Um Bonito Amor
27 Fotografias :)
Notas iniciais
—E então, não vão me dizer o que irei descobrir? — Ele pergunta sério outra vez, mas não consigo dizer nada.
—Que dramático, vamos Gilda conta logo pra ele, ia ficar sabendo de todo jeito mesmo. — Arregalo os olhos para Raquel.
—É....
—Ah, deixa que falo. Gilda te queria fazer uma surpresa. É isso, mas você é chato! — Ela então se dirige para o apartamento piscando para mim.
—É isso mesmo Gilda? — Ele me chama a atenção com essa pergunta, ainda estou assustada.
—S-sim, bem é que seu.... — Eu procurava alguma desculpa na cabeça. — Seu aniversário está próximo, e então eu queria fazer uma surpresa, mas você acabou de descobrir. — Digo fingindo está triste.
Ele me abraça e me dá um beijo demorado.
—Não se preocupe com isso, eu não sou ligado em festas, podemos fazer algo somente para nós dois, na verdade queria passar meu aniversário só com você. — Diz ainda me apoiando em seu abraço, então sinto meu coração se acalmar pelo susto dele quase descobrir o real motivo.
—Então faremos como quiser, ainda bem que descobriu antes de eu ir adiante, vai que eu fizesse algo que não te agradasse. — Falo usando aquela desculpa.
—Imagina, você me agrada em tudo. — Diz carinhoso e eu lhe beijo a face.
—Vamos subir?
—Não, agora que te vi vou indo, não quero me encontrar com a Raquel.
—Ai Raul, até quando? Raquel mudou, você precisa ver, ainda é esnobe, mas não chega mais a ser aquela Raquel cheia de coisas.
—Ok, mas mesmo assim ainda não me sinto confortável pelo o que ela te fez, deixa passar mais um tempo, tá bom? — Diz e me dá outro selinho.
—Então nos vemos amanhã?
—Claro que sim meu anjo.
Nos damos outros beijos apaixonados, e logo em seguida o vejo partir em seu veículo, então respiro aliviada por não ter desconfiado de nada. Subo para meu apartamento, e Raquel estava fazendo um lanche.
—Quer? — Me oferece, mas recuso.
—Você quase me mata. — Digo, sentando ao seu lado no sofá.
—Você tem que aprender a ser mais esperta, como eu. — Fala orgulhosa ligando a Tv.
—Eu quase tive um infarto, não faz mais isso.
—Ué, eu te livrei tá? Você que é lenta, se dependesse de você ele descobriria com certeza. Mas, o que você o disse depois que falei aquilo? — Pergunta trazendo sua atenção para mim.
—Usei a desculpa de que estava preparando uma surpresa para seu aniversário, minha sorte é que está bem próximo mesmo. — Respondo-a.
—Sorte sua. — Ela rir. — Tinha que ver sua cara.
—Nem vem, por pouco ele não descobriu.
—Está vendo como isso não é bom? Você viu, isso de o Raul aparecer de repente, é um sinal. — Disse dando uma mordida no seu lanche.
Fico pensativa, e acredito que ela tenha razão, mas, eu sinto uma necessidade de fazer isso e vou continuar.
—Já está feito, não irei voltar atrás. Tenho quase certeza de que isso pode terminar bem. — Digo, e me levanto para ir ao meu quarto.
—Não, não vai acabar bem. — Ela continua firme com isso, mas a ignoro e vou para meu quarto.
No banho começo a pensar em tudo que acabara de acontecer, a mãe de Raul estava de volta, doente e com um último desejo de ao menos ver o filho. Eu sei que é perigoso e eu posso está arriscando meu namoro com Raul, mas iria tentar, acredito que algo de bom pode acontecer e ele possa ao menos dar a chance à sua mãe de lhe contar tudo o que aconteceu, iria tentar.
POV RAUL ON...
—Estranho, nunca mais recebi ligações anônimas. — Digo para mim mesmo.
—Falou comigo senhor Raul? — Yamilex me pergunta enquanto separa alguns papéis de processos para mim.
—Na verdade falei alto. — Expliquei-lhe. — Mas, acredito que você esteja ciente sobre essas ligações.
—Sim, você falou algo a respeito e Gilda já havia me relatado. — Ela diz grampeando algumas folhas.
—Falar em Gilda, você a viu hoje? Estive ocupado no tribunal.
—Acho que não veio trabalhar hoje, mas pensei que havia lhe avisado. — Responde.
Fico um tempo pensando, e talvez ela tenha me dito alguma coisa e por estar muito ocupado, talvez não havia me lembrado. Pego meu celular para conferir algo.
—Não, ela não deixou nenhuma mensagem, nenhuma ligação. — Fico pensativo outra vez. — Será que aconteceu alguma coisa?
—O senhor quer que eu tente contatá-la? — Ela indaga já se dirigindo ao telefone.
—Não, ela não atende. — Respondo enquanto tentava ligá-la em seu número.
—Vou ligar para Raimundo, talvez ele tenha a visto na faculdade hoje. — Ela diz e eu repreendo.
—Seu irmão? O que ele pode saber de minha Gilda? — Pergunto desconfiado e ela solta um risinho fraco.
—Não fique preocupado seu Raul, Raimundo só vê Gilda como amiga hoje em dia, então não fique assim. Posso ligá-lo?
Ainda fico receoso porque esse tal de Raimundo não me cai bem, mas por estar preocupado com Gilda permito que o faça. Ela ligou e falou com ele, mas ao desligar disse que o irmão também não havia visto Gilda hoje, isso me preocupou mesmo. Então liguei para seus amigos, Lilian e Ronaldo, ambos não faziam idéia e que ela nem havia ido para a faculdade hoje, o que me desesperou. Dessa maneira resolvi entrar em contato com Cecília.
—Oi Cecília, desculpe incomodá-la, mas você tem visto ou falado com Gilda hoje? — Pergunto com uma ponta de nervosismo.
—Sabe que não... — Ela pausa um pouco e retorna assustada. — Mas, porque? Não sabe onde está ela?
—Não sei, ela não veio trabalhar e fui informado de que não fora à faculdade hoje e nem sequer me disse algo, eu realmente estou ficando preocupado, acho que vou em seu apartamento.
—Minha virgem santa! Será que minha filha está doente? E Raquel, elas moram juntas, você falou com ela? — Pergunta, e eu nem sequer me lembrei de Raquel.
—Não, você pode fazer isso? É que não tenho o número dela. — Realmente não tinha já fazia um tempo.
—Ligarei agora mesmo. — Ela disse prontamente. — Te aviso daqui a pouco. — Concordo e desligo.
Enquanto isso continuei ligando no celular de Gilda e nada, era a primeira vez que isso acontecia e realmente estava me preocupando. Após um tempo, Cecília havia me retornado passando a informação que lhe dera Raquel, de que Gilda não estava doente, mas que havia saído muito cedo, antes mesmo de ela acordar e que não sabia para onde a mesma havia ido. Agradeci a Cecília e pedi que não ficasse preocupada porque eu iria procurá-la, mesmo já preocupada ela confiou que eu a encontraria e assim fui em busca da Gilda.
Raul pov off...
Ainda à noite a mãe de Raul havia me ligado, pedindo que eu a encontrasse no dia seguinte pela manhã, hesitei, mas ela queria sugerir algo para o aniversário dele de presente e queria que eu fosse a intermediária sem que ele soubesse. De novo aceitei, mas não informei Raquel, e para que ela não descobrisse, resolvi sair bem cedo para que não me visse. Acabei saindo sem celular, já que o mesmo havia descarregado.
Havia chegado ao local que a senhora me passou, era sua agência de modelo, cheguei e me apresentei na recepção que logo minha entrada fora liberada quando David me avistou.
—Gilda! — Diz animado. — Venha, D, Muller está à sua espera. — Assinto sem jeito e o sigo.
Ele me leva por toda a extensão do lugar antes de chegarmos à sala onde estava a senhora. Passamos por corredores com vários quadros de modelos, muito lindas por sinal. Assim que chegamos à sala da senhora, David se identificou e a mim também, e logo adentramos na sala.
—Bom dia, como você está? — Ela se levanta e me dar um fraco abraço.
—Bom dia, acho que estou bem. — Digo sem ter muita certeza depois do que havia acontecido ontem.
—Entendo. Me desculpe ter atrapalhado você hoje e feito você ter vindo bem cedo. — Diz penalizada.
—Não se preocupe, eu quis vim. — Digo segura.
—Você já deve ter conhecido os arredores da agência, não é?
—Sim. Seu assessor me apresentou.
—David sempre tão bem prestativo. — Ela esboça um sorriso amigável a ele que retribui feliz. — O que achou? Ainda não temos modelos o suficiente, já até espalhamos propaganda em todos os lugares, mas ainda não encontramos ninguém que queira modelar. — Ela diz revisando uns papéis.
—Eu gostei, tem um visual muito bonito. — Respondo me referindo ao lugar. -Acredito que ainda está recente então seja por isso que as pessoas ainda não tenham vindo à sua agência.
—É o que a disse, também acho que seja isso Gildinha! — Diz o assessor simpatizando comigo, também simpatizei com ele.
Ele tem um jeito divertido e é amigável, a maneira peculiar de seus movimentos tem um motivo, ele é homossexual, e pra falar a verdade gosto muito de gente assim, são mais divertidas. Seu sotaque estranho é por ser uma mistura de francês e espanhol, mas ainda assim seu espanhol sai compreensível.
—Bem, mas você queria preparar um presente para Raul para que lhe desse de forma indireta, o que seria? — Pergunto curiosa.
—Na verdade, ainda não sei. O que você me sugere? — Pergunta e eu fico pensativa.
—Bom, eu havia pensado em fazer um quadro enorme dele com o pai, mas ele não tem essa foto, me disse que as que tinha sumiram.
—Ótimo querida, faremos isso! — Ela diz empolgada.
—Mas, acabei de dizer que não tem como porque não há foto assim, e montagem não ficaria legal. — Explico-me outra vez.
—Eu sei, mas eu tenho fotos deles dois juntos. — Revela com um sorriso largo no rosto.
—Você tem? — Pergunto duvidosa.
—Sim, não te contei sobre isso, mas assim que fui embora, levei comigo todas as fotos e álbuns, acho que eles nem chegaram a se tocar que eu havia levado as fotos porque estavam mais magoados por eu ter ido daquela forma. — Diz tristonha.
—Ah, então onde está essas fotos, posso ver?
—Em minha casa. — Diz, e eu suspiro desanimada.
—Assim que cheguei, comprei logo uma casa, não gosto de ficar em hotel. E se você quiser, pode vim comigo na hora do almoço e aí te mostro as fotos.
Fiquei animada, pois queria ver Raul em sua infância, realmente me escapou um pequeno riso ao pensar nele criança, devia ser a coisa mais linda. Apesar de eu estar muito curiosa para ver as fotos, estava naquele momento sem contato, e acredito que Raul já tinha me ligado.
—Adoraria, mas ainda não falei com Raul hoje e creio que ele já tenha tentado falar comigo... — Olho meu relógio de pulso. — Meu deus, já são quase meio dia. — Digo exaltada me levantando da cadeira.
—Espere, já vai?
—Sim, não fui à faculdade e tenho que trabalhar. — Explico.
—Por favor, você não pode faltar só hoje? Eu realmente queria dar esse presente ao meu filho. — Diz penalizada.
Penso um pouco e chego à conclusão de que Raul ficaria muito feliz em ter esse presente e, apenas tentaria encontrar uma desculpa de onde eu havia tirado aquela foto.
—Tudo bem, eu quero muito ver essas fotos. — Digo animada novamente.
—Então, vamos. — Ela se prontifica pegando sua bolsa e me encaminhando para fora da agência. — David, cancele a reunião que eu teria hoje à tarde.
—Tudo bem senhora, lhe vejo amanhã então. Gilda... — Ele se dirige a mim e me abraça amigável. — Nos vemos, ah... — Diz e me solta me olhando. — Você não gostaria de modelar? Digo, ser modelo fotográfico? Você é muito linda e como nossa agência está iniciando aqui no México, você poderia ser nossa modelo propaganda.
—Imagina, eu não tenho interesse em modelar. — Digo sem jeito.
—Ah, mesmo? Mas, você é tão linda. — Fala desapontado.
—Obrigada mesmo, mas, meu mundo não é esse. — Digo tentando fazê-lo entender.
—David tem razão, você chamaria muita atenção, mas já que não quer, respeitamos. — Diz senhora Muller compreensiva.
—É verdade, mas pega aqui. — E então ele me estende um cartão da agência. — Caso mude de idéia.
Pego o cartão que oferecia e lhe dou um abraço afetivo, mas dificilmente mudaria de idéia.
—Bom, vamos então. — A senhora Muller abriu a porta de seu carro para que eu entrasse, logo entrou atrás de mim, havia um motorista que nos levou até a casa da senhora.
Após alguns minutos, paramos em frente a uma casa grande, era murada, mas dava para ver que era coberta de flores, havia com certeza um jardim em sua área.
Entramos e uma funcionária ia nos conduzindo para dentro, estava certa, havia um jardim em sua área.
—Você gosta de flores? — Pergunto observando seu jardim que era bem cuidado.
—Não necessariamente, na verdade já veio com a casa e achei bonito não quis desfazer, então permaneço cuidando. — Responde cheirando algumas flores. — E as flores cheiram bem.
—Realmente. — Constato o fato, inspirando o cheiro das flores que haviam ali.
—Senhora, já preparei o chá com biscoitos, deixei servidos em seu escritório. -A funcionária disse gentilmente.
—Obrigada Maria. Vamos, Gilda? — Assinto e a sigo.
A casa é muito grande e bonita, realmente ela estava muito bem financeiramente nem tinha como dizer que teria voltado pra tirar algum dinheiro de Raul, por que acredito que ela tenha até mais que ele uma vez que fora deixado uma fortuna milionária para ela.
—Fique à vontade. — Disse me levando para seu escritório. — Eu só irei tomar um banho e logo virei até você. — E logo ela foi saindo me deixando ali sozinha.
Olhei todo o redor de seu escritório, era muito bonito também e organizado, então fui explorando aquele lugar, apenas olhando tudo. E algo me chamou atenção, um quadro ao lado de seu computador, pela curiosidade acabei olhando e vi três pessoas, uma era mãe de Raul, a outra o pai, pois já havia visto seu rosto em um quadro que Raul tinha em sua sala. Meus olhos sorriram ao ver aquele menino de mais ou menos uns cinco anos, ele tinha o sorriso mais lindo e inocente. Como era lindo, sua pele alva de cabelos e olhos negros e lisos caindo por entre seus olhos, eu passei meus dedos no vidro do quadro sentindo uma pequena emoção, pois parecia que ele era feliz com os pais ali, então senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
—Gilda? — Ouço a senhora me chamar, limpo rapidamente as lágrimas.
—Sim? — Pergunto tentando disfarçar colocando o quadro em seu lugar.
—Você está chorando? — Não a respondo, ela então pega o quadro que eu segurava a pouco. — Eu também choro ao ver essa foto, foi quando ainda tentava não ser tão rude com meu filho.
—Ele parecia tão feliz. — Digo ainda tentando secar meu rosto.
—Sim, estava, ainda era um bebê inocente, ainda não entendia bem minhas atitudes ruins para com ele. — Relata pensativa.
Ela então se dirige a um armário e de lá tira um álbum, logo percebo que são as fotos que iria me mostrar.
—Venha, senta aqui ao meu lado. — Me chama em um pequeno sofá em que já estava, faço o que pede.
Assim que ela abre o álbum, a primeira foto que aparece é a dele bebê, me escapa um risinho ao vê-lo desnudo e me sinto encantada com seu rostinho angelical.
—Veja, aqui ele tinha uns 8 meses... — Ela pára e dar um risinho. — Ele havia ganhado chocolate do pai e se lambuzou todo. — Disse ao relembrar contente.
—Nossa era tão gordinho, uma fofura mesmo! — Digo entusiasmada.
—Isso é, olha essa, aqui ele tinha seus 3 aninhos, não era a coisa mais linda? — Fala orgulhosa.
—Sim, lindo desde bebê. — Constato.
—Acredito que meus netos sairão uma obra de arte, por que ele sendo o pai e você a mãe então serão muito lindos! — Diz encantada e eu fico envergonhada. — Você e ele já pensaram em filhos? — Me sinto pêga de surpresa.
—Ah, ainda não, nós estamos apenas curtindo esse momento. — Digo sentindo meu rosto esquentar.
—Espero que ele nunca a deixe, você parece uma boa pessoa e será uma boa esposa e mãe, isso eu tenho certeza. — Confessa e eu fico ainda mais envergonhada.
E quero muito que Raul permaneça sempre na minha vida, embora eu esteja com medo caso ele vier a descobrir que eu esteja em contato com sua mãe, mas prefiro acreditar na força de nosso amor.
—Obrigada, e eu quero ser uma boa pessoa pra ele.
—Você já é, sei que você o mudou porque ele tinha o coração amargurado por minha culpa e só por isso já sou tão grata a você. — Diz com carinho e eu realmente senti que estava sendo sincera. — Olha, essa é a foto.
—Nossa, embora ele não seja o pai biológico de Raul, não tem quem desminta ele parece tanto a Raul agora. — Digo percebendo a semelhança entre Raul e seu pai.
—Parece mesmo, mas eu não quero que Raul saiba dessa verdade e peço que você jamais o conte, quero que ele continue acreditando e amando o pai que o criou.
—Claro, se depender de mim Raul nunca saberá disso, até porque o que eu quero é que ele seja feliz sendo que ele já sofreu tanto. — Digo penalizada.
—Obrigada por querer bem e dar tanto amor ao meu filho. — Ela então me abraça. -Bom, o que você acha dessa foto deles dois?
—Sim, está muito boa, podemos fazer um quadro grande, eu até já posso ver a cara de felicidade dele e o quanto ele irá me perguntar de onde achei essa foto.
—Ah é mesmo, você acha que isso complica você? — Indaga preocupada.
—Irei dar meu jeito. — Digo tentando tranquilizá-la.
—Então, irei dar ela a você para que providencie.
Ela então me passa a fotografia ainda muito bem conservada. Consulto meu relógio outra vez e vejo que já são as seis da tarde, realmente o tempo voou.
—Nossa, tenho que ir. — Digo preocupada com a hora.
—Já? — Ela diz um tanto desanimada. — Sua companhia é tão boa, quando poderei vê-la novamente?
—Entrarei em contato, e assim que o quadro estiver pronto lhe aviso.
Logo, me despeço da senhora e ela pede ao seu motorista para que me deixasse em casa. Ao chegar em meu apartamento, mãe Cecília e Raul correm para mim.
—Filha, onde estava? — Mãe Cecília pergunta apalpando meu rosto como se certificasse de eu estava bem.
—Ah, eu é...
—Porque não me atendia? — Raul pergunta me olhando aflito. — Fiquei preocupado.
—Me desculpe, eu não levei celular porque estava descarregado. — Digo deixando minha bolsa sobre o sofá, olhei para Raquel que parecia despreocupada por imaginar onde eu estaria.
—E para onde foi? — Ele pergunta com seu olhar desconfiado e engulo seco.
—Eu... eu tinha algo para resolver.... — A verdade é que eu não sabia o que dizer e Raul me aguardava atento.
—Ah, Gilda desiste disso, você não sabe nem preparar uma surpresa. — Raquel passa por nós quebrando o silêncio, me salvando outra vez. — Gente desculpa, eu já sabia que Gilda passaria o dia fora hoje tentando organizar uma festa surpresa para Raul, mas como era surpresa eu não tinha que dizer nada, desculpe se deixei vocês se preocuparem atoa, mas achei que a Gilda resolveria isso logo.
Ela finaliza passando a bola pra mim, embora eu ainda não saber como terminar.
—Gilda, meu amor, a gente falou sobre isso ontem. — Raul diz desfazendo sua cara desconfiada.
—Eu sei, mas é que eu queria fazer alguma coisa pra você, me desculpe se insisti nisso. — Digo simulando estar triste e ele me acariciou a cabeça.
—Você me deixou preocupada filha, porque não me deixou ciente? — Minha mãe me pergunta desapontada.
—Desculpa mãe, mas é que eu queria fazer isso sozinha, nem Raquel era pra saber, mas ela acabou me descobrindo. — Digo cúmplice olhando para Raquel que dar um risinho de canto para mim.
—Mesmo assim, fiquei muito preocupada.
Abracei minha mãe e disse que não a preocuparia dessa maneira novamente, ela compreendeu e se despediu de nós indo para casa. Raquel deixou que ficasse a sós com Raul e saiu por umas horas de meu apartamento. Eu e ele ficamos namorando um pouco no sofá da sala.
—Desculpa, faltei ao trabalho hoje e nem sequer te avisei. — Disse escorando minha cabeça em seu ombro.
—Releva, você pode. — Ele disse divertido.
—Não mesmo, não é porque sou sua namorada que tenho o direito de fazer o que quiser dentro do escritório, nem pensar. — Digo firme e ele sorrir.
—Ah, eu só quero que esteja perto de mim. — Diz me puxando mais para si.
—Estarei.
Ele então segurou meu rosto e começou a me beijar, seu beijo foi urgente como se realmente tivesse necessitando, só parou quando realmente eu precisei de um pouco de ar.
—Gilda, esquece esse negócio de festa em meu aniversário, eu realmente só quero passar com você esse dia. — Confessa me olhando fixamente.
—Tudo bem, prometo deixar isso e fazer como você quer. — Digo e ele sorrir me dando um selinho.
—Eu te amo sabia? — Confessa e meu coração pulsa forte.
—Eu também te amo muito. — Digo lhe devolvendo selinho.
—Você quer mesmo me dar um presente em meu aniversário? — Pergunta.
—Sim, claro. — Digo animada já pensando no quadro.
—Então, passa esse dia comigo e a noite também. — Diz malicioso e meu rosto esquenta.
—Mas, a noite que você fala é...
—Jantar, assistir algo, e dormir juntos. — Ele se aproxima muito mais de mim pondo suas mãos em minhas coxas.
—Raul! — Repreendo-o assustada, mas não tirei sua mão que alisava de forma delicada minhas coxas. — Você está insinuando que...
—A gente se entregue um ao outro. — Me completa. — Eu quero tanto sentir tua pele, teu corpo. — À medida que ele ia falando ia também deixando rastros molhados em meu pescoço.
—Eu...
—Sei que para você ainda é novo, mas eu quero ser o que possa te fazer feliz nesse sentido. Quero que seja pra sempre minha. — Revela, em seguida me dando outro beijo bastante quente.
No seu beijo havia um desejo intenso, então ele não parou e foi me empurrando lentamente no sofá para que eu me deitasse, ele ficou por cima e relaxou seu corpo sobre mim ainda me beijando.
—Te desejo tanto Gilda...
Foi então que ele pressionou seu corpo sobre mim e acabei sentindo o quanto ele estava realmente excitado, fiquei confusa apesar de estar adorando, porque com Raul eu teria coragem de me entregar sim, queria que ele fosse o único a me tocar dessa forma, mas eu infelizmente não estava pronta, não ali. E antes que tudo acabasse acontecendo ali mesmo, resolvi pará-lo.
—Não Raul. Aqui e agora não. — Digo me levantando, me ajeitando e ele faz o mesmo.
—Desculpa, acho que me empolguei. — Disse compreensível.
—Eu acho que muita coisa pode acontecer em seu aniversário. — Digo e meu tom saiu malicioso e me envergonhei por isso, ele deu um risinho que meu coração disparou.
—Você terá seu tempo, meu amor. — E então ele me abraçou em seguida me dando outro beijo mais calmo. — Eu espero você.
Raul é um homem maravilhoso, sei que não queria apenas me usar porque realmente a gente se ama e eu sinto isso cada vez mais quando o vejo. Eu o amo e farei de tudo para seja feliz ao meu lado, pois jamais quero perdê-lo.
Nos despedimos por estar algum tempo namorando, tenho certeza que Raquel já queria voltar. Assim que ele saiu, Raquel chegou, mas não cheguei a falar onde estava e ela respeitou e não me perguntou, então fui para o banho sendo que havia ficado bastante quente quando Raul começou a me tocar...
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