Notas iniciais
Oi pessoal! Desculpas pela demora, passei e ainda 'tô passando um sufoco com meu PC que 'tá dando problemas, enquanto não dá pra trocar meu marido 'tá fazendo o possível para que este PC não nos deixe, esses dias ele bagunçou toda as funções do teclado, e outras coisas que penamos para arrumar, torçam para que esse PC seja forte e aguente. Vou avisar desde já, essa semana eu pretendo postar mais um capítulo, mas por ser semana de Natal talvez não consiga estarei um pouco atarefada então possa ser que o próximo saia depois do Natal, estava muito afim de escrever uma one totalmente paralela a essa fic de Natal envolvendo Criminal Minds, mas não sei se irei conseguir... Eu espero que gostem do capítulo 33 e boa leitura! =)

Hotchner junto a Agatha foram recebidos pelo governante da residência do juiz Brooks. A residência era uma enorme mansão luxuosa, assim que chegaram eles se uniram aos demais que estavam discutindo o caso em um escritório cedido pelo juiz, o escritório parecia uma enorme sala, era uma mistura de gabinete com sala de estar.

Haviam vários estofados vermelhos espalhados pelo escritório, uma mesa propicia para reunião com várias cadeiras giratórias, em um canto do cômodo havia uma mesa redonda com água, café, suco e alguns petiscos, as cortinas cor carmim davam um charme ao lugar junto às luminárias do teto.

‒ Eles chegaram. – disse Todd assim que Hotchner e Agatha adentraram o ambiente.

‒ É aqui que iremos ficar? – perguntou Hotchner observando o local.

‒ Para trabalhar sobre o caso sim, mas para descansar cada um tem o seu quarto. – respondeu Rossi – O que podem falar da cena do crime? – Hotchner junto a Agatha narraram o que viram e explicaram o que haviam teorizado até aquele momento.

‒ Prentiss e eu estudamos as vítimas. – começou Morgan.

‒ Mathew Richardson, 43 anos, um engenheiro milionário e muito conhecido, estava no segundo casamento com uma jovem de 19 anos, mas tinha filhos do primeiro matrimônio um casal de gêmeos que hoje tem 12 anos. – continuou Prentiss.

‒ Clark Johnson, 55 anos, banqueiro aposentado e milionário, casado há vinte anos, tinha uma filha de 13 anos. – finalizou Morgan. – Mark Gordan, 55 anos, casado com três filhos pequenos.

‒ Além de serem milionários o que eles tinham em comum eram serem casados e ter filhos. – explicou Prentiss.

‒ Bom, as mortes não foram explicadas direito aos familiares... – disse Blake servindo-se de café – Seaver e eu entrevistamos a família do senhor Richardson.

‒ Quanto à ex-esposa e a atual acreditam que foi suicídio. – explicou Seaver.

‒ Suicídio? – indagou Agatha se acomodando em um dos confortáveis estofados vermelhos – Porque elas pensam isso?

‒ O juiz deve ter pedido que elas tivessem esse tipo de informação. – respondeu Rossi – Eu entrevistei a esposa de Clark Johnson, ela já se lamentou que a culpa da morte do marido seja dela pelo fato de não ter sido uma boa esposa e a do senhor Gordan a mesma coisa.

‒ Elas precisam saber a verdade. – disse Hotchner pensativo – Uma coisa é o juiz não querer que a mídia saiba, mas os familiares não saberem da verdade é falta de respeito.

‒ O juiz quer a todo custo preservar a “boa imagem” destes homens. – comentou Agatha com desdém.

‒ Eu estudei o perfil geográfico... – disse Reid – Os três crimes ocorreram tudo na mesma região de Dallas, o engraçado que os hotéis aonde as vítimas foram encontradas são próximos um do outro.

‒ Estranho. – concordou Ashley – Porque tão próximos?

‒ Bom, é certeza de que as três vítimas faziam programa com a mesma garota. – disse Morgan.

‒ Mas porque eles foram aos programas em hotéis tão próximos um do outro? Eu analisei os endereços e a residência do senhor Richardson é próxima ao hotel que ele foi encontrado. – disse Reid ao olhar um mapa em suas mãos.

‒ Tem homens que levam as garotas para fazerem programa na própria residência. – explicou Agatha.

‒ Mas quando as esposas e filhos não estão em casa não é? – perguntou Prentiss.

‒ Normalmente quando estão viajando.

‒ Se eles fizeram programa com a mesma garota porque estamos investigando tanto? – indagou Todd – Com certeza alguém deve saber quem é ela.

‒ E se eles faziam programas com mais de uma? – especulou Reid – Agatha isso poderia ser possível? Eu pergunto apenas para...

‒ Não se preocupe Reid... – respondeu ela que se levantou para pegar café – Respondendo a sua pergunta é muito possível sim, eles fazerem programa com mais de uma.

‒ Eu creio que a preocupação do juiz seja algo muito maior do que a boa imagem destes homens. – disse Rossi em surdina.

‒ Eu não compreendi. – expos Ashley que também se serviu de café.

‒ Se as vítimas faziam programas com mais de uma garota... – começou Prentiss pensativa.

‒ Significa que há mais homens conhecidos do juiz que façam... – continuou Blake.

‒ É provável que o juiz também. – finalizou Morgan aos cochichos – Que falta eu sinto trabalhar em uma sala de delegacia.

‒ Por isso o juiz possa estar temendo algo pior! – exclamou Ashley entendendo o raciocínio de todos.

‒ Ele e qualquer outro homem correm perigo. – concluiu Hotchner.

‒ Hotch, vamos precisar conversar com o juiz. – propôs Agatha.

‒ Eu concordo. – respondeu ele – Dave, você vem comigo?

‒ Com certeza meu amigo.

‒ Vou pedir para Garcia analisar os gastos das vítimas. – disse Morgan – Poderemos encontrar alguma pista, quem sabe. – todos ficaram de acordo.

Hotchner e Rossi se retiraram da sala e informaram ao governante da casa que desejavam conversar com o juiz.

***

Garcia saboreava seu café descafeinado enquanto Donovan mastigava com prazer um pedaço de bolo de chocolate quando o telefone tocou:

‒ O que ordena meu Mousse de Chocolate? – perguntou Garcia ao atender.

Como sempre, disposta a fazer tudo.— respondeu Morgan aos risos do outro lado.

‒ Para você sou totalmente disposta.

Está bem minha querida... Eu preciso que você e Donovan analisem todos os gastos das vítimas nestes últimos três meses.

‒ Xeretar os gastos, pode deixar.

Até mais meu amor!

‒ Até mais Trovão de Chocolate, Garcia desliga.

‒ Penélope eu posso te fazer uma pergunta? – perguntou Donovan limpando seus lábios sujos de calda de chocolate.

‒ Faça querida! – Garcia sentou-se a frente de seu computador.

‒ Você e o agente Derek Morgan são apenas amigos mesmo?

‒ Ai Maeve! – Garcia começou a gargalhar – Somos apenas amigos, temos essas brincadeiras, mas apenas amigos, eu amo muito ele, mas como um irmão um amigo, Derek é tudo para mim, mas não desta maneira.

‒ O engraçado é que vocês se tratam assim sem se importar se alguém do departamento vai reclamar.

‒ No começo com a supervisora anterior a Erin Strauss, ela sempre mandava reclamações ao nosso chefe o Hotch sobre Derek e eu até que um dia ela desistiu.

‒ A relação de vocês é bonita, desculpa a minha pergunta.

‒ Imagina querida Maeve, você não é a primeira e nem a última a perguntar... Agora já que estamos nessa de perguntas e respostas me diga: Você está interessada no Spencer?

‒ O que? – Donovan quase caiu da cadeira – Eu interessada no Spencer? Jamais... Porque você pergunta isso?

‒ Maeve desde a sua chegada notei os olhares, quanto os seus e quanto os dele e outra coisa: eu reparei quando você entregou os arquivos deste último caso a todos reunidos na mesa que as suas mãos tocaram a dele, não sei dizer quem ficou com mais vergonha.

‒ Penélope você está vendo coisas! – Donovan sentiu seu rosto corar.

‒ Você está vermelha! – Garcia ri – Ora Maeve, seja sincera comigo.

‒ Está bem... – Donovan ajeitou-se de frente a seu computador – Eu o acho uma graça...

‒ Ó que lindo!

‒ Mas sei lá, ele não parece interessado.

‒ Como não parece interessado? Maeve você é cega? Ele fica desconcertado quando você está próxima... Vocês dois formam o casal mais perfeito!

‒ Exagero da sua parte.

‒ Não é exagero, vocês formam um casal maravilhoso assim como Hotch e Agatha.

‒ Apesar do jeito sério do chefe o olhar dele de apaixonado para Agatha Silva é notável, isso ele não sabe esconder.

‒ E como... Agora vamos ao trabalho. – Garcia começou a digitar em seu computador e Donovan fez o mesmo.

***

‒ Eu não estou compreendendo! – exclamou o senhor Brooks sentado a sua mesa de seu escritório particular – Porque insistem que eu também saia com garotas de programa?

‒ Senhor Brooks, para que trabalhemos neste caso é necessário que o senhor seja sincero. – disse Hotchner que estava de pé próximo a uma janela das cortinas cor carmim igual a da sala em que a equipe estava.

‒ Senhor Brooks, o senhor também corre perigo. – disse Rossi sentado a uma cadeira de frente ao juiz.

‒ Como assim? – o senhor Brooks arregalou os olhos amedrontado – Expliquem isso!

‒ Se o senhor também faz programas com as mesmas garotas que as vítimas faziam o senhor pode ser uma vítima em potencial. – explicou Hotchner – Mas eu acredito que o senhor já tema por isso.

‒ Por isso está tão preocupado com esse caso, mas tem medo de sua esposa descobrir. – concluiu Rossi.

‒ A minha esposa não pode descobrir. – implorou o juiz abrindo uma gaveta de sua mesa.

‒ O que é isso? – perguntou Rossi ao pegar da mão dele um cartão de visita.

‒ Este contato que me arrumou programas algumas vezes.

‒ Estranho, aqui no cartão diz: Rachel Sanders, Compra, Venda e Alugueis de Imóveis... Como isto aqui pode ser útil para nossa investigação?

‒ Entrem em contato com ela e eu repito: minha esposa não pode saber de nada.

‒ Entendido. – disse Hotchner e Rossi se levantou para sair do escritório junto a ele.

‒ Antes que me esqueça... – disse o juiz acendendo seu charuto – Quando forem ao encontro dela de preferência que seja um casal. – Hotchner e Rossi não questionaram, apenas concordaram e saíram.

***

‒ Ela é uma cafetina. – disse Agatha ao ler o cartão entregue a Rossi.

‒ Tem certeza? – perguntou Prentiss curiosa ao pegar o cartão da mão dela.

‒ Eu detesto ter que menciona-lo, mas fazer o que... John Curtis tinha negócios assim apenas fachada para trabalhar com prostituição. – Agatha mirou Hotchner ao falar.

‒ Eu já entendi. – disse Blake – Essa mulher finge vender casas e alugar, mas na verdade ela trabalha com garotas de programa.

‒ Devemos falar com ela. – disse Morgan.

‒ Você e o Reid devem ir. – sugeriu Hotchner.

‒ Aaron se lembra do que o juiz disse quando saíamos do escritório? – perguntou Rossi.

‒ Sobre?

‒ Que ao ir conversar com essa cafetina de preferência que fosse um casal.

‒ Eu já entendi. – disse Ashley – Um casal deve ir “interessado em comprar uma casa”.

‒ A Prentiss poderia ir com o Morgan. – disse Reid.

‒ Garcia pode ficar com ciúmes. – brincou Blake.

‒ Morgan e eu teríamos que fingir que somos um casal? – perguntou Prentiss.

‒ Só para o primeiro contato com ela. – explicou Hotchner.

‒ Temos um casal de verdade aqui, porque não usa-los? – perguntou Todd e todos se entreolharam e depois encararam Hotchner e Agatha.

‒ Que seja. – concordou Agatha.

‒ Está certo. – Hotchner pegou seu celular e discou o número do cartão de visita.

***

Hotchner estacionou o carro de frente a uma enorme casa branca e luxuosa com um belo jardim, Agatha ao descer do carro ficou encantada com as rosas vermelhas que ali tinham.

Desta vez Agatha não usava uma roupa formal de trabalho que denunciasse que ela era uma agente do FBI, ela havia optado por um vestido lilás tomara que caia de comprimento até os joelhos, calçava sapatos scarpin preto, e seus cabelos estavam soltos jogados para o lado, já Hotchner usava seu social de sempre a diferença é que não usava gravata e deixou a gola mais despojada.

‒ De todos os casais que já recebi vocês são os mais formidáveis! – exclamou uma mulher ao sair da casa, ela era loira aparentava ter uns quarenta anos, ela fazia uso de um terno social feminino cor grafite e calçava sapatos pretos.

‒ Senhora Sanders é um prazer conhece-la! – respondeu Agatha indo ao encontro da mulher na calçada para cumprimenta-la enquanto Hotchner apenas a seguiu calado.

‒ Vocês vão adorar essa casa, é perfeita para vocês! – a mulher puxou Agatha gentilmente pela mão para dentro da luxuosa casa e Hotchner as seguiu.

A casa tinha uma bela iluminação, era bem estruturada, mas não tinha muitos móveis, a mulher os guiou até a cozinha que de móveis tinha: uma mesa redonda de madeira com quatro cadeiras e, uma geladeira e um micro-ondas.

A pedido dela Hotchner e Agatha sentaram-se a mesa e ela começou a falar:

‒ Pelo visto fizeram como o combinado.

‒ Rachel Sanders é o seu nome verdadeiro? – finalmente Hotchner falou.

‒ Sim é o meu nome verdadeiro.

‒ Então você que arruma os programas para homens como o senhor Brooks. – disse Agatha.

‒ O que eu arrumo são encontros, prefiro que diga assim. – a senhora Sanders tirou do bolso de sua calça um maço de cigarros e um isqueiro.

‒ Precisamos dos nomes das garotas que você arrumou encontro para esses homens. – Hotchner tirou do bolso um papel com o nome das vítimas.

‒ Eu preciso ver a qual lista eles pertencem. – ela acendeu um cigarro e deu uma tragada.

‒ Como assim “lista”? – indagou Agatha enrolando os cabelos para trás para que eles não ficassem com cheiro de cigarro.

‒ Algumas garotas tem a sua própria lista de clientes, já algumas eu arrumo os encontros quando pedem.

‒ Poderia explicar sobre essa lista? – apesar de Agatha já ter sido uma garota de programa de luxo o assunto da lista era algo novo para ela.

‒ É simples: algumas garotas possuem uma lista de clientes, o combinado e a preparação do encontro ficam por conta delas, os encontros que eu arrumo são para as que não possuem na maioria para as novatas deste ramo.

‒ Por favor, precisamos que verifique as listas. – pediu Hotchner.

‒ Eu espero que o FBI não acabe com meu negócio, eu vou logo avisando: eu não forço ninguém a trabalhar com isso e todas as minhas bonecas são maiores de idade.

‒ A lista. – exigiu Hotchner.

‒ Certo. – ela se levanta e sai da cozinha com o papel que Hotchner mostrou a mão.

‒ Você nunca trabalhou com lista? – perguntou Hotchner em surdina.

‒ Como? – Agatha espantou-se, pela primeira vez ele havia perguntado algo sobre seu trabalho como garota de programa, ela sabia que aquilo o incomodava – Não... Eu não tinha lista, ele você sabe quem que me mandava os clientes.

‒ Aqui está... – a senhora Sanders voltou com uma pasta preta à mão, ela sentou-se e começou a procurar pelos nomes que Hotchner havia mostrado no papel – Estão aqui.

‒ Onde? – Agatha esticou-se um pouco para poder olhar melhor os nomes na lista.

‒ Mathew Richardson, Clark Johnson e Mark Gordan são pertencentes à lista da boneca Megan Kane. – a mulher apontou os nomes na lista para que Agatha os visse.

‒ A senhora não arruma encontros para ela? – perguntou Hotchner.

‒ Como eu disse antes: apenas para as que não possuem lista.

‒ Nos fale sobre essa Megan Kane. – pediu Agatha.

‒ Eu espero não ter problemas com isso, mas irei cooperar porque não é nada legal para os meus negócios ter uma boneca matando seus clientes. – ela acendeu outro cigarro – Megan Kane... Hoje ela tem 25 anos, é uma das bonecas mais belas que eu tenho, até mesmo sem maquiagem ela consegue ser bonita, é loira alta dos olhos claros, tem um corpo formidável nunca precisou de plástica, se cuida muito bem, ela mantém a forma.

‒ Como a conheceu? – perguntou Hotchner.

‒ É aí que eu tenho medo de que isso se complique para mim... Megan é filha de um cliente veterano meu o senhor Andrew Kane, ele sempre procurou por encontros há mais de dez anos.

‒ Espere um momento... – Agatha ficou confusa – A senhora só atende homens de alto escalão, correto?

‒ Se não podem pagar mais de cinco mil em um encontro não há negócio.

‒ Então isso significa que esse cliente Andrew Kane é milionário.

‒ Ele trabalhou a vida toda com modelos, suas modelos desfilam em coisas de grife, ele trabalha para grandes marcas com suas modelos para grandes empresas se eu for citar todas ficarei a noite toda.

‒ Se ele é milionário desta maneira, porque a filha dele quis trabalhar como Boneca de Luxo? – perguntou Hotchner entendendo o questionamento de Agatha.

‒ Eu questionei isso apenas três vezes, Megan nunca me deu uma resposta concreta, mas foi ela que me procurou querendo o serviço eu não a forcei a nada.

‒ Onde podemos encontra-la agora? – perguntou Agatha.

‒ Ela tem vários apartamentos, a maioria os clientes que os mantém, melhor dizendo muitos clientes agradam as garotas assim: com um apartamento, um carro, planos de saúde e assim vai.

‒ Precisamos de todos os endereços. – disse Hotchner.

‒ Está bem... – a senhora Sanders se levanta – Mas que fique claro: se questionarem vocês descobriram tudo sem minha ajuda. – e ela foi buscar os endereços para Hotchner e Agatha.

Notas finais
Eles tem um nome... Será que essa Megan Kane está matando seus clientes mesmo? E que fofo a conversa de Maeve e Garcia sobre Reid... Será que teremos um novo casal? Espero que tenham gostado, até o próximo! =)