Um Amor que Cura

5 Uma Desagradável Visita


Notas iniciais
-Alguns personagens, como os pais de Adélia, não dei um nome especifico, embora a presença deles tenha sentido na história, preferi assim para que eu consiga desenvolver melhor o enredo focado nos personagens principais. :) -Essa história antes era publicada no tumblr Além do Meu Olhar, juntamento com outras fics, mas migrei para cá, afim de facilitar a leitura e a pedido de umas queridas que sempre me incentivam, então por esse motivo estou postando rápido o que já estava pronto. Boa leitura!

O tempo foi passando sem muitas mudanças, Adélia e Alberto mal se falavam, mas mantinham respeito entre si, ele não vinha para almoçar, comia na empresa, e o jantar muitas vezes era cada um em seu quarto, por mais absurdo que parecesse, Adélia estava feliz. Escrevia a tarde toda, e tocava o piano que tinha na biblioteca, às vezes reclamava que não tinha nada para fazer, então ajudava Joana em todos os afazeres e algumas vezes visitava a madrinha.

Uma certa manhã a mãe de Adélia, sem avisar, apareceu para uma visita, a moça havia saído para comprar tecidos, então a mulher resolveu esperar enquanto Joana arrumava os quartos na parte de cima. Entediada foi andar pela casa, já que só tinha vindo uma vez ali. E ficou confusa com os dois quartos arrumados.

–Joana me diga por que dois quartos.

–Não sei senhora, acho que é para os hospedes.

–Mas eu vi os armários cheios de roupas do meu genro.

Joana desviou o assunto e a deixou sozinha. Quando Adélia voltou a mãe tinha uma novidade.

–Adélia você demorou.

–Aproveitei a caminhada. O que faz aqui mamãe?- Adélia falou friamente.

–Vim levar Joana.

–O que? Como assim?

–Já passou quase um mês e preciso de Joana para comandar aquelas escravas estúpidas vivem fazendo tudo errado. Mas fique tranquila vou mandar uma substituta para você.

–Não quero outra pessoa, quero a Joana.

–Acontece Adélia que Joana é minha escrava e não sua, ela vai onde eu mandar.

Depois que a mãe saiu Adélia ficou arrasada e Joana contou que a mãe viu os dois quartos.

–Meu Deus Joana, ela vai mandar uma espiã para lhe contar tudo que acontece aqui.

–Provavelmente querida.

–Isso não pode acontecer.

–O que não pode acontecer? – Alberto havia chegado naquele minuto e escutará o final da conversa.

–Minha mãe vai levar a Joana embora, e mandará outra no lugar dela.

–Ah, que pena gosto muito de você Joana.

–Mas ela vai mandar uma espiã, para ter certeza que não estamos dormindo no mesmo quarto e fazer alguma chantagem eu conheço a minha mãe.

–Não acredito nisso. –ele ficou indignado.

–Pois acredite, vai fazer o possível para tirar algum proveito se perceber que de alguma forma não vivemos como marido e mulher de fato. -falou aflita.

Alberto observou a obstinação de Adélia era obvio que não tinha uma boa relação com os pais. E essa agora... Tudo estava bem resolvido, precisavam reverter essa situação.

***

Adélia e Alberto chegaram a conclusão que não poderiam recusar a nova empregada de imediato, mas ficariam com ela por pouco tempo, só o suficiente para que a mãe percebesse que eles tinham uma vida comum. Então arrumaram algumas coisas dele no quarto dela e assim que a nova empregada chegasse, dormiriam no mesmo quarto, mas estava implícito que nada aconteceria entre eles.

Na primeira noite em que Rejane, a nova empregada chegou, eles jantaram normalmente e subiram ambos para o mesmo quarto. Um pouco constrangidos colocaram a roupa de dormir um de cada vez no banheiro e foram para a cama cada um de um lado bem afastados sem trocar nenhuma palavra, Alberto logo apagou sua luz de cabeceira e tentou dormir, enquanto Adélia lia seu livro como sempre até adormecer. Isso deixou Alberto incomodado, ele demorou a pegar no sono, pois a luz o atrapalhava.

Na noite seguinte Alberto resolveu reclamar.

–Adélia eu gostaria que você não lesse antes de dormir, ontem demorei muito para pegar no sono e hoje estava muito cansado.

Adélia pela primeira vez sentiu raiva do marido, afinal ler era uma libertação de suas angustias e antes de dormir as palavras eram como um balsamo que a levavam ao sono.

–Acontece que se eu não ler não consigo dormir e também estarei cansada amanhã. — ela falou com raiva.

–Aconteceu que eu trabalho cedo, enquanto você faz o que durante o dia?- Alberto foi totalmente indelicado de propósito afinal aquela mimada não faria o que quisesse com ele.

Adélia ficou furiosa e foi para o banheiro com seu travesseiro, fechou a porta e se acomodou na banheira com seu livro, “quem esse idiota pensava que era, estava demorando a mostrar suas garras”.

Alberto ficou incomodado, mas se ela queria assim que assim fosse. Morreria congelada no banheiro.



Notas finais
Aiiii será que alguém está lendo... Vai dando "saracotico" de nervoso na gente né?! Para saber se está ficando legal a história, se vale a pena continuar escrevendo... Medoooo! rsrsrs Beijos