Um Amor de Verão

1 Capitulo Único - Um Amor de Verão


A primeira lembrança que tenho da minha infância é quando eu tinha apenas 3 anos de idade. Era a separação de meus pais, Renée e Charlie. Foi uma barra pra mim. Lembro ter visto meu pai gritando com minha mãe e vice-versa. E eu ali no meio. Ele saiu e foi em direção à outra. Minha mãe começou a chorar e foi pro quarto. A segui, e ela chorava. Comecei a chorar também, dizendo:

“Chora não mamãe, senão eu choro também.”

Foi muito fácil pra mim adaptar a não ter mais meu pai comigo. Mas não deixou de ser doloroso. Era como tirar o doce de uma criança, mas, muito mais doloroso. Mas a cada 1 ano e meio ele vinha me visitar. Lembro mais, aquela foi a ultima vez que eu chorei.

Hoje é 26 de junho de 2005 e meu pai vem me buscar pra eu ir pra cidade em que os pais dele nasceram. Ela se chama Forks, é uma cidadezinha pequena que mais parece uma vila. E ela é muito chuvosa, muito mais molhada do que se eu morasse no mar.

A campainha tocou e desci correndo as escadas porque sabia que era Charlie. Abri a porta afobada e pulei em seu colo.

- Oh minha menina, todo bem querida? – pai disse comigo ainda no colo. Ele entrou em casa e fechou a porta, me deixou no sofá e sentou na minha frente.

- To ótima, mas com muita saudade de você. Um ano e meio é muito pra mim. Sou uma criança e preciso mais de você. – disse isso fazendo um biquinho. Eu tava brincando com ele, mas eu queria muito passar mais tempo com ele.

- Eu sei disso, então vim te buscar. Mas se não quiser pode ficar com Renée, e eu volto pra casa.

- Não! Eu nunca fui lá, quero conhecer o lugar. – eu dei um sorriso pra ele, com aquelas covinhas duplas nas bochechas.

- Você sabe que eu adoro quando você faz esse sorrisinho minha menina. E você está errada. Você já foi lá, só que não se lembra porque tinha apenas um ano. Não tem aquela foto sua quando bebê num cavalo? – disse pai apontando pra uma foto que tem em cima da cômoda comigo bebê.

- Ah é mesmo, acho que mãe já disse isso em algum dia, eu que não lembrei.

[...]

Antes de irmos pra Forks papai me levou pra casa da Vovó, do outro lado da cidade. Iríamos levá-la também. Chegamos lá, ela preparou um almoço muito bom pra nós. Pegamos sua mala e bora pra estrada! Na viajem todo só passou um CD. T.A.T.U.

http://www.youtube.com/watch?v=8mGBaXPlri8&feature=fvst

[...]

As chuvas já começavam a cair, e eu com a cara encostada no vidro. Via a paisagem mudando a todo o momento. Via o seu escurecendo com a chuva que vinha. De repente a paisagem muda todo. Já chegamos à cidade. Uma virada de rua e papai estacionou. Na porta havia um casal esperando a gente.

Meu pai saiu e minha vó também. Ela foi em direção ao casal e os abraçou. Eu fiquei no meu cantinho, tímida como sempre. Esperando eles matando as saudades. O papo não demorou até que eles reparassem em mim.

- Essa é sua menina Charlie? – perguntou a mulher.

- É sim Camille. Bella, essa é Camille. Uma prima minha. E esse é John, seu marido. – eu dei um oi tímido. Nunca gostei de apresentações e sempre vivi na barra da minha mãe.

- A ultima vez que eu a vi, não batia no meu joelho. Você se lembra Bella? – essa mulher quer que eu me lembre de quando eu era apenas uma pirralha? Deve ta doida.

- Na verdade não. – disse no meu melhor tom inocente e tímido.

- Ah, — disse Camille com um tom um pouco ofendida. – Mas com o tempo você se lembra. Vamos pessoal, entrem, vocês tiveram sorte que não esta chovendo, se ficarem mais um pouquinho aqui a chuva logo chega.

E fomos todos pra dentro da casa, até que a mulher era educada. A casa era aconchegante. O meu quarto era ao lado do meu pai, então qualquer problema era pular da cama e virar a esquina. Estava no meu quarto com o notbook de meu pai jogando Nintendo Mario [N/A: Eu adoro esse joguinho, e meu pai realmente o tinha no computador]. De repente ouço uma abatida na porta.

- Entra. – disse pra quem quer que seja, não tem por que não deixa-lo entrar.

- Bella, tem alguém aqui que eu queria que você conhecesse. – era meu pai.

- Tudo bem. – e o segui pela casa, fomos parar na cozinha.

Tinha um garoto mais ou menos da minha idade. Ele tinha um cabelo bronze e topetudo [rsrsrsrs], quando percebeu a presença minha e de meu pai se virou. Vi seus olhos verdes de um jade. Me perdi em seu mar. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, nada saia da minha boca, não consegui nem sequer me mexer.

- Bella, esse é Edward. – apresentou meu pai.

- Pode me chamar de Dudu mesmo. – disse Edward. Estava conseguindo a reagir.

- Tudo bem Dudu. – foi o maximo que consegui falar.

- Bella, leve Edward pra jogar Mario com você. Vai ser mais divertido. – meu pai sugeriu.

- Tudo bem, Dudu venha comigo. – disse o levando pro meu quarto onde estava o noot.

Parte 2

O final de semana foi divertido. Dudu mora em uma cidade vizinha e vem pra casa de seus avos – sim, Camille e John são avos dele – todo final de semana. Ele mostrou todo o canto da casa, jogou comigo Mario. Apesar de adorar esse jogo (é o único jogo de vídeo-game que eu sei), sou péssima, nunca tive coragem de sair da base. Mas nessa fase sou craque.

Mas ele logo foi embora e senti aquele vazio no meu peito. Ainda não sei o que esta acontecendo comigo, mas logo descobrirei. São 10:00 da manhã de segunda-feira, e eu aqui sentada na minha cama e jogando joguinhos. Ouço alguém bater na porta.

- Entra. – disse, nenhum assassino iria entrar por aquela porta.

- Querida, você ta muito sozinha aqui, por que não da um passeio pela praia de La Push, é melhor do que ficar aqui em casa sem fazer nada. – era meu pai. Acho que ele tem razão. Ficar em casa com o noot no colo o tempo todo é cansativo.

- Boa idéia. Eu juro que volto antes do almoço. –disse, dando um beijo em sua bochecha e saindo pela porta.

Essa cidade é muito estranha. É a mais chuvosa do país e ainda tem praia. Por acaso isso tem sentido? Não, não tem sentido, mas mesmo assim tem praia. Hoje eu tive sorte. Não ta chovendo, mas também não vou entrar na água. Não nesse frio.

Não demorei pra chegar lá. A cidade é vazia então não precisava parar muito. Sinceramente, não achei ninguém! A praia também tava vazia. Sentei em um banco natural de um tronco caído e fiquei vendo as ondas indo e vindo. Às vezes aparecia uma gaivota e mergulhava pegando algum peixe. Acho isso tão lindo. A natureza em seu curso natural. Foi quando ouvi um barulho de conversa. Olhei pra o outro lado e vi 3 garotos, vindo pra cá. Não necessariamente pra minha direção, mas em direção a essa parte da praia. Eles tinham mais ou menos a minha idade.

Um deles parou quando me viu. E veio em minha direção. Os outros não o seguiram. Ele a cada vez vinha mais pra perto. Fiquei meio nervosa, não o conhecia, e sempre dizem que eu devo sair de perto de pessoas desconhecidas, mesmo sendo uma criança. Até que ele chegou perto. Quase tive um ataque cardíaco de nervosismo.

- Oi, você é Isabella Swan né? Filha do Charlie? – uffa... Ele me conhece, quer dizer, pelo menos conhece o meu pai.

- Oi, sim sou eu. Mas me chame de Bella, eu acho melhor. – por mais estranho que pareça, eu já me sentia segura perto daquele garoto que eu nem sabia o nome... PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! O garoto nem me disse o seu nome! – Qual é o seu nome?

- Jacob Black. Mas pode me chamar de Jake mesmo. – e ele abriu um sorriso de orelha a orelha. Sorri também. Estava começando a gostar de Jake.

Ficamos horas e horas conversando com ele. Nem percebi o tempo passando... PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER MAIS UMA VEZ! Quantas horas são? OMG! Meu pai vai me matar se eu não chegar lá antes do almoço.

- Jake, quantas horas são? – perguntei parando ele quando estávamos andando pela praia.

- São 13:30 da tarde. Por que?

- OMG! Eu prometi pro meu pai que voltaria antes do almoço. A essas horas já perdi o almoço e meu pai vai me matar! Desculpe Jake, vou ter que ir. – e sai correndo de costas dando tchau pra Jake.

- Você volta aqui amanhã? – gritou ele.

- Se não chover eu volto. – gritei de volta.

Não demorei pra chegar, mas quando cheguei me derrubei no sofá de tão cansada. Tava quase dormindo no sofá mesmo quando...

- Isabella Swan! Por que demorou tanto pra voltar? Achei que tinha se perdido. – tudo bem, Bella, abre os olhos lentamente, porque se você não abrir eles é capaz de seu pai arranca-los da órbita.

- Desculpa pai, é que eu nem percebi o tempo passar, estava conversando com o Jake...

- O menino do Black? Então todo bem, o pai dele é meu amigo, então sei que nada vai te acontecer enquanto estiver com ele. Se fosse outra pessoa que eu não conheço você não poderia sair sozinha por ai mais. – Nossa pai, nem me deixou terminar a frase. Mas pelo menos vou poder falar mais com Jake. Ele é muito legal. Vai ser bom não ficar aqui o tempo todo sozinha.

Parte 3

Todo dia eu ia pra praia ficar com Jake... Ele é um garoto legal, e super amigo. A semana passou rápida, e chegou a sexta-feira. Não esperava, mas o inesperado aconteceu. Edward apareceu quando ia passar o dia com Jake.

- Oi Bella. – disse-me

- Oi Ed. – respondi.

- Vai aonde Bella? – perguntou-me.

- Pra praia conversar com o Jake. – respondi. Ele fez uma careta. Não sei, mas acho que ele ficou meio decepcionado.

- Hum... Posso ir com você? – perguntou meio que se segurando.

- Tudo bem. Uma companhia sempre é bom. E acho que Jake não vai ligar. – disse.

Fomos andando conversando. Edward foi me falando como estava passando as férias. Tava um pouco chato. Parecia que ele queria a todo custo minha atenção, para quando chegássemos em Jake minha atenção fosse só dele. Não tinha certeza, mas ele estava com algo que eu chamo de ciúmes.

- E ai Jake? – graças a Deus, chegamos.

- Oi Bella! E quem é esse seu amiguinho? – disse reparando em Edward que tava parado um pouco atrás.

- Esse é o Edward...

- O Cullen? Já vi ele! Não é Cullen? – disse ele meio amargo. Esse povo adora me interromper! Cadê a educação?

- É Bella, já havia visto o Black. – disse Ed no mesmo tom.

http://www.youtube.com/watch?v=9wlVyR3IaHA

Não estava entendendo nada! Comigo eles eram tão legais, agora vem com essa amargura pra cima de mim. Me sentei na pedra, e eles vieram sentar comigo. Um do meu lado esquerdo, outro do direito. A cada 5 minutos um vinha tentar puxar o papo. Mas do jeito que eles estavam um pro outro não agüentei muito tempo. Daí 30 minutos com essa briga interna me levantei sem nem dizer um “a” sai dali. Os dois vieram correndo atrás de mim.

- Fica mais Bella. – gritou Jake tentando me acompanhar. – Você ficou muito pouco tempo aqui hoje.

- Se você quiser ir embora eu te levo, é só me esperar. – gritou Dudu também tentando me acompanhar. Não liguei pra nenhum deles e continuei andando sem nem olhar pra trás.

Fui assim até chegar em casa. Entrei em meu quarto e peguei o not que ainda tava aberto em cima da minha cama. Sentei-me e mal me acomodei e ouço Edward me chamar.

- Bella abre pra mim. O que ouve com você? Saiu e nem tchau deu. Por favor, abre pra mim. – suplicou Dudu. Meu primeiro reflexo a sua voz foi me levantar a ir em direção a porta. Mas era melhor não. Ele me magoou muito com sua atitude. Ele vai ter que esperar até que eu esteja pronta pra perdoá-lo.

- Por Favor, eu tenho algo muito importante pra te dizer. Abre. – ele tava conseguindo o que queria, eu estava a poucos passos de abrir a porta pra ele. Mas eu vou resistir até o ultimo segundo.

De repente ele calou. Não bateu na porta nem me chamou. Deve ter sossegado. Pelo menos agora eu vou poder jogar meu jogo em paz. Quando estava olhando pra tela do not eu ouço o barulho da janela se abrindo. Pulei de susto, mas o computador não caiu no chão. Era Dudu tentando pular a janela.

- O que você ta tentando fazer? – falei com os olhos arregalados. Ele deve ser doido.

- Já que você não abre a porta, não tem outro jeito a não ser pular a janela. – nota mental: nunca mais arranjar um quarto no primeiro andar.

- Ta, agora que conseguiu entrar, não tinha algo pra me dizer? – disse pra ele com os braços cruzados.

http://www.youtube.com/watch?v=FSocQzohO9Y

- Fecha os olhos por favor – disse enquanto vinha mais pra perto, não to gostando disto

- Ai que coisa idiota, não vou fazer isso não. – disse.

- Faz, por favor. – ele disse com uma voz pidona. Olhei em seus olhos e me perdi naquele mar verde. Fiz o que ele pediu. Senti seu corpo vindo pra perto. Ele chegou bem perto. Dava pra sentir o calor que emanava. Ele estava tão perto e tão calado. Eu não sabia o que planejava. De repente ele me beijou. Senti seu hálito refrescante em minha boca. Sua língua pediu passagem e concebi. Nossas línguas faziam uma dança sincronizada. Até que paramos ofegantes. Juntamos nossas testas. Olhamos em nossos olhos.

- Eu te amo – ele disse. Isso era novo pra mim. Uma sensação boa, mas que me dava um frio na barriga. As três palavras que me disse eram estranhas, não me sentia preparada pra ter aquele sentimento que já existia em mim.

- Eu não sei se estou pronta pra sentir isto. – disse quebrando nosso olhar. Me virei de costas pra ele e abracei-me. – Ainda sou nova de mais pra sentir isso Edward.

- Bella, o amor não escolhe idade pra vir. Se ele vir, temos que abraça-lo e nunca deixar que escape de nossas mãos. – dizendo isto me abraçou por trás. Naquele momento senti. Estava pronta, o amor já estava ali, eu apenas precisava enxergá-lo. Me virei pra ele.

- Eu te amo. – nos beijamos mais uma vez. Sentimos cada canto da boca do outro, foi profundo, mas mesmo assim romântico.

- BELLA!! – ouvi meu pai me chamar, estava vindo em direção ao quarto, sorte que eu havia trancado a porta.

- Você tem que sair daqui Dudu. – disse desesperada empurrando Edward de volta pra janela. – Senão meu pai vai cortar a sua cabeça.

Ele me parou, e me deu um selinho de despedida. Corri e abri a porta do meu quarto.

- Sim papai? – disse como se nada tivesse acontecido. Ele vinha em minha direção. Bem atrás dele vinha Jacob.

- Por que você deixou Jacob sozinho na praia hoje? – perguntou, repreendendo a minha atitude de mais cedo.

- Ai papai... É que eu fui com o Edward também. Só que parecia que os dois não estavam se dando bem, então resolvi vir embora. Não estava agüentando aquele ar pesado. – Falei somente a verdade.

- Hum... Então ta bom. Mas vocês que se entendam. – Meu pai pegou a chave do meu quarto empurrou Jake pra dentro e nos trancou ali.

- PAI!! – odiava quando ele fazia isso. Ele já fez com meu primo e com o vizinho uma vez, mas nunca comigo.

http://www.youtube.com/watch?v=GTT0-nYUwHo

- Er... Bella, tem uma coisa aqui no seu queixo. – disse Jake se aproximando. Quando percebi eu já o estava beijando. Não consegui me soltar a tempo antes que minha sanidade me abandonasse. Nosso beijo foi mais rápido, mais intenso. Comigo e Jake era uma paixão. Perigosa e ardente. Precisamos parar pra respirar. Foi ai que percebi o que estava fazendo.

- Por que você fez isso comigo Jake? – disse quase gritando.

- Mas você quis. Eu não tenho culpa se me respondeu. – disse com a cara mais lavada do mundo. Dei um tapa na cara dele de raiva. O empurrei pela janela, e ele caiu sentado no outro lado.

- Nunca mais olhe pra minha cara. – o deixei ali, caído no chão esfregando a cara com uma mão e a bunda com outra. Fechei a janela e sentei na cama e comecei a chorar.

Tudo estava tão confuso. Primeiro descubro que amo Edward e ele me ama também. Ai vem Jacob e me beija. Eu não sei o que fazer, eu não sei como agir. E tudo isso acumula em meu coração fazendo isto doer mais ainda.

- BELLA!! – gritou meu pai pela segunda vez do dia.

- Pai você me trancou no quarto lembra? – corri pro banheiro pra limpar meu rosto.

Meu pai abriu a porta, e sentou-se em minha cama enquanto eu não saia do banheiro. Até que meus olhos não estavam tão péssimos, só um pouco vermelhos.

- Fala pai. – disse enquanto saia.

- Aconteceu um imprevisto e vamos ter que ir embora hoje mesmo. – disse ele. – então é melhor você arrumar suas coisas. – já estava saindo quando lembrou de uma coisa e voltou. – Espera, eu não te deixei aqui com o Jake? –perguntou estranhando porque o cachorro não estava aqui.

- O joguei pela janela. Já expliquei pra ele o motivo de ter ido embora daquele jeito. – disse com a maior cara de anjinho.

Meu pai saiu do quarto e me deixou sozinha novamente. A primeira coisa que eu fiz foi abrir a janela! 1 pirulito pra quem acertar quem tava lá! E Acertou quem disse que foi o cachorro do Jake!

- Bella deixa eu explicar... – foi começando a latir... er, quer dizer falar.

- Cala a boca cachorro! – viram? Ele calou! – cadê o Edward?

- Eu não sei. – disse com desprezo.

- Vai procurar ele agora ou então você vai se ver comigo! – disse com a maior cara de assassina! Ele saiu rapidinho. Fiquei na janela esperando ele voltar. Daí 5 minutos o garoto voltou com Dudu em seu encalço. Ao avistá-lo (o Dudu claro) sem querer saiu um sorriso de meus lábios. O puxei pra dentro de meu quarto e fechei a janela na cara de Jake. Só ouvi o barulho da porta batendo na cara dele. Reprimi o riso.

Me virei pra Du, fui em sua direção e nos beijamos mais uma vez. Com ele eu esquecia de todos os meus problemas. Mas tivemos que parar, e quando parei lembrei de todos os meus problemas! Sentei na minha cama e ele sentou bem atrás de mim me abraçando por trás.

- Ed, temos um problema. – disse com a voz fraca.

- Fala amor. – disse ele calmo mexendo em meu cabelo.

- Meu pai vai me levar embora hoje. – disse, e uma lagrima escapou de meus olhos. Não havia percebido, mas era a 1ª vez que eu chorava desde os três anos de idade. Minha armadura de prata estava começando a enferrujar.

- Mas vocês não iam semana que vem? – disse Ed meio em choque e desespero.

- Ele disse que houve um imprevisto. – me virei pra ele. – Ed, eu não quero me separar de você agora, não agora.

- Bella, não dá pra fazer seu pai desistir disto. Nós temos é que aproveitar por enquanto. – disse segurando meu rosto me fazendo olhar diretamente pra ele. Olhei seus olhos verdes e o beijei. O beijei como nunca antes, um misto de paixão e amor, fogo e calmaria, um beijo de adeus.

Eu não sabia quando o veria, mas algo me disse que eu deveria aproveitar aquele momento. Edward, me ajudou a crescer. Ele foi a melhor fase de minha vida, fez com que aquelas férias fossem inesquecíveis. Sei que nunca encontrarei alguém assim. Mas quem sabe o que o futuro planeja?

Fim...

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