Um Amor de Inverno
8 O Quebrar
Notas iniciais
O telefone tocou mais uma vez e mais uma e mais outra até que por fim, desistirão. Era a décima vez que o quartel ligava para mim, estava correndo o risco de ser demitido ou até mesmo preso, os soldados de Konoha eram bem rígidos conforme a participação no exercito. Mas eu estava me acovardando por causa dela, Sakura estava com o sorriso mais lindo que eu já vi, dançava no ar comemorando outro strike que ela tinha feito. Era um dos melhores no boliche, mas minha cabeça estava longe o suficiente para pensar somente no que iria fazer com a bomba que tinha em mãos.
O comandante havia me dado apenas mais uma semana para resolver o que precisava resolver, mas tinha me promovido há mais três semanas para ficar ao lado dela, sabia que estava sendo louco, mas não podia simplesmente ir para uma guerra sem saber se iria voltar ou não. Nem tinha a conhecido por completo, alguns dias não seriam o suficiente para que ela fosse minha e de mais ninguém, porem tinha a plena certeza que agora ela era minha e a aliança que havia dado a ela era apenas um símbolo do amor que sentia por ela.
– Por que esta tão serio? Aconteceu alguma coisa? – Sakura olhava de um lado para o outro as vitrines do shopping e fazia algumas caretas engraçadas quando via alguma coisa que ela queria.
– Não é nada anjo. – ela riu e ficou vermelha, não entendi a principio, mas logo percebi que era a primeira vez que tinha chamado ela com um apelidinho carinhoso.
– Eu te conheço “anjo”! – ela me imitou e eu não tive como não sorrir. Eu a peguei no colo e a girei algumas vezes no ar, chamando a atenção de quem passava. Encostei minha testa na dela e com os olhos marejados, tomei coragem de dizer aquilo que eu quis dizer logo que eu a vi pela primeira vez.
– Eu te amo! – vi a surpresa em seus olhos e logo depois o enorme sorriso.
– Eu também te amo Sasuke! – ela podia não saber, mas aquilo significava muito para mim. Houve um tempo em que eu não ligava para nada e a única coisa que queria era chamar a atenção dos meus pais, saia com qualquer uma e não ligava se elas iriam ou não se apaixonar por mim, queria apenas me divertir.
Mas o exercito me mudou, fez com que eu amadurecesse; ver os meu companheiros chorando e baixando a guarda inúmeras vezes para o inimigo por estarem cansados, com saudades da família e principalmente por estarem com medo de morrer e nunca poderem verem todos novamente.
Eu poderia dizer que se tivesse conhecido Sakura antes tudo seria diferente, mas não poderia mentir para mim mesmo se ela tivesse aparecido na minha vida e conhecido o antigo Sasuke, eu com certeza a machucaria com meu egoísmo idiota!
Então eu a abracei forte, não queria a soltar tão cedo, tinha que a proteger de tudo, mas meu trabalho não era simples assim, não era apenas ir em um pais devastado e matar aqueles que querem optar pela desordem e maldade, envolvia também a perda para os soldados. Muitos daqueles que perseguíamos pegavam nossas famílias e amigos para nos chantagear e os deixáramos em paz. E por mais que seja horrível dizer… a maioria de nossas missões são abandonadas! No inicio eu não aceitava isso, mas agora eu posso ver, como é difícil voltar…
– Eu preciso ir embora. – sussurrei o pé do ouvido de Sakura. As lágrimas escorrendo de meus olhos. Dei um beijo no alto de sua cabeça e outro de leve em seus lábios, me virei e parti.
– Quando você irá voltar?
– O mais rápido que eu puder!
– Sasuke! SASUKE!!!!! – eu não podia voltar atrás, eu tinha mais um ano de exercito e se ficasse esse tempo só iria aumentar e aumentar, mas se partisse poderia encontrar Sakura em pouco tempo.
– Você tem meu numero, me liga sempre que puder ou manda sms, eu sempre vou estar disponível para você meu anjo…
– Eu te amo Sasuke! – era somente isso que eu precisava ouvir… “Eu também te amo” respondi baixinho, meu coração estava quebrado demais para conseguir fôlego o suficiente para me virar e gritar. Eu voltaria… por ela!
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