Um Bonito Amor
17 *Ela me faz tão bem*
Notas iniciais
Hello!
Não tenho muito o que dizer, apenas que leiam rsrs.
Vamos ler...
Minhas pálpebras estão pesadas. Eu quero mesmo ficar na cama, pois lá fora faz um friozinho bom, e essa cama está tão quentinha, cheirosa, com lençóis tão brancos quanto as nuvens, essa cama que... Meu Deus!..
QUE NÃO É MINHA! Levanto desesperada quando finalmente abro por completo os olhos percebendo que estou em um ambiente estranho, totalmente diferente de meu quarto. Pisco varias vezes, tentando reconhecer o lugar, corro os olhos por meu corpo e eu estava com a mesma roupa da noite anterior. Mas onde estou? Meu Deus! Lembro-me de ter saído com Raul e tvoltarmos para sua casa e.. Oh, eu ainda estava na casa dele. Me aproximo da porta que está entreaberta, com muito cuidado vou chegando até ela. Como se eu fosse uma fugitiva, me mantenho escondida segurando a porta.Dou uma vistoria no quarto enorme. Me pergunto para quê um quarto tão grande para uma só pessoa?Estou sozinha ali. Imediatamente volto para a porta entreaberta, e bastante envergonhada saio do quarto. Chego na sala e ele não estava lá, um cheiro de café forte invade minhas narinas, então sigo o cheiro que me leva até uma cozinha bastante espaçosa- Por aqui, acredito que os cômodos tem bastante espaço, só que os móveis só se tem o essencial- Logo me deparo com uma cena linda a qual me deixa babando. Raul preparando o café da manhã é uma cena muito linda. Ele está de costas, usando uma blusa branca manga longa de lã e uma calça pijama. De fato ainda estava frio, até porque aquela manhã amanhecera bem chuvosa causando frio. Estava tão perdida em Raul que não havia percebido que ele me olhava. Tentei disfarçar desviando o olhar rapidamente. — Está com frio? -Ele pergunta-me escorado na bancada com uma espátula na mão, me olhando de cima a baixo. — N-nao eu, estou.. Razoável. -Minto e tento esboçar um sorriso. — Hum, parece que está com muito frio. — Ele diz virando-se novamente para o fogão. — Não, não muito. — E então ele me deixa muito nervosa, muito mais quando fala como se nada tivesse acontecido, talvez porque eu não saiba o que esperar dele. — É claro que está com frio, senão não sairia da cama enrolada em meu Edredon. Droga! Fecho os olhos buscando disfarçar. Eu estava coberta com o edredon dele — Cheiroso por sinal- estava super agarrada nele. Rapidamente tiro o edredon, e faço menção de sair dali para o devolver à cama, mas ele me impede segurando em meu braço. — Pode se cobrir com ele, está muito frio mesmo. — Ele diz me dando um sorriso tão lindo que eu o beijaria sem pensar. — Não tem problema, eu já perturbei demais. — Imagina, eu que dei muito trabalho a você, aliás, obrigado por ter ficado esta noite. — E então ele volta sua atenção para o fogão. Agora vejo o que ele fazia quando colocou o alimentos em um prato, eram crepiocas. Simples. Não imaginava Raul cozinhando, pensava que tinha uma funcionária para fazer este trabalho. — A propósito, como fui parar na sua cama? — Pergunto curiosa por saber. — Com certeza não foi da forma de como você está pensando? -Diz colocando queijo na crepioca e as enrolando em seguida. Inevitável eu não arregalar os olhos, oras nem estava pensando nisso, ele é muito direto. — Não quis dizer isso. Só queria saber porque bem, eu costumo perder a memória pela manhã. — Me defendo de forma divertida. — É mesmo? — E então deixou o que estava fazendo e passou a me encarar apoiando seus braços na bancada de forma sedutora. Meu coração acelera. — então não se lembra de como eu a beijei e como fomos parar na minha cama? O QUÊ? Agora sim, meu coração parece querer pular pela boca. — Como? Você disse que... — Foi uma noite incrível, você tinha que ter lembrado. Eu fico perplexa. Não é possível, dormimos juntos? Não, eu não poderia ter me entregado, não agora. Oh Deus! Minhas roupas, ainda estou com elas, então como? Não entendo. — Do que está rindo? Pergunto ao ver que ele dava umas gargalhadas enquanto colocava o café em duas xícaras. — Você tinha que ter visto sua cara. — O quê? — Não aconteceu nada disso Gilda, só estou brincando com você. Sente-se. — Pede posicionando uma xícara e um pratinho com a crepioca no seu lado em cima da bancada. E não gostando quase nada de sua "brincadeira " me sento em uma das cadeiras altas, fingindo está irritada. Qual é? Eu quase infartei. — O que foi? Pra quê essa cara? Está zangada porque realmente não dormimos juntos? — Disse descaradamente. — O quê? Não! Eu hein. — Ignoro o seu olhar e aprecio aquela crepioca que parece está deliciosa. — Ok, me desculpe, é que já me sinto bem a vontade com você. — E eu não conhecia esse seu lado palhaço. — Digo e não o olho, porque não sei se eu deveria falar de modo tão informal com ele. — Há muito de mim que você desconhece. — Sua voz sai tranquila e suave e então eu o encaro e vejo ele abocanhar seu café da manhã. É verdade, não conheço quase nada dele, a única intimidade dele que havia me contado até agora era sobre seu pai e eu tinha muita curiosidade em conhecê-lo, muito mais.
— Se quiser eu sou toda ouvidos. — Quem sabe um dia eu te conte sobre minha vida, nunca compartilhei com ninguém, quem sabe você seja a sortuda. — E então ele bebe outro gole do seu café, enquanto eu ainda dava as primeiras mordidas em minha crepioca. Deliciosa! — Está bem. — Mal sabe ele que já me sinto sortuda só de estarmos muito mais próximos. — Esclarecendo sobre a noite anterior, eu acordei no meio da noite e percebi que havia apagado em suas pernas eu fiquei sem jeito, e então vi você em um sono profundo fiquei com pena porque você poderia ter dado um torcicolo ali. Então peguei você nos braços e a levei para deitar mais confortável na cama e lá a deixei, enquanto eu voltei para sala e dormi no sofá. Foi isso. Ele então levanta-se pegando nossas louças já terminado com o desjejum e as coloca na pia. Logo volta a sentar-se de frente para mim naquela bancada. Eu estava amando essa fase de Raul. — Você costuma cozinhar? — Pergunto buscando mudar de assunto, embora eu ainda quisesse saber ou buscar confirmar de algumas coisas da noite anterior. — Nem sempre, tenho funcionárias para limpar o apartamento e para cozinhar, só que elas estão de férias, e então tenho que fazer tudo. — Responde dando um sorriso amigável. — Entendo. Eu não imaginava que você sabia cozinhar, aliás o café da manhã estava muito bom. — Digo puxando ainda mais seu edredon para mim. — Que bom que gostou, foi o mais simples que deu pra fazer, porque já estava tarde e você poderia acordar com fome a qualquer hora. Agora ele estava sendo cuidadoso e eu gostei disso.— Mas estava muito bom mesmo. — Digo a verdade. — O que mais sabe fazer? — Bom, de fome eu não morro, cozinho varias outras coisas. — Sério? Eu sei muito pouco de cozinha, alguma coisa ou outra que aprendi com mãe Assunção, mas assim como você, eu também de fome não morro. — Com esse meu comentário ele sorriu e eu também, estávamos em um clima tão leve e agradável. — Já eu aprendi com a vida. — Ele falou e pareceu viajar no tempo, eu quis perguntar mas talvez não seria uma boa. — A vida é uma grande escola não é mesmo? — Sim, ela bate, te vira do avesso, mas tudo não passa de um aprendizado. — Você sofreu muito? — Ok, escapuliu, e eu tive muito medo dele repreender. — Quem não sofre, não é mesmo? — Disse com um fraco sorriso, logo percebi que esse assunto não era do seu agrado. — Isso é...— Vamos mudar de assunto, que tal falarmos do quão dançarina você é? — Eu?- Abro uma gargalhada que faz ele rir também. — Imagina. — O quê? Olha, você dança muito bem, principalmente quando quer seduzir alguém. — Oh meu Deus. — Ri envergonhada. — não estava seduzindo ninguém, era o ritmo. — Ah, então quer dizer que é culpa do ritmo você ter me seduzido? — Ele disse de maneira divertida. — Oh, você está muito engraçadinho hoje. — Digo no mesmo tom divertido que ele e logo me olha de um jeito sereno. — É que você me deixa leve. É muito bom ter uma amiga como você. A-M-I-G-A? QUÊ? Como assim? Ele me beija, me chama pra sair, quer me conhecer melhor, me trás para sua casa, e eu sou só uma amiga? -Não que eu esteja criando expectativas em mundos alternativos- Mas amiga? Ok, talvez esteja criando diversas expectativas, mas como ele pode me chamar de amiga sendo que havia dito que estava se apaixonando por mim?. Ah! Eu sabia que não devia ter me iludido tanto. — Gilda? — Ele me chama ao perceber que eu estava longe com meus pensamentos. — Hã? Oi. — O que foi? — Hã... Você se lembra de algo ontem? — Disparei, eu precisava saber. — Lembrar do quê? — Bem... Das coisas que a gente conversou e... das coisas que você disse, ah das coisas... — Me enrolei toda, eu queria tanto que ele lembrasse. — Hum, não lembro de nada em especial. — Não? — Não, não. — Logo abaixo a cabeça, para mim fora bastante especial ele ter dito que estava apaixonado por mim, que precisava de mim. —Ah. É tudo que sai da minha boca para não deixar visível minha frustração, eu já devia imaginar. — Lembro que fomos a boate, bebemos e dançamos, depois viemos para cá, bebi uns whisky e só, não foi isso? — Ele falava como se realmente fosse só aquilo. — Uhum. — Murmuro ainda de cabeça baixa, fitando minhas mãos. Não tive coragem de olhá-lo. — Há algo mais que eu deveria lembrar? — E logo levanto da cadeira, querendo sair dali, aquilo realmente me atingiu eu não devia ter perguntado nada. — Não tem mais nada para lembrar. — E então viro as costas dando passos rápidos para sair da presença dele. Ah não, uma lagrima teimosa insiste em cair. — Engano seu. Depois lembro de você pedindo para eu parar de beber, mas eu queria beber pois só assim eu teria coragem em dizer que.... — E então eu me viro para ele que está quase perto de mim. — que estou me apaixonando por você, que... Eu preciso de você. E então ele segura minhas mãos e as une com as suas, eu o olho e assim que pisco a lágrima escorre, e com um ato fofo ele enxuga meu rosto com seu polegar me olhando ternamente. — Era importante pra você eu ter lembrado disso? — Não consigo dizer nada, mas assinto. Ele me abraça, me aninhando em seu peitoral fazendo eu escutar as batidas perfeitas de seu coração. — Para mim também foi importante, principalmente porque você foi a primeira garota a quem eu disse isso. — então eu saio de abraço o olhando surpresa. — Nem mesmo para Raquel? — Muito menos.. — E então ele me dá um sorriso singelo e eu o devolvo com um fraco sorriso mas me sentindo plenamente feliz. — Eu quero beijar você. Me diz e nem espera por uma resposta, já selando seus lábios nos meus. E eu me entreguei a esse beijo até nos faltar o ar. — Ainda estamos nos conhecendo? — Pergunto retoricamente com minha testa colada na dele. — Sim. — Ele dá um lindo sorriso e me beija outra vez. Eu sabia que era assim que ele queria designar nossos beijos por "acaso", porque ainda não saberia definir nossa relação. Eu também estava confusa com tudo isso acontecendo entre a gente, está sendo tão rápido que não se dá tempo para raciocinar. Mas como eu já havia dito, deixarei acontecer, com que ele me conduza e no fim entenderemos o que somos um para o outro. — Bom, é melhor eu ir, daqui a pouco temos que trabalhar. — Digo me afastando dele. — Acho que vou te dar umas férias, o que acha? — O quê? Nao, Mariza me mataria, só estou lá há poucos meses. — Eu sou o chefe, não interessa o que acha Mariza. — Disse firme. — Sim mas ela gosta de você e desconfiaria com você me tratando assim. Quem em sua sã consciência daria férias a uma funcionário que não tem nem um ano na empresa? Ela que adora a pegar no meu pé, logo diria que nós teríamos um caso. — Ah, por favor. Mariza é uma louca ciumenta, não liga para ela. — Você e ela... — Sim, tivemos um caso junto mas já faz um bom tempo que a deixei, ficamos algumas vezes mas sempre deixei claro que não passava de noites em uma cama, mas ela não entendeu e acha que é minha dona, mas isso eu resolvo com ela. — Ele se explica e bem, era exatamente o que imaginava. — Ah, mesmo assim, não quero problemas. —Problema nenhum. E se ela te importunar me diz e eu resolvo isso. — Ele estava falando tão firme que me senti protegida. — Então se é assim obrigada. Poderia ligar para minha mãe agora mesmo e pedir que eu vá para Miami, mas vou ficar por aqui mesmo.— Miami? Não, vamos para minha chácara. — Diz ele indo em direção à sala, fico um tempo tentando raciocinar mas logo saio do transe e o acompanho. — Vamos? Sua chácara? Quê? — Isso mesmo, estou te dando férias para ir comigo à minha chácara que fica em VeraCruz na verdade um pouco afastada da pequena cidade...Ainda estou pasma, ele quer me levar para chácara dele? Se isso não é sério, não sei o que é. — Eu... — Eu só vou dizer ao caseiro que organize tudo para nossa chegada, você vai gostar. Olha, é uma chácara residencial, só há um cultivo de frutas, porque na verdade quando meu pai resolveu comprar era somente para o lazer de nós dois, íamos sempre em finais de semana, férias. É tranquilo e vai ser ótimo pra você. — Ele disse tão convicto. Estaria ele tomando decisões por mim? — Raul eu não acho uma boa idéia. Vamos esperar um pouco. — Ele então se senta em seu sofá e começa a olhar o seu celular. — Gilda, é só para desestressar, nada demais, por favor não me diga um não. E é melhor aceitar, pois prometi a Cecília que cuidaria de você. E quando foi que eu o dei um não? Penso. Resolvo aceitar, talvez seja uma boa desculpa para descobrir mais do mundinho dele. Mas espera aí, Mãe Cecília?
— Minha mãe? Vocês dois... Olha, eu já sou bem grandinha. — Falo cruzando os braços e logo ele se aproxima sorrindo charmoso. — Hey, calma. Cecília é protetora, é normal, mas não se preocupe que nao vou sufocar você. — Diz ainda com o sorriso no rosto, eu me derreto obviamente porque não o imaginava assim, ele devia sorrir mais vezes. — Tudo bem. Eu vou com você. — Ótimo, mas tarde eu ligo para o caseiro para avisá-lo. — Ok. — Logo viajo com minha mente o olhando vagamente ainda passando o dedo sobre a tela de seu celular. Enquanto caimos em silêncio, eu notei algo estranho em seu apartamento. Havia muitas fotos do pai dele, em especial um enorme quadro bastante bonito mas, não vi foto de uma mulher em que poderia ser sua mãe. Até a Chácara ele dissera que o pai havia comprado para lazer somente deles dois. Mas porquê a mãe nunca era mencionada? Fiquei receosa em perguntar mas, eu queria tanto saber embora eu soubesse que não poderia invadir tanto sua privacidade assim. — Engraçado, há muitas fotos de você e seu pai, especialmente de seu pai .....e sua mãe, ela faleceu? — perguntei tentando ser cuidadosa. — Sim. — Respondeu-me sem interesse algum. — É uma pena. Mas você não tem nenhuma foto dela por aqui, é um pouco estranho não é? — Não, não é. — Sua voz estava grossa e séria. Hesitei, talvez não deveria seguir perguntando, mas ser curiosa é incontrolável. — Hum, ela... — Coisas que você tem que saber da minha mãe : Ela -morreu -pra -mim e fim. Ele disse levantando-se jogando o celular em um canto qualquer do sofá e sua postura se tornou séria, procurei o Raul de segundos atrás e não estava ali. É, eu não devia ter sido tão curiosa. Vejo ele fixar seu olhar no quadro que estava a foto de sua pai, e não consigo desvendá-lo, ora parece triste ora parece bravo. Lembrei-me do dia do restaurante em que ele ficou nervoso quando falei em sua mãe. Pelo menos aprendi que o tema "mãe dele" jamais deve ser tocado. — Me desculpa. — Está tudo bem. — Ele diz disfarçando um fraco sorriso. — Bem, eu já vou indo, vou deixar seu edredon em seu quarto.- E assim fiz, voltando ligeiramente para a sala. — Gilda, obrigado por tudo. — Não me agradeça. — Ele está mais serenos mas ainda noto uma tristeza em seu olhar. — Assim que eu conseguir falar com o caseiro te aviso. E tire o dia de folga. — Não eu.. — Não se preocupe, e não vá trabalhar hoje. — Disse firme e então assenti. — Está bem. Tchal. — E assim sai de seu apartamento, peguei um táxi e parti em direção ao meu apartamento, acho que eu dormiria toda esta tarde... Acordo com o celular tocando insistente. — Alô? — O que você está pensando garota? Acha mesmo que pode sair por aí com o meu namorado? Passei alguns segundos para reconhecer a voz de Raquel. — Do que está falando? — Ainda estava sonolenta. — Não lembra mais que saiu ontem com Raul e o beijou? — E então me levanto rapidamente, me despertando de vez. — C-como sabe disso? Espera ai está mandando alguém me vigiar? — Não era possível que fizera isso. — Se enxerga garota! O que deu em você? Saiba que mesmo eu e Raul termos dado um tempo, não quer dizer que você tenha que correr para os braços dele. Ela estava ficando louca. Um tempo? Eles terminaram, Raul não quer nem saber dela. Ela está completamente iludida. — Como sabe que sai com ele? — Oras sua tonta, você não ver suas redes sociais? AFF, que raiva! — bufou ela. Não acredito que aquele beijo fora exposto. Me apresso em verificar isso. Pulo da cama e pego o notebook colocando diretamente na página. Me assusto com a primeira publicação que vejo. Jovem e namorador, o tão conceituado advogado Raul de la peña está de caso novo. Segundo alguns boatos é a gêmea de sua ex-namorada Raquel Sandoval. Pelo visto, gostou das irmãs até repetiu a figurinha. Fecho o notebook numa imensa velocidade. Sim, estou com raiva, por está sendo exposta e ainda mais por ser dessa maneira. Estão me tratando como a OUTRA. — Gilda, não me deixa falando sozinha... Olha, quando eu voltar de viagem você vai se arrepender de ter dado em cima do meu namorado. — Ah, cala a boca Raquel. Ele não é mais teu namorado e você não é dona dele, ele fica e beija quem ele quiser... Me esquece garota! — E sem esperar ela proferir outra palavra, encerro a chamada. Estou abismada, como aquilo foi parar em público? Será que Raul já sabe? Acabei por ligar para ele. — Oi Gilda, como você está? — Bem... Acho que estou.. Você viu o que publicaram sobre nosso beijo ontem na boate? — Não, não vi. Espera vou verificar. — Esperei alguns minutos até que ele voltasse. — Nossa Gilda, me desculpe, eu não imaginaria que me seguiriam a essa Boate? — Quê? Quem? — Você ja deve ter me visto em algumas publicações.. — Sim, sim, até mesmo com Raquel. Mas o que eu tenho a ver? — Quando se é reconhecido, a publicidade não hesita em invadir a privacidade alheia. Me desculpe. Mas não se preocupe, vou dar um jeito de tirar isso do ar.. — Por favor, eu não gostei nenhum pouco disso. — Digo exasperada. — Eu sei. Também não gostei, principalmente da maneira como se referiram a você. Cuidarei em falar com os responsáveis para tirar essa publicação, fique tranquila. — Me senti mais aliviada, pelo menos ele me compreendeu. — Obrigada, obrigada mesmo. — Tudo bem. Você gostaria de jantar fora hoje? — Eu.. Eu gostaria de ficar em casa hoje, se não se importa. — Disse- o, rezando para que ele não ficasse bravo. — Mas então para minha casa? Deixo você na sua e você nao precisa demorar. — Ele insiste, mas eu não posso ser tão fácil, e ceder sempre que ele quiser. Vamos lá Gilda, resiste. — Eu realmente gostaria de ficar em casa hoje, me desculpa? — Disse receosa e ele suspira. — Tudo bem, não se desculpe, entendo que queira descansar. Então nos vemos amanhã no escritório. Boa noite. — Boa noite. Eu desliguei, e estava mais tranquila em saber que ele daria um jeito de tirar aquela bendita publicação do ar. Naquela noite, eu havia falado com meus amigos que estavam de viagem, eles estavam em polvorosa principalmente Lilian por terem visto aquela publicação, mas acabei por lhes explicarem as coisas como realmente foram. Até mesmo recebi ligações de mãe Cecília, Rogério e Bruno querendo saber do que leram. Oh. Os expliquei também. Praticamente na madrugada que finalmente consegui pregar o olho, pois estava pensando a todo momento em Raul e em nós e em meu nervosismo em ter que viajar com ele. Assim acabei dormindo. ....Acabei por encarar logo Mariza com seu mau humor. — Eu sabia que você de santa não tinha nada, acabou por fisgar o chefe. Que descarada! Ela também viu. Vou ignorá-la. —Raul nunca visitou esse lugares, agora está visitando casas noturnas. Tinha mesmo que se envolver com uma fulaninha como... — Olha Mariza, não estou afim de discutir, assim que faça o seu trabalho que eu farei o meu ,estamos aqui para isso. — Digo bastante séria. Essa mulher é mais do que chata. — Eu vim para isso, já você só veio para dar em cima do chefe. — Eu a olho irritada, ela quer me tirar do sério. — Pelo menos eu não ando me humilhando para ter uma migalha de atenção do chefe, não é mesmo ? O que é o seu caso. — E então a vejo praticamente voar para perto de mim, ela bate na mesa se apoiando ali fumaçando. — Não sou você, uma garota inútil que fica se oferecendo para ele, eu... — Já chega Mariza! — Raul aparece quando Mariza praticamente gritava as palavras para mim. — Essa garota, ela.. — Já chega! Aqui é um local de trabalho, não de brigas de funcionárias, você sabe disso. — Ele disse autoritário, e eu gostei pela cara que ficou Mariza. — Mas.. — Chega! Gilda para minha sala, por favor. — Eu fico estática, porque não sei se devo, mas ele continua a me chamar firme. — Gilda, para minha sala. E então fui, e nem sequer olhei para Mariza pois sei que agora ela quer me engolir viva. — O quê te disse Mariza? — Ah, ela está implicando por conta daquela publicação. A propósito, ainda não foi retirada? — Sim, já. Ainda não checou? — Hã, não. — Mas não se preocupe mais com isso, já foi excluída.- E então ele pisca para mim, e eu timidamente esboço um sorriso. — Obrigada. — Bom, te chamei aqui para dizer que já programei tudo com o caseiro e minha chácara estará pronta para nos receber. — Ele disse fechando algumas pastas, estava falando comigo mas estava muito atento ao trabalho. — Então é sério mesmo? — Claro. Pensou que eu estava brincando? — Bem, eu.. Na verdade sim. — assinto tímida. Ela solta um lindo sorriso. — Oras Gilda, não deveria ter pensado isso. Eu falei muito sério, ainda não percebeu que gosto da sua companhia? — Ele pergunta- me ainda olhando alguns arquivos, os colocando em pastas. — Bem... Mas porque quer que eu vá? — Indago-o e agora ele trás o seu olhar para mim, se aproximando. — Porque eu quero continuar conhecendo você, mas em um lugar tranquilo, longe de tudo e todos. — Diz pousando suas mãos em meus braços. Tento respirar normalmente mas está ficando difícil. — Eu...— Gilda, você vale a pena ...P. O. V// Raul On. Eu disse a verdade. Ela valia a pena eu sentia. E por sentir isso eu queria está com ela, queria vê-la e descobrir seu mundo, queria ser tudo o que ela idealizou em mim quando ainda era o seu amor platônico, quero ser o cara que ela não trocaria por nada. Ela me viciou nela. Gilda, estava pensativa, penso que está com medo de aceitar em ir comigo para a minha chácara. Eu quero muito que ela aceite, acho que seria um bom lugar para nos conhecer de verdade. Minha chácara é um presente de meu pai para mim, foi um de seus bens que ele conseguiu resgatar para que aquela mulher não levasse tudo embora. Ele sempre me levava nas férias e lá passávamos bons momentos, mas desde que ele morreu eu nunca mais consegui pisar o pé lá, sempre tinha desculpa do trabalho para não ir quando o caseiro que é lá meu amigo perguntava quando eu voltaria lá novamente, e eu sempre tinha um pretexto para não ir. Então, agora eu queria voltar à minha chácara com Gilda, queria que ela estivesse presente pois sua presença me faz esquecer cada momento ruim, por isso a convidei. Olho para ela curioso, ela ainda parece pensar. — Gilda só vai ser alguns dias, lá tem quartos separados. E juro que não irei perturbar você... — Tudo bem, irei.- Ela disse firme, e então eu abro um grande sorriso. — Ótimo, tire o dia de folga para arrumar suas coisas e amanhã de manhã partiremos. — Folga de novo? Não, eu posso trabalhar e a noite organizo minhas coisas. — Ela me diz com seu rostinho de espanto, eu ri. Ela é tão diferente, uma pessoa com garra que não se aproveita de ninguém. Estou muito encantado por ela, incrível como uma mulher conseguiu me prender dessa maneira. — Não se preocupe. — Digo acariciando o rosto dela, vejo ela fechar os olhos. — Vá, e nos vemos amanhã. — Tem certeza? Mariza, ela...— Sh, esquece ela. Vá. — E carinhosamente deixo um beijo na testa dela que me dá um singelo sorriso. — Então, até amanhã. — Até! E então ela me dá as costas atravessando aquela porta. Sento em minha poltrona por trás de minha mesa, feliz, estou sorrindo para o vento porque meu coração parece leve e alegre, é como se Gilda enchesse de alegria esse meu coração. É, ela é mesmo minha cura... P. O. V//RAUL CONT...
Notas finais
Ah, eu tô cute com esse cap own kkkk..
Gente Raul não diz logo que quer a menina, mas eu quero causar um inquietação nos leitores :p..... Bjs
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