu? – perguntou Hotchner.

‒ As informações que eu tenho até o momento são essas... Alguns policiais e detentos morreram na hora da explosão, alguns feridos e outros detentos livres... Fugiram.

‒ Isto ocorreu na Penitenciaria Central de Virginia? – perguntou Reid.

‒ Sim e... – Cruz encarou Agatha – John Curtis foi um dos que escapou.

‒ O que? – era como Mateo Cruz previa Agatha entrou em choque e quase caiu ao chão, Hotchner no exato momento a segurou em seus braços.

‒ Coloque a sentada aqui! – exclamou Garcia puxando a cadeira.

‒ Amiga, se acalma, por favor. – intercedia Seaver auxiliando Hotchner a coloca-la sentada na cadeira.

‒ Eu vou buscar água! – Donovan saiu aos tropeços da sala e logo retornou com um copo de água.

‒ Bebi um pouco meu amor, por favor. – insistiu Hotchner e Agatha bebericou a água.

‒ Respira. – pediu Alvez preocupado – Respira devagar.

‒ Como isto aconteceu? – Agatha questionou voltando a si.

‒ É o que precisamos descobrir e a maioria dos que escaparam foram criminosos que essa equipe já aprendeu.

‒ Precisamos agir logo. – disse Strauss.

‒ Vamos ao presidio. – propôs Morgan e todos começaram a falar ao mesmo tempo.

‒ Silêncio! – exigiu Hotchner e todos se calaram – Desde jeito não vamos resolver nada.

‒ Está bem... – concordou Rossi – Mas a ideia do Morgan é boa, alguém tem que ir ao presidio.

‒ A pericia já está presente, mas é bom alguém ir. – disse Cruz.

‒ Morgan, Prentiss e Rossi vão. – ordenou Hotchner – Blake, Reid e Alvez vão ao hospital onde estão os feridos, interroguem policiais e os detentos, Garcia e Donovan façam a lista de todos os detentos com detalhes da vida de todos, Todd entre em contato com JJ, infelizmente ela terá que voltar da viagem este caso é complicado e precisamos de todos, vocês duas vão verificar se esta informação vazou na mídia e tentar conter qualquer tipo de euforia e agente Seaver fica aqui comigo no departamento com a Agatha.

‒ Eu vou ficar de braços cruzados? – Agatha se levanta bruscamente – Eu tenho que fazer alguma coisa!

‒ O que você precisa fazer minha amiga neste momento é se acalmar. – intercedeu Seaver.

‒ Eu não posso ficar sem fazer nada! – escandalizou Agatha.

‒ Agatha, escuta! – Hotchner a segurou pelo braço – Você precisa se acalmar.

‒ Mas Hotch...

‒ Eu sei o que eu estou fazendo. – Agatha não quis discutir mais por enquanto e cada um foi fazer a tarefa designada por Hotchner.

Notas finais
O John Curtis fugiu! Como assim? Quem explodiu a bomba? Agora a equipe precisa ser rápida e Hotchner precisa mais do que nunca proteger seu amor.