Um Bonito Amor

29 Cumpleaños


Notas iniciais
Hello! Voltei com um novo capitulo. Vamos ler!

Acordei com o barulho intenso do despertador, jogo minha mão até à mesinha de cabeceira localizando meu celular, assim que o alcanço desligo o alarme frenético e caio no sono outra vez. Não demora muito para o alarme despertar de novo, e dessa vez me levanto ainda sonolenta e com os olhos semicerrados tentando visualizar a tela que tinha os dizeres: Cumpleaños de mi amor”. Meus olhos rapidamente se abrem e por fim me dou conta do aniversário de Raul. Apressadamente corro para o banheiro para tomar meu banho e realizar minha higiene, por sorte Raquel ainda não havia acordado para estar no banheiro.

Separo uma roupa bem natural, pois já que vou passar o dia inteiro com ele andando por aí não vejo necessidade de vestes tão formais. Visto um conjunto, sendo então uma blusa regata preta por dentro que logo por cima coloco um terninho cinza que acompanha minha saia cinza chegando até o meio de minhas coxas. Para o cabelo resolvi um rabo de cavalo normal, apenas soltando alguns fios ao lado de cada orelha para demonstrar algum estilo, em seguida fiz uma maquiagem bem natural que é o que aprendi fazer, passo um perfume e então estou pronta, me olho no espelho e gosto do que vejo. Pego meu celular e resolvo ligar para mãe de Raul.

— Alô?

— Alô!

— Oi Gilda, tudo certo, você viu? — Pergunta-me referindo-se ao quadro.

— Sim, desculpe por não ter respondido ontem, é que Raul estava aqui e estava bem desconfiado.

— Sem problemas. A que horas você o entregará o quadro, prefere que eu mande David ir deixar em sua casa, ou irá vim buscar?

— Por favor, peça que o David venha deixar em meu apartamento, pois estarei fora com Raul o dia todo, assim que darei um jeito de lhe entregar à noite. — Explico-lhe.

— Tudo bem, mas quem vai estar em seu apartamento para receber?

— Raquel, minha irmã.

— Está certo, vou desligar e que meu filho tenha um feliz aniversário. — Ela disse e assim desligou.

Eu estava ansiosa para esse quadro, morrendo de vontade em saber a reação de Raul.

— Bom dia! — Raquel me diz com voz ainda grogue de sono.

— Bom dia. Raquel preciso de um favor seu. — Vou lhe explicando enquanto a acompanhava até à cozinha.

— Tá bom, mas você tem a chave do apartamento dele? — Pergunta-me.

— Sim, tenho. Ele me deu uma cópia, mas nunca entrei lá sem sua permissão. — Respondo e lhe entrego a chave.

— E onde vai com ele? — Pergunta enquanto degusta-se de um copo de leite e uma fatia de queijo.

— Também não sei, ele me disse que iríamos passar o dia inteiro juntos, fazendo o quê é que não sei.

— Hum, bom então divirta-se!

— Valeu!

Meu celular começa a tocar e então pela tela vejo que é Raul.

— Oi amor, bom dia! Estou aqui embaixo te esperando. — Ele diz.

— Está bem, já desço. — Digo e desligo passando as últimas coordenadas à Raquel, em seguida indo de encontro à Raul.

— Parabéns meu amor! — Digo lhe dando um beijo apaixonado.

— Obrigado! — Ele então me devolve o beijo em seguida entramos em seu veículo.

— Para onde estamos indo? — Pergunto na curiosidade.

Ele dar de ombros e o vejo comprimir os lábios como se tivesse muito feliz.

— Surpresinha! — Diz me dando aquele sorrisinho de canto que adoro. — Primeiro vamos ao Bosque de Chapultepec*.

Abro e fecho a boca realmente surpresa, não por causa do bosque, mas, porque não imaginava que Raul curtia lugares assim.

— Quantas surpresas tem para mim hoje? Sendo que é seu aniversário. — Pergunto me esticando para alcançar sua bochecha e depositar um beijo ali.

— Sim, sei que é meu aniversário, mas isso não tem nada demais, então posso aproveitar para te fazer surpresas. — Me diz sem tirar os olhos do trânsito.

Não achei que fez algum sentido, mas compreendo o motivo dele não se importar com essa data.

— Hum, e quando não tinha a mim, pra quem fazia surpresas nessa data? — Pergunto um pouco curiosa.

— Bem, para ninguém, era só mais um dia como qualquer outro então eu apenas trabalhava o dia todo e só. — Explica-me.

Apenas meneio a cabeça em positivo indicando que havia compreendido, mas a verdade é que eu queria saber mais, embora conhecesse Raul não acredito que seja o suficiente, sempre tem algo a aprender dele e eu queria aprender tudo sobre ele.

O caminho até o Bosque fora bastante longe, mas havíamos finalmente chegado. Era lindo, tudo era muito verde e arborizado e o vento que vinha das árvores entravam em minhas narinas me trazendo calma, caminhamos então pela a estrada arborizada havendo algumas pessoas por ali também, bem mais famílias que faziam seu piquenique na parte da grama verdinha.

Após rodearmos por todo o ambiente, nos acomodamos enfim à grama verde, colocamos um pano que mais uma vez Raul me surpreendeu, pois estava todo preparado para um piquenique, então organizamos a comida sob o pano e assim nos sentamos saboreando algumas comidas que ele havia levado.

— Hum, isso está muito bom. — Digo ao saborear a torta de morango.

— Mesmo? — Pergunta com expressão leve me servindo um copo de suco.

— Sim, em qual padaria comprou? — Indago curiosa. — Com certeza é daquelas bem caras. — Ele dar um risinho gostoso.

— Wou! Estou lisonjeado, não sabia que minha torta faria tanto sucesso.

— Você que fez? — Pergunto surpresa e ele rir me dando um beijo em seguida.

— Tão linda! Eu já havia dito que cozinhava e sei fazer uma coisa ou outra, e essa torta aprendi na internet, mas fui modificando ao meu modo, fico feliz que tenha gostado. — Diz acariciando meu queixo.

— Realmente meu namorado é o melhor. — Falo feliz e me aproximo dele o dando um selinho.

— Ai Gilda, você que é maravilhosa, obrigado por me amar.

— Na verdade, eu é que agradeço por me amar tão verdadeiramente, eu realmente sou feliz.

Lhe dou um beijo demorado o dizendo várias que o amava e dando os parabéns, e assim me deito em suas pernas enquanto ele acariciava meus cabelos.

— Eu queria poder congelar esse momento. — Ele quebra o silêncio. Olho para ele e o vejo distante.

— Não precisamos congelar, porque teremos muitos momentos assim. — Digo o tirando de seus pensamentos e assim me levanto. — No que está pensando?

— Em você? — Diz divertido.

— Ah bobo, será que essa cabeça não pensa em nada mais importante? — Digo entrando em sua brincadeira.

— Você é importante pra mim. — Diz agora sério, e eu engulo seco com o seu olhar. — Eu amo você Gilda e jamais quero te perder, por nada.

Eu fico em silêncio e um medo percorreu a minha espinha ao lembrar de que eu poderia colocar tudo isso a perder, porque eu também não queria perdê-lo, não agora que eu o tenho, não mesmo.

— Está tudo bem minha linda? — Pergunta-me me tirando daquela confusão em minha cabeça.

— S-sim, está! É que por um momento viajei nas suas palavras, e eu também te amo muito. — E então lhe dou um beijo, no que durou um bom tempo até separarmos nossos lábios.

— Toma, vamos brindar! — Ele diz empolgado me dando uma taça com vinho.

— O que? Não, eu não posso beber.

— Calma amor, é fraco e é só um brinde, você não vai ficar bêbada.

Então aceito a taça que me oferecia e assim brindamos.

— Ao nosso amor. — Disse ele erguendo a taça para o alto.

— Ao nosso amor. — Repito seu gesto, em seguida levando o líquido até a boca.

Após esse brinde que foi somente um, pois eu não tomava álcool e Raul não poderia uma vez que estava dirigindo. E mais uma vez ficamos em silêncio observando a beleza daquele lugar e das famílias que estavam por ali.

— Não era ruim passar seu aniversário sozinho ou sem nenhuma comemoração? — Pergunto quebrando o silêncio outra vez.

— Ah isso, bem não importava, não mais. — Disse com aquele olhar distante outra vez.

— “Não mais”? — Pergunto não sabendo se devo continuar com minha curiosidade, pois não queria estragar esse momento.

— Sim. — Ele pára um momento e então me olha com carinhoso. — Desde que meu pai morreu eu não tenho motivos para comemorar essa data.

Ele então encolhe suas pernas levando os joelhos de encontro ao peito, vendo como sua expressão era triste me arrependo imediatamente de ter sido tão curiosa e logo me aproximo ainda mais e o abraço.

— Me desculpa, não queria que ficasse assim. — Digo o abraçando mais forte ainda.

— Sem problemas, as vezes seria bom falar disso e é sempre bom falar com você. — Me sinto mais tranquila ao ouvir isso, mas ainda assim estou arrependida por ter tocado no assunto.

— Eu sinto tanto, queria muito poder tirar essa dor de você, mas sei que não tenho como. — Digo apenas me ajeitando ao seu lado, olhando para mesma direção que ele, para uma família.

— Você já fez muito por mim me tornando o cara que sou hoje e aos poucos vou tentando cicatrizar essa ferida do passado.

— Eu cresci em uma família pobre e de pais negros, poderia muito bem isso ser um fator de sofrimento pra mim, eu poderia muito bem olhar pra eles e questioná-los de o porquê eu era a única branca da família e poderia também deixar os maus comentários na escola me atingir por conta disso, mas a verdade é que isso nunca me importou, eu os amava e eles me faziam feliz e eu era feliz com eles e isso era o que me importava, o amor em que tínhamos um com o outro era maior do que qualquer comentário ruim.

Termino de falar e Raul respira fundo, não sei se isso o fez refletir em algo ou simplesmente acredita que isso não tem nada a ver com sua história, e é verdade que não tem nada a ver, ele foi maltratado, mas teve o amor de seu pai e isso era o único que devia importar pra ele.

— Você teve sorte com suas mães, a adotiva foi muito boa pra você e Cecília não é diferente, então você seria feliz de todo o jeito. — Diz ainda admirando a família um pouco à nossa frente.

— Admito que tive mesmo sorte com minhas mães, mas você também teve sorte... com seu pai.

— Claro, meu pai foi maravilhoso e isso é inquestionável para mim, mas eu não posso dizer o mesmo de minha mãe. — E ao falar nela, sua expressão é de raiva, tento suavizar.

— Sabe porque falei sobre mim há pouco? — Pergunto e ele balança a cabeça em negativo. — Bem, porque eu tive vários fatores para que pudesse me amargar a vida, mas ainda assim quis o lado da felicidade, do amor. — O olho carinhosamente quando ele parece confuso. — O que eu quero dizer é que, embora você tenha sofrido por conta da sua mãe, você foi feliz com seu pai e é isso que quero que saiba que nem tudo é amargura, você ainda pode ter lembranças felizes e se alegrar com isso, então meu amor, não deixa essa parte ruim do seu passado arruinar o que há de lindo no seu coração, as lembranças boas merecem serem lembradas e guardadas em um cantinho especial do seu coração.

Ele então me abraça e eu retribuo e ficamos assim um bom tempo.

— Eu agradeço tanto você ter me amado e estar aqui comigo, você é meu melhor Gilda. — E então me beija carinhosamente.

— Parabéns meu amor, eu te amo muito!

Após esse momento, nos organizamos para irmos embora, já era algumas horas da tarde e então resolvemos ir embora.

Tivemos um caminho silencioso, mas eu estava feliz porque Raul parecia mais suave, acho que se a gente conversasse mais vezes sobre isso ele se sentiria melhor e quem sabe aceitaria a ouvir sua mãe e já que eu havia chegado até aqui com isso, iria agora até o final já que ele parecia ficar mais em paz quando externava tudo isso.

Fizemos outro passeio pelo o shopping e assistimos a um filme no qual a gente ficou mais se beijando do vendo qualquer cena. E, a tardezinha ele pegou um caminho diferente, não sabia para onde estava me levando até pararmos em frente a um hotel.

— Um hotel? — Pergunto receosa.

— Calma, não é para o que você está pensando... Ainda... — Sinto meu rosto todo esquentar.

— Então? — Indago querendo saber o que seria ir até àquele lugar.

— Surpresa!

Disse abrindo a porta do carro e indo até a portaria do hotel, eu realmente estava curiosa e receosa com isso. Uma pessoa nos direcionava para algum quarto, enquanto Raul falava com alguém no telefone de forma misteriosa o que me deixa muito mais curiosa.

— Pronta? — Pergunta ao pararmos em frente a uma porta.

— Para quê? — Devolvo a pergunta já sentindo nervosismo.

— Está ou não? — Insiste.

— Bom, não sei do que se trata, então não sei dizer se estou pronta. — Respondo.

— Tudo bem, você vai gostar mesmo assim.

Então ele abre a porta daquele quarto e pediu para que eu entrasse na frente, o fiz. Assim que entrei, não pude controlar a emoção meus olhos ligeiramente se encheram de lágrimas e tudo que fiz foi correr para o abraço daquelas pessoas. Emanuel, Reina e meu pai adotivo, eu não estava acreditando.

— Oh meu Deus, Reina, você cresceu tanto! — Digo com o rosto banhado em lágrimas. — Emanuel, você está todo um homem, na verdade, quanto tempo eu dormi? — Digo divertida, fungando de tanto chorar. — Pai Narciso!

— Querida, venha cá! — Diz, e então corro para abraçá-lo.

Fazia tanto tempo que não os via desde da morte de mãe Assunção. Quando mãe Cecília me trouxe para o México tive que deixá-los e então eles venderam nossa casa na vila e foram morar no interior da Venezuela com a irmã do meu pai adotivo, Narciso. E desde então não nos vemos e vê-los agora me trouxe tão boas lembranças que eu quase não conseguia falar de tanto chorar com saudades que me deu daqueles tempos.

— Você gostou da surpresa meu amor? — Raul me pergunta envolvendo seus braços em meus ombros.

— Eu amei. — Digo quase soluçando, o olho com muita alegria. — Muito obrigada por esse momento, meu amor, eu...

— Não me agradeça. — Diz depositando um beijo carinhoso em minha testa.

— Mas, como você os encontrou? Eu nunca falei deles pra você.

Ele apenas sorriu fracamente e alisou meus cabelos.

— Vocês têm muito o que falarem, então os deixarei e depois nos falamos. Vou estar na recepção do hotel esperando você. — Me diz e eu assinto.

Assim que Raul saiu, me recompus e sentamos os quatro sobre a cama.

— Pai, como ele encontrou vocês? — Pergunto na curiosidade.

— Não sei como filha, ele chegou na casa de minha irmã a minha procura e me falou de você, de vocês, então acabei cedendo ao seu pedido já que eu iria te ver. — Ele explica.

— Pedido?

— Sim, ele disse que queria fazer uma surpresa pra você, e no começo eu fiquei desconfiado, mas Emanuel e Reina ficaram eufóricos com a ideia de te ver, então decidi aceitar.

— Mas, você não queria me ver? — Indago um pouco triste.

— Não minha querida, eu queira e muito, mas você sabe que eu não me encaixo nessa cidade grande e também estava com medo de ver sua mãe verdadeira. — Revela.

— Medo? Mas, porque? Mãe Cecília é um doce, eu até sou capaz de compará-la com mãe Assunção. — Digo-o segurando suas mãos calejadas.

— Então ele deve ser muita boa mesmo, porque Assunção era um anjo. — Ele lembra com os olhos brilhando.

— Sim, ele era um anjo, que saudades. — Digo pensativa, lembrando de mãe Assunção.

— Mas, então Gilda como é viver numa casona enorme? Sei que é grande porque o pai disse que era — Emanuel me pergunta com aquela curiosidade inocente de criança.

— É bem legal, mas eu não moro mais lá.

— Não? E onde mora? — Pergunta-me Reina com os arregalados.

— Eu tenho o meu apartamento agora.

— Mas, porque se você tinha aquela casa grande? — Reina volta a perguntar.

— Por que você sabe que eu sempre fui independente e desde que cheguei aqui os primeiros anos foram muito difíceis, e então busquei trabalho e comprei meu próprio apartamento para ter minha privacidade. — Digo orgulhosa e lembrando das guerras que eu tinha com Raquel.

— Ah, mas eu aposto que seu quarto é todos aqueles de princesa na casa grande, não é? — Reina segue com suas curiosidades divertidas.

— Sim, é, mas eu gosto mais do meu apartamento. Ah! Vamos, vou levá-los até lá. — Digo empolgada já me levantando.

— Não filha, em outro momento. — Diz meu pai me segurando pelo o braço.

— Mas, porque não agora? — Pergunto triste.

— Bem, estamos aqui desde ontem e Seu Raul disse que nossa passagem de volta está para hoje às 22:00.

— Sério? Mas, porque tão rápido, eu queria aproveitar vocês, matar as saudades, sabe lá quando você irá vim aqui de novo. Então, vamos cancelar essa passagem, pago para vocês a volta um outro dia. — Digo retornando minha empolgação.

— Yeah! — Comemora Reina e Emanuel.

— Não crianças, vocês têm escola e eu preciso voltar ao trabalho. — O pai diz me desanimando.

— Oh pai, não pode mesmo?

— Não, minha querida. — Diz penalizado. — Você pode nos visitar, estaremos sempre de braços abertos pra você, mesmo que você tenha encontrado sua mãe biológica, nós não deixamos de ser uma família, vá nos visitar quando puder. — Ele diz calmo e carinhoso.

— Ei Gilda, porque nunca nos visitou? — Emanuel pergunta.

— Me desculpem, passou tanta coisa que eu consegui os buscar. — Me viro de costas para eles. — E eu tinha medo de retornar àquele lugar e ter lembranças fortes de mãe Assunção, tantas que talvez eu não aguentaria a tristeza, esse também foi um dos motivos de vim com mãe Cecília, talvez longe dali eu não sofreria tanto a falta dela. — Digo sentindo as lágrimas escorrendo.

— Oh meu anjo, te entendo e o que Assunção queria para você era o melhor, e tenho certeza que se ela mandou você vim com sua mãe é porque ela acreditava que isso era o melhor pra você. — Ele me diz sabiamente.

— Tem razão, ela foi o meu melhor.

Digo deitando minha cabeça em seu peito, ficando assim por uns momentos.

— Vocês têm algumas horas antes de viajar não é? — Pergunto e eles assentem. — Então, vocês aceitam ir ao Shopping comigo, vamos ao menos nos aproveitar um pouco.

— Vamos pai? — Reina pede com um olhar pidão.

— É, pai, vamos. — Emanuel instiga também.

— Ok, vamos.

E então saímos do quarto de hotel encontrando Raul na recepção, o expliquei e então ele não hesitou e nos levou até o shopping. Ao chegar, paguei para Reina e Emanuel brincarem no play game no shopping que é um ambiente onde havia vários brinquedos e jogos e assim eles estavam se divertindo muito. Passamos em alguma lojas e pude comprar alguns mimos para as crianças e para meu pai adotivo, eu via o quanto eles estavam felizes e assim me sentia também, olhei para Raul e ele parecia muito satisfeito, já que era seu aniversário, mas os melhores presentes foram meus, porque eu estava realmente muito agradecida e feliz com essa surpresa que ele fez pra mim, jamais esquecerei de seu gesto.

Passeamos pelas redondezas do shopping, comemos besteiras e as crianças brincaram mais uma vez no play game, e dando um certo horário já era hora de nos despedir, pois em duas horas eles viajariam de volta e esse momento eu fique bem triste.

— Não fique assim querida, nos vemos logo quando puder nos visitar. — Disse meu pai me acariciando o rosto.

— Sim, eu irei. — Digo enquanto Raul me abraça pelos os ombros.

— Eu sei você a fará feliz. — Pai Narciso disse apertando as mãos de Raul. — Obrigado por isso.

— Não me agradeça, eu faria o que fosse para ver Gilda feliz. — Diz Raul, beijando o topo de minha cabeça.

Me desprendo de Raul, e abraço meu pai, Reina e Emanuel.

— Gilda, soube que você tem outra irmã e que ela é igual a você. É verdade, vocês são iguais mesmo? — Emanuel pergunta incrédulo com sua própria pergunta. Sorrio.

— Sim, somos bem parecidas, veja. — E então pego meu celular e o mostro uma foto minha e de Raquel.

— Uau, igualzinha. — Diz ele encantado.

— Ela é linda igual a você. — Reina se prontifica em dizer.

— Sim, mas são iguais só na aparência, porque a personalidade é bem diferente. — Raul ressalta e eu cutuco sua barriga o repreendendo.

— Como assim? — Reina pergunta.

— Ah, é que Raul quis dizer que cada uma age de um jeito apesar de sermos iguais fisicamente. — Tento explicá-la.

— Ah, isso sim. — Disse compreendendo.

— Bom, crianças, vamos subir para nos arrumar que logo, logo voltaremos para casa.

— Ah. — Diz as crianças desanimadas.

E mais uma vez nos abraçamos nos despedimos e assim os vi entrar no hotel, em seguida entrei no carro com Raul.

— Você em, me deixou sem estruturas hoje. Na verdade, estou muito feliz. — Confesso enquanto pegávamos estrada.

— Você sabe que faria tudo ao meu alcance para que você esteja sempre feliz. — Me satisfeito olhando para frente.

— Sim eu sei, e como você os encontrou?

— Cecília, ela me disse onde encontrá-los, e me disse que isso seria uma boa ideia. — Responde fazendo o retorno com o carro.

— Ah, eu amo vocês! — Digo me referindo a ele e mãe Cecília.

— E nós amamos você. — Diz segurando sua mão direita com minha mão esquerda. Lhe esboço um sorriso.

— Espera, aonde estamos indo? — Pergunto assustada ao ver a direção que ele tomava.

— Para seu apartamento, pensei que queria ir para casa.

— Não, isso ainda não acabou, dar meia volta e vamos para o seu apartamento, porque agora eu é que tenho uma surpresa pra você. — Digo, e ele então obedece pegando outro caminho, indo em direção ao seu apartamento, vi o quanto ele ficou desconfiado e curioso agora.

POV RAUL ON....

Eu fiquei muito curioso. O que será que ela estaria aprontando? E ainda assim estou animado com isso, pois seria a primeira vez em que eu teria uma surpresa no dia do meu aniversário.

Por poucos minutos havíamos chegado em meu apartamento.

— Espera um pouco. — Ela pediu enquanto misteriosamente falava ao celular. — Ah ok, obrigada!

E então ela se virou para mim e pediu para que eu sentasse no sofá e fechasse os olhos enquanto ela se dirigia até ao meu quarto, obedeci.

— Abra os olhos! — Diz com entonação empolgada.

— Wau!

É tudo o que consigo dizer no momento, pois fiquei realmente surpreso com aquilo. Um quadro muito grande de meu pai e eu ainda criança, de repente sinto a garganta embargar e falhar na hora de dizer algo, e Gilda percebendo minha dificuldade apenas me abraçou carinhosamente e sem seguida me deu um beijo demorado.

— Parabéns meu amor, surpresa! — E então me abraçou outra vez. Logo após nos sentamos no sofá da sala enquanto eu admirava aquele quadro.

— Nossa meu amor, muito obrigado eu gostei muito. — Ela respira fundo com se tivesse aliviada.

— Fico tão feliz que gostou. Eu não saberia o que te dar neste dia, então me ocorreu essa ideia de fazer um quadro desse de você e seu pai. — Explica-se.

Então passo a olhar ao quadro mais atentamente e começo a questionar algumas coisas. Essa é uma foto de quando eu ainda era muito criança, então não entendo como Gilda a conseguiu, inclusive não me lembro de ter fotos com meu pai assim.

— E essa foto, onde conseguiu? — Tento dizer calmo e ela age estranho, pigarreia, seus olhos não fixam em lugar algum.

— Ah, isso... é que... é uma montagem, sim é uma montagem. Eu usei aquela foto sua que pedi de quando era criança, lembra? Apenas o rosto e fotografei essa do seu pai que está aí na sala, fui em busca de um especialista muito bom e ele fez o melhor que pôde. — Me explica.

Realmente eu tinha uma foto quando criança e posso conferir quando ela tira da bolsa a foto e me recordo quando havia me pedido e isso é o suficiente para sanar meus questionamentos. A beijo apaixonadamente agradecendo pelo o seu feito.

Após alguns segundos nos curtindo em minha sala, resolvi tirar o quadro de meu pai que estava pendurado acima da lareira artificial e coloquei no lugar o quadro que Gilda havia me presenteado. Fiquei o admirando um bom tempo relembrando os bons momentos com meu pai.

— Meu coração está alegre em ver que gostou. Posso tirar uma foto sua perto do quadro? — Pergunta-me e então permito. — Você é tão lindo. Confessa e eu me aproximo dela.

— Não mais do que você. — Falo a verdade e a beijo.

— Esse dia foi muito bom, não queria que acabasse. — Me diz manhosa no meu abraço.

— Não precisa acabar. — E logo me ocorre uma ideia. — Porque não dorme hoje aqui?

— Dormir aqui? — Devolve a pergunta saindo de meu abraço, ficou desconcertada.

— Sim, apenas dormir. — Enfatizo para que ela não pense coisas.

— Devo? — Pergunta sem jeito.

— Deve.

— Eu não tenho roupas aqui, como vou fazer minha higiene?

— Esse é todo o problema? — Ela meneia a cabeça positivo. — Posso resolver.

— Como?

— Simples, você pode usar minhas roupas. — Dou um risinho imaginando o quão linda ficaria. — E peça íntima eu tenho aí e produtos de higiene também.

Ela arregala aqueles belos olhos verdes e me dar um tapinha no ombro, logo virando o rosto como se tivesse emburrada.

— Oras, qual foi o problema? — Pergunto sem entender.

— Qual o problema? Raul você tem peças íntimas aqui, quem mais além de mim você trouxe aqui?

— Ninguém. — Então me aproximo dela admirando o quão linda fica com ciúmes. — Você é a única aqui na minha casa.

— E essas peças íntimas? — Pergunta ainda emburrada.

— São sua bobinha. — Logo tenho sua atenção de espanto.

— Como assim, minhas?

— Na verdade, tem um tempo que as comprei, porque pensei nesse momento em que pudesse algum dia dormir aqui de novo, já que daquela vez em que dormiu aqui não havia nada para você se sentir mais confortável. — Explico–lhe me aproximando e envolvendo meus braços pela sua cintura fina.

— Mas, daquela vez não éramos namorados e... Como assim? — Diz me dando uma gargalhada linda. — Você é louco.

— Tem razão, sou louco por você e isso é inquestionável.

A olho com muito amor, e de repente o sorriso que ela tinha no rosto havia desaparecido, parecia que estava correspondendo ao meu olhar e então começo a beijá-la com toda paixão ardente e não aguentando, passei minhas mãos por seus seios e... ela me parou.

— Apenas dormir, ok? Vou tomar um banho. — Diz–me como se um balde de água fria tivesse caído em mim, apenas assinto e a acompanho até ao quarto.

— Bom você fica na cama, eu me arrumo pelo o outro quarto. — Digo-a lhe dando os trajes de dormir.

— Podemos dormir juntos. — Ela diz e eu me animo. — Mas, apenas dormir. — Ressalta me jogando outro balde de água fria.

Na verdade, a compreendo sabendo que ela ainda não se sente preparada para estar inteiramente de forma íntima comigo, e isso é o que me deixa mais apaixonado nela.

Alguns minutos se passam depois de haver me banhado eu lia um livro enquanto esperava Gilda sair do banheiro e, logo após ela sai do banho já vestida na minha blusa que ficou bem grande nela e o short também. Sorrio.

— Do que sorrir? — Pergunta-me desconfiada.

— É que está engraçada. — Respondo-a. — Mas, muito linda. — Completo largando o livro em qualquer lugar e me aproximando dela a dando um selinho.

— Hum, se eu soubesse teria me organizado melhor. — Diz se desprendendo de mim se dirigindo para o espelho.

— Meu amor, já devia saber. — Falo malicioso a abraçando por trás.

— Como assim? — Pergunta ao virar-se para mim.

— Oras, se você namora alguém é normal que você leve suas roupas para a casa dele, porque eventualidades sempre acontece. — Explico-lhe, não tendo certeza do que acabei de dizer.

— Hum, e isso foi uma eventualidade? — Refere-se ao ter convidado a dormir em minha casa.

— Na verdade, foi proposital. — Confesso.

— Raul, você...

— Ei, eu só quis que dormisse aqui hoje e só, não posso querer isso hoje no meu aniversário?

Ela pareceu pensar um pouco e em seguida me beijou.

— Então, vamos dormir. — Ela diz correndo para minha cama, a acompanho. Nos acomodamos na cama.

Vejo ela pegar o celular e ficar mexendo nele um bom tempo.

— Com quem está falando? — Pergunto ao ver que escrevia no aplicativo de mensagens.

— Ah, é que estou avisando a Raquel que não dormirei em casa hoje, que estou aqui. — Responde. — Pronto, já a avisei. — Diz ficando de frente para mim.

— O que vamos fazer? — Pergunto acariciando seu rosto.

— Bom, dormir. — Responde direta e eu esboço um sorriso e ela faz o mesmo.

— Mas, eu não tenho sono. — Confesso, realmente não estava.

— Bem, então quer assistir alguma coisa?

— Não, você quer dormir agora?

— Também não, na verdade estou nervosa em estar aqui assim com você.

— Mas, porquê? Não precisa disso. — Digo tentando tranquilizá-la.

— Eu sei, mas, é que...

— Gilda, você acha que não está pronta ainda? — Pergunto a interrompendo, vejo ela engolir em seco.

— Ah, isso... é que, bem, não sei. — Fala nervosa.

— Então a seguro em sua mão e a trago de encontro à minha boca, deixando um beijo suave ali.

— Raul, eu...

— Não lhe dou chances de falar e a beijo com toda a paixão ardente que estava sentido naquele momento. Então rolo na cama e assim fico por cima dela, mas com cuidado para não machucar seu corpo frágil com meu peso.

— Tenta, então você saberá.

— Mas, eu...

— Eu prometo parar se achar ruim.

— Mesmo? — Pergunta com expressão ainda de medo.

— Com certeza. — Afirmo.

Então ela permite que eu a toque e assim começo a beijar seu pescoço cheiroso ao mesmo tempo que minhas mãos deslizavam pelo o seu corpo macio. E quando minhas mãos passam por suas coxas chegando em sua parte íntima, ela deixa um gemido escapar e sei que sentiu vergonha por isso, então fingi não ter percebido e segui com meus toques.

Estávamos indo muito bem, Gilda correspondia todos os meus toques e já a sentia pronta para mim, e sem hesitar me apressei em tirar minhas roupas e fiz o mesmo com as delas. Fiquei um bom tempo admirando aquela escultura de corpo, Gilda era realmente linda dos pés à cabeça.

— O... o que está olhando? — Me diz com dificuldade.

— Estou vendo que sou um homem de sorte. — Digo e ela sorrir.

Logo volto para beijá-la, e então comecei a entretê-la com meus toques em seus seios e a beijando seu pescoço para que eu pudesse enfim fazê-la minha.

Estava sendo tão mágico, sempre fiz sexo por puro prazer, nada foi com amor e agora com Gilda sinto que tudo isso se torna melhor com amor. Meu corpo todo pulsa e eu preciso tê-la, agora.

— AH!... — Ela geme alto, e eu me sinto satisfeito.

Começo a empurrar devagar, não quero que se machuque, jamais. E entretendo-a, consegui penetrá-la e ela geme outra vez e eu também não pude aguentar de tão apertada que era, me deixou mais louco do que já estava. Ainda assim, busquei me controlar e fui fazendo os movimentos com calma, lentamente a ouvindo gemer quente nos meus ouvidos, aquilo era meu impulso e minha excitação.

Pedi para que ela ficasse por cima e fizesse como quisesse, e então ela começou a subir e descer lentamente, simplesmente me deixando maluco, não pude evitar em não gemer. Após um longo tempo assim, a rolei na cama, voltando a estar em cima de seu corpo esbelto, logo a abracei firme e a beijei, e ainda dentro dela, comecei a empurrar mais frenético, sentia que estava perto do fim, assim também sentia que Gilda estava prestes a terminar, então fui mais fundo enquanto nossos corações palpitavam aceleradamente, Gilda gemia de olhos fechados e sua respiração estava alterada, seu rosto suado, era nosso momento. Empurrei, uma e mais uma vez, até sentir que estava vindo e veio, e ela era minha, então sai delicadamente de cima dela, que ainda estava de olhos fechados e respirando ofegante.

Após um momento tentando nos recuperar do que havíamos feito, eu me viro para ela que faz o mesmo virando-se para mim.

— Como você se sente? — Pergunto e ela respira fundo.

— Nossa, eu... Eu me sinto bem, embora... — Ela pára e olha para dentro dos lençóis. — Esteja com ardência e ter sujado seu lençol. — Sorrio.

— Que linda! — Beijo-a na testa. — O lençol é o de menos, e ardência também podemos resolver, mas estou feliz que você se sente bem, eu não queria que ficasse machucada.

— Não me machucou, você foi muito carinhoso. Na verdade, minha primeira vez foi melhor do que eu pudesse imaginar. — Confessa-me e me sinto alegre com isso.

— Eu nunca fiz sexo tão bom como fiz com você agora. — Revelo.

— E isso porquê?

— Bem, porque é a primeira vez que faço com amor. — Vejo-a então me esboçar o sorriso mais lindo.

— Obrigada por esse momento, eu te amo tanto.

— Eu te agradeço também por estar comigo antes e estar comigo agora, eu amo você, minha Gilda. — Digo e lhe dou um beijo.

— Ah, então sou sua agora? — Brinca.

— Na verdade, sempre foi, mas, com isso você se torna oficialmente minha. — Continuo com a brincadeira.

— Ah, é? E como você pode provar isso? — Diz se aproximando de mim, ainda com a brincadeira.

— Bem, o lençol é a prova. — Falo e ela põe a mão na boca. — O quê? Nem vou mandar lavar, ele será a prova de que você é minha. — Brinco e ela me dar um tapinha no ombro.

— Seu bobo, nada disso!

— Estou brincando. — Digo e então volto a ficar em cima dela. — A gente se dá tão bem.

— E sempre nos daremos.

— Esse, sem dúvidas foi meu o melhor aniversário em muito tempo. Obrigado! — Agradeço-a outra vez.

— Feliz aniversário, meu amor!

E então voltamos a nos amar outra vez.

Eu não poderia pedir mais de Gilda ela era exatamente perfeita em tudo, e eu a amava, a amo muito, ela é o melhor de mim e quero ser sempre o melhor para ela.

RAUL POV OFF...

Notas finais
E então? Não acredito que teve hot kkkk