Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
52 Capítulo 52 - O Agente Sabe Tudo.
Notas iniciais

Rossi conseguiu obter a lista de todos os funcionários e presidiarias da penitenciaria onde Francine estava presa, Morgan e Prentiss analisaram a cena do crime até a pericia chegar e Morgan exigiu que fosse passado um pente fino naquele local. Quando estavam a retornar para o departamento Rossi recebeu uma chamada de Hotchner:
‒ Aaron, como está a Agatha?
‒ Melhor, mas eu prefiro que ela vá para casa descansar eu não quero que ela passe mais nenhum nervoso hoje.
‒ Do que precisa? – Rossi já conhecia o amigo.
‒ Rossi nós temos duas situações: uma é o caso de desaparecimento de Aymee Lynch não podemos esquecer-nos disto e outro é a morte de Francine, irei ficar essa noite com Agatha eu peço que divida a equipe para trabalharem nos casos.
‒ Entendido e pode ficar sossegado vá cuidar de Agatha. – Rossi finalizou a chamada.
‒ Ele não vai voltar ao departamento? – indagou Prentiss enquanto entravam no carro.
‒ Não. – afirmou Rossi e Morgan deu partida.
***
Todos voltaram a se encontrar no departamento foi uma surpresa a todos ao verem Reid adentrar a sala de reunião com seu copo de café tinha os olhos marejados e inchados de tanto que havia chorado pela morte de Gideon, pois de todos ali presentes ele era o mais sentido com a situação.
‒ Spencer... – chamou Donovan ao reparar o semblante triste dele – Você está bem?
‒ Garoto se você não está bem é melhor... – começou Morgan.
‒ Eu vou ficar bem. – interrompeu ele ajuntando-se aos demais na mesa – Por favor, não me tratem com pena.
‒ Desculpe. – Morgan abaixou a cabeça.
Os agentes Todd, Alvez e até mesmo Beth Cruz chegaram à sala, pois foram convocados por Rossi que já deu início a reunião:
‒ Temos dois casos a resolver: um é o sequestro de Aymee onde temos provas de que o desaparecimento de Charles há oito anos possa ter envolvimento com esse e temos agora o mistério da morte de Francine.
‒ Quem é Francine? – indagou Alvez e Rossi deu uma breve explicação a ele.
‒ E o que temos haver com a morte desta detenta? – indagou Beth que fazia suas anotações e todos se entreolharam.
‒ O que tem é que precisamos desvendar a morte dela! – respondeu Seaver bruscamente.
‒ Mas não foi suicídio?
‒ É o que vamos descobrir... – continuou Rossi – Por essa noite Hotch não estará conosco e ele exigiu que trabalhemos neste dois casos, portanto, vou dividir a equipe.
‒ Ele não vai retornar? – perguntou Beth desapontada.
‒ Olha o foco na reunião. – pediu Alvez, mas que também estava sentindo falta de Agatha.
‒ Como está a Agatha? – Seaver estava preocupada com a amiga – Hotchner me ligou comunicando.
‒ Aparentemente bem, mas Hotch preferiu que ela descansasse por essa noite e ele vai ficar com ela.
‒ Mas ele como chefe deveria estar aqui. – retrucou Beth.
‒ Qual é o seu problema? – Seaver ficou impaciente.
‒ Foco nos casos, por favor. – exigiu Black.
‒ Como eu dizia vou dividir a equipe... – continuou Rossi – Todd, Alvez, Seaver, Donovan e Reid ficaram com o caso das crianças, Morgan, Black, Prentiss, Garcia e eu ficaremos com o caso de Francine Carter.
‒ Rossi, por favor, me deixe ficar com o caso de Francine. – apelou Seaver.
‒ Por quê?
‒ Porque a minha amiga está envolvida e se tem alguém querendo prejudica-la eu quero impedir.
‒ Eu posso ficar com o caso das crianças e Seaver fica com vocês no caso de Francine. – ofereceu-se Black.
‒ Está bem, então vamos trabalhar. – disse Rossi levantando-se da mesa – Quem está comigo no caso de Francine vamos nos reunir em outra sala. – todos os que estavam com o caso de Francine levantaram-se e seguiram Rossi.
‒ Eu vou verificar o que a mídia anda informando sobre Aymee. – disse Todd que se retirou da sala.
‒ Devemos começar com as informações, pistas e teorias que temos. – Reid tentou manter o foco.
‒ Eu verifiquei algumas informações no sistema... – Donovan abriu seu notebook – Eu encontrei casos não solucionados de crianças com o nome Lindsey que estão desaparecidas.
‒ Quantas? – indagou Black.
‒ Dez.
‒ Dez? – Alvez ficou perplexo – Teremos que entrevistar os pais de todas essas Lindseys?
‒ Não temos outro jeito. – lamentou Reid – Podemos nos dividir.
‒ Reid e eu entrevistamos cinco e Alvez junto a Cruz as outras cinco. — propos Black.
‒ Eu só faço registros! – protestou Beth.
‒ Eu não posso fazer essas entrevistas sozinho e você já é uma agente. – retrucou Alvez.
‒ Este não é o meu trabalho. – Beth cruzou os braços.
‒ Então porque faz tanta questão de trabalhar conosco? – indagou Black a encarando.
‒ Oras eu... – Beth não soube o que dizer – Está bem eu irei com o agente Alvez.
‒ Donovan passe para todos nós os endereços destas famílias. – exigiu Reid.
‒ Feito. – afirmou ela ao enviar os endereços ao celulares.
‒ Vamos começar de agora. – Black e Reid levantaram-se e retiraram-se da sala, Donovan pegou seu notebook e retirou-se.
‒ Vamos também. – Alvez levantou-se.
‒ Agora? – indagou Beth.
‒ Não podemos perder tempo já se passou muito tempo que a garota Aymee desapareceu.
‒ Mas visitar famílias à noite?
‒ Não podemos perder tempo.
‒ Eu só acho um absurdo o chefe da equipe nos deixar assim!
‒ Ele precisou se afastar.
‒ Se afastou para passar a noite com uma cadete, isso é antiético!
‒ Agente Beth Cruz... – começou Alvez – Você estudou com Aaron Hotchner no colégio.
‒ Como sabe? – Beth arregalou os olhos.
‒ Eu trabalhei na CIA na verdade tive uma experiência eu já sabia que não ficaria lá que voltaria ao FBI, mas que iria trabalhar com essa equipe, portanto, eu fui procurar saber informações de todos os membros.
‒ E tem algum problema de eu ter estudado com ele?
‒ Claro que não, mas essa sua paixão platônica já é demais.
‒ Quem é você para falar essas coisas? – indignou-se ela.
‒ Quem é que não sabe? Você é capaz de tudo para conquistar Aaron Hotchner, é frustrada porque ele nunca te correspondeu preferiu ficar com sua amiga Haley ao invés de você passou anos e infelizmente Haley morreu na mão de um psicopata e você pensou “minha chance”, mas jamais esperava que ele se envolvesse com uma agente.
‒ Ela é uma cadete e não uma agente! – exclamou ela ao se levantar.
‒ Ela é mais agente que você. – ele referiu-se ao profissionalismo de dela.
‒ Se você é o sabe tudo ex-agente da CIA porque ficou surpreso ao saber da tal Francine Carter? Deveria saber de tudo não é?
‒ E como você tem certeza que foi suicídio? – Alvez aproximou-se e a encarou nos olhos.
‒ Porque meu tio recebeu a informação de Hotch sobre isso. – Beth afastou-se e evitou o olhar dele.
‒ Nós recebemos a informação de que a detenta Francine Carter foi encontrada morta em sua cela, mas sem detalhes.
‒ Porque estamos falando disso? O nosso caso não é o das crianças? – Beth ajeitou suas coisas na mesa – Vamos entrevistar as famílias! – e retirou-se da sala.
‒ Pois é eu sei de tudo. – cochichou Alvez para si mesmo antes de sair.
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