TOC...TOC...


Quando eu abri os olhos estava dormindo com Edward ainda, fiquei desesperada...


TOC...TOC...TOC...TOC...


Eu olhei para ele que não se mexia e o acordei com um sussurro.


-Edward? Acorda tem alguém batendo na porta.


-Oi?


-Estão batendo na porta.


TOC...TOC...TOC...


-Nossa e agora? Ele sussurrou.


-Não sei.


Ele se levantou e foi até a porta.


Então sem que esperasse seu pai Dr. Carlisle adentrou, empurrando e me olhou de maneira que tinha ódio em sua face e se virou para o filho.


-Já falei com o advogado. Ele disse.


-Para que pai? O que houve?


-Seu irmão me disse que essa menina pode estar grávida.


-Mas...


-Não diga nada já vi tudo, ele disse que você é menor, e não precisa assumir essa criança iremos embora hoje mesmo já chamei o caminhão.


Eu me encolhi na cama me senti o pior ser humano, me senti, suja, uma qualquer, como ele podia falar daquela maneira?


-Pai. Você esta falando bobagem.


-Claro que não. Você não vai perder sua juventude tem muito a viver, conhecer outras meninas, você apenas conheceu essa Bella, a vida não é assim Edward!


-Ela não esta grávida.


O rosto do pai dele deixou de ficar vermelho para o tom natural de sua pele, como se estivesse aliviado com o que ouvirá.


-Um problema a menos. O que não nos impede de irmos embora hoje mesmo.


-Você decidiu e não me avisou é isso mesmo?


-É exatamente isso. Suas coisas estão arrumadas não se preocupe, em torno de 6 horas estamos indo embora daqui iremos para Washington como o previsto, se quiser lhe dou o tempo para se despedir dela. Mas lhe espero em casa em no máximo 4 horas tudo bem?


Ele apenas concordou acenando com a cabeça.


O pai dele saiu, e ele se virou para mim, começando a chorar, eu nem mesmo conseguia olhar para ele, já quem em minha mente apenas pensava no fato dele não ter me defendido, também não defendeu nosso amor, não se impôs ao pai, eu fiquei muito magoada e ao mesmo tempo estava triste pela sua partida.


-Bella.


-Por favor. Não tente concertar.


-Me perdoa.


-Não tenho o que perdoar se não falou nada é porque não honra nosso amor.


-É meu pai.


-Que fala demais. E pior demais sobre mim. Ele não é ninguém para falar assim comigo ou sobre mim você entende isso Edward? Entende a quão ofendida eu estou?


-Sim. Mas não quero passar esse resto de tempo brigando, quero te amar.


-E eu quero esquecer o que houve aqui hoje, mas não tem como nos amarmos depois disso aqui.


Ele veio em minha direção com os olhos cheios de lagrimas.


-Diz que me ama Bella?


Eu abaixei a cabeça.


-Por favor? Diz.


-Eu te amo Edward e você sabe disso.


-Não. Eu não sei. Você ficará me esperando?


-Sim. O quanto for necessário eu vou te esperar e você sabe disso.


-Tudo que acontecer com você irá me contar?


-Sim.


-Bela não deixei de me amar, dependo de seu amor para viver.


-Não. Você depende de seu pai para viver pelo que notei.


Shh, ele colocou seu dedo em meus lábios pedindo meu silencio.


Em seguida nos beijamos com os olhos cheios de lagrimas, estas que sentiam a dor da perda, a dor da espera, e da distancia que seu pai estava colocando entre nós tentando separar nosso amor, nosso desejo e nossos corações.


-Você será para sempre meu amor, meu grande e eterno amos, nunca se esqueça disso.


-Não vou esquecer.


Ficamos ali um abraçado ao outro em prantos, não sei ao certo por quanto tempo, mas o suficiente, para entendermos que nosso amor seria o bastante para vencer a barreira do ódio que seu pai tinha por mim. Ódio esse que nem ele e nem eu sabíamos explicar até aquele momento.


Saímos juntos dali, e fui com ele até sua casa para nos despedir, chegando no local o pai dele estava em frente ao portão o esperando ansiosamente.


-Oi filhao! O homem dizia sorrindo.


-Oi pai.


-Que bom que chegou! E você como vai Bella, está melhor?


-Muito bem senhor obrigada. Respondi de má vontade.


-O dia está lindo, e estamos indo a outra cidade. Sabe Bella pode pensar que não gosto de você e acho que meu filho deve pensar o mesmo, mas sabe vocês não servem um para o outro.


Olhamos-nos sem entender o que ele queria dizer com aquilo.


-Crianças em longo prazo entenderam que não servem um para o outro porque ambos são pobres, o Edward não precisa de alguém tão pobre quanto ele para viver, que é feliz vivendo assim? Hoje vocês sofrem, mas amanha entenderam.


Eu fiquei me perguntando se eu estava escutando aquilo ou se de repente fiquei maluca e não me dei conta em algum momento.


-Filho em Washington você conhecerá novas meninas, e com dinheiro, Bella é linda, inteligentíssima, tem um bom futuro, mas não para você, que deve se casar com alguém que tenha bens.


-Pai realmente o senhor esta me enojando, hoje sou um garoto de 15 anos, mas ainda serei maior de idade e gostaria de saber como será que o senhor pensa que irá me punir quando tomar minhas decisões.


Ele olhou para mim, chorando de novo e disse:


-Você é meu único e eterno amor, não haverá outro amor, ou outras mulheres em minha vida que não seja você, vou entrar para não me dispor com meu pai, mas não esqueça que eu a amo.


Eu balancei a cabeça chorando e concordei com ele.


-Eu. Amo-te. Muito. E para sempre.


Beijamos-nos e eu vi meu amor eterno entrar no carro com sua mãe que me acenava um adeus com olhar de dor pelo que acabará de acontecer, eu simplesmente me virei e sai correndo em direção a minha casa.