Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

23 Capítulo 23 - O Beijo de Uma Rosa


Notas iniciais
Oi pessoal! E pela milésima vez eu peço desculpas por atraso em postagem, mas eu queria caprichar muito neste capítulo, mas muito mesmo! Espero que possam gostar porque eu acredito que 'tá cheio de emoções! Boa leitura! =)

Baby, eu comparo você a um beijo de uma rosa sobre o cinza

Quanto mais eu consigo de você, mais estranho parece, sim

Agora que sua rosa está florescendo

Uma luz atinge a obscuridade sobre do cinza

(Kiss From Rose — Seal)

Garcia e Donovan conseguiram mais informações do suspeito e informaram à equipe que já estava a caminho:

O endereço da onde ele possa estar já foi enviado para todos vocês.— disse Garcia no viva voz.

‒ É certo de que ele se encontra neste endereço? – perguntou Blake enquanto checava as informações enviadas ao seu celular.

Sim...— respondeu Donovan – A empresa de telefonia para qual ele trabalha nos informou que ele estaria fazendo um reparo em um poste telefônico.

‒ O que vocês descobriram mais? – perguntou Rossi enquanto dirigia.

Collin Johnson...— começou Garcia – Ele tem trinta e cinco anos, trabalha nesta empresa há dez anos, mas já trabalhou para uma empresa concorrente e teve algumas queixas contra ele.

‒ Que tipo de queixas? – perguntou Morgan enquanto dirigia o outro carro.

Uma cliente fez uma queixa sobre ele ter sido inapropriado com ela quando foi realizar uma instalação telefônica em sua casa. – respondeu Donovan.

‒ O que vocês descobriram do passado dele? – perguntou Prentiss que estava no carro em que Morgan dirigia.

Ele teve vários problemas quando criança e adolescente na escola...— respondeu Garcia – Se envolveu em muitas brigas e... Que covarde!

‒ O que foi Garcia? – perguntou Ashley que estava sentada ao banco de trás do carro em que Morgan dirigia.

Ele chegou a ser expulso de três escolas porque as brigas eram com garotas.

‒ Ele agredia as meninas? – perguntou Todd que estava no carro em que Rossi dirigia.

Sim...— respondeu Garcia escandalizada – As ocorrências escolares registraram de que ele era abusado com as garotas e que chegava a agredi-las.

‒ Que horror! – exclamou JJ que também estava no carro junto a Rossi e Todd.

‒ Ele sempre quis ter atenção das garotas, ele não recebia a atenção desejada então às agredia. – explicou Reid que estava no mesmo carro que Morgan.

Isso não é motivo para agressão!— afirmou Donovan indignada.

‒ Não é mesmo. – concordou Reid.

‒ Chegamos. – informou Rossi.

Se cuidem, Garcia e Donovan desligam!— Garcia encerrou a chamada.

A equipe chegou ao endereço ao qual estaria Collin Johnson o suspeito que eles procuravam. Quando desciam dos carros avistaram um homem com macacão azul marinho descendo de um poste.

‒ É ele. – afirmou Prentiss ao verificar a foto que tinha dele em seu celular.

‒ Collin Johnson! – exclamou Morgan – FBI!

‒ Ele está fugindo! – exclamou Blake.

‒ Vamos pega-lo! – exclamou Morgan que começou a correr atrás do suspeito.

A equipe precisou se separar, algumas viaturas chegaram e cercaram o lugar para que ele não fugisse.

Cada um correu para um lado, o suspeito corria rápido e por alguns momentos Morgan o perdeu de vista, mas não deixou de correr.

Collin Johnson tentava fugir a todo custo, alguns policiais o avistaram, mas Collin sacou sua arma e começou a atirar para conseguir fugir e chegou atingir dois policiais.

‒ Cuidado o suspeito anda armado. – informou Ashley pela escuta presa a seu colete, pois ela quase foi baleada por ele.

‒ Liberado para atirar assim que o encontrarem. – ordenou Rossi pela escuta.

Collin era um homem forte e rápido ele deu uma boa canseira em todos, Morgan chegou a ficar irritado.

Quando Prentiss e Blake o avistaram elas atiraram, mas Collin se escondeu entre alguns carros parados na rua e não foi acertado ele ainda revidou os tiros e um deles pegou o braço de Prentiss.

‒ Emily! – exclamou Blake indo acudi-la.

‒ Vá atrás dele. – pediu Prentiss gemendo de dor pelo tiro.

‒ Agente atingido... – informou Blake pela escuta – Eu informo agente atingido, Emily Prentiss foi atingida.

‒ Blake você cuida dela, chame uma ambulância. – ordenou Rossi enquanto corria pelas ruas atrás do suspeito.

Algumas pessoas que caminhavam pelas ruas se assustaram ao verem Collin correndo pelas ruas com uma arma na mão e para dificultar sua captura ele atirou em pessoas inocentes aonde chegou a acertar uma mãe com uma criança no colo.

‒ Ele está atirando para tudo quanto é lado! – exclamou JJ que corria pelas ruas junto a Todd – Estou ouvindo os tiros!

‒ Eu também. – afirmou Rossi pela escuta.

‒ Inocentes foram atingidos. – informou Ashley que foi acudir a mulher com a criança.

Collin estava ganhando o jogo, com os tiros disparados ele conseguia fugir da equipe, Reid o avistou e disparou um tiro, mas Collin conseguiu fugir e o tiro acertou um carro sem motorista e Collin ao correr tentou atirar em Reid que se desviou do tiro se escondendo em um poste.

Collin avistou um homem que entrava em um carro pronto para dar partida, ele apressou-se e ameaçou o homem para que ele desse as chaves do carro o homem amedrontado entregou as chaves e antes de entrar no veiculo Collin lhe deu um tiro.

Quando Collin ligou o carro ficou triunfante achando que havia conseguido escapar, mas foi surpreendido por alguém que se aproximou do veiculo:

‒ Collin Johnson, FBI! – era Agatha que havia chegado para ajudar na captura – Saia do veiculo com as mãos para cima! – ela usava um colete a prova de balas e apontava sua arma para o carro.

Collin abriu a porta do carro e saiu só que em vez dele levantar as mãos ele apontou a arma para Agatha na intenção de atirar, mas Agatha foi mais ligeira e apertou o gatilho da sua arma e atingiu Collin com um tiro no peito.

‒ Suspeito apreendido. – informou Agatha pela sua escuta – Repito suspeito apreendido.

Morgan e Rossi chegaram à rua em que Agatha se encontrava e espantaram-se ao ver Collin caído ao chão, JJ e Todd também chegaram e fizeram pedido de uma ambulância.

‒ Agatha... – disse Rossi se aproximando enquanto Morgan checava se Collin tinha pulso – Como chegou aqui?

‒ Ashley me passou as coordenadas. – respondeu Agatha – Ao chegar eu ouvi os tiros e comecei a persegui-lo.

‒ Você que o atingiu?

‒ Ele tentou atirar em mim... Foi um tiro limpo!

‒ E eu acredito que foi mesmo. – Rossi colocou a mão no ombro de Agatha.

‒ Ele ainda está vivo. – informou Morgan.

‒ Se ele nunca foi baleado agora deve saber como é ser atingido. – respondeu Agatha.

A ambulância chegou e além de acudir o suspeito, Prentiss e as outras vítimas também foram acudidas.

***

Collin Johnson foi levado para o hospital, Prentiss teve sorte que o tiro em seu braço foi de raspão então não teve complicações.

A equipe se reuniu no hospital em que Hotchner estava Jéssica ficou contente que Agatha havia voltado, mas as noticias que tinha de Hotchner eram as mesmas, ele permanecia desacordado.

Agatha ficou junto a Jéssica na sala de espera enquanto os demais foram tomar um café na cantina do hospital.

‒ Como ela foi tão rápida assim? – perguntou Blake.

‒ Eu passei as coordenadas para ela por celular. – respondeu Ashley.

‒ O desgraçado era rápido demais! – reclamou Morgan – Eu temi que não fossemos pega-lo.

‒ Será que ele vai sobreviver? – perguntou Prentiss enquanto verificava o curativo de seu braço.

‒ Collin Johnson? – indagou JJ.

‒ Sim.

‒ Parece que sim. – respondeu Todd sem entusiasmo.

‒ Agatha disse que ele ia atirar nela. – explicou Rossi – Ela precisou atingi-lo.

‒ E fez o certo. – concordou JJ – Ele estava atirando para tudo quanto é lado.

‒ Vejam só meu braço. – respondeu Prentiss.

‒ Eu quase fui atingida. – contou Ashley.

‒ E o Hotch? – perguntou Blake.

‒ Ainda desacordado. – respondeu Rossi.

***

‒ Eu acho que já está na hora de eu ir embora. – disse Hotchner a Haley.

‒ Ir embora? – indagou Haley – Você quer dizer que precisa voltar?

‒ Sim. – afirmou ele que junto a Haley estava sentado ao gramado com a rosa vermelha na mão.

‒ Que susto! – exclamou Haley respirando aliviada – Quando você disse “ir embora” temi que fosse outra coisa.

‒ Eu preciso pedir Agatha em casamento.

‒ E precisa mesmo. – Haley se levanta – Você se recorda do caminho?

‒ Sim. – Hotchner se levanta.

‒ Adeus Aaron. – Haley o abraça – Tudo de bom para você!

‒ Obrigado Haley... Obrigado pelo apoio!

‒ Obrigada pelo cuidado que Jéssica e você tem com o Jack... Fico feliz em saber que meu filho cresce bem.

‒ Ele teve uma mãe incrível que ensinou coisas boas.

‒ E tem um pai e uma tia incrível e em breve terá uma segunda mãe maravilhosa!

‒ Segunda mãe? – entre o abraço Hotchner fitou Haley nos olhos.

‒ Madrasta é uma palavra feia pelo menos eu acho, eu creio que Agatha irá ser uma segunda mãe e uma mãe incrível!

‒ Haley você é demais.

‒ Agora chega de conversa... – Haley se solta do abraço – Agora volte, peça ela logo em casamento, se casem e deem um irmão ou uma irmã a Jack, ele está muito sozinho!

‒ Está bem... – Hotchner sorri – Adeus Haley!

‒ Adeus Aaron! – Haley caminha entre as flores do lugar até Hotchner não avista-la mais.

Hotchner seguiu pelo caminho que havia feito com Haley quando chegou aquele lugar, ele não sabia se tudo aquilo era uma miragem, chegou a pensar que estava alucinando, mas sendo verdade ou sendo uma coisa de sua cabeça ele gostou de viver aquele momento, ter reencontrado Haley daquela maneira foi ótimo e ficou agradecido pela compreensão dela e pela felicidade que ela tinha por ele e por Agatha.

Quando Hotchner chegou ao lugar que avistou de primeira ele observou o ambiente por alguns minutos, ele ainda segurava a rosa vermelha, ele levou a rosa até seus lábios e fechou os olhos.

***

A equipe resolveu ficar aquela noite no hospital, Garcia e Donovan foram até o encontro deles e todos se reuniram junto a Jéssica e Agatha na sala de espera para aguardaram notícias de Hotchner, já havia anoitecido e nada de informações novas.

Depois de algumas horas o médico foi procurar por Jéssica e Agatha para novas notícias:

‒ Como ele está? – apressou-se Agatha a perguntar assim que viu o médico.

‒ A transfusão de sangue foi feita, eu acredito que em breve ele melhore. – respondeu o médico.

‒ Ele ainda está desacordado? – perguntou Jéssica.

‒ Sim.

‒ Podemos vê-lo? – perguntou Agatha aflita.

‒ A noite é permitido o visitante ficar o tempo que queira, mas apenas uma pessoa.

‒ Agatha vai você. – pediu Jéssica.

‒ Tem certeza? – perguntou Agatha.

‒ Sim, fica com ele. – insistiu Jéssica.

‒ Quando você quiser visita-lo me chame. – pediu Agatha e Jéssica assentiu então o médico acompanhou Agatha até o quarto de Hotchner enquanto Jéssica ficou com os demais na sala de espera.

O médico deixou Agatha no quarto e se retirou. Agatha puxou o banco como fez da outra vez e sentou-se ao lado de Hotchner segurando sua mão.

Agatha ficou a fitar Hotchner por quase uma hora, cansou-se de ficar sentada então empurrou o banco e ficou de pé diante da cama, ela segurava a mão de Hotchner com firmeza enquanto o mesmo ainda estava desacordado.

Agatha levou suas mãos ao rosto de Hotchner para acaricia-lo não se aguentando mais começou a chorar e falar com ele:

‒ Hotch... Eu peguei o infeliz que te machucou... Nós o pegamos... Ele não pode ferir mais ninguém... – Agatha enxuga as lágrimas – Hotch, por favor, acorda... Eu preciso de você... Eu te amo muito! – Agatha aproximou-se mais de Hotchner e deu um beijo em seus lábios.

‒ Agatha... – murmurou Hotchner ao abrir os olhos com um pouco de dificuldade.

‒ Hotch! – exclamou Agatha – Hotch meu amor! – ela voltou a chorar.

‒ Meu amor... – respondeu ele que conseguiu abrir os olhos e levantou suas mãos para tocar o rosto dela.

‒ Eu temi que você fosse embora... – ela volta acaricia-lo no rosto – Eu fiquei com medo!

‒ Eu estou aqui... Eu fui despertado pelo seu beijo.

‒ Hotch... – Agatha sorri entre as lágrimas.

‒ Toda vez que seus lábios tocam o meu é como se eu fosse beijado por uma rosa.

‒ Hotch eu tive tanto medo de perder você.

‒ Você não vai se livrar de mim tão cedo. – ele sorri.

‒ E quem disse que eu quero me livrar de você? – ela se afasta dele – Eu preciso avisar o médico que você acordou.

‒ Espere... – Hotchner com dificuldade ajeitou-se na cama para ficar sentado.

‒ O que foi? – ela volta a se aproximar dele.

‒ Eu preciso te pedir uma coisa. – ele a fita nos olhos.

‒ Qualquer coisa. – ela beija a testa dele – O que você quiser meu amor.

‒ Está bem... – Hotchner pega na mão de Agatha e a fica fitando por alguns segundos em silêncio.

‒ Pode dizer. – pediu ela.

‒ Agatha Cristina da Silva você aceita a se casar comigo?

‒ Casar? – Agatha fica admirada – Você... Você disse... Você disse “casar”?

‒ Sim... – enquanto segurava a mão dela com uma mão ele usou a outra para acaricia-la no rosto – Você aceita ser minha esposa?

‒ Eu... Eu... – Agatha fica sem palavras e começa a gaguejar – Eu... Eu...

‒ Gostaria de se tornar a Senhora Hotchner?

‒ É claro que eu... – Agatha respira fundo – É claro que eu aceito! – mesmo estando um pouco debilitado Hotchner puxa Agatha com delicadeza para um beijo.

Notas finais
Quantas emoções! A caçada ao suspeito foi tensa quase não conseguiram, mas finalmente pegaram o infeliz! Hotch pediu Agatha em casamento, que fofo! (Chorei quando escrevi essa cena) foi lindo demais! Vou deixar aqui o link da música "Kiss From Rose" do Seal, essa música me deu inspiração para escrever esse capítulo e por isso o refrão dela é citado no início, quem quiser ouvir aqui estará o link... Link: https://www.youtube.com/watch?v=3za980qTb0M Beijos até o próximo! =)