Um Bonito Amor
11 Tão parecidas como duas gotas d'água!
Notas iniciais
Me encontro no sofá de meu pequeno apartamento, estou passando o tempo mexendo no meu celular esperando Raimundo vir me buscar para irmos ao aniversário de sua irmã. Não me agrada ter que sair de casa depois de um dia cansativo, mas também não é só por isso, eu não estou me sentindo a vontade para ir e me apresentar como a "namorada" dele mas também não posso mais adiar isso, aliás, eu aceitei namorá-lo e a qualquer hora esse momento de apresentar a namorada aos pais iria chegar. Ouço o interfone tocar e me apresso em atender, o porteiro então me avisa de que Raimundo me espera lá embaixo. Então vou ao meu quarto e me dou mais uma olhada no espelho, tenho que admitir que apesar do vestido não ser confortável como eu havia pedido, no entanto, Vanessa tem muito bom gosto, pois o modelo que escolhera para mim é muito bonito. É um preto longo, tomara que caia, do qual molda em perfeito meu corpo e quadril, há uma pequena abertura na frente entre os seios deixando um tanto... Hum..
Sexy.
Eu não havia ido a um salão e mesmo assim não daria tempo, então eu mesma fiz um "H" na maquiagem e cabelo. Maquiagem bem leve, nada chamativo, pois só o vestido creio que já chamaria o suficiente. Fiz uma espécie de coque no cabelo com uns fios soltos — era o único que eu sabia fazer- e havia colocado alguns acessórios e entao me senti apresentável, pelo menos acreditava de que não passaria vergonha.
Me aproximo de Raimundo e ele estava encostado no capô de seu carro mexendo ao celular. Quando enfim ele me nota, posso imaginar que há algo errado no meu look, porque ele olha para mim tão vidrado que começo a me olhar, para ver se encontro o que há de errado.
— Uau Gilda, você está maravilhosamente linda! Ele me elogia e eu respiro aliviada, então estava tudo certo comigo.
— Obrigada, você também está muito bonito. Digo sincera. Lhe dou um sorriso, e ele abre a porta do carro para mim, totalmente cavalheiro, entro me acomodando. Ele faz a volta no carro e entra do outro lado, se acomodando também. Fico desconcertada quando ele me olha fixo, do qual seu olhar há um brilho diferente e desvio por não está confortável com aquela mirada.
Ele então dá partida no veículo com destino a essa festa.
Ao chegarmos, Raimundo sai falando com todos, como sempre fazendo uso de seu exibicionismo — Há coisas que não se Podem mudar- ele então, me puxou pela mão e me apresentou àqueles desconhecidos para mim, e eu tive que forçar um sorriso, sendo que eu não estava afim de está ali.
Vejo ele fazer sinal para uma moça, ela se aproxima sorridente. Ela é bonita, tem cabelos negros e sua pele é branca, está trajando um vestido muito bonito, bem estilo princesa. Pela intimidade do qual se tratam logo percebo que é a irmã aniversariante de Raimundo, olho para minhas mãos e vejo que não havia trago nenhum presente, me sinto mais incômoda ainda.
— Gilda, essa é minha irmã, Yamilex! Yamilex, essa é Gilda, minha namorada! Ele nos apresenta e ela me olha terna.
— Prazer Gilda, a famosa Gilda!
— Uau, famosa? Olho então espantada para Raimundo. Ele rir e dá de ombros.
— Você não sabe o quanto seu nome é famoso, estive bastante curiosa em conhecê-la... Ela parece me avaliar. — e realmente, você é muito linda Gilda! Prazer! Ela estende a mão e eu aperto.
— O prazer é todo meu... Ya...
— Yamilex! Ela me corrige divertida quando percebeu que eu fazia um esforço para lembrar-me de seu nome.
— Yamilex. Repito sem graça. — Ah, e parabéns, a festa está linda. Digo analisando a decoração do lugar.
— Obrigada, seja bem vinda. E não fique tão tímida, seremos boas amigas. Ela diz, e eu tento relaxar, pois de fato eu estava travada, mas ela é uma pessoa até amigável, então busquei não ficar tão inibida. Depois de algum tempo estávamos próximas, no sentido de estarmos conversando sobre gostar de algumas coisas em comum. Raimundo vendo que estávamos um bom tempo conversando, nos interrompeu me levando até seus pais do qual ele avistou enquanto eu conversava com sua irmã.
Os pais dele tinham um porte realmente de gente fina, e eu engoli seco quando chegamos perto e seus olhos cairam sobre mim.
— Mãe, pai, esta é Gilda a minha namorada.
— Muito prazer Gilda, que linda é você. O senhor de terno se prontificou em dizer.
— Realmente muito linda, muito prazer. A senhora granfina disse-me educadamente.
— Oh, obrigada, o prazer é todo meu em conhecê-los. Digo envergonhada.
Os pais de Raimundo são pessoas educadas, me trataram super bem me deixando a vontade na frente deles. Raimundo se via encantado com tudo está fluindo bem, e para minha surpresa, eu também estava gostando apesar de ter ido tensa a essa festa.
— Vamos indo Gilda, quero te apresentar a outras pessoas. Pai, mãe, com sua licença. Ele se despediu e então o acompanhei.
Ele me apresentou mais a algumas pessoas e depois a um grupinho de garotos estilo "playboy", eles tinham um olhar pervertido sob minha pessoa e não somente eu notei isso, Raimundo também, tanto que ele saiu me arrastando para um canto do salão.
— Que caras tarados! Diz ele enciumado.
— Não estava gostando de como estavam me olhando. Eu já gostaria de ir embora. Digo irritada.
— Não Gildinha, ainda nem foram batido os parabéns, minha irmã gostou de você e ficaria muito triste se você fosse embora agora. Ele diz fazendo bico. Reviro os olhos e suspiro fundo.
— Tudo bem, fico até os parabéns, depois vou embora, minha cabeça está começando a latejar. De fato não menti, minha cabeça agora começava a dar pontadas. Eu só queria está na minha cama.
— Está bem... Ele se inclina para frente para me beijar e como um impulso eu o impeço de fazê-lo pondo minhas mãos em seu peitoral criando uma espécie de barreira. — Tudo bem? Me pergunta levantando uma sombrancelha.
— É... sim... é, que não sei o que me deu... tipo... é... você vem de repente e eu...
— Tudo bem princesa, não precisa ficar assim. Me diz, percebendo meu nervosismo, e então me dar um beijo na bochecha. Fico sem jeito, afinal ele é meu namorado e não entendo essa minha atitude de afastá-lo, vou colocar a culpa no cansaço.
Raimundo é uma boa pessoa, a sua companhia é até agradável, mas não consigo nos ver como um casal, sei que ele muito desejou esse namoro, mas, eu não, sempre quis está longe dele, e agora o estou namorando, e tenho que ao menos tentar. Acontece que estou com ele por ter feito toda aquela cena no restaurante na frente do Raul, eu agi pelo momento, pela bebida me desvariando, pela loucura da tentativa de fazer uma grama de ciúmes em meu poderoso chefão.
Risos. Sim, vamos sorrir. Pois somente uma iludida como eu imaginou que isso acontecesse. Deus meu, que trouxa eu sou. Depois que conheci Raul eu me apaixonei achando que um dia ele sentiria algo por mim, sou desde então essa iludida de marca maior. Claro, iludida mesmo, com diploma e tudo. Penso em cair fora desse relacionamento com Raimundo, porque eu não sinto nada por ele e mesmo assim não queria machucá-lo, o único bom disso foi ter conhecido o outro lado dele que bem, me agrada bem mais do que aquele tonto sem cérebro que ele se mostrava antes....
Enquanto estou viajando longe com minha mente confusa, vejo então ele entrar naquele salão, imediatamente meu coração atrasa uma batida, e bate forte quando ele olha para o lado e lança aquele sorriso lindo que já dá pra ver melhor pois ele deu um retoque em sua barba. Eu acompanho cada movimento dele, sei que estou vidrada, porque ele é tão lindo, é como se eu o visse entrar em câmera lenta, realmente muito lindo. Saio do transe quando finalmente Raimundo estala os dedos na minha frente, querendo de alguma forma me tirar daquela hipnose.
— Gilda! Ele me chama.
E eu então o olho, mas volto a olhar a direção em que estava antes e agora percebo não somente Raul lindamente mas como também vejo minha irmã grudada no braço dele, rapidamente fecho a cara.
— Ei, o que foi? Nossa você está estranha! Raimundo diz ainda me olhando, eu o olho e como num piscar de olhos eu noto sua presença.
— É.... oi? Estranha? Não, eu estou apenas cansada. O digo ainda vidrada em Raul. Raimundo suspira, ele parece está triste.
— É uma pena, mas acho melhor levá-la para casa para que descanse. Diz ele.
— Mas o que... que diabos significa isso?! Digo irritada, não sei o que está havendo mas quando Raul e Raquel chegam praticamente ao meio do salão, onde se tem uma iluminação maior, posso notar um disparate que me deixa enfurecida. Raquel está em um mesmo vestido que o meu, idêntico para ser exata, e para piorar seu cabelo também está igual ao meu. Mas que palhaçada é essa?!
— Do que está falando?... Wou!!!!!! Ele se surpreende ao virar para trás e ver meu reflexo de cabelo Tinjido igual a mim. — Certo que são gêmeas, mas vocês combinaram isso? Eu não o respondo e saio em disparada na direção de Raquel.
— Que palhaçada é essa Raquel? Provocações também tem seus limites!
Ela me olha e vejo sua boca abrir em um "o", olho para Raul e este Franze o cenho.
— Quê?! Você está em um vestido idêntico ao meu! Ela diz em tom de surpresa, e tento me manter firme na acusação porque tenho quase certeza de que ela quis me provocar.
— Não começa! Porque fez isso?
— Fiz o que? não sei do que você está falando? Eu não sou idiota de querer parecer uma par de jarro, e ainda mais juntamente com você! Diz ironicamente.
Eu passo uns minutos a encarando, ela me devolve o olhar. Raquel tenta sair dali mas Raul fala algo para ela e então ela permanece. E então Vanessa se aproxima de nós.
— Nossa, vocês estão lindas! Ela diz encantada. Nesse momento, Raquel passa numa velocidade por mim se aproximando de Vanessa, deixando um cheiro doce de rosas no ar.
— Que palhaçada é essa Vanessa?! Ela esbraveja na cara da menina, e então percebo olhares sobre nós.
— Você não gostou Quel? Ela pergunta tentando suavizar,mas sua voz estava falha.
— Eu gostei do vestido, mas por que comprou um idêntico ao dela? Raquel a pergunta apontando para mim.
— Por que achei que iam gostar... Vocês são gêmeas e...
— Ah, que idiota!Você é uma idiota menina!!! Ela bufa saindo de nossa presença pisando fundo, Raimundo faz sinal para mim indicando que ia atrás dela.
E então me aproximo de Vanessa ao ver que sua cabeça estava baixa, ela realmente ficou triste e envergonhada, pois Raquel fora muito rude falando daquela maneira na frente de algumas pessoas, por que outros estavam entrentidos na festa. Afinal, ela só quis ajudar.
— Van, não escuta ela. Você não é idiota, só quis nos ajudar e..
— Me desculpa, eu pensei que gostariam. Diz ela sem me olhar.
— Eu gostei mas, não é porque somos gêmeas que temos que vestir iguais, entende? Ela fez que sim com a cabeça, mas ainda estava triste e eu estava com pena dela, ela não fez por mal, Raquel que é uma bruta e nunca será benevolente com as pessoas. — Ok, vamos esquecer isso. Onde está o Bruno?
— Estava com uns amigos nossos lá fora.
— Ok, vamos até lá. Digo, puxando ela pela mão, não queria que ela se sentisse mal por isso, e assim saímos atravessando o salão a chegar até a saída, nem me dei conta que deixamos Raul sozinho, nem sequer o cumprimentei, mas creio que não foi tão ruim assim, sabendo que para ele não faria nenhuma diferença.
....
P. O. V// RAUL
Penso que devo terminar com essa brincadeira de namorar Raquel, apesar de ter os atrativos, ela não faz o tipo de mulher para mim — Se é que eu tenho algum tipo- mas, ela é tão mimada, tão cheia de manha que para mim já não dá mais, não suporto tanta frescura. A chatice da vez é um aniversário da qual ela fora convidada e a mesma me infernizou para acompanhá-la. Eu poderia muito bem dizer um NÃO, resolveria na hora, mas, acabei por aceitar, a sorte dela é que eu estava lotado de trabalho e não penso direito quando estou concentrado em uma coisa, ela pediu, choramingou e para me livrar de seus aborrecimentos aceitei, disse que iria a tal festa e droga, aqui estou eu nesse maldito aniversário.
Ao chegarmos ela enlaçou seu braço ao meu e me fez sorrir à força para um câmera que tirava fotos dos convidados na entrada. Adentramos o local, e mal penso, chega Gilda minha secretária totalmente irritada ao lado de seu namorado sem graça, reclamando de algo para Raquel. Logo vejo que se referem ao vestido do qual usam, o mesmo vestido. Olho para elas tentando entender porque estão exatamente iguais, mas nem elas mesmas sabem porquê, e isso não agradou em nada Raquel, tanto que a mesma quis ir embora, mas eu a impedi. Oras, me perturbou para vim e agora quer ir embora? Não mesmo, a impedi dizendo que não iríamos e ela se conteve. Mas saiu irritada para algum lugar do salão ao vociferar para a garota que fez toda essa confusão dos vestidos, ela saiu tão irritada que nem se importou em me deixar ali plantado. Agora sim eu quis ir embora, mas Gilda ainda tenta tranquilizar a moça, ela pareceu ficar bastante afetada com as palavras de Raquel e olha que ela nem foi grossa o suficiente em minha opinião. E as duas também saem dali, sem nem ao menos falar com minha pessoa. Totalmente ignorado, garotas mal educadas.
Os convidados se reuniam em volta de uma mesa para cantar o famoso "parabéns", me sinto deslocado, não sei onde infernos se meteu Raquel e agora me recuso a me unir com essas pessoas e então me afasto ficando em um canto em penumbra, onde posso ver o movimento das pessoas dali.
Depois de algumas horas, todos se aglomeraram no meio do salão para dançar um ritmo barulhento e agitado, a essas alturas eu já havia tomado vários goles de vinho, muito bom por sinal. Eu já estava ficando tonto, pois toda vez que o garçom se dirigia até mim, eu pegava uma taça. Precisava me entrenter, estava sozinho minha "namorada" havia sumido e eu já queria ir embora dali com ou sem ela. Decidido, tento me levantar do banquinho e ir embora, mas já estou tão tonto a ponto de cair novamente no banco.
— Droga! Fico ali mesmo então, esperando Raquel passar por ali e eu a chamar para irmos.
Observo as pessoas dançando, parecem felizes. O que eu faço aqui?
Forço meu olhar para enxergar melhor uma das gêmeas, e logo sei que é Gilda, apesar de serem e estarem bastante parecidas, as diferencio porque Gilda tem cabelo natural enquanto que Raquel tem o seu tingido de Louro. A olho melhor, ela está de costas, está tão bonita, logo eu que não gosto de elogiar mulheres bonitas na frente delas, mas Gilda está bonita, aliás ela assim como Raquel é muito bonita, linda mesmo. Ela tem algo que faz com que ela fique mais bonita do que Raquel, sinceramente e meio louco parece ser mais bonita. Ela vira-se e posso ver seu sorriso, bem angelical, a mesma está numa roda de amigos penso que sejam pois estão muito à vontade. Fico ali a olhando, seu corpo esguio e definido faz qualquer homem a ter desejos. Acho que estou imaginando coisas, deve ser o álcool. Logo, o namoradinho estranho dela se aproxima e a beija no rosto, automaticamente viro o olhar, muito estranho esse meu gesto, a olho de volta e ela está de costas novamente, que bizarro agora ela está parecendo com a Raquel pois o cabelo tem pincelado alguns fios amarelos, será a Raquel? Agora não sei mais, tento ver novamente e vejo um cara se insinuando para Gilda, ou será Raquel? Caramba! estou confuso, o álcool definitivamente embaralhou minhas idéias. Uma irritação me sobe, quando vejo o mesmo cara a puxar ignorante pela cintura, eu não sei distinguir se é Raquel ou Gilda, mas se fosse Gilda o namorado imprestável dela estaria ali já que ele parece ser possessivo nela, mas não estava mais, então deduzo ser Raquel, pelos os fios amarelados do qual a luz bate e reluz. O rapaz continua querendo a puxar para si, mas ela tenta o impedir, algumas moças ali diz algo para ele, eu não consigo entender, o som, o álcool, não me deixam entender, só vejo que estão bravas com ele. Me levanto do banco ainda na dúvida se interfiro ou não, não é do meu feitio está a defender mulheres, mas, me parece ser Raquel e como sabem ela é minha namorada, o que não soa nada legal um outro cara a ficar cortejando ainda mais na minha frente. Antes de me aproximar, penso novamente se devo intervir, então deixo para lá e busco me sentar e nesse momento ela começa a pedir para que pare quando ele tenta beijá-la a força, e num impulso eu avanço para próximo deles o empurrando para longe o fazendo cair ao chão, logo varios olhares são atraídos para nós. O abusado me olha espantado, bom creio que todos, e então ele se levanta e sem olhar para ela eu a puxo pela cintura a aproximando para perto de mim.
— Respeite minha namorada imbecil! Digo alterado e ele para o passo. — Somente eu posso beijá-la. E sem mais pensar afundo meus dedos no pescoço dela a beijando, não entendi porque ela tentou desviar mas eu fui mais firme e a prendi no beijo e logo ela se rendeu. Senti diversas sensações, nunca havia dado um beijo em Raquel com tanta vontade e desejo, o gosto era diferente e me senti envolvido.
— Raul?!! Ouço uma voz me chamar, entao deixo de beijar Raquel e olho para vem quem seja e... — Raquel?!
Estou incrédulo, eu beijei a pessoa errada, pois Raquel está ali parada surpresa e posso ver seus olhos fumaçando de raiva. Não tenho tempo de raciocinar, porque o desgraçado namorado da Gilda me acerta em cheio.
— Porque beijou a minha namorada?!... Ele não me dá chances em responder, e avança para cima de mim chamando a atenção de todos.
— Eu.. eu me confundi idiota!. Digo o empurrando. Nesse momento, Gilda sai aos prantos, não entendi porque ela chorou, quer dizer talvez entenda, eu fiz confusão e.. acabei nos expondo.
— Parem! Grita Raquel. — Raul, por que fez isso?
Não a respondo e com uma raiva de mim mesmo, saio também daquela maldita festa que para começar eu nem deveria ter ido. Percebo que Raquel me acompanha até lá fora e me puxa pelo paletó e sou forçadamente a parar.
— Porque beijou ela? Me pergunta com raiva e eu com mais raiva ainda me livro das mãos dela que ainda segurava meu paletó.
— Eu a confudi caramba! Vocês estão idênticas...
— Não é desculpa! Ela diz em tom autoritário e isso me irrita.
— Me deixa, vou embora! Digo pegando as chaves do meu carro dentro do bolso de meu paletó. Rapidamente entro no carro o ligando em seguida.
— Vai me deixar aqui e sem me dar uma explicação decente? A fuzilo com o olhar, realmente foi a gota que transbordou.
— Vou! E está tudo terminado, chega, isso acaba aqui!!! Pela janela do carro a vejo fazer uma expressão surpresa mas não disse mais nada, e aproveitei a deixa para arrancar dali com tudo. Dirigi com toda velocidade sem me importar em está alcoolizado. Não sei do que corria, da vergonha, de Raquel... Dos meus sentimentos que pareciam querer dar o ar de sua graça...
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