Um Cartão de Natal

1 Capítulo Único - Um Cartão de Natal


Notas iniciais
Bom gente, esse é um presente de Natal a todos(as) que acompanham a fic "You and Me". Espero que gostem! Feliz Natal a todos!

O céu estava nublado sobre uma Karakura branca pela neve, característica da época festiva em que se encontrava. O Natal estava próximo e pelas casas já se podia ver vários enfeites coloridos e pequenas luzes, que dava um brilho diferente e especial nas noites da cidade.

Dentre essas diversas residências estava a casa da “excêntrica” família Kurosaki, esta se encontrava mais agitada do que nunca. Todos já começavam a entrar no clima natalino, cada um exercia a sua função: Yuzu ficou na cozinha, preparando as suas tradicionais guloseimas; Isshin e Karin decoravam a casa do lado de fora, enquanto Ichigo e Rukia arrumavam o grande pinheiro que se encontrava na sala, já Kon... Kon “para variar” estava preso no quarto de Yuzu.

A pequena shinigami estava muito feliz em estar ali, seria seu o primeiro Natal com aquela família humana. Sentia-se aconchegada, querida e até mesmo (estranhamente).... amada.

Deixou enfim os pensamentos de lado e continuou a sua missão de organizar os enfeites para depois pendurá-los. A árvore já estava montava, agora restava a ornamentação.

Rukia separou algumas caixinhas de presentes em um canto e depois foi pegar o cesto de bolinhas coloridas natalinas, no entanto quando foi erguê-lo se deparou com uma sacolinha de papel na qual dentro dela se destacava vários cartõezinhos enfeitados. A garota observou com atenção e ficou curiosa.

- Ichigo – chamou.

- Hum? – murmurou o ruivo, este por sua vez estava colocando algumas pequenas luzes no pinheiro quase desnudo.

- O que são estes cartõezinhos, Ichigo?

- São enfeites oras – falou ainda sem fitá-la.

- Eu sei que são enfeites, baka. Mas eles apenas ficam pendurados na árvore? São diferentes...

O shinigami-daiko parou por um instante o seu trabalho, suspirou e respondeu.

- Bem... Nesses cartõezinhos são escritas mensagens natalinas, de votos de felicidade e até mesmo... – hesitou um pouco.

- Até mesmo?

- Até mesmo declarações...- respondeu diante do olhar curioso dela, e continuou meio a contra-gosto. Ele sempre fora muito tímido para esse tipo de assunto – Bom... Serve para qualquer coisa que queira escrever a várias pessoas, nesse caso penduramos na árvore. Ou então... Bem... Você entrega pessoalmente, se a mensagem for especialmente para uma determinada pessoa. – encerrou.

A baixinha estendeu um grande sorriso e com os olhinhos brilhando exclamou:

- Sugoi! Eu posso pegar alguns?

- P-pode. Tem muitos. – Não soube o porquê, mas sentiu um certo nervosismo o invadir, porém procurou logo deixar de lado aquelas esquisitas sensações – Aproveita e preenche alguns para colocar na árvore.

- Hai – assentiu com mais um belo sorriso, o que fez com que a face do jovem ficasse levemente corada, diante da reação de seu corpo naquela cena, ele virou rapidamente o seu rosto para voltar a se concentrar em seu ofício, contudo, ainda estava intrigando com as suas reações diante da pequena.

*** *** ****

Ficaram até metade da tarde decorando e tendo de vez em quando as suas pequenas discussões, mas nada que atrapalhasse o bom desempenho dos dois.

- Terminamos! – afastaram-se da obra, pronunciando posteriormente um “ufa!” e com um sorriso de satisfação pelo trabalho bem feito. Ficara realmente muito bonita: exibia uma forma tradicional, mas muito elegante; com as bolinhas, sininhos e presentinhos enganchados nos ramos. Em alguns galhos Ichigo colou um pouco de algodão, proporcionando um aspecto de neve; em outros, os cartõezinhos que Rukia preenchera; e por fim as luzes, que juntamente com a estrela no topo brilhavam graciosamente, dando uma beleza ainda maior.

- Nyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... – Entrou o barulhento patriarca da família Kurosaki – Que belo trabalho a minha terceira filha fez!!

- Huft! – O garoto cruzou os braços, sentido o seu mau-humor voltar diante dos exageros de seu pai.

- Que orgulho, que orgulho!! – o “adulto” correu com os olhos brilhando para abraçar a morena, mas antes que o ruivo fizesse algum ato de violência contra o outro, a irmã de cabelos pretos, Karin, acertou um poderoso chute na traseira o descontrolado pai, fazendo-o voar até bater de cara na parede do outro lado da sala.

- Otoosan!! – correu até ele a preocupada segunda irmã, Yuzu.

- Não liga, Yuzu. Não foi nada demais, ele vai já se levan.... – parecia que Ichigo estava adivinhando, antes mesmo do garoto terminar sua frase, o Kurosaki pai já estava de pé e berrando novamente.

- Ahhhhhh Mazakiiiii!!!! – correu choramingando até o pôster de sua falecida esposa – Que filho ingrato eu tenho, eu faço tudo por ele!! Vou até levar ele para o festival...

- Festival?! – repetiu o shinigami-daiko ignorando o drama do mais velho.

- Yosh!! – levantou rapidamente esboçando um sorriso e fazendo um sinal de positivo, deixando que uma “gota” aparecesse na cabeça dos presentes, era incrível a facilidade com que ele atuava.

- E já terminaram de montar, velho? – perguntou Karin.

- Siiiiiim!! E todos nós vamos!!

- Ichigo, o que é esse festival? – indagou baixinho a shinigami.

O garoto coçou um pouco a cabeça e respondeu:

- Bem, é uma forma de comemoração e divertimento. Fica muito bonito nessa época do ano, as pessoas usam roupas tradicionais, colocam várias barracas com jogos e comidas, junto com ele montam um parque com uma grande roda-gigante, e mais tarde da noite ocorre uma queima de fogos.

- Sugoi! – a moça ficara encantada com o relato de Ichigo, mas logo se lembrou. – Mas eu não tenho roupa para ir...

- Isso não é problema, Rukia-chan! – afirmou animadoramente Isshin, que tinha escutado o lamento da moça – Minhas queridas filhinhas e eu já providenciamos tudo!

- Sou roupa está linda, Rukia-chan! – falou alegremente a menininha de cabelos loiros.

- Pessoal, eu... – Rukia não tinha palavras para expressar a felicidade de estar com aquela família. Seus olhos brilhavam sobre eles. Diante disso ela apenas mostrou um grande sorriso, se curvou um pouco para frente e agradeceu — Arigato Gozaimassu! – Ichigo, vendo a felicidade da pequena também não conteve um leve sorriso.

- Ohhhhhhh, como é linda a minha terceira filha!!

- Rukia-chan você já pode subir para o quarto e se arrumar, sua roupa esta em cima da cama de Yuzu. – falou Karin.

- Hai! – assentiu sorridente e fez o que Karin lhe pediu.

E assim como ela, todos foram tratar de se prepararem para o festival de mais tarde. Com certeza seria um Natal muito feliz para aquela simpática família.

*** **** ***

Terminou a sua “produção” ajeitando o coque que fizera em seu cabelo deixando a sua habitual franja em sua fronte, em seguida foi olhar o resultado no espelho. O Kimono que os Kurosaki lhe deram era realmente lindo: era de um rosa bem natural que lembrava pétalas de sakura, possuia alguns detalhes em branco, e em sua cintura circulava uma faixa azul escuro que se encaixava perfeitamente em sem corpo e ainda combinava com seus olhos, e para complementar, o seu coque possuía uns enfeites em formato também de pétalas de sakura. E em seu rosto ela colocara apenas uma maquiagem leve e o seu sorriso, que estava marcante. Algo dentro dela realçava essa felicidade.

Depois de bastante se analisar, ela olhou para o lado o se deparou com os cartõezinhos compartilhados por Ichigo. Fitou com doçura aqueles pequenos pedaços de papéis. Sentou-se, pegou uma caneta e escreveu mensagens de agradecimento e amizade a “todos” os seus companheiros e amigos do Mundo Real. Escreveu até que percebeu que entre os “presenteados” não estavam exatamente todos. Faltava alguém... Alguém realmente ímpar na vida dela... Faltava Kurosaki Ichigo.

Preencheu os primeiro os espaços: DE: Kuchiki Rukia / PARA: Kurosaki Ichigo e voltou a pensar... O que ela escreveria para aquele “cabeça de cenoura” irritante, que tanto perturbava o seu juízo? Viajou na máquina do tempo de sua mente. Lembrou-se de vários momentos juntos, da sua coragem para salvar tanto ela quanto os seus outros amigos, do seu jeito protetor, da personalidade forte, da sua lealdade, da sua honestidade, dos seus olhos expressivos... Quando ela se deu conta já tinha escrito algo no papel, observou e tomou um susto.

- N-nani?! – murmurou. Como foi escrever aquilo? Só podia esta louca... Como podia pensar nisso?! Ela era uma shinigami da nobreza da Soul Socity, não podia se portar daquele jeito... Simplesmente não podia... Mas... Mas era tudo... Tudo tão mais forte... Tudo tão mais... Bonito.

- Rukia-chan, está pronta? – bateram na porta as irmãzinhas, fazendo com que a morena despertasse de seus pensamentos e se apressasse a pegar aqueles cartões e escondê-los na sua roupa, principalmente aquele revelador.

- Rukia-chan? – Indagou Yuzu, entrando primeiro no quarto.

- H-hai, hai... – respondeu meio nervosa e tomando postura.

- Ahhhh como está linda!! – elogiou, mas percebeu o comportamento estranho da baixinha – aconteceu alguma coisa Rukia-chan?

- N-não, não, não foi nada... – apresou-se em dizer.

- Hummm.. – murmurou desconfiada Karin, que por sinal já tinha reparado em algumas coisinhas – e esse papéis na mesa? – Rukia não tinha conseguido guardar todos, mas por sorte aquele cartão já estava bem guardado em seu kimono.

- A-aahh esses... São cartões de Natal... – puxou dois deles e entregou para as garotinhas – Eu ia entregar depois, mas já que vocês já viram...

Ambas leram e ficaram fascinadas com as palavras e o jeito gracioso da garota dos olhos marcantes.

- Ahhhhhh que lindo Rukia-chan!!! – a loirinha correu até shinigami e a abraçou – Arygatou!

- Arygatou, Rukia-chan! – também agradeceu Karin, imitando o gesto da irmã, abraçando sinceramente a sua “outra irmã”.

Rukia correspondeu e puxou um leve e significante sorriso...

- Não... Eu que agradeço por terem me deixado fazer parte da vida de vocês.

*** *** ***

Todos já estavam prontos. Isshin e Ichigo aguardavam as meninas descerem para que pudessem sair.

-Hupft, que demora! – reclamou o ruivo consigo mesmo. O jovem, assim como pai, estava trajando um tradicional kimono masculino. Calça larga branca com listras cinza; na cintura uma faixa envolta, também branca; e vestido a parte de cima, duas capas pretas uma menor por dentro e outra maior por cima desta. Ambos estavam muito elegantes e bonitos.

- Vão demorar muito ainda? – não se conteve com a boca fechada.

- Já estamos indo – escutou uma de suas irmãs gritar.

- Até q en... – quando se virou para reclamar novamente, ele perdeu todas as palavras. Estava diante de uma das cenas mais lindas que já vira. Rukia estava simplesmente...

- Perfeeeeeeita!!! Minha terceira filha parece um anjo!! – pela segunda vez no dia ele correu para abraçá-la, mas dessa vez (para a surpresa de Rukia) quem a defendeu foi o próprio Ichigo.

- Velho tarado!

- Olha quem é tarado?! – gritou se levantando imediatamente – Está doido para tirar a inocência da minha terceira filha não é?! – os dois jovens shinigamis ficaram tão ou mais vermelhos que as vestes do Papai Noel.

- Na-na-na-na-nani?!! Seu velho mentiroso!!

- Não sou mentiroso, é você que é um filho desnaturado! – correu até o seu filho e deu uma voadora que o acertou em cheio. O pobre ruivo foi bater de costas com a estante, fazendo com que um livro caísse aberto na cabeça dele. Rukia olhou a situação da pobre criatura e não conteve uma sonora gargalhada.

- Ta rindo do que, baka?!

- Ai ai.. Da sua cara... – a baixinha soluçava de tanto rir. As irmãs e o patriarca também não conseguiram se conter diante da cena.

- Ótimo, virei palhaço agora – pensou consigo. Apesar do mal-humor, por dentro, Ichigo não pode deixar de se sentir feliz... Sim, feliz... Apesar de naquele momento ser simplesmente um alvo de piadas...

Mas era sempre assim... Os anos se passavam e continuava aquele relacionamento “saudável” família Kurosaki e Rukia.

Já haviam passado por muita coisas... Ele já não era mais o mesmo garoto de outrora. Esse era o primeiro Natal sem os tormentos e guerras... Sim, estava realmente feliz, por tudo ter acabado bem, por ela ter aceitado o convite natalino dele, por ela está ali... Mesmo que alguns velhos hábitos não mudassem.

É... Realmente estava feliz...



*** *** ***

Chegaram ao local. Tudo estava muito enfeitado e iluminado, principalmente por causa de uma grande e bela árvore montada no centro da festa, as barraquinhas tinham um clima aconchegante, as pessoas passavam sorrindo, e um pouquinho mais adiante podia-se ver o parque com uma enorme roda-gigante. Rukia observava tudo muito encantada, não sabia para o que exatamente olhar, era tudo tão belo e inédito. Ichigo percebia o quanto a morena estava empolgada, um grande sorriso estava presente em seu rosto e isso a deixava cada vez mais... linda. Seu rosto esquentou mesmo no frio ao notar os seus pensamentos, procurava vagar sua mente em outras coisas e principalmente desviar o olhar dela.

Passearam pelas barraquinhas, saborearam algumas guloseimas, e também foram em outras que tinha alguns jogos. E dentre essas, existia uma que o prêmio era um grande coelho de pelúcia na qual Rukia ficou fascinada, no entanto para ganhá-lo, tinha que ter dois participantes disputando, só levava quem derrubasse mais latinhas com uma arma de brinquedo. Ficaram na briga Ichigo versus Isshin para quem levaria o prêmio para a moça de olhos azuis. Levaram a sério a disputa, Isshin queria provocá-lo e Ichigo não queria perder para o seu pai e muito menos o presente.

Ficaram naquele quase interminável combate. Ichigo deu o seu último tiro que seria ou um empate ou a sua vitória.... E para a sua alegria conseguiu! Começou a vibrar e fazer caretas para o seu pai... Isshin, por sua vez ficou um pouco frustrado, mas ignorou as provocações do mais velho. Parabenizou e levou as suas filhas para brincarem na pescaria. O dono da barraca pegou o coelho e entregou ao ruivo e ele levou meio envergonhado o prêmio a baixinha. A shinigami mostrou mais uma vez o seu sorriso e agradeceu de coração.

- Arygatou, Ichigo.

- N-não foi nada. – respondeu corando novamente, procurando não encará-la diretamente.

- Ichigo – chamou-o depois do silêncio que tinha vigorado.

- Hum?

- Vamos na roda-gigante? – pediu, exibindo novamente aqueles olhos brilhantes. O jovem a encarou um pouco confuso, porém, aceitou a sugestão.

- Humm... Está certo.

- Arygatou – agradeceu alegremente.

*** *** ***

Depois de comprar as fichas, se dirigiram até a roda-gigante, começava a nevar.

Ichigo gentilmente deixou Rukia entrar na frente. Era uma grande cabine fechada com um largo assento que ficava de frente de uma “parede de vidro”, dando a quem estava dentro uma bela visão da cidade com os seus floquinhos brancos.

Depois que entraram ambos se sentaram e ficaram apenas em um denso silêncio, contemplando a vista e sentindo o brinquedo começando a se mover.

Ichigo sentia um aperto no seu peito, estava ali a sós com ela. No seu íntimo sabia que tinha muita coisa a dizer, mas nem ele próprio sabia ao certo o que. Sabia apenas que tudo ali era muito especial... O ambiente, o clima, ela...

Desde o dia em que ela havia atravessado a sua zampakoutou em seu corpo. Nele tinha mudado algo muito além do que o ganho de seus poderes. E essa mudança ele notou que foi muito mais contundente quando foi resgatá-la na Soul Socity. Era algo forte, indescritível e incrível. Aquela garota mudara a sua vida e os seus sentimentos. E mesmo assim naquele instante realmente não sabia o que fazer.

Diante dessa situação, ele deixou-se levar pelo seu instinto(?). Deixou ser guiado por aquele sentimento e lentamente foi aproximando a sua mão da dela.

- Ru... – quando iria tocá-la, foi interrompido por um estrondo. O céu estava se enchendo com belas e sucessivas cascatas de fogos.

- Que lindo! – O rosto da pequena se iluminou. Ela se levantou e foi até o vidro, colocando-se a admirar o espetáculo.

Ichigo fitou a sua mão abandonada e fechou-a melancolicamente. Suspirou e dirigiu o seu olhar a ela novamente, mas antes que o seu semblante chegasse até ela, Kurosaki reparou algo no chão que a mesma havia deixado cair. Aproximou-se e apanhou, observou atentamente e se surpreendeu. Pois era nada mais nada menos que um cartão de Rukia para ele. O shinigami-daiko não se conteve e abriu.

Leu o que tinha escrito e o seu coração deu um salto. Ele só podia ter lido errado, viajado mentalmente ou algo do tipo... Ele tinha mesmo lido aquilo? Ela tinha mesmo escrito aquilo? Só podia ser um sonho...

Eu te amo

Eram essas palavras que estavam grafadas no papel? Ou melhor, aquela palavra? (em japonês...)

Aishiteru愛してる

Amor... Então era isso. Era esse o sentimento que o arrebatava, na verdade que os arrebatavam. O mais puro e terno dos sentimentos.


Levou o seu olhar para aquela doce e inigualável shinigami, e sentiu o seu coração dar um outro salto. Definitivamente teve a sua certeza... Ao se deparar com tal revelação, lembrou-se de algo... Algo que não devia ter esquecido.

Bom, essa a hora...

Aproximou-se da Kuchiki.

- É lindo não é?! – falou fitando-a profundamente.

- É – respondeu ainda sem se mover. Ele se aproximou ainda mais e tocou no ombro dela.

- Rukia, você... Você deixou cair algo – ela se vira e fica de frente para ele. Kurosaki um pouco receoso e com a face levemente avermelhada pega o cartão que a morena derrubara e estende a ela.

A moça encara aquele pedaço de papel com um certo espanto. Como deixara cair aquilo?

- Ichigo, eu... Eu... – balbuciou

- Shiii – o ruivo interrompeu docemente colocando o dedo indicador nos lábios singelos da pequena. – eu também tenho algo para você. – ele colocou a mão dentro de seu kimono e retirou um outro pedaço de papel enfeitado. Fitou-a novamente com intensidade e entregou. A shinigami com as mãos trêmulas o recebeu.

DE: Kurosaki Ichigo
PARA: Kuchiki Rukia

Abriu cartão e seus olhos aumentaram instantaneamente, assim como o ruivo, o seu coração deu um salto.

Aishiteru愛してる

Novamente aquela palavra, a mesma palavra que ela tinha colocado naquele cartão para Ichigo, agora ela a via em um outro cartão mas dele para ela.

Sentiu os seus olhos lacrimejarem. Seria a emoção por ser correspondida, ou um arrependimento por ter escrito o que não devia e ter visto o que não devia?

- Ichigo, eu...

- Shiii – Ichigo repetiu o gesto de segundos atrás, e levou uma de suas mãos a delicada face corada de Rukia – Acho que tudo o que tinha que ser dito já foi escrito nesses pequenos cartõezinhos. — Ele tinha razão... Ela colocou em sua face mais um belo sorriso e falou simplesmente um...

- Sim. — Não, não eram lágimas de arrependimento.

Ichigo também sorriu aproximando os seus corpos. Os perfumes se misturavam, e os olhos fitavam-se apaixonadamente. As testam se encontraram e com as pálpebras de ambos cerradas sentiram um leve toque. Um choque doce que seus lábios fizeram. Seus corpos estremeceram, com um gostoso arrepio que chegava até a nuca... e não era de frio. Afastaram-se milimetricamente, sorriram cúmplices e voltaram a encontrar os seus lábios.
Agora de vez, o gosto de um invadia o outro, aprofundando aquele momento. Selando aquele profundo sentimento que os unia, com a paisagem dos fogos e a neve como testemunha daquele gesto que simbolizava não o fim, mas sim o início de uma linda história de amor, que nem a distancia entre Karakura e Soul Socity iria quebrar tal força esplendorosa e incomparável.

FIM

Notas finais
Reviews?? Foi presente de grego?? O.O xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!