Um Bonito Amor
48 O reencontro se aproxima
Notas iniciais
Aeroporto do México
Quando o avião aterrissou em solo Mexicano meu coração palpitou tão forte que eu juraria que estava tendo um ataque cardíaco. Tentei me acalmar e colocar na minha cabeça que não teria nada de novo, não teria nenhuma surpresa, e eu não encontraria com ele.
— Nervosa? — Senhora Muller me tira dos pensamentos.
— N-nervosa? Não, claro que não. — Respondo sem encará-la.
— Sim, você está, mas não precisa ficar assim você não precisa vê-lo senão quiser, já disse que irei fazer isso sozinha, irei conseguir o perdão dele sem que você tenha que interferir. — Diz ela em um intuito de me tranquilizar.
— Não se preocupe, estou bem, e não estava pensando nele. — Minto. — Apenas estou ansiosa em rever minha família. — Completo tirando o sinto de segurança e ajeitando a bebê que dormia profundamente em meu colo.
— Está bem. — Ela diz não muito convencida de minhas palavras.
— Vamos senhoras? — Diz Henrique se aproximando de nossas poltronas com David.
— Sim, pode segurar a Laurinha pra mim enquanto eu pego essa bolsa? — Pergunto a Henrique que prontamente se encarrega da bebê.
Em poucos minutos estávamos pegando nossas malas e após pegamos um táxi e todos fomos para a mansão de mãe Cecília que sabia que eu estava chegando.
— Filha! Que saudades! — Disse minha mãe me dando um abraço caloroso ao me ver.
Ah, que saudades desse abraço.
— Estava com muitas saudades de todos vocês. — Digo. — Olha o que eu trouxe pra vocês.
Henrique me passa Ana Laura que já havia despertado com todo aquele barulho. Todos ficaram muito encantado com ela, Lilian e Ronaldo que também estavam por ali, ficaram maravilhados com minha bebê.
— Gilda, sua bebê é a mais linda que já vi no mundo inteiro. — Diz Ronaldo me dando um abraço e fazendo gracinha para a minha menina que rir.
— Sim, é verdade. Que lindinha é você. — Diz Lilian se aproximando de nós e nos dando um abraço coletivo. — Saudades amiga.
— Senti muitas saudades de você e Ronaldo. — Olho para os dois desconfiada. — Ainda estão juntos, não é mesmo?
— Parece que não? — Fala Ronaldo dando um beijo na bochecha de Lilian que fica vermelha, dou um sorriso feliz.
— Seja bem vinda minha irmã, senti saudades de nossas conversas. — Bruno diz dando leve tapinhas em minhas costas.
— Ah, eu também. — Digo dando-lhe um beijo no rosto.
— Que bom que está de volta, e pode não parecer, mas também senti saudades. — Diz Raquel brincalhona.
— Que boba, vem cá. — Chamo-a para um abraço.
Depois de matarmos a saudade, nos sentamos todos e ficamos conversando, apresentei Henrique que ninguém ali o conhecia e expliquei o quão importante ele tinha sido na minha vida.
— E porque a senhora não se hospeda aqui em casa? Há quarto para todos. — Diz minha mãe que a essas alturas só paparicava Laurinha.
— Não se incomode. — A senhora muller fala com voz cansada. — Irei para a casa que deixei aqui, iremos David, Henrique e eu, adoraria que Gilda fosse conosco, mas entendo que queira ficar com sua família a partir de agora. É que me acostumei tanto com ela.
— Mas, sempre estaremos nos vendo, lembre-se que você me deixou com uma das responsáveis pela a agência. — Relembro-a.
— Sim, sim, nesse caso não lamento tanto.- Diz ela divertida.
— Bom, melhor irmos senhora, você já se esforçou muito hoje, precisa descansar. — Diz David cuidadoso.
— Sim, é verdade, vamos indo meninos. Gilda, amanhã Henrique irá ver com você um local para a sua clínica veterinária, senão quiser ir com ele, ele irá por você. — A senhora diz se levantando.
— Tudo bem, irei. — Confirmo.
Nos despedimos e horas mais tarde já me preparava para dormir, apenas ajeitava Ana Laura em seu berço que adaptaram pra ela em meu quarto, e ainda colocaram uma poltrona e alguns brinquedos. Meu quarto ainda era o mesmo, muitas coisas minhas estavam por ali, inclusive Pichula, minha coelhinha de anos.
— Posso entrar? — Diz Raquel entra a porta.
— Sim, claro. — Digo conferindo minha bebê outra vez que já dormia em seu berço.
— E o que pensa em fazer? — Me pergunta. Nos sentamos na beira da cama.
— Sobre o quê? — Pergunto confusa.
— Sobre Raul, não acha que ele virá saber da bebê? — Diz diretamente.
Levanto enfurecida e ao mesmo tempo nervosa ao ouvir seu nome.
— Ele não tem nada que vir atrás dela — Digo emburrada cruzando os braços.
— Sabemos muito bem que sim, porque ele é o pai e embora tenha se dado conta tarde, ele também sabe que é pai dessa criatura e então vai querer vê-la. — Diz Raquel calmamente.
— Pensei muito sobre isso antes de vim para cá, e decididamente não irei deixar que se aproxime da minha menina. — Digo com o pensamento longe.
— Bom, só disse isso para te alertar e não para que fique assim, nervosa. — Ela diz se aproximando de mim.
— Que mania de dizerem que estou nervosa, Raul não me deixa nervosa, não mais, porque não sinto mais nada por ele. — Digo firme.
— E você quer enganar quem falando isso? Ah, se for eu nem precisa, por que sei que não é verdade. — Raquel fala despreocupada sentando-se outra vez na cama.
— Não quero enganar ninguém, essa é a verdade, já não sinto mais nada por ele, ele mesmo se encarregou de matar todo o sentimento que sentia por ele. — Falo me dirigindo para a cama, sentando ao lado dela.
— Hum, ok. Acredito em você. — Diz ela não muito convencida e isso me deixa desconcertada.
Ficamos alguns segundos em silêncio até que ela resolveu dizer alguma coisa, parecia ansiosa.
— Gilda, esse Henrique, além da amizade há outra coisa entre vocês? — Pergunta e eu fico surpresa.
— O quê? Não, eu e Henrique só somos bons amigos, já disse que ele foi meu apoio, com tudo ele me ajudava e está sendo assim até agora. Ele me vê como sua irmã mais nova que ele tem que proteger e eu o vejo como um irmão protetor. — Respondo com alegria, Henrique tinha boa energia.
— E realmente é só isso mesmo. — Pergunta e eu me incomodo com o olhar que ela me lança.
— Claro Raquel, eu hein, até parece. Eu nunca mais irei me relacionar com ninguém, não quero. — Digo emburrada outra vez ao lembrar de Raul.
— Até porque o único que você quer é o Raul De La Peña. — Ela diz com voz manhosa e eu me desconcerto.
— Acho que já chega de conversa por hoje, não é? — Digo a pegando levemente pelo o braço a fazendo sair dali.
— Espera, uma última pergunta. — Respiro fundo. — Não é sobre Raul, prometo. — Ela faz sinal de juramento.
— Está bem. — Digo revirando os olhos.
— Bom... E esse Henrique tem namorada? — Pergunta.
O que eu adoro em Raquel é que ela é bem direta no que vai dizer, embora tenha demorado um pouco para perguntar isso sobre Henrique porque eu já havia percebido com ela olhava para ele quando chegamos.
— Não que eu saiba, pelo menos não nesse tempo em que eu o conheço e que esteve pendente de mim e das empresas da senhora Muller. Respondo.
— E você sabe o tipo de mulher que agrada ele?
— Não, teria de perguntá-lo. — A observo um pouco e vejo um brilho em seu olhar ao falar dele. — Será que a senhorita à minha frente, da qual não se apaixona por ninguém, veio se apaixonar pelo o Henrique? — Digo brincalhona.
— Pára com isso, claro que não, só fiquei curiosa. — Ela diz, seu rosto havia ficado corado.
— Ai, fica exatamente assim. — Digo e pego o meu celular.
— O que está fazendo?
Click. Havia tirado uma foto dela.
— Tinha que tirar foto desse momento, Raquel apaixonada e corada por está apaixonada é a manchete do ano. — Brinco.
— Me dar isso aqui. — Ela me toma o celular e apaga a foto. Dou risadas.
— Você fica tão fofa assim. — Digo ainda dando uns risinhos.
— Haha, quando ficou tão palhaça assim? — Diz dando batidinhas no seu rosto.
— Não sei, foi engraçado fazer isso com você, sempre é você que me desconcerta. — Digo me recompondo e ficando um pouco mais séria. — Olha, eu tenho certeza que você e Henrique será um lindo casal.
— Não sei, por enquanto vou observá-lo e quem sabe me declaro, mas prefiro que ele sinta algo por mim antes. — Ela diz pensativa.
— Bom, se aproxime dele, converse, quem sabe assim podem se conhecer e em futuro tudo pode acontecer. — Digo a encorajando.
— Está bem, levarei em conta seus conselhos. Mas, por favor, não diga nada a ele, deixa que eu manejo isso. — Ela autoritária. — Promete?
— Prometo, não se preocupa que de mim Henrique não saberá nada. — Tranquilizo-a.
Raquel saiu de meu quarto, então me deitei na cama no intuito de dormir, mas as lembranças de Raul dominaram meus pensamentos e passei a noite toda tentando afastá-los, mas inútil, até que peguei no sono...
No dia seguinte Henrique e eu fomos à procura de um lugar para montar minha clínica e depois de muito buscar encontramos um lugar ótimo, bem amplo e com compartimentos o suficiente para os animais. Fizemos toda a papelada necessária com os vendedores e a partir do dia seguinte já iniciaria a montar a clínica.
Horas mais tarde, fomos para a agência reabrí-la....
POV RAUL ON...
Estava mais uma vez distráido pensando em Gilda. Onde estaria? Essa pergunta sem resposta tem me acompanhado por durante dois anos, eu daria tudo para saber onde ela estava.
— Raul, telefone na linha 1, é Raimundo. — Yamilex, me informa.
— Ok, obrigado. — Digo sem ânimo.
— O que você tem? — Ela me pergunta se aproximando de mim.
— Nada, vou já atendê-lo. — Ponho a mão no telefone, mas ela me impede.
— Estava pensando nela, não era? — Pergunta, certa da resposta.
— Olha Yamilex, me desculpe, mas você sabe que eu não posso evitar, eu disse pra você que não poderia esquecê-la. — Digo me levantando, indo até a janela, ela me acompanha.
— Sim, eu sei, talvez foi uma loucura da minha parte me declarar pra você e pedir que tentasse algo comigo porque sei o quanto ama a Gilda e o quanto está sofrendo pela a sua ausência, mas Raul... — Ela vira o meu rosto para ela. — Eu amo você, e estou aqui, não estou exigindo que me jure amor e que me diga eu te amo, eu só quero que também pense em mim.
Já faz dois meses que Yamilex tem se declarado pra mim, e como havíamos passado esses dois anos juntos, ela sempre pendente de mim, achei que poderia tentar com ela e esquecer a Gilda, já que ela não queria saber nada de mim e isso me doía pensar. Achei que Yamilex aos poucos poderia me tirar dessa dor que eu estava vivendo, mas só estava enganando a mim mesmo e agora não poderia terminar, ela se dedicou para está ao meu lado e retribuir o seu amor era o único que eu poderia fazer para compensá-la.
— Me desculpe, irei fazer um esforço maior por não pensar nela. — Digo sem firmeza.
— Obrigada. — Ela diz comum brilho nos olhos e sela seus lábios nos meus. — Vou deixar você atender o telefone, qualquer coisa estou aí fora. — Diz e eu assinto.
— Raimundo, desculpe ter feito esperar. Pode dizer,
— É a sua chance. — Ele diz e eu fico confuso.
— Chance? Do que você está falando? — Pergunto.
— Vamos essa noite na casa de Cecília, Gilda voltou de viagem e me convidou para ir jantar em sua casa essa noite e estou te informando para vê-la.
Meu coração começou a palpitar muito e um sorriso bobo havia se formado em meus lábios,enfim a veria.
— Está certo disso? — Pergunto receoso.
— Sim, a própria Gilda me ligou. Bom, acho que ela ainda não sabe que tudo foi por minha causa e hoje é sua chance de aclarar tudo isso. — Ele diz animado do outro lado.
— Sim, eu irei, vamos no meu carro, passo na sua casa para irmos. — Digo.
— Certo, espera, não diga nada a Yamilex. — Ele diz cauteloso.
Ah, Yamilex por um momento esqueci que estava com ela. Raimundo não era de acordo com que me relacionasse com sua irmã porque sabia que eu não poderia amá-la, mas resolveu não se intrometer nas decisões de sua irmã que estava decidida a estar comigo. Deus como vou sair disso sem machucá-la? Pensaria nisso em um outro momento, agora só me interessava ver Gilda outra vez.
— Está bem, até a noite. — Digo e desligo.
Eu não poderia acreditar que a veria e o que é melhor reconheceria meu filho ou filha. Estava tão animado que resolvi sair a comprar alguns presentes para Gilda e meu filho. Yamilex queria saber para onde iria, mas apenas a disse que precisava de ar e segui para um shopping mais próximo, essa felicidade ninguém poderia me tirar...
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