Um Bonito Amor
28 " Meu maior presente é você"
Notas iniciais
Pov Raul On...
Meu aniversário se aproxima e sinceramente não estou nem um pouco animado para isso, aliás desde que meu pai faleceu, nunca estive mais animado para isso. Para mim, é só mais um dia como qualquer outro. Nada de extraordinário há de acontecer, a questão é que Gilda parecia estar bastante empolgada para esse dia, pois já fazia uns dias em que tentava planejar uma festa surpresa, mas eu acabei descobrindo.
Por falar na mesma, tenho notado que ela anda muito estranha, sinto como se estivesse nervosa e ao mesmo tempo ansiosa, tenho inclusive a questionado sobre isso, mas ela desconversou e eu claro notei isso.
— Gilda, pega aquele documento naquela pasta pra mim, por favor. — A peço, enquanto ela fuçava concentradamente o celular.
— O quê? — Pergunta, mas ainda sem me encarar.
— O documento naquela pasta ali. — Aponto para que ela identificasse. — Me passe ele, por favor.
Então ela se dirigiu até a tal pasta, mas seus olhos não desviavam do aparelho que segurava em mãos. Começo a achar seu comportamento estranho, pois Gilda jamais agira dessa forma, era muito eficiente e só usava o celular em casos necessários.
— Aconteceu alguma coisa? — Procuro saber, quando ela me entrega os papéis, mas ainda sem me olhar.
— Não, porquê?
— Hum, é que você não sai do celular e geralmente você só o usa quando algo está acontecendo.
Logo, tenho sua atenção. O que é mais estranho ainda, pois passa a me olhar com nervosismo e logo me dá um sorriso sem graça.
— Bem, é que... Na verdade, não aconteceu nada de importante, acontece que estava checando as mensagens do aplicativo, havia muitas eu estava respondendo-as por ordem de importância. — Tenta me explicar.
Encaro-a então por um tempo tentando decifrar sua expressão que parece bastante nervosa. É horrível essa sensação de pensar que ela esteja me escondendo algo, eu me sinto mal por isso. Tento suavizar o clima.
— Tudo bem, você tem planos para sair hoje? — Pergunto-a me aproximando da mesma.
— Não, porque?
— Vamos comigo a um restaurante para jantar, hum? — Pergunto e espero sua resposta, beijando seu pescoço cheiroso.
— Tudo bem. — Responde aceitando meus toques.
Então comecei a beijá-la, ficamos nesse momento por um bom tempo e por um instante esqueci daquele sentimento horrível de desconfiança.
Horas mais tarde, havíamos chegado ao restaurante que eu havia reservado para nós. Gilda, estava um encanto de mulher e isso só aumentava meu desejo nela. Ela usava um vestidinho preto que ia até suas coxas, de alças finas, seu cabelo estava soltos e brilhantes, eu realmente só me sentia mais apaixonado nessa garota.
Era um restaurante de média, não chegava ser exatamente os mais luxuosos do que eu realmente costumava a frequentar antes de namorar Gilda, mas ela não se sentia bem nesses restaurantes e preferia esses com menos luxos e sempre que íamos a um restaurante escolhíamos esses em média. Fizemos nossos pedimos e já nos deliciávamos com o mesmo.
O clima segue suave até ela voltar sua atenção no celular. Fico realmente incomodado com isso.
— Gilda, o que está acontecendo? — Pergunto diretamente.
— Nada, porque pergunta? — Responde ainda com o foco em seu celular.
— Desde cedo você não larga esse celular, algo aconteceu ou deve estar muito interessante essas mensagens. — Falo tentando não me aborrecer.
Ela me olha e guarda o aparelho e como se tivesse esquecido do assunto simplesmente entra em outro.
— O que vamos fazer em seu aniversário? — Pergunta-me, a encaro e sinto que fica desconfortável.
— Algo está acontecendo? — Pergunto uma outra vez por ter quase certeza de que algo não estava certo com ela.
— Porque essa desconfiança Raul, não estou te entendendo. — Desconversa.
Sim, está escondendo alguma coisa, pois já conheço cada expressão no rosto dela e sei que está escondendo algo. Ela se remexe na cadeira incomodada com minha mirada duvidosa nela, então tenta olhar para todos os lados menos para mim.
— Você não sabe mentir. — Digo a olhando profundamente. — Me diga o que é que está havendo? — Insisto.
— Raul, o que é isso? Não sei porque está com isso agora. Por acaso acha que estou traindo você?
Na verdade, não sei, meu medo é grande de que isso seja real. Me doeria muito se acontecesse, embora acredite que Gilda seja incapaz de me fazer isso. Como eu não saberia o que passava e o porquê ela não me falava claramente, fui impulsivo.
— Não sei, me diz você! — Isso soa irônico eu sei e ela se irritou com isso.
— O quê? Isso é o cúmulo, jamais imaginaria que você desconfiasse de mim.
E ela simplesmente sai do restaurante me deixando ali. Quando entendo o que fiz, me repreendo mentalmente então tento sair atrás dela no intuito de alcançá-la, mas foi inútil ela já havia pego um táxi.
Me dirigi para o apartamento dela e insisti até que ela abrisse a porta para mim.
— Gilda, me perdoa eu não sei o que me deu, desculpa meu amor. — Digo em volta pela porta para que ela me ouvisse. — Me deixe entrar, deixa eu falar com você, por favor!
— Meu senhor, deixe de baixaria tem gente tentando dormir. — Uma vizinha diz me chamando à atenção.
— Desculpa. — Peço sem jeito.
Vi que Gilda não abriria a porta para mim, pois fui muito indelicado e ela é muito sensível com certeza ficou magoada pelo o que eu disse. Ah, que idiota! Dou alguns passos até o elevador, então ouço a porta de seu apartamento abrir. Corro para próximo dela e vejo que estava chorando, me sinto um ser desprezível.
— Meu amor, me perdoa o que eu disse foi uma idiotice, me perdoa. — Digo penalizado a beijando então ela se afasta.
— Entra.
— Gilda... — A chamo ao perceber que estava muito séria.
— Eu não imaginaria que desconfiaria de mim assim. — Diz triste com as mãos cruzadas.
— Eu não pensei, fiquei questionador, pois você não soltava o celular. — Explico.
— Disse o porquê estava no celular, e isso não lhe dava o direito de desconfiar de mim assim. — Senta-se e então sigo o seu exemplo sentando ao seu lado.
— Eu sei e não vou me perdoar por isso. — Digo acariciando seu rosto macio.
— Eu nunca dei motivos para desconfiar de mim, eu só amo você, meu maior sonho desde que cheguei no México era ser sua namorada, era ter o seu amor, então não duvide de mim assim. — Diz com um semblante mais triste ainda.
Fico com uma grande culpa, pois sei que Gilda é diferente das outras, sei que ela não me faria mal algum e que por ser tão doce me apaixonei por ela. Viro-a para mim, e seguro carinhosamente suas bochechas alisando as mesmas com os polegares.
— Ei, perdoa esse idiota que não tem o direito de se sentir inseguro ao seu lado, que não te merece, mas que te ama muito, perdoa. — Digo sincero a olhando apaixonadamente.
— Eu...
Num instante seus olhos brilhantes encheram de lágrimas, seu choro estava incontrolável e fiquei sem saber o que fazer, cheguei a imaginar que o que fiz tinha sido horrível realmente.
— Me perdoa... — Ela diz após se recompor.
— Não meu bem, eu é que tenho que ser perdoado.
— Eu... Fui insensível, desculpa. — A olho com carinho.
— Não precisa se desculpar por isso, não mesmo. — A abraço e ela volta a chorar novamente. Me sinto fraco em vê-la tão fragilizada.
POV RAUL OFF...
Não foi o fato de Raul desconfiar de que eu estivesse o traindo com um homem, mas pelo o fato de eu realmente o está traindo, traindo a confiança que depositou ao me falar de sua mãe, pois o fato de eu estar ajudando ela é o mesmo que apunhalá-lo pelas costas. Por esse motivo chorei, por ter ficado com esse sentimento de culpa, acabei usando como pretexto o que ele me dissera para que não chegasse a me entregar mais ainda.
Ele estava certo em dizer que eu não sei mentir, e eu estava com muito medo de viesse a me descobrir, não sei mentir e se bobear ele ainda vai me descobrir. O motivo por estar no celular seria pelo fato de estar em contato com a mãe dele, estávamos nos mantendo informada em relação ao quadro de presente, pois o aniversário de Raul seria no dia seguinte.
Chorei por me sentir culpada, pois de toda forma eu o estava enganando com a pessoa que ele jamais queria ver em sua vida outra vez.
— Está melhor? — Pergunta-me.
— Sim. — Respondo me recompondo.
— Estou perdoado? — Pergunta animado e eu lhe dou um sorriso. — Isso, eu adoro ver esse sorriso, então sorria sempre, ok?
— Ok. E claro está perdoado, e desc...
— Shii, você não tem que se desculpar. Eu te amo.
Ele me diz e me dar um atencioso beijo, nos entregamos com muito gosto àquele beijo.
— Eu também te amo, muito. — Digo lhe dando outro beijo.
— Amanhã é meu aniversário, mas o presente será seu. — Diz após cessar o beijo.
— Presente? — Pergunto curiosa.
— Sim, na verdade será uma surpresa e não se preocupe que é uma surpresa boa, você irá gostar muito.
O que poderá ser? Realmente fiquei curiosa de que o que ele estaria aprontando para mim.
— Também tenho um presente pra você.
— Você é meu maior presente. — Diz, beijando meu rosto.
— Mas, eu tenho um presente pra você e penso que gostará muito.
Ele me olha curioso e então dou de ombros lhe dando um leve sorriso.
— O que será?
— Amanhã saberá. — Falo e lhe dou um beijo.
Uma mensagem chega ao meu celular, então rapidamente olho e era a mãe dele, tento disfarçar ao máximo para que Raul não fixe nisso novamente, ela havia mandado a foto do quadro já pronto, fiquei muito feliz por ter ficado lindo. Raul me olha e eu o digo que era Raquel dizendo que chegaria tarde, minha sorte é que ela realmente não estava em casa.
O quadro havia ficado lindo, eu estava encantada e imaginando a carinha dele quando ver, é claro que me perguntará sobre, mas para isso já tinha as respostas e para isso havia pego uma foto dele criança sem que ele soubesse e fotografei o grande quadro que ele tinha do pai em sua sala, tudo para disfarçar e dizê-lo que fora uma montagem muito bem feita, até porque ele não se lembraria daquela foto que sua mãe tinha, acredito que ele acreditaria nisso, e sim espero muito que acredite.
Consultei as horas e já passavam da meia noite, então o beijei apaixonadamente.
— Feliz aniversário, meu amor! — Felicito e ele me esboça o sorriso mais lindo.
— Nossa, já são meia noite e meia e você fora a primeira a me felicitar, estou feliz por isso. — Diz e me abraça.
— Eu é que estou feliz, já estamos há um ano juntos e estou participando de seu aniversário.
— Nem parece que já estamos juntos há um ano. — Ele me abraça. — Os melhores 365 dias foi com você. — Confessa e eu o beijo.
— O meu também, parabéns. — Outra vez o abraço. — Bom, então muitas coisas para fazer pela manhã, assim que vamos descansar um pouco.
— Você está certa. — Ele se levanta e me ergue junto. — Amanhã, passaremos o dia juntos, vai ser o melhor aniversário.
— Espero que sim.
— Será. — Afirma e dar um último beijo de boa noite e eu retribuo com toda intensidade.
— Até daqui a pouco. — Fala do elevador.
— Até! — Digo lhe jogando um beijo no ar que ele finge pegar.
O elevador se fecha e assim entro para dentro do apartamento. Eu e Raul havíamos feito um cronograma para esse dia, assim que fui de encontro com a minha cama adormecendo, torcendo para o dia do aniversário dele corresse tudo bem....
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