Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
39 Capítulo 39 - Aaron Hotchner, o Ciumento
Notas iniciais
Amar é sofrer um instante de saudade, é sentir um segundo de ciúmes, viver um momento de paixão.
(Autor Desconhecido)
Hotchner expos o caso ao agente Luke Alvez que compartilhou a todos algumas informações que tinha sobre o caso dos irmãos Brown. O caso dos gêmeos era o seguinte: os irmãos Adam e Adrian eram matadores de alugueis de elite além de serem traficantes, traficavam drogas para outros países, eles eram contratados para executarem pessoas de alto escalão como empresários, jornalistas, artistas e até políticos, eles faziam esse serviço dentro e fora do país, por isso a CIA estava muito envolvida.
‒ A pedido do presidente que estamos nesta investigação. – explicou o agente Alvez.
‒ O presidente recebeu ameaças? – Agatha não conteve a curiosidade.
‒ Não, mas como alguns políticos já foram assassinados de forma fria o presidente se preocupou, além deles muitas pessoas de alto escalão estavam sendo executadas.
‒ E a CIA descobriu que eram os irmãos Brown? – questionou Morgan – Como?
‒ As evidências não ajudavam muito, tivemos que desenterrar os passados das vítimas e descobrir o que elas tinham de obscuro a ponto de quererem elas mortas e sobre algumas mortes descobrimos quem as encomendou, eu me encontrei com a pessoa e fiz que me revelasse quem eram os matadores.
‒ E os mandantes das mortes? – Blake levantou a questão.
‒ Estávamos confiantes que assim que capturássemos os irmãos Brown nós os faríamos revelar a lista de todos que os contrataram porque só sabemos de um até agora e suspeitamos que eles fizessem parte de uma equipe.
‒ Desconfia que haja mais matadores de alugueis? – perguntou Rossi.
‒ Além de matadores eles eram traficantes, com certeza fazem parte de algo maior. – o agente Alvez ajeitou-se na cadeira – Eu acredito que os outros que morreram com eles neste tiroteio deviam ser seus parceiros.
‒ Isso significa que Andrew Kane também possa ser um matador de aluguel? – indagou Seaver.
‒ Andrew Kane com certeza os contratou para executar todos nós. – manifestou Reid.
‒ Vocês acreditam que são alvos também? – Luke Alvez encarou a todos.
‒ Provavelmente, Andrew Kane culpa a todos nós pela morte da filha. – explicou Hotchner.
‒ Se não tivéssemos descoberto que era Megan que assassinava seus clientes ela não estaria morta. – finalizou Prentiss.
‒ Quem são os suspeitos da morte de Megan Kane? – perguntou Alvez.
‒ Você não deveria dar importância aos irmãos Brown? – quando Agatha levantou essa questão todos a miraram admirados, Hotchner levantou seu olhar sério para ela como forma de repreensão.
‒ Eu preciso estar envolvido totalmente no caso. – respondeu Luke Alvez tranquilamente ao se levantar – Se importam se eu me ausentar um pouco? Preciso fazer uma reserva no hotel.
‒ O que faremos neste tempo? – perguntou Hotchner.
‒ Peço que me aguardem, não irei demorar muito. – Luke Alvez pousou seu olhar sobre a Agatha e depois retirou-se.
‒ “O que faremos neste tempo?” – protestou Morgan – Hotch, você comanda o caso!
‒ Morgan, você sabe que quando a CIA se envolve temos que ser parciais. – manifestou Hotchner.
‒ Você praticamente colocou o caso nas mãos dele, melhor dizendo você entregou de bandeja!
‒ Morgan, não temos tempo para implicância com a CIA. – todos se entreolharam após a repreensão do chefe.
‒ Eu preciso dizer que eu concordo com o Morgan. – afirmou Agatha.
‒ Agatha Silva, faça o favor! – exclamou Hotchner e ela arregalou os olhos ficando assustada – Não podemos implicar com a CIA e da próxima vez pense bem antes de levantar uma questão.
‒ Do que está falando? – Agatha levantou as mãos em demonstração de desentendimento.
‒ Você questionou o agente Alvez porque ele não dava importância somente aos irmãos Brown. – Hotchner fica de pé.
‒ Mas o caso de Megan Kane ainda é nosso! – protestou ela e os demais sentiram a tensão do clima entre o casal.
‒ Estamos trabalhando juntos.
‒ Não é o que parece!
‒ Agatha, mais uma queixa sem fundamento e você está fora do caso. – Hotchner a encarou nos olhos de modo desafiador.
‒ O que? – Agatha ficou perplexa que se levantou da mesa para fita-lo melhor.
‒ Você tem que parar de querer fazer escândalo de querer armar discussão nos casos.
‒ Eu armo escândalo? Eu provoco discussões? – Agatha apontou para si mesma.
‒ Se você não controlar essa sua impaciência de querer resolver um caso logo vai criar discussões e escândalos. – repreendeu ele – Estamos entendidos?
‒ Sim senhor. – Agatha virou o rosto para não encara-lo, pois teve vontade de chorar.
Hotchner se retirou da sala e todos permaneceram em silêncio por alguns instantes até Rossi se manifestar:
‒ Ele está um pouco nervoso, só isso.
‒ Um pouco? – indagou Todd – Ele está bem irritado.
‒ Mas precisava de tudo isso? – Agatha não segurou as lágrimas.
‒ Amiga, não fica assim. – Ashley Seaver levantou-se e foi confortar a amiga com um abraço.
‒ Eu disse que trabalhar com a CIA era problema. – disse Morgan com rispidez.
‒ Vocês não perceberam? – perguntou Prentiss que de séria começou a rir descontroladamente.
‒ Qual é a piada? – perguntou Reid.
‒ Emily, o que foi? – Blake não conteve o entusiasmo em saber.
‒ É tão obvio... – Prentiss controlou a risada – Hotch ficou com ciúmes!
‒ Como assim com ciúmes? – Agatha soltou-se do abraço de Ashley e enxugou as lágrimas.
‒ Vocês não ouviram a cantada dele?
‒ A cantada de quem? – Reid ficou confuso.
‒ Gênio, você precisa ficar ligado aos fatos... – brincou Prentiss – Quando o agente Alvez se apresentou a Agatha vocês lembram-se do que ele disse?
‒ “O FBI anda caprichando em suas admissões... Nunca vi uma agente tão jovem e bonita”. – respondeu Blake ao se recordar.
‒ “E a CIA admite agentes muitos observadores”. – Rossi repetiu o que Hotchner havia respondido ao agente Alvez.
‒ Evidente! – concordou Morgan que não segurou o riso.
‒ Eu ainda não compreendi. – afirmou Reid ainda confuso.
‒ É sério que não? – indagou Todd que igual o restante já havia captado a razão.
‒ Ele só fez um elogio. – manifestou Reid.
‒ Spencer, isso foi uma cantada! – exclamou Blake.
‒ Eu não acredito que Hotch esteja irritado com isso. – discordou Agatha.
‒ Eu acredito que sim. – garantiu Prentiss – Agatha fica calma isso é ciúmes.
‒ Faz sentido. – Rossi apoiou a teoria de Prentiss – Aaron sabe ser profissional, ele não está tão nervoso porque tem que trabalhar com a CIA, já vivemos situações piores em que ele manteve o profissionalismo.
‒ Mas quando o assunto envolve... – Morgan apontou para Agatha – Eu acho que ele perdi um pouco do profissionalismo.
‒ Eu discordo! – protestou Agatha.
‒ Eu concordo. – disse Ashley – Amiga, ele está com ciúmes.
‒ Vocês acham? – Agatha mirou a todos.
‒ Agora eu começo a crer que sim. – finalmente Reid concordou.
‒ Será? – Agatha ficou relutante em aceitar a hipótese de Prentiss.
Será que o agente Aaron Hotchner está com ciúmes?
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