Notas iniciais
Olá!!
Voltei com o segundo capitulo, e ansiosa para saber se vão gostar.
Era para essa Fanfic ter apenas 3 capítulos, mas como eu vi que esse seria grande (não tão grande assim), decidi dividi-lo em 2 capítulos. Espero que gostem...
Boa leitura!

POV Ino On

Shino e eu voltamos na manhã seguinte para Konoha, e por incrível que pareça, Tsunade-sama nos deu duas semanas de folga, já que ela nos enviou para várias missões seguidas durante 4 meses. Eu estava mesmo precisando, pois além das missões, o pouco tempo entre uma missão e outra, era gasto com o aprendizado de jutsus médicos. Eu realmente estava esgotada, e para aproveitar essa liberação, decidi ir até uma clareira que tem nos arredores de Konoha, onde tem uma enorme quantidade de flores — que de forma natural — cresceram ali.

Eu descobri esse lugar faz pouco menos de um ano, e sempre que posso venho até ele. É tão tranquilo, e o cheiro das flores me acalmava e me mantém com a cabeça nas nuvens. Fico ali por horas, principalmente quando estou deprimida. Sinto paz e alegria. A brisa que percorre esse lugar tem o poder de me fazer esquecer tudo de ruim que deixa-me deprimida. Tudo está tão lindo, mas claro que era por causa da melhor estação do ano: a Primavera. Repleto de flores, o local parece um tapete enorme de várias cores, que o deixa mais que formoso, deixa-o perfeito.

Bem no Centro, há uma árvore enfeitada com sakuras rosas, lindas e perfeitas, que complementam mais ainda a beleza do lugar. Aproximei-me e me sentei embaixo da árvore, apreciando a bela vista que me era proporcionada. Sempre me maravilhava com aquele lugar. Fechei os olhos e aspirei o doce cheiro. Mas repentinamente senti uma presença. Abri os olhos e me levantei rapidamente. Um homem estava ali na minha frente. Mas não era uma pessoa qualquer, pela cor de sua capa negra e pelo desenho de nuvens vermelhas, era um Akatsuki.

Ele me era familiar, então lembrei-me de quem se tratava. Não podia ser, era Itachi Uchiha. Meu coração falhou uma batida. Sim, era ele, irmão daquele que eu estou tentando a todo custo esquecer. O que ele pretende com tudo isso? Ele é um ninja traidor assim como Sasuke, o responsável pelo massacre e quase extinção do Clã Uchiha, e ele estava ali, na minha frente. Minha surpresa foi tamanha que eu não consegui me mover.

Ele me olhava com aqueles olhos vermelhos e intensos, e eu me lembrei que se tratava do Sharingan e seu poder mortal. Eu me afastei dele alguns passos para traz e senti minhas costas no tronco da árvore. O desespero tomou conta de mim. Estava encurralada e não fazia ideia do que ele pretendia fazer comigo. Ele se moveu um pouco incomodado quando percebeu minha reação e desativou o Sharingan.

- Não precisa ficar com medo de mim. — ele afirmou para me fazer relaxar um pouco e continuou. — Não sabia que encontraria alguém aqui neste lugar... — de alguma forma, eu me acalmei e senti-me relaxada. — O que uma menina como você está fazendo sozinha num lugar desses?

- Eu é que pergunto, o que você está fazendo aqui? — perguntei finalmente criando coragem — Eu descobri esse lugar há pouco tempo e venho aqui sempre que posso. Não é muito arriscado você vir para cá, tão perto de Konoha? — indaguei. Eu estava curiosa.

- Não muito. Eu sempre venho aqui e nunca me pegaram, então posso dizer que não é arriscado. — falou com um pequeno sorriso no canto da boca, gesto que eu achei muito lindo.

Sasuke poderia ser bonito, mas Itachi realmente era muito mais lindo. E o fato de ele ser um assassino frio e extremamente perigoso, deixava-o mais irresistível. Aquele meio sorriso deixava-o muito sexy. Suspirei e me repreendi mentalmente. Não era possível, estava tentando me livrar dos sentimentos pelo Sasuke que me atormentava e acabo de conhecer Itachi — seu irmão mais velho — e já estou suspirando por ele? Droga, qual é o meu problema? Não posso ver um Uchiha que já fico caindo de amores por ele? Era só o que me faltava. De repente ele me tira dos meus devaneios.

- Como você se chama? — perguntou ele com curiosidade. Essa pergunta me pegou de surpresa, o que eu faço? Digo meu nome?

— Ino Yamanaka — decidi por fim dizer a verdade.

- Hum... uma Yamanaka. Não me surpreende o motivo de você gostar desse lugar — disse ele de um modo que parecia óbvio. — Eu descobri esse local quando tinha doze anos e sempre que posso venho aqui. O único ambiente onde eu sinto um pouco de paz. – falou com uma tristeza no olhar.

Não sei por que, mas eu me senti mal quando o ouvi proferir essa última frase. Eu conheço o passado dele, e até hoje não consigo entender o motivo que o levou a fazer tudo àquilo com o próprio Clã. Mas vendo ele aqui, era como se ele sentisse uma culpa, culpa essa que quem olhasse e decifrasse seu olhar, descobriria a tristeza que este carregava. De repente eu percebi que ele não era tão frio quanto eu ouvia falar. Não sei o que o levou a fazer tudo o que fez, mas eu sentia uma enorme vontade de ajudá-lo a superar tudo. De fazê-lo feliz. Então ele se virou e ficou a admirar o lindo campo de rosas ao nosso redor.

- Logo não poderei mais vir para cá — ele falou, e eu senti um nó na garganta.

- por quê? — perguntei por impulso. Não sei o que deu em mim, mas eu já estava pensando que poderia encontrá-lo mais vezes. — É porque eu descobri esse lugar também? — arrisquei, com meus olhos marejando inconscientemente só de pensar que ele não viria mais por minha causa.

- Não tem nada a ver com você. — ele falou no mesmo momento em que se virava para mim. — Eu tenho uma coisa para fazer e quando eu terminar, não estarei vivo. Será o meu fim, o fim de todo meu sofrimento, assim espero. — e sua voz estava carregada de tristeza.

Não sei explicar, mas quando ouvi isso, pareceu que meu coração foi espetado por uma lâmina afiada. Como assim ele morreria? Mesmo não o conhecendo, eu senti uma coisa dentro de mim quando o olhava. Era uma sensação totalmente diferente, como se preenchesse o vazio que se instalara aqui com a partida de Sasuke. Era possível que eu me apaixonei por ele a primeira vista? Eu nunca acreditei nisso. Amor à primeira vista para mim era conto de fadas, mas agora... Acho que realmente é verdade. Não acredito nisso, meu coração só pode estar de brincadeira. Então minha visão embaça, sinto lágrimas descerem pelo meu rosto, as quais não consegui evitar.

Ele me olhou e se surpreendeu com que estava presenciando. Aproximou-se de mim e levantou as suas mãos para limpar o meu rosto, que a essa altura estava banhado em lágrimas.

- O que aconteceu pequena? — em seus olhos havia preocupação.

- Não quero que você morra. — respondi sendo sincera. Abaixei meu rosto olhando para o chão, meio envergonhada com o que disse, mas foi meio que automático. Eu tenho a maior facilidade para demonstrar meus sentimentos. Talvez por isso eu não seja uma Kunoichi tão boa quanto quero ser.

- Como assim? — ele respondeu surpreso com minha afirmação. Retirou as mãos do meu rosto e pelo que pressentia, ele ainda me fitava.

- Você deve estar achando que sou uma idiota por dizer isso, afinal nós acabamos de nos conhecer, mesmo eu sabendo quem você é – falei com a cabeça ainda abaixada.

- Não acho isso. Estou surpreso, você sabe quem sou e o que fiz. Isso seria a última coisa que eu esperaria de alguém, principalmente sendo alguém de Konoha... Eu não mereço isso — senti pela sua voz aquela tristeza novamente.

- Pelo que vê, eu sou bem diferente. — respondi, finalmente levantando minha cabeça. Percebi a tristeza em seu olhar. Eu já tinha me acalmado e sorri levemente para ele. — Eu não sei o que está acontecendo comigo.

- É, você me surpreendeu. Mas me diga, o que levou você chegar a essa conclusão? — falou olhando nos meus olhos.

Ele estava com um olhar de curiosidade. Para um cara que era conhecido por sua frieza, ele se mostrava um tanto quanto humano. Baseando-me no fato de que ele falou que essa seria a sua última vez aqui, decidi contar o que estava acontecido comigo. Afastei-me um pouco dele e dei alguns passos para frente, apreciando a vista e tomando coragem para dizer aquilo que eu gostaria que ele soubesse. Ainda sem coragem de encará-lo, decidi por fim começar.

- Quando eu era criança, conheci o Sasuke... O cara mais lindo que já tinha visto e quase que instantaneamente me vi apaixonada por ele. Mesmo eu sendo criança, eu achava que o amava, pois era um sentimento forte. Mas isso não aconteceu só comigo, mas com quase todas as garotas da minha idade. Isso inclui minha amiga Sakura. Éramos grandes amigas, mas depois desse fato nos tornamos rivais, pois estávamos apaixonadas pelo mesmo cara. Eu sempre declarava o meu amor por ele e o seguia sempre que podia. Por mais que eu fosse ignorada eu não desistia. Eu sofri muito depois que ele foi embora.

Fiz uma pequena pausa para tomar fôlego e criar coragem para prosseguir com o resto.

— Mas depois que você chegou aqui, senti algo diferente. É diferente do que sentia por Sasuke. É muito mais forte e quase me sufoca. Quando encaro seus olhos, mesmo que por pouco segundos, sinto meu coração acelerar. Minha capacidade de pensar é anulada, minha respiração fica totalmente desregulada e meu corpo enfraquece. Não sei o que está acontecendo comigo. Mas não é uma sensação ruim. É a primeira vez que eu nutro isso por alguém. Nem mesmo com Sasuke eu me sentia assim.

Virei-me para ele um pouco receosa. Pelo que vi em seu rosto, parecia calmo, esperando que eu dissesse mais alguma coisa. Desviei meu olhar para o lado, estava meio envergonhada pelo que viria a dizer. Decidi continuar.

- Você disse que não me achava idiota, mas acho que depois dessa pergunta com certeza achará. Mas preciso aproveitar esse momento e te perguntar uma coisa, já que você disse que não voltará a este lugar. — terminei ainda olhando para o chão. Um aperto no meu coração se instalou nessa última frase.

Mas nesse momento, decidi não pensar nisso, já que essa era minha última chance e eu não desperdiçaria. Não agora que eu tinha certeza dos meus sentimentos.

- O que a senhorita desejar. — respondeu-me com um meio sorriso, o que o deixou lindo.

Devo dizer que me esqueci de respirar? Acho que não. Eu devia estar com cara de boba olhando para ele

– Acho que é melhor você respirar Ino — falou com um tom divertido. Logo saí de meu transe e desviei meu olhar do dele. Envergonhada.

Recompus-me e decidi prosseguir olhando em seus olhos. Queria que ele sentisse o quão sincera eu estava sendo.

- Você acredita em amor a primeira vista? — fui direto ao ponto sem saber o que esperar.

Notas finais
Espero sinceramente que tenham gostado
Eu sei que as coisas aconteceram muito rápido, mas eu achei melhor assim... como diz o título, será um amor breve.
mereço reviews??
Bjoo!!