Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

19 Capítulo 19 - Um Suspeito Nada Suspeito


Notas iniciais
Capítulo 19 na área para vocês queridos leitores e mais uma vez obrigada pelos favoritos, acompanhamentos, visualizações e comentários... Comentários do capítulo 18 serão respondidos. ;) Boa leitura! =)

‒ Agente Hotchner! – chamou Todd ao entrar na sala totalmente eufórica.

‒ Todd o que aconteceu? – perguntou Agatha admirada com a maneira que Todd entrou na sala.

‒ Parece que o suspeito atacou novamente... – respondeu Todd recuperando sua postura.

‒ Hoje? – perguntou Hotchner.

‒ Sim... Enquanto eu estava com a delegada Martin um policial disse que receberam uma chamada sobre uma mulher de classe média que foi atacada em sua casa, parece que ela está viva.

‒ Precisamos ir para lá agora... – disse Hotchner ao se levantar – Seaver, Agatha e Todd iremos para lá agora!

‒ Sim senhor! – respondeu as três em coro.

***

Hotchner, Agatha, Ashley e Todd chegaram a casa da possível vítima do suspeito, havia várias viaturas da polícia espalhada pela rua onde a mesma morava.

Quando eles adentraram a casa encontraram a vítima que era uma mulher de meia idade sendo consolada por um senhor que aparentava ser seu marido, a delegada Martin junto a alguns policiais os interrogavam:

‒ O senhor tem certeza disso? – perguntava um policial ao homem enquanto fazia anotações em um bloco de notas.

‒ Sim... Ele é negro e parece ter um metro e oitenta. – respondeu o homem abraçado a sua esposa.

‒ Divulguem essa informação o mais rápido possível! – exigiu a delegada Martin aos policiais.

‒ Sim senhorita! – responderam os policiais aos se retirarem.

‒ O que aconteceu? – perguntou Hotchner a delegada.

‒ Mag Gordan estava preparando o almoço quando foi atacada pelo criminoso... – explicou a delegada – O criminoso invadiu a propriedade e a atacou na cozinha.

‒ O marido estava em casa? – perguntou Ashley.

‒ Ele chegou para o almoço como no horário de costume e encontrou o criminoso em uma luta corporal com sua esposa, eles brigaram fisicamente e o criminoso assustado fugiu. – respondeu a delegada – Vamos divulgar o retrato falado.

‒ Eu não tenho prática em traçar perfis, mas parece que tem algo errado não é? – perguntou Todd notando algo de errado com tudo aquilo.

‒ Todd você não está errada... – respondeu Agatha – Tem algo errado.

‒ Muito errado. – confirmou Ashley.

‒ Eu não compreendo as senhoritas. – retrucou a delegada – O que está errado?

‒ Ele atacou em plena luz do dia... – respondeu Hotchner que entendeu os pensamentos de suas agentes – E ele atacou em um horário que o marido da vítima estaria em casa.

‒ E qual é o problema? – a delegada não havia compreendido.

‒ Como um criminoso tão organizado que vem cometendo esses crimes há três meses sem deixar nenhum tipo de vestígio, sem deixar uma evidência de DNA, que ataca mulheres quando estão sozinhas em suas casas ataca uma mulher em plena luz do dia e em um horário que o marido estivesse chegando? – perguntou Agatha – Não faz sentido!

‒ Deve estar desesperado. – disse a delegada.

‒ Precisaremos falar com o casal. – exigiu Hotchner.

‒ O casal Gordan já está muito abalado, meus homens já os interrogaram o bastante.

‒ Delegada Martin tem certeza que precisa da nossa ajuda? – perguntou Hotchner.

‒ O próprio prefeito que exigiu. – respondeu a delegada incomodada.

‒ Lá vem ela com esse papo de prefeito... – murmurou Agatha com desdém.

‒ O que a mocinha aqui disse? – indagou a delegada encarando Agatha.

‒ Podemos interrogar o casal sim ou não? – perguntou Ashley para interromper uma possível discussão entre Agatha e a delegada.

‒ Não existe essa de “podemos”... – explicou Hotchner – A partir do momento em que o FBI é chamado para uma investigação é o FBI que comanda tudo, pois temos jurisdição federal!

‒ Fiquem a vontade! – exclamou a delegada que saiu batendo o pé da casa.

‒ Eu disse: essa delegada trará problemas! – afirmou Agatha.

‒ Ela parece querer ganhar algo com essa investigação. – disse Todd – Não sei exatamente o que.

‒ Todd já comandou algum interrogatório antes? – perguntou Hotchner.

‒ Senhor Hotchner a única coisa que eu nunca fiz no FBI foi traçar perfil de criminoso, mas o restante eu sou uma boa agente. – respondeu Todd confiante.

‒ Todd para quem nunca traçou perfil se saiu bem ao notar que tem algo de errado com este último crime quase cometido. – elogiou Agatha – Foi brilhante sua observação.

‒ Eu apenas lembrei-me de todas as coisas que vocês disseram antes sobre esse caso. – explicou Todd – Mas mesmo assim agente Silva, obrigada pelo elogio.

‒ Todd e Seaver irão interrogar o esposo... – ordenou Hotchner – Agatha e eu interrogaremos a vítima.

‒ Como quiser senhor Hotchner. – respondeu Todd.

‒ Vamos nessa. – disse Ashley a Todd.

O casal foi interrogado separadamente, o senhor Gordan foi interrogado na sala enquanto a senhora Gordan interrogada na cozinha:

‒ Senhora Gordan eu sou o agente Hotchner e essa é a agente Silva somos do FBI, eu sei que já foi interrogada, mas precisamos fazer mais perguntas. – explicou Hotchner a mulher.

‒ Esse é o trabalho de vocês... – respondeu a mulher que ainda estava abalada – Eu compreendo.

‒ Senhora Gordan eu sei que é chato, mas precisamos que relate tudo o que aconteceu até os mínimos detalhes. – pediu Agatha.

‒ Está bem... – a mulher sentou-se a uma cadeira – Bem... Eu estava aqui preparando o almoço, quando tirava uma bandeja do forno senti que duas mãos cobertas por luvas negras e grossas me puxaram pelos ombros.

‒ O que houve depois disso? – perguntou Hotchner.

‒ Eu nem tive tempo de processar o que acontecia nem imaginava que o garoto queria abusar de mim... – a mulher começou a chorar.

‒ Garoto? – indagou Agatha e Hotchner ao mesmo tempo.

‒ Primeiro ele usava uma máscara de esqui, mas durante a briga consegui puxa-la e vi o rosto de um garoto foi quando meu marido chegou e enfim brigou com ele e o garoto fugiu.

‒ Máscara de esqui? – perguntou Agatha – A senhora tem certeza disso?

‒ Da mesma maneira que eu sei meu nome.

‒ A senhora tem toda certeza que se trata de um garoto? – perguntou Hotchner.

‒ Eu tenho quase sessenta anos de idade para mim todos são jovens, mas ele aparenta não ter mais que vinte anos. – respondeu a mulher enxugando as lágrimas.

‒ Ele era negro? – perguntou Agatha.

‒ Sim...

‒ Senhora Gordan no momento em que lutavam ele tentou amarrar a senhora? Ou tapar sua boca com algo? – perguntou Hotchner.

‒ Não... Ele lutava comigo para conseguir arrancar a minha roupa era o que ele tentava... – a mulher voltou a chorar – Podemos terminar com isso?

‒ Já terminamos. – respondeu Hotchner – Obrigada pela ajuda senhora Gordan. – a mulher pediu licença e se retirou da cozinha.

Todd e Ashley terminaram o interrogatório com o senhor Gordan e foram para o carro junto a Agatha e Hotchner.

‒ Tem algo muito, mas muito errado. – disse Hotchner enquanto dava partida para voltar a delegacia.

***

No final da tarde a equipe já estava completa e reunida na sala de reuniões da delegacia, Hotchner explicou aos demais sobre o acontecimento do ataque a senhora Gordan e todos perceberam que tinha algo errado em relação a tudo aquilo.

‒ Está claro que ele não é o suspeito que procuramos! – disse Rossi.

‒ É apenas um jovem pervertido que se aproveitou das notícias das mulheres atacadas para cometer seu crime. – concordou Morgan.

‒ Esse rapaz atacou a senhora Gordan de uma maneira rápida e bruta! – exclamou Agatha – Ele não se parece em nada com o que procuramos!

‒ Esse rapaz precisa ser caçado, mas o nosso suspeito continua a solta. – disse Prentiss.

‒ Péssimas notícias... – entrou Todd na sala ligando a TV que ali tinha – Senhor Hotchner quero avisa-lo que eu tentei de tudo, mas a delegada Martin não me ouviu!

Querida e amada população de São Francisco...— dizia um homem na TV em uma coletiva de imprensa.

‒ Quem é esse? – perguntou Blake.

‒ Alguém quer apostar comigo que é o prefeito da cidade? – indagou Agatha.

‒ Ele mesmo. – respondeu Todd.

‒ Dez pontos para a Grifinória! – exclamou Ashley em resposta a pergunta de Agatha.

Já temos o retrato falado do nosso suspeito...— dizia o prefeito na TV que tinha um consigo um retrato falado em mãos – Ele tem um metro e oitenta e é negro, ele escapou após tentar atacar a senhora Mag Gordan uma grande mulher conhecida de nossa cidade, mas já temos o retrato falado dele, mulheres das regiões nobres fiquem alertas avisem seus familiares, qualquer suspeita de tê-lo visto ligue para o número que está na tela, nós estamos tendo o apoio do FBI para captura-lo.

‒ Já basta! – disse Todd desligando a TV – Eu insisti que ela não divulgasse isso, mas não consegui convencê-la.

‒ O que essa delegada quer? – perguntou-se Hotchner – Eu notei que desde que chegamos ela quer resolver tudo sozinha.

‒ E o prefeito ainda focou somente nas mulheres que moram nos bairros nobres... – reclamava Agatha – Eles estão atrapalhando a nossa investigação!

‒ Quem atrapalha a investigação? – perguntou a delegada Martin ao entrar na sala.

‒ Quem deu autorização da senhorita permitir que o prefeito desse uma declaração como essa na TV? – perguntou Hotchner.

‒ Agente Hotchner precisamos pegar o criminoso ou não precisamos? – retrucou a delegada.

‒ Não devia ser divulgado nada sobre o ataque a senhora Gordan... – respondeu Rossi – Esse rapaz tentou atacar a senhora, mas não é ele o responsável das outras mortes!

‒ Vocês tem certeza que são do FBI? – perguntou a delegada com arrogância – A senhora Gordan é uma mulher como as outras vítimas!

‒ Você é sempre ignorante desse jeito ou está se fazendo? – perguntou Agatha irritada.

‒ Agatha! – exclamou Hotchner.

‒ Hotch você sabe que eu não sei me calar... – Agatha pegou os arquivos em cima da mesa – A delegada aqui leu os arquivos do caso?

‒ Claro que eu li! – exclamou a delegada.

‒ Então você não se recorda que o suspeito entra sem forçar a entrada onde faz de tudo para que a vítima não perceba sua chegada, que ele coagi suas vítimas de uma forma bem diferente a deste rapaz, que ele as amarra e as estupra? Ele não precisa usar uma máscara de esqui como a senhora Gordan nos informou porque ele mata suas vítimas, então para que esconder o rosto? Ele tem consigo um “kit de estupro” e se ele tivesse atacado a senhora Gordan você não acha que no meio da briga quanto com a mulher ou com o marido ele não deixaria cair algo? Agora o suspeito pode ficar muito irritado e cometer algo muito pior! – Agatha jogou os arquivos de volta a mesa demonstrando toda sua raiva.

‒ Como assim irritado? – perguntou a delegada.

‒ Ele deixou uma mensagem em seus últimos crimes que dizia: “Agora vocês serão obrigadas a me olhar”— respondeu Reid – Ele quer ser reconhecido e não vai aceitar que outro suspeito roube sua “glória”.

‒ Ele quer ser notado... – continuou Prentiss – Ele quer ser o único a mensagem não é só para as vítimas e sim para toda a população.

‒ Só que como foi anunciado em rede nacional pelo prefeito de que “temos um suspeito a vista” ele não irá gostar nada disso. – finalizou Morgan.

‒ De onde vocês tiraram tudo isso? – perguntou a delegada ainda desacreditada de tudo.

‒ Nós fazemos algo que se chama investigar caso você não saiba! – esbravejou Agatha ao sair da sala.

‒ Agatha! – exclamou Hotchner seguindo Agatha.

Agatha havia ficado muito zangada ela passou sem pedir licença pelos policiais da delegacia e saiu para tomar um ar fresco, Hotchner a seguiu.

‒ Você vai brigar comigo porque briguei com a delegada? – questionou Agatha a ele que se aproximou.

‒ Não... – respondeu ele – Eu estou preocupado com você.

‒ Comigo? – Agatha arregalou os olhos para Hotchner se mostrando desentendida.

‒ Agatha sempre iremos pegar casos complicados e em alguns momentos vamos lhe dar com dificuldades parecida como essa que enfrentamos agora... – explicava Hotchner – Essa não é a primeira vez em que eu trabalho em um caso onde tenha problema com algum delegado ou policial, se deixarmos nossa postura e seriedade para trás não resolvemos nada!

‒ Eu acho que eu entendi... – Agatha abaixou a cabeça por alguns instantes – Eu vou tentar me controlar.

‒ Por favor. – pediu Hotchner.

Os dois ficaram se fitando e uma brisa leve surgiu e bagunçou os cachos de Agatha e Hotchner os ajeitou para ela os colocando atrás das orelhas e ela sorriu em forma de agradecimento quando decidiram voltar para dentro um carro preto passou em frente a delegacia em alta velocidade e tiros foram disparados.

Agatha havia se jogado ao chão quando ouviu o barulho dos tiros e quando os mesmos cessaram ela virou-se para encarar Hotchner e gritou desesperada:

‒ Não! – berrava ela que se aproximou do corpo de Hotchner jogado a escadaria da entrada da delegacia – Hotch Não! Socorro! Eu preciso de ajuda!

‒ Agatha... – murmurou Hotchner entre os gemidos de dores, pois ele havia sido baleado.

‒ Hotch aguenta firme! – Agatha pressionou suas mãos na ferida de Hotchner, ele havia sido baleado no peito – Socorro! – berrava ela desesperada.

‒ Ó meu Deus, Aaron! – gritou Rossi que junto aos demais saíram ao ouvirem os gritos de Agatha.

‒ O que aconteceu? – perguntou Ashley que foi ajudar Agatha a pressionar a ferida.

‒ Um carro... – Agatha começou a chorar – Eu não sei acho que foi um carro...

‒ O que houve? – insistiu Blake enquanto Todd aflita ligava para a ambulância.

‒ Eu não sei... Eu só ouvi os tiros! – Agatha estava em desespero total.

‒ Aaron abra os olhos! – pediu Rossi se aproximando de Hotchner jogado ao chão.

‒ Aaron, por favor, não me abandone! – gritava Agatha – Meu amor fica comigo! – Hotchner foi tendo a respiração fraca e nem gemer de dor ele conseguia mais – Hotch aguenta firme!

‒ Ele vai aguentar! – exclamou Ashley que ajudava a amiga a estancar o sangue com as mãos.

‒ Use meu casaco! – disse Reid se desfazendo de seu casaco marrom – Vai ajudar a estancar o sangue!

‒ Eu já chamei por ajuda! – exclamou Todd.

‒ O que aconteceu? – perguntou a delegada que saiu para ver o que havia acontecido junto a alguns policiais.

‒ Sua vadia a culpa é sua! – esbravejou Agatha que avançou para cima da delegada – Eu vou te matar!

‒ Agatha, não faça isso! – implorou Prentiss que junto a Morgan e alguns policiais tiveram que detê-la.

‒ Eu vou abrir uma reclamação contra você sua descontrolada! – vociferava a delegada que também precisou ser contida pelos policiais.

‒ E eu vou acabar com você se algo pior acontecer a ele! – exclamou Agatha que se soltou dos braços de Morgan e voltou-se a se agarrar ao corpo de Hotchner baleado ao chão.

Hotchner ainda tinha pulso, mas sua respiração estava ficando lenta aos poucos e Agatha junto a Ashley e Reid ficaram pressionando a ferida enquanto aguardavam a ambulância.

Notas finais
Gente!!! O Hotch foi baleado! E agora? A Agatha está desesperada e é para ficar mesmo... Dessa vez ouve babado, confusão e tiroteio! Espero que tenham gostado, até o próximo! =)