Um Bad Boy Em Minha Vida
1 Chapter I - O Início
Notas iniciais
"Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós." — Clarice Lispector
P.O.V. Lia
– Acorda Lia, não quero me atrasar no primeiro dia de aula né? — Ju falou pela milésima vez.
– Urhg! Juliana me deixa, só cinco minutos! — bufei.
– Nada disso rockeira. — Ela puxou meu cobertor em uma tentativa inútil de de me fazer levantar. — levanta e vamos pro colégio que eu quero ver o Gil. — suspirou.
– Ainda vou ter que ficar de vela lá. — revirei os olhos me levantando.
– Você arruma um gatinho. — Ela provocou enquanto eu escovava os dentes.
– Você sabe muito bem que eu não quero namorado nem tão cedo.
– Então que tal um ficante? — ela perguntou "inocente" e eu mandei um olhar mortal. — Não está mas aqui quem falou. — Ela levantou os braços em sinal de rendição. — E aí? Tá pronta pra o nosso último ano?
– Espero que sim. E você? — eu disse enquanto amarrava meu casaco.
– Também. — ela assentiu.
– Partiu? — perguntei já pronta para encarar meu dia.
– Partiu! — ela se levantou da minha cama na maior empolgação.
Descemos no elevador enquanto a Ju falava de algum assunto aleatório, que eu nem prestei atenção. Pra falar a verdade ainda 'tava dormindo.
– Ô Lia tá me escutando? — ela praticamente gritou no meu ouvido.
– Ah, foi mal Jú eu viajei.
– Percebi. — ela me olhou com cara de "Avá?"- Bom dia Severino.
– Bom dia meninas. — ele disse animado e eu apenas assenti.
Chegamos na frente do colégio e a galera toda estava lá.
– E aí Lia. — Gil disse e me deu um abraço. — Oi amor.
– E aí. — eu disse sendo totalmente ignorada pelos dois se agarrando.
– Ele não é um fofo, Lia? — Jú disse melosa.
– Urhg! Nossa daqui a pouco vou ficar com diabete. — eu disse entrando no colégio. — Tô indo falar com a Fatinha. — eles assentiram.
P.O.V. Vítor
Cheguei no colégio com o Pilha e todos estavam olhando pra mim — principalmente as garotas. — Ai chegou um nerd e uma garota muito gata.
– Hey Pilha?! Não vai me apresentar? — A gostosa disse.
– Claro! Fatinha esse é o Vítor, Vítor essa é minha musa Fatinha. — ele disse e eu beijei a mão dela.
– Eu preferia esse beijo em outro canto. — Ela disse e sorriu maliciosamente.
– Continuando... Vítor esse é o Orelha. — Pilha disse e apontou para o nerd.
– E aí. — Ele disse e apertou minha mão.
– Foi muito bom conhecer vocês, mas eu tenho que falar com o diretor.
– Já vai anjo? — Fatinha perguntou melosa.
– Anjo? — Perguntei confuso.
– Sim, anjo! — Ela disse e virou para o Pilha. — Fala aí Pilhote, quando foi que esse anjo caiu do céu que eu não vi? — Ela perguntou pra o Pilha e eu apenas dei um sorriso de canto.
– Encontro vocês na sala. — Eu disse e fui procurar a sala do diretor.
– Vítor não é? Vítor Machado? — Um cara aí perguntou.
–Isso, e você?
– Mathias, eu sou o diretor. — Ele disse e eu assenti. — Vítor está tudo certo e já acertamos a transferência, vem que o sinal já tocou e eu vou apresentar você a turma.
– Claro. — Eu disse e balancei a cabeça em sinal de positivo.
Chegamos na sala e todos estavam olhando para mim.
– Licença Isabela. Gente esse aqui é o novo aluno, que foi transferido do Quadrante de Brasília. Vítor Machado.
– Oi anjo. — Fatinha disse e piscou pra mim.
– Seja bem-vindo, Vítor. — Mathias disse e eu assenti. — Tenham uma boa aula. — Ele completou e saiu.
– Pode sentar Vítor. — A professora disse.
– Ei garota, posso sentar do seu lado? — Perguntei a uma garota meio rebelde, mas linda.
– A carteira não é minha. — Ela disse fria e indiferente. — Senta se quiser.
– Nossa, não precisa ser grossa! — Eu devolvi. — Só tentei ser educado.
–Tanto faz. — Ela disse ainda indiferente.
As aulas foram tranquilas, até que chegou o intervalo.
– Hey Orelha!
– Fala?!
– Quem é aquela garota ali. — Eu disse apontando para a garota que me deu um fora na aula.
– A marrentinha? — Ele disse olhando para ela.
– É. Aquela mesmo! — Eu confirmei.
– Cara o nome dela é Lia. — Ele disse e olhou pra ela. — A garota mais difícil do colégio. Mas esse ano acho que ela tá impossível.
– Eu adoro um desafio. — Eu disse olhando pra ela com um sorriso maroto.
– Cara, sabe que eu acho que nós vamos nos dar bem? — Ele disse e eu ri. — Que tal dar um alô pra a Tv Orelha? — Ele disse pegando o celular.
– Tv Orelha? — Perguntei confuso.
– É o portal da galera sem filtro e sem noção.
– De boa. — Eu assenti. — Depois da aula eu do um alô. — Disse e fui em direção a Lia.
– Oi rockeira. — Eu disse dando um sorriso sedutor.
– Lia! — Ela disse e bufou ao me encarar.
– O quê? — Perguntei confuso.
– O meu nome. — Ela disse fria.
Eu fui me aproximando dela com um sorriso maroto.
– Aí motoqueiro encantado, qual a tua? — Ela disse recuando enquanto eu me aproximava.
– É que perto de você eu fico sem graça... Ainda mais perto eu fico sem vergonha. — Eu disse dando um sorriso de canto.
– Depois dessa eu vou pra sala. — Ela disse e esbarrou em mim me deixando com um sorriso bobo.
– Cara essa eu tenho que postar na Tv Orelha. — Orelha disse rindo com o celular na mão.
– Eu ainda tenho muitas cantadas... — Eu disse pensativo e olhei pra ele. — E vou usar todas com ela.
– Então se prepare pra levar toco o ano inteiro. — Ele disse dando tapas em minhas costas.
– Se eu roubar alguns beijos dela, eu levo toco a vida inteira feliz. — Eu disse sorrindo.
– Mal chego e já vai se amarrar?
– Se for nela, sim! — Eu disse e ele riu. — Eu odeio garotas fáceis, gosto de conquistar a garota.
– Então se liga, a Lia acabou de sair de um namoro por causa de traição. — Ele disse e eu assenti. — Então ela vai ser um desafio muito difícil.
– Ela não vai ser um desafio... — Eu disse e ele me olhou confuso. — Ela vai ser a minha namorada. — Eu disse e nós rimos.
– Se prepara que ela sempre tem uma resposta na língua.
– Eu prefiro a língua dela na minha boca. — Eu disse com um sorriso malicioso.
– Todos querem, Vítor... — Ele disse. — O difícil é conseguir.
– Meu caro Orelha, sabe o que é difícil? — Eu perguntei e ele negou. — Resistir a isso tudo! — Eu disse dando a uma voltinha.
– A Lia resistiu muito bem.
– Ninguém resiste a um Bad Boy. — Eu disse "ajeitando minha jaqueta".
– Ela resistiu. — Orelha insistiu.
– Só falta tempo.
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