Notas iniciais
-Oi gentem estou muito feliz, Um Amor que Cura recebeu uma recomendação linda da minha best Daiana Caster, amiga querida já te disse né, que sua amizade é muito importante para mim e se hoje estão lendo essa fic aqui podem culpar essa moça que me motivou/ motiva a compartilhar minhas ideias :) muito obrigada Julia, algumas pessoas já tinham me falado sobre o Nyha mas foi você quem possibilitou tudo, me ajudou e ajuda ainda, chamo direto no whats (perturbo mesmo hahaha) para mostrar pedaços do que estou escrevendo, pedir opinião, chorar as pitangas, etc, etc... *-* Enfim obrigada de coração! :) -Alberto não está encontrando coragem para contar que tem um filho para sua amada Adélia... Boa leitura

Alberto acordou e ao abrir os olhos sentiu falta da esposa.

–Adélia? -chamou.

–Sim? — Ela surgiu toda de branco, com uma roupa de enfermagem.

–Olha só... Já se formou e ainda não sei?

–Não, claro que não! – ela sorriu. — Hoje fomos convocadas para auxiliar na enfermaria no centro médico.

–Ah, achei que hoje ficaria em casa, ficaria comigo...

–Você quer eu fique? – ela sentou-se na beirada da cama o olhando com dúvida. -Eu aceitei o trabalho enquanto estava fora sem nem ao menos conversarmos.

–Não, meu amor lindo! – Alberto gentil pegou a mão da esposa e levou aos lábios. -Eu só não sabia, mas tudo bem, deve ir.

–Tem certeza, não ficara aborrecido?

–Só ficarei com saudades...

–Ah querido, eu não sabia que chegaria ontem, podia ter desmarcado e hoje ficar aqui.

–Princesa... Vai, mas a noite precisamos conversar.

–Também quero conversar com você, mas descanse durante o dia, assim que terminar meu turno voltarei correndo para você.

Adélia fez um carinho no rosto do marido e lhe deu um beijo terno saindo em seguida, deixando Alberto pensativo... Como diria para ela, todas aquelas coisas...





***

Descendo as escadas Joana, vinha da cozinha com a pequena Maria.

–Joana! Alberto chegou ontem a noite!

–Que bom menina e para que esse ar de preocupação?

–Quer conversar comigo a noite!

–Calam Adélia deve ser qualquer coisa, uma viagem mais longa algo assim.

–Ai, Joana, sinto que não são boas notícias...

–Não encha essa cabeça de caraminholas!

A pequena Maria interagia do seu jeito infantil com Adélia, enquanto ela conversava com Joana.

–E essa pequena... A noite falarei sobre você trazer ela para cá...

–Menina não sei ainda se isso é certo.

–É sim, quando ele escutar vai aceitar na hora, bom meninas agora tenho que ir.

Adélia deu um beijo em cada uma e saiu.



***

–Como assim Nestor?

–Hora, sua irmã disse que invetaria uma desculpa.

–Meu Deus, logo hoje, Adélia estará lá fazendo trabalho voluntário, o que ela vai pensar quando ver um bebê de poucos meses nos braços da minha irmã.

–Não falou com ela ainda?

–Não... Ontem ela estava tão carinhosa, afetiva... Eu estava com saudades de ter ela nos meus braços... Não poderia prever a reação dela... E se ela não quiser mais ser minha esposa? O que farei Nestor?

–Largue de bobagem o pior ela saber por outra pessoa.

–Deus, isso não pode acontecer.

Alberto estava desesperado mas naquele momento não podia fazer nada.



***

–Glória?

A irmã de Alberto levou um enorme susto ao escutar a voz da cunhada.

–Adélia?! O que faz aqui?

–Estou trabalhando de voluntária... E esse bebezinho? – perguntou desconfiada.

–Filho de Danubia, uma das minhas damas de companhia... — formulou uma resposta rápida.

–Que lindo, posso segurar?

Glória receosa concordou e entregou o pequeno nos braços de Adélia, vendo a ironia dessa história, o filho do marido como outra, no colo da esposa.

–Que lindinho... O que você tem hein garotão?

–Está com uma alergia terrível.

–Pobrezinho, vou levá-lo até o doutor, onde está a mãe?

–Ela não pode vim.

Adélia ficou um pouco apreensiva, aquele bebê tão pequeno com a irmã de Glória, que parecia muito nervosa.

–Tudo bem, aguarde aqui, vou levar até a sala de atendimento e já lhe chamo.

Glória concordou receosa.

Alguns minutos depois Adélia volta com o pequeno nos braços.

–Esse mocinho acabou de acordar, o doutor vai ver vocês em um minuto, já pesamos e medimos a febre.

— Adélia que bom...

– E como é o nome dele?

–O nome dele é Téo.

–Que nome lindo, Téo... La na minha casa também tem um bebê!

–Cunhada está grávida e nem fiquei sabendo!... – Glória se espantou.

–Não, não... Ainda não fomos abençoados... Mas é a netinha da Joana, lembra dela? A pequena se chama Maria.

–Sim lembro da sua querida e fiel Joana.

Nesse instante Glória é chamada para o atendimento, com carinho Adélia devolve o bebê aos braços da cunhada, que se sente muito mal por esconder algo tão delicado da moça pela qual tinha muito afeto e sabia que Alberto a amava mais que tudo, esperava que logo tudo se resolvesse.



***



A noite Adélia chega em casa cansada e encontra o marido lhe esperando.

–Como foi seu dia?

–Bom, mas muito cansativo...

–Está um pouco pálida... Se alimentou?

–Comi alguma coisa, mas deve ser esse calor... Sabe encontrei Glória hoje no centro médico.

Alberto ficou tenso no mesmo minuto.

–Estava com um lindo bebê, parece que de uma dama de companhia. Sabe eu gosto da Glória tendo essa atenção com uma empregada.

–Adélia... -Alberto sabia que tinha que contar para a esposa o que estava acontecendo que aquele bebê era de sua ex e estava registrado em seu nome.

–Alberto, desculpe te interromper meu amor, mas tenho um pedido para te fazer.

Ele sentiu sua força de vontade desaparecer.

–Diga meu amor.

–Sabe Joana está muito sobrecarregada com a neném e o serviço aqui e mais a filha que anda a ponto de cometer loucuras.

–Coitada da Joana... Mas a ajudante não está sendo suficiente? Podemos contratar quantas mais achar necessário.

Adélia ficou olhando para ele com encantamento.

–Você é um príncipe sabia?!

Ele sorriu ainda tenso com o que escondia dela.

–Príncipe? Não sou um príncipe Adélia, mas com certeza me casei com uma princesa. — ele se aproximou dela e a enlaçou pela cintura.- Eu espero ser digno de ter o seu amor sempre.

–Você tem Alberto, tem todo meu amor, e que homem é mais digno que você?

Sentiu-se um farsante com a mulher da sua vida em seus braços e uma mentira na sua consciência.

–Mas não quero ajudantes... Joana também faz questão de continuar com seus afazeres.

–Então o que deseja princesa? Seu desejo será uma ordem! – ele brincou tentando esconder de si mesmo seus temores.

–Quero que ela possa trazer a neta para ficar aqui, sempre... Até pensei em mudá-la para um dos quartos de hospedes... Eu gostaria de ajudar Joana a cuidar dela... Ela é uma bonequinha você precisa ver... E quando me vê faz uma festa... Ai amor quero tanto te dar um filho, mas parece que não estou tendo sorte...

–Adélia tudo tem seu tempo meu amor... Ficamos um grande período como não casal... — ele sentia-se pequeno diante do desejo dela e escondendo que já tinha um filho.

–Verdade... Tudo tem seu tempo.... O que digo para Joana.

Alberto sorri e deposita um beijo nos lábios dela.

–Diga que traga a menina já! Mude para um dos quartos, qualquer um... Você escolhe...

–Sério?

–Sim, sério!

–Meu amor! -Adélia se enrolou toda no pescoço dele e o puxou para um beijo intenso fazendo com que ele esquecesse de tudo e só quisesse estar nos braços dela.

Notas finais
*-* ai ai ai estou encantada com o carinho na recomendação da Daiana Caster! Só sei sentir! Beijos