Notas iniciais
Adélia finalmente sorri depois de tanto sofrimento... Qual o motivo dessa reação? Boa leitura!!! :)

Adélia não podia estar mais infeliz, não sorriu uma única vez durante a festa e se negou a dançar, estava sentindo um mal-estar, foi o que disse a todos, a sua sorte é que o marido, esse título a enjoava, pareceu ficar satisfeito quando ela recusou o convite para a tradicional dança dos noivos, e os pais não insistiram logo foram para o salão e comemoram a ótima venda que haviam feito pensou a jovem. Assim que pode pediu que queria ir embora, o marido novamente não pareceu chateado, fez um gracejo dizendo que precisava ficar com sua esposa, pois havia chegado de viagem e estava morrendo de saudades dela, os convidados riram, e ela jogou o buque de rosas amarelas para a próxima vítima solteira que queria se casar, Adélia desejou que essa sonhadora fosse mais feliz do que ela. A mãe lhe deu um abraço o qual Adélia não fez questão de compartilhar, e disse que na manhã seguinte Joana estaria na casa do casal, para ajudar nos afazeres, já que Alberto já começaria a trabalhar na empresa do pai, embora todos dissessem que ela tinha que ter uma lua de mel, isso tranquilizou Adélia pelo menos poderia ter Joana perto dela.

A casa que morariam não foi escolhida por nenhum dele, mas a irmã de Alberto havia caprichado e tornado a casa enorme acolhedora. Adélia gostou do lugar e parou na frente da lareira na sala e ficou esperando, agora teria que se deitar com aquele homem, ele era bonito ela havia notado, mas não imaginava como seria passar por esse suplício, mas foi surpreendida:

–Adélia, eu não quero que fique constrangida nem chateada, mas hoje fiz uma viagem tão cansativa e estou acabado depois dessa festa, toda essa algazarra me deu dor de cabeça, e sei que você também está indisposta. Minha irmã arrumou dois quartos, se você não se opuser, vou dormir no quarto de hospedes.

Adélia o olhou pela primeira vez com atenção, ele não era nada do que imaginava, e nem teve as atitudes que imaginou, falou com ela como se tivesse com um igual, e não superior como normalmente os maridos fazem, e pela primeira vez desde que sua vida se tornou uma tristeza sem fim sorriu com sinceridade e sentindo uma certa leveza.

–Não se preocupe, realmente imagino que sua viagem deva ter sido exaustiva, e de fato estou esgotada.

–Ótimo, então eu vou subir, se quiser qualquer coisa… Bom a casa é sua. –ele deu um sorriso forçado.

Adélia o viu subir as escadas e foi até a cozinha deu uma olhada e fez um chá, a cunhada pareceu pensar em tudo, a cozinha estava bem equipada, pegou um pedaço de bolo que estava na bancada e subiu ao seu quarto, suas coisas já estavam ali, seus livros, suas roupas. Ela sentiu-se livre daquela prisão na casa dos pais, talvez esse casamento fosse realmente bom para ela como achava Joana. Leu até dormir como todas as noites fazia.

***

Na manhã seguinte Joana chegou cedo e preparou o café, o primeiro a descer foi Alberto, pegou o jornal e sentou na cabeceira da mesa com uma xícara de café, de longe parecia um recém-casado que dirá um recém-casado feliz, Adélia desceu logo depois, ainda muito pálida, mas com um ar mais sereno, colou um vestido de renda bonito, havia tempo que não se arrumava, Joana ficou feliz.

–Minha querida Joana, que bom a ver tão cedo.

–Minha doce menina, como está?

–Estou bem, bom dia Alberto.

–Bom dia. -ele deu uma olhada e sorriu para ela sobre o jornal.

–Bom vou me retirar qualquer coisa é só chamar.

–Claro Joana, obrigada.

Adélia se concentrou no seu café, estava com fome como a muito tempo não sentia. Enquanto Alberto terminou de ler o jornal e começou a falar:

–Sabe Adélia, nós praticamente não nos conhecemos, e eu me sinto como se isso fosse culpa minha, pois, voltei tão em cima da data do casamento, eu penso que até que a gente se conheça melhor, podemos permanecer em quartos separados, se não se sentir ofendida.

Adélia ficou surpresa e agradecida.

–Acho uma ótima ideia. Vou pedir que Joana deixe seu quarto organizado, e que leve suas coisas para lá.

–Isso, obrigado. — eles trocaram um sorriso selando o acordo e continuaram a comer em silêncio.

***

Joana ficou aflita com a novidade.

–Menina isso é errado, vocês precisam dormir no mesmo quarto e ser marido e mulher.

–Joana fique tranquila, ele que pediu assim, não eu, então vamos agradecer, leve essas coisas dele para o outro quarto e depois vamos preparar um ótimo almoço.

Apesar de ser muito estranho, Joana viu que a menina estava gostando disso, então foram as duas para cozinha e preparam o almoço.

Notas finais
Estou tentando corrigir todos os erros, mas se deixei passar algum por favor me desculpem. ;) Beijos