Notas iniciais
Essa é a primeira história que eu tentei escrever, espero que gostem, e se gostarem, comentem se querem um novo capítulo. Tanks . Boa leitura.

Na cidade de Buffalo, em Nova York morava Mark, um cara alto bonito e solteiro que trabalhava como médico em um dos hospitais mais populares da cidade.

Mark era jovem e um bom homem atencioso, prestativo, ajudava a quem precisasse não importava a situação Mark estava lá para ajudá-los, praticamente ele era o sonho de toda mulher mas como ser humano, tinha defeitos como todo mundo.

Não era um cara de ter muitos amigos, ele mantinha pouco contato com seus pais que viviam fora da cidade, gostava de viver sozinho em seu apartamento, sem a presença de ninguém, mas tudo isso acabou no seu aniversário de 29 anos.

Como todos os dias, Mark se levantou de sua cama, tomou um banho e foi trabalhar sem ao menos comer alguma coisa, sua rotina de sempre.

Mau entrou no hospital e já estava recebendo recados de sua secretária:

— Dr.Walker! – Ela corria em sua direção antes que ele entrasse no elevador.

— Algum problema Reilly?

— Não, claro que não, só queria te dar os parabéns. Vinte e nove anos não é?

— Sim.

— Já tá ficando velho. – Com sua mão direita deu um leve tapa no ombro do Mark e disse algo so pra descontrair, mas parecia que ele não gostou do que ouviu. — Desculpe, eu não quis dizer que o senhor é velho, o senhor até que é novo, até demais pra trabalhar como cirurgião, mas isso não importa o importante é a capacidade que o senhor tem.

— Tá certo Reilly mas como você sabia que era meu aniversário?

— O Arthur me disse. Quero dizer Dr.Arthur.

— OK. Mais alguma coisa que queira me falar?

— Aaa, sim. Seus pais ligaram pro senhor, acho que queriam te deseja um feliz aniversário.

— Depois eu falo com eles.

— Tudo bem. – Mark subiu para seu escritório para resolver algumas questões de seu trabalho, ele tinha planos de sair mais cedo para comemorar, sozinho.

Mark estava sentado em sua cadeira quando levou um susto com a presença de Arthur entrando em sua sala:

— Quem é o aniversariante de hoje?

— Não começa Arthur.

— É você cara!

— Meu Deus. – Sussurrou Mark com uma das suas mão na testa. — O que você quer cara?

— O que foi? Qual o problema? Seu melhor amigo não pode vir aqui pra te dar os parabéns?

— Eu tenho muita coisa pra fazer ainda pela manhã, quero sair cedo daqui.

— Porque?

— Questões pessoais.

— Vai se encontrar com alguém hein?

— Não Arthur.

— Garanhão!

— Você não tem que trabalhar não?

— Tenho sim.

— Então vai!

— Às vezes eu me pergunto se você é desse mundo.

— Eu gostaria de trabalhar em paz, será que posso?

— Vai mal-humorado! – Respondeu Arthur se retirando da sala do Mark.

Arthur era um dos pouquíssimos amigos que Mark tinha, as vezes ele não sabia valorizá-lo, mas no fundo de seu coração, gostava muito dele mesmo que não demonstrasse isso.

Do outro lado da cidade...

Já nas ruas da cidade, Ben Williams um garoto de 15 anos andava de carro com sua mãe sem saber pra onde ia, sua mãe não tinha lhe dito nada apenas pegou o menino e saiu. Curioso, sem saber o destino que sua mãe Elizabeth havia tomado ele resolveu perguntar:

— Mãe pra onde a gente vai?

— Ali Ben.

— Ali onde?

— Tá faltando algumas coisas lá em casa por isso eu estou saindo.

— A senhora vai no mercado?

— É.

— Mas parece que a gente tá andando a horas e nem chegou nesse mercado.

— Paciência meu amor, estamos quase lá. –Ben confiou nas palavras de sua mãe mas era tudo mentira mau ele sabia que era tudo um plano.

O tempo se passava e eles não chegavam.

— Mãe?

— O que foi?

— A senhora e o Ivan estavam brigando hoje mais cedo não foi?

— De onde você tirou essa história Ben?

— Eu estava acordado quando escutei o Ivan dizer "não dá pra ficar assim, você vai ter que escolher ele ou eu". De quem vocês estavam falando?

— Ninguém filho.

— Era sobre min?

— Não, jamais.

— Olha mãe, eu não sei se a senhora percebeu mas, o Ivan não gosta de mim.

— Ele te ama Ben, assim como eu.

— Ele me diz que eu só faço dar trabalho sendo que eu nem faço nada de mais.

— Às vezes ele só está brincando e você nem percebe.

— Porque a senhora defende tanto ele hein?

— Eu não defendo ele e nem a você.

— Fala sério mãe.

— Ben, o Ivan é um ótimo homem, ele me ama e te ama também mas você não quer perceber isso. Ele fez por você o que seu pai não fez.

— O que? Me chamar de idiota, de inútil, imbecil, retardado?

— Seu pai te abandonou, foi embora e nem quis saber de você. A única coisa que ele fez foi te registrar no cartório como filho dele e mais nada! – Ben se permaneceu em silêncio não tinha o que falar pra sua mãe estando ela certa ou errada.

— Me desculpe. – Magoado com as palavras de sua mãe Ben respondeu.

— Nos vamos fazer umas compras depois vamos pra casa ficarmos juntos eu, você e o Ivan.

— OK – Passado algum tempo, finalmente chegaram nesse suposto mercado que supostamente não existia.

Elizabeth saiu do carro e levou o Ben até uma escada e o pós sentado:

— Fica aí que eu vou comprar e já volto.

— Tá legal.

— Eu te amo, você sabe disso não é Ben?

— Sei mãe. Também te amo. – Elizabeth abraçou seu filho com força e em silêncio com passos cuidadosos seguiu em frente, entrou em seu carro e foi embora, largando o pobre menino lá.

Graças a sua deficiência visual bem não pode ver o que estava acontecendo ao seu redor, ele era cego desde que nasceu e isso prejudicava a sua convivência com os outros.

Pela noite no consultório de Mark...

Nem adiantou correr contra o tempo, Mark não consegui sair mais cedo, pior do que isso, ele tinha tanto para resolver que acabou saindo depois que todos foram embora menos Arthur que preferiu ficar a espera de seu colega de trabalho para sair.

Terminado tudo Mark foi embora, até que Arthur apareceu:

— Mark espere aí! – Disse ele correndo até Mark.

— O que é agora?

— Você vai fazer alguma coisa agora?

— Não sei.

— Eu pensei que, como seu compromisso supostamente foi cancelado já que seu plano era de sair mais cedo pra fazer não sei o que, eu achei que já que é seu aniversário nos dois podíamos sair e tomar uns drinks. O que você acha? – A proposta parecia tentadora mas Mark a recusou.

— Não quero não, obrigado.

— Certeza disso?

— Absoluta.

— Cara, eu trabalho contigo a um ano e três meses e até hoje a gente nem saiu juntos.

— Tenho que resolver alguns problemas.

— Você sempre tem problemas, sempre que eu te convido você inventa alguma desculpa.

— Não são desculpas.

— Mark nem adianta dizer que não, eu sei quando alguém mente pra min.

— Eu não tô mentindo Arthur, realmente eu tenho coisas pra fazer.

— Tipo?

— Ligar pra meus pais. – Arthur queria se divertir com o Mark, pelo menos uma vez na vida mas, insistir não estava trazendo resultados.

— Tá certo, sem problemas, a gente marca pra outro dia. – Arthur achava que o problema era com ele, talvez Mark, estivesse evitando ele.

— Da próxima eu juro que vou.

— Tudo bem. Boa noite. – A frieza tomou conta de Arthur.

— Você não quer uma carona não?

— Eu pego um taxi.

— OK. Te vejo amanhã! – Mark gritou mas não foi respondido.

Artur foi embora, desapontado com o comportamento de Mark, se o problema se chamasse "Arthur" ele poderia ao menos dizer.

A caminho de casa...

A caminho de casa, Mark só pensava no Arthur e o quão péssimo amigo ele foi, depois de tudo que passou em sua adolescência, Mark tinha medo de fazer novas amizades e tudo aquilo que lhe fez mal, voltasse para assombra-ló.

Pensando em se redimir, Mark passou em uma doceria e comprou um bolo, grande o suficiente pra alimentar sete pessoas em seguida foi para casa.

Chegando lá, estacionou o carro na garagem e se dirigiu ao prédio onde ele morava e quando se vira de frente pra escada que fica do lado de fora do prédio, se depara com Ben que foi largado bem ali pela própria mãe mas sua inocência era tão grande que continuou ali, onde sua mãe havia mandado ele ficar.

Mark encarou o garoto por alguns segundos mas, depois subiu as escadas, deu boa noite ao Ben e entrou no prédio.

Já em seu apartamento Mark tentava imaginar se já tinha visto aquele menino por ali mas sua memória no trouxe informações desejadas.

Desistindo de pensar, colocou o bolo sobre a mesa, tirou uma garrafa de champagne da geladeira e ligou para Arthur mas, nenhum das ligações eram atendidas e isso deixou o Mark aflito.

Depois de tanto insistir Mark acabou desistindo e mesmo sabendo a realidade do porquê Arthur não queria atender suas ligações, preferiu por em sua cabeça que ele estava dormindo. Decidiu, então, comer sozinho.

Antes de cortar o bolo, a imagem daquele garoto sentado na escada, não saia da sua cabeça, curioso para saber se ele ainda estava lá, Mark foi até a janela e viu que Ben continuava ali na escada, isso o deixou desconfiado mas preferiu ficar quieto e voltou a fazer o que tinha que fazer, mas aquele menino continuava ali, isso fez com que Mark tomasse providências.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.